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CÉU ARTIFICIAL

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por jessebarbosa182727, 25 Ago 2009.

  1. Sob o teto de casa,
    Fito o perpasso da vida:
    Ora caminhando pela via
    Da cromática sorumbática
    Qual emana da íris pálida;
    Ora deixando-se ficar imersa
    Nas profundezas do mar da alacridade:
    Esta a fluir caudalosamente
    Pelos olhos e maçãs da face
    Meditativamente ébria, errática aeronave!


    A relação assimétrica
    O cerne da mente invade:
    Exequibilidade e a verve da vontade
    Erigem a perniciosa consonância caótica, trágica
    Que grassa, perfura, retalha
    Como a mais afiada lâmina de navalha
    Ou tal a vulcânica bomba detonada
    Que faz da íntima pátria
    A mais dantesca câmara mortuária.


    Rancor e recomeço
    Travam uma querela férrea
    Que doma e flagela
    As pradarias, plagas, malhas, cataratas
    Da inconsútil e destemida alma.






    No entanto,
    Apesar da vigorosa órbita
    De vórtices e tormentas,
    A bem da verdade
    É que a certeza
    De um outro dia nascendo
    Da retina do teimoso
    Córtex brota. Fazendo
    Brotar também a esperança
    De que esteja próximo
    O dia do logro da interior
    Plena concórdia.


    Afinal,
    Sob o teto de casa,
    Contemplo o perpasso da vida:
    Paramento-me com estrelas-chagas
    Quais amadurecem e dão a direção exata
    Á minha visão temerária. Contudo,
    Pouco cicatrizam: na verdade, exalam
    O indelével perfume da mágoa
    Cuja vivenda situa-se na minha
    Agônica e baldia ermida cansada.

    JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
     

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