1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

[CARTA 131] Preconceito contra os pagãos?

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Smith de Wootton Major, 28 Jan 2003.

  1. Nem sei se este eh o lugar certo pra este tópico mas...

    "Mas Sauron domina todas as hordas dos homens, que se multiplicam e não tiveram contato com os elfos, nem portanto indiretamente com os verdadeiros Valar e deuses não-decaídos. Governa um império crescente desde a grande torre negra de Barad-dûr em Mordor, perto da Montanha de Fogo, empunhando o Um Anel."
    'Tolkien na carta 131'

    Seria isto uma maneira do tolkien falar que quem não tinha contato com Deus seria das forças destrutivas "do mal"????
    Seria isto preconceito contra o paganismo? Ou uma ironia com os povos asiaticos (fui longe nesta... hehe)?
    Ou seria isto o devaneio de um pagão neuro-paranóico (eu...)?

    Ou seria isto exagero? :o?: :o?: :o?:

    quero saber as opiniões... :eek:
    :tsc:
     
  2. Máscara Negra

    Máscara Negra Usuário

    Eu fico com a do devaneio...
     
  3. Ivan

    Ivan Vai passar do joelho

    Primeiro se deve analisar dentro da obra, e dentro dela esse trecho se refere ao fato de que esses povos orientais e sulistas nunca tiveram contato com os valar representantes verdadeiros de Deus, somente com ainur caídos. Além da obra, acho que não se trata de preconceito, Tolkien tinha a idéia de que todo mito tem uma base real, mas acho que ele realmente achava que os deuses não-católicos eram um erro de interpretação, mas com um fundo de verdade.
     
  4. Fox

    Fox Visitante

    Dentro da obra, a única libertação contra a influência de Morgoth e Sauron eram a morte ou o contato e aprendizado com os ainur não-caídos ou eldar, correto?

    E isso faz sentido, porque os ainur corrompidos eram mesmo uma má influência. Isso é evidente na saga inteira.

    Pelo menos foi o que notei ao ler.

    Acho que seria melhor alguem citar outras cartas onde Tolkien dá sua opinião sobre religiões fora do âmbito católico. Há alguma, afinal?
     
  5. acho que isso é um tipo de preconceito... apesar que dessa maneira ele abdica o preconceito... ou seja ele afirma que é um mito além do alcance dele como mero agente 'reporter'.....(ele só transimite não inventa...)

    mas realmente acho que voces estão certos...
     
  6. Maglor

    Maglor Lacho calad! Drego morn!

    Isso, como já disseram, dentro da idéia de Tolkien todas as outras mitologias e religiões politeístas (incluindo aí o paganismo) tiveram origem em deturpações através dos séculos da imagem dos valar e maiar. E eles não eram deuses, eram "poderes angélicos".

    Isso é tudo coerente com a crença católica do autor. O único ser que deveria ser adorado era o Único Deus, o Deus cristão.

    Não acho que seja preconceito, faz sentido, é coerência. :wink:
     
  7. Goba

    Goba luszt

    É exatamente o que estão dizendo: era coêrencia. :obiggraz:

    Não podemos interpretar isso como preconceito do autor assim como não podemos interpretar que dizer que todos os sulistas e negros eram maus por que para o autor era assim, isso é, claro que na obra isso tem conotação racista, mas não significa que o autor era, como dito pelo nosso colega Ka Bral! :obiggraz:
     
  8. Maglor

    Maglor Lacho calad! Drego morn!

    Nem na obra isso tem conotação racista. 8-)
    Está devidamente explicado naquele tópico a que você se referiu. Eu não vejo nenhum tipo d epreconceito no SdA.
     
  9. Elanor- a bela

    Elanor- a bela Usuário

    Tb não vejo preconceito... Se dentro da obra temos como a mais absoluta verdade que Eru é o BEM e criou todo o universo, blá blá blá... então aqueles que se afastam de Eru e todas as suas manifestações será, obviamente, inclinado para o mal... A sociedade corrompe o homem, sabe qual é?

    Beijinhos chocolate!
     
