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Catatau (Paulo Leminski)

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por Anica, 29 Abr 2009.

  1. Anica

    Anica Usuário

    Copiando aqui o que
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    :

    Para ajudar em uma provável garimpada em sebos:

    Capa:
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    428 páginas
    16,5 x 21 cm
    ISBN: 85-89485-14-5
     
  2. Pips

    Pips Old School.

    Eu tive enorme curiosidade para ler! Quando fui procurar não tinha nos sebos e era meio caro nas livrarias. :timido:

    Vou atrás outra vez!
     
  3. Anica

    Anica Usuário

  4. Anica

    Anica Usuário

  5. Tuca.

    Tuca. Usuário

    Eu ia postar "Onde achar?", mas obrigado pela informação da reedição pela Iluminuras, Anica. Adoro essa editora e suas orelhas-destacáveis/marcadores-de-página.
     
  6. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    No final de 2010, foi lançada pela Iluminuras – depois de seis anos – uma nova edição do Catatau, romance-idéia (nas palavras do seu autor) publicado em 1975 por Paulo Leminski. Qual a primeira surpresa que dá para imaginar da maioria? “Nossa, ele não escreveu só poesia?” Pois é, o tão famoso poeta curitibano também fez suas incursões pelo mundo da prosa, mas sem deixar a poesia de lado.

    Quem resolver ler esse livro nonsense, vai perceber de cara que não tem em mãos uma narrativa tradicional, mas sim uma grande experiência literária que atenua as fronteiras entre prosa e poesia por cerca de 200 páginas. Quem já leu Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, Ulysses ou Finnegans Wake, ambos de James Joyce, vai reconhecer de cara a loucura formal do texto e talvez não vai sentir tanta dificuldade quanto outras pessoas, mas mesmo assim não vai ler tão no “automático” quanto leria José de Alencar.

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  7. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Fiquei curioso :sim:
     
  8. Umav Ozatroz

    Umav Ozatroz Usuário

    Alguém nunca imaginou que ele pode simplesmente ter queimado um beque enquanto datilografava? É o mesmo tipo de coisa que me irrita no jazz e em Kerouac: essa efusiva torrente de notas sobre nada. Alguns se maravilham com o despropósito de filigranas fúteis e arabescos encurvados sobre si como aleatórias gotas de chuva ao vento, mas eu prefiro discurso engendrado com rigor formal...

    Mas o Leminski poeta exige respeito.
     
  9. imported_Alberto

    imported_Alberto Usuário

    Gosto do Leminski poeta e tenho o Catatau, mas apenas li trechos, nunca inteiro. Pode ser uma sugestão para o Clube de Leitura (seria muito divertido procurar os significados para todos aqueles neologismos amalucados e misturas de palavras)...
    Mas discordo do Umav, porque mesmo a aleatoriedade está sob regras. Só que por vezes, quando não entendemos a lógica por trás dela, não percebemos isso. Leia um trecho aqui:

    (...)
    Antes de ser, pague, sisifíssimo senhor! Esbangalhe as fantasmagonias de bibelonhas, valha-me, Baal! Assim é: macaquinismos em acontechego, triunfanias e suas iniguarias em bom brocardo! Agora, sim! Mesmo que nem por isso tenha que estar o que te dizia então, aí é que são elas, o perigo! Eis que arre minha regra não via de ver, nem era preciso de vez que de mais a mais tal e qual mais vale um não-sei-o-quê que dois para o que der e for. Isso a troco de que coisa é que se faça? Faz diferença se era uma vez melhor ignorar, faltar e morrer que deus-me-livre de você é que sabe, eu que o diga, que vá? Nesta estratagédia de despercídio, quem escapafede? Occam é lamentável. Esvazie um enxame de consflência, dê-me uma volta de conscidência, acrediste em retritos, qual não admira astromissão! Só não me vem de trela e letra, que minha estrela não é maneira, controle? Meu mais alto estigma de consideralação, sondagens cardíacas! Se, passe a hipótese, não houvesse mau gosto, que seria da queda de Francantartinobra, o que é, é o que seguiremos a ver? Amor com amor se paga, que sai mais barato. Vão os anéis e fiquem os dedos, fuçando o nariz, cutucando a mesma tecla, unha na ferida. Deus só dá nozes para quem nogueira! A ralé em geral com sua proverbial aptitude de fazer provérbios, de dizer bobagem, de acreditar em deuses, de ver errado em linhas certas, de cair na dança sem saber latim — o povo, digo, esse sim. Duma nau em avante, — terra cega, quem tem ouvidos afinados na oitiva, cale-se!
    <...>

     
  10. SenhorK

    SenhorK Usuário

    Sempre tive curiosidade para ler esse livro,ainda mais quando li um trecho dele no Distraídos Venceremos do Leminski.Mas nesses últimos meses já reli Grande Sertãoe e li Ulisses,to de boa com esse tipo de experiência por enquanto.
     
  11. imported_Alberto

    imported_Alberto Usuário

    Acho que não quero mais tentar entender esse livro... li várias páginas ontem tentando entender e acabou me dando dor de cabeça. Vai ver o melhor mesmo é fazer o que sugeriu a Anica e ler em voz alta só por diversão (e também pra desenrolar a língua). ;)
     
  12. Excluído046

    Excluído046 Banned

    Lembrete: encher o saco da Anica até ela indicar Leminski no autor da semana.
     
  13. Pips

    Pips Old School.

    Para quem é de São Paulo, na virada cultural vai rolar a leitura na íntegra de Catatau na Casa das Rosas.
     
  14. G.

    G. Ai, que preguiça!

    Anica, eu sei que vc já falou (na resenha do Hellfire) que o livro não tem muita linearidade e um enredo muito definido... mas tem de saber algo de história pra entender melhor a obra?
    Assim como saber bem sobre Descartes etc...
     
  15. Anica

    Anica Usuário

    acho que um tico de história do brasil da época em que se passa a história, mais um pouco sobre as teorias de descartes (de modo geral mesmo) ajuda a enriquecer a leitura =] aquela coisa, a escolha não foi por acaso. vale lembrar que leminski chegou a dar aula de história, então ele tinha lá conhecimento (e uma teoria) quando resolveu misturar brasil com descartes.
     
  16. Daniel F.

    Daniel F. Usuário

    Sobre a dor de cabeça de ler o Catatau: acho que não falei isso na resenha, mas (pessoalmente) acho que existem duas maneiras de se ler esse livro:

    1) com minúcia quase que filológica, buscando entender em detalhes toda a composição textual da obra para uma melhor compreensão, o que faz dessa leitura EXTREMAMENTE demorada;

    ou 2) susse, lendo em voz alta, de preferência, e apreciando todo o potencial da linguagem.

    Ainda vou além e digo que, assim como dizem do Finnegans Wake, esse lido não é pra ser ~entendido~, mas sim apreciado justamente pelo não entender. Talvez pareça um objetivo pedante escrever algo pra dizer que só você mesmo entende, mas a questão (bem moderna) é: o que todo mundo entende por completo? E o que todo mundo entende igual? O que o Catatau faz é jogar isso na cara da gente pelas constantes sátiras a Descartes em meio à doideira tropical.

    Mas essa é a minha opinião, é claro. Esse é um livro de que se dá pra se (e se deve) falar muito ainda.
     

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