  10. Goba

    Goba luszt

    Claro que não tem! Mas um leitor mais desavisado pode imaginar coisas! Tem conotação racista olhando sem interpretar à fundo com informações sobre Eru, o porque que eles são ditos como maus e etc. Mas se tivemos informações disponíveis (o que temos e gostamos de ler) veremos que não existe racismo.

    Sei que algumas coisas divergem do meu post anterior, mas Maglor me fez pensar melhor! Obrigado! :obiggraz: :mrgreen:
     
  11. racismo jah eh outra coisa cara... tou falando de perseguição aos pagãos... mas tudo bem... a explicação do maglor ateh que me iluminou sobre o fato de as divindades politeistas serem os valar e tudo mais... :beer:
     
  12. Carcharoth

    Carcharoth Usuário

    Não acho que de maneira nenhuma seja uma perseguição aos pagãos.

    Tolkien só mostra com isso que aqueles que estão afastado do bem (da Palavra de Deus) podem facilmente ser enganados por outros líderes mais fortes, mesmo que sejam malginos.Tipo falsos profetas.

    Eu acho que a coisa se passa mt mais pelo o q eu disse q perseguição ao paganismo.Ele nunca persiguiria um grupo assim.
     
  13. O Sujo de Sangue

    O Sujo de Sangue Usuário

    Hmmmm... para mim tudo é muto simples...

    Não se trata de preconceito, se trata da perpectiva de bem e mal. Sempre existe os dois lados, e qualquer tratativa adotada irá expo-los, não sendo preconceituoso com um deles, mas descritivas nas suas naturezas, que, obviamente, será a de um dos lados.

    Acho que não consigui captar a essência da discução... me parece absurda.
     
  14. Swanhild

    Swanhild Usuário

    Não me lembro de cartas dele falando sobre paganismo e religião, mas lembro de outra coisa. Ele fala em algumas cartas a respeito de mitologia, especialmente germânica e nórdica, e dos povos que criaram essas mitologias. Ele tinha um respeito profundo por esses povos, admirava sinceramente algumas de suas características:

    Da Carta 45 (de 1941, para o Michael Tolkien):

    "I hava spent most of my life (...) studying germanic matters (...). There is a great deal more force (and truth) that ignorant people imagine in the 'Germanic' ideal. (...) You have to understand the good in things, to detect the real evil. But no one ever calls on ne to 'broadcast', or do a postscript! Yet I suppose I know better than most what is the truth about this 'Nordic' nonsense. Anyway, I have in this War a burning private grudge (...): against that rude little ignoramus Adolf Hitler (...). Ruining, perverting, misapplying, and making forever accursed, that noble northern spirit, a supreme contribution to Europe, which I have ever loved, and tried to present in its true light."

    É verdade que este ponto de vista dele ainda é centrado na realidade européia. Mas mesmo assim, ele falava com admiraçao acerca de pessoas completamente pagãs.

    Outros indícios podem ser vistos nas próprias histórias. Os Valar por exemplo são uma porta de entrada, dentro do legendário criado pelo Tolkien, para os deuses pagãos das lendas germânicas, e em todo o desenvolvimento do legendário ele nunca fechou essa porta.
     
  15. Fëaruin Alcarintur ¥

    Fëaruin Alcarintur ¥ Alto-rei de Alcarost

    Meio off-topic, ou não, a mitologia que o próprio Tolkien acha que o influenciou mais foi a finlandesa.

    Só um notinha de rodapé. :wink:
     
  16. Swanhild

    Swanhild Usuário

    Verdade, Fëaruin, o Kalevala foi uma influência importante para a criação do legendário, especialmente no início, e o Tolkien falou sobre isso mais de uma vez. Mas ele nunca (que eu me lembre) associa esse texto ao paganismo, por uma razão simples: para um inglês, havia textos melhores do que esse para essa finalidade. O Kalevala não tem nada a dizer acerca de como foi a época pagã e a transição do paganismo para o catolicismo na Inglaterra. O texto importante neste caso é o Beowulf, seguido das sagas escandinavas.

    (Retificando: o Kalevala não tem nada a dizer sobre como eram as crenças pagãs e o espírito heróico nas tradições da Inglaterra no início da Idade Média, e sobre como essas tradições foram preservadas pelos homens da Igreja.)
     

Compartilhar