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Carlos Vereza no Jô

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Ecthelion, 1 Jun 2010.

  1. Ecthelion

    Ecthelion Mad

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    Categoria:
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    Este vídeo com a entrevista do ator Carlos Alberto Vereza de Almeida no programa do Jô Soares já circulou em e-mail, apareceu em vários blogs e outros sites. Mesmo assim deixamos aqui a referência para fixar na memória política do brasileiro (que a essa altura já deve até ter esquecido do Mensalão).
    Entrevista de Carlos Vereza no Programa do Soares, onde o ator demonstra toda a sua indignação com a política brasileira.

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    ..............................
    Eu sei que a notícia é velha, mas eu mesmo nunca tinha visto (ou pelo menos, eu n lembro).
     
    Última edição por um moderador: 6 Out 2013
  2. TT1

    TT1 Dilbert

    Essa entrevista é histórica. Esse lance de dividir a esquerda é de matar nego do coração. Tem gente que chora contando isso.
     
  3. Lordpas

    Lordpas Le Pastie de la Bourgeoisie

    Adoro essa entrevista. A prova de que entonação, palavras de impacto bem colocadas podem fazer o nada soar como um sininho nos ouvidos.

    Meninas (?) do Jô sendo uma tribuna livre.

    A volta da questão Regina Duarte e o terrorismo eleitoral de 2002.

    Serra como autêntica esquerda? Com apoio de quem? De Bolsonaro? De Agripino Maia?

    Glamour da ignorância? glamourização do apedeuta? Não foi-se a época do
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    Vamos lá.... pensem... pensem...

    Fico com as singelas palavras de Rodrigo Vianna:

    Do excelente blog
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    .
     
    • Gostei! Gostei! x 2
  4. Ecthelion

    Ecthelion Mad

    A polêmica demissão da Globo

    No início de dezembro de 2006, Rodrigo Vianna recebeu comunicado da direção da Globo que não trabalharia na emissora depois de 2007.

    Dias depois, circulou e-mail aos jornalistas da Globo, enviado pelo próprio Vianna, com diversas críticas à forma como sua ex-empregadora conduzira a cobertura das eleições naquele ano. Em especial, o repórter afirma, no texto, que a emissora atuou para prejudicar a campanha de Lula à reeleição. O e-mail em questão vazou pela imprensa, que foi publicado em diversos sites.

    Porém, suas acusações foram questionadas por certos membros da sociedade civil,[quem?] tanto pela gravidade das denúncias relacionadas ao jornalismo da Rede Globo, quanto pela ocasião em que foram feitas: muitos[quem?] consideraram um ato de vingança do profissional contra a emissora diante da não-renovação de seu contrato de trabalho e não uma real indignação com a situação ocorrida.[carece de fontes?]

    As acusações de Vianna foram negadas também por Luiz Claudio Latgé, diretor de jornalismo da Rede Globo. No dia 20 de dezembro, divulgou nota em que diz que Rodrigo Viannna "(...) foi informado (...) que o contrato (...), que termina dia 31 de janeiro, não será renovado. A comunicação com um mês de antecedência é uma exigência do contrato. Latgé afirma na mesma nota que "Os motivos da não renovação nada têm a ver com a cobertura das eleições", questiona o motivo pelo qual o jornalista não se demitiu anteriormente, preferindo se submeter a uma situação que considerava insuportável e defende a cobertura eleitoral da emissora, alegando terem feito " uma cobertura eleitoral intensa e democrática, com a abertura de espaços em todos os nossos telejornais para todos os partidos, que mais de uma vez reconheceram nossa isenção e a importância do serviço prestado ao público."

    [ame]http://pt.wikipedia.org/wiki/Rodrigo_Vianna[/ame]

    ................................
    Interessante.
     
  5. Lordpas

    Lordpas Le Pastie de la Bourgeoisie

    e? esse texto apenas tenta denegrir a imagem de um jornalista. Vamos então dizer que o Joãozinho escreveu o texto de antes.

    E aí?

    Melhor do que discutir uma mini biografia que "carece de fontes" ao invés de explicar quem é Barjas Negri. huh?

    Apenas pra não ficar nessa de utopia Globo vs. Eleições (como se 1989 fosse um passado distante), cito agora Altamiro Borges:

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    .


    Indignação com a política brasileira é um direito de qualquer um. Embasamento para tal "indignação" é algo que não consigo ver em uma das 500 palavras que Vereza/Jô dizem ali em cima. Bravata qualquer um faz, discurso, humm... esse é mais difícil.

    Quanto a dividir a esquerda:

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    Carlos Vereza também... me parece... carece de fontes. Ou 90% dos movimentos artísticos, culturais, políticos e sociais de esquerda estavam ao lado de Lula no referido momento. Incluindo o então "partido de esquerda", o PSDB (saudades do Covas do último video?).
     
    Última edição por um moderador: 6 Out 2013
  6. Ecthelion

    Ecthelion Mad

    Sério mesmo que vc concordou com a tirada do ar do comercial de 45 anos da globo? Se fosse 13 poderia?
     
  7. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Fazer uso de redefinição semântica, dependendo do contexto, é falácia para ganhar debate. Só que aqui a mesma vem a calhar, no que se refere a essas coisas de "esquerda" e "direita"

    Acho que a questão de esquerda e direita não pode ser tomada de forma absoluta para o mundo todo. Não existe um padrão global do que é "esquerda" e "direita", este gradiente deve ser feito em nível regional.

    As palavras "esquerda" e "direita" vêm, se não me engano, da época da Assembleia Nacional da França, durante os anos da Revolução e no período imediatamente anterior. Membros que eram a favor de mais reformas no sistema político e econômico se sentavam à esquerda, enquanto a ala mais conservadora sentava-se à direita.

    Grossamente falando, a definição mais comum de esquerda e direita é que a primeira é liberal socialmente e rígida economicamente, e a segunda tende a ser mais conservadora socialmente e defender com vigor o ideal do laissez-faire.

    Assim sendo, acho que no Brasil, dentre os principais partidos, o PT pode ser definido como uma centro-esquerda, o PSDB como um de centro-direita e o PMDB como um de centro. Este último é complicado, pois tem pouco ou nenhum compromisso ideológico, mas só para efeitos práticos, já que eles concordam hora com um, hora com outro, mesmo que por interesse próprio. O DEM seria de direita, mas encontra-se em estado de irresistível decadência, e tende a se transformar em uma legenda média se perder a prefeitura de SP em 2012. Além de outras legendas mais nanicas nos extremos da escala.

    Só que essa própria definição é pobre, porque os posicionamentos sobre as coisas não são binários. Tendem a existir n alternativas para aquela mesma coisa, não é matéria de 0 ou 1. Essa é uma falácia que a esquerda e a direita unem-se para fazer com o intuito de monopolizar o discurso.

    PS: e podemos comparar entre países também, por exemplo, politicamente o Brasil está à esquerda dos Estados Unidos, mas à direita da Suécia, por exemplo.
     
  8. Lordpas

    Lordpas Le Pastie de la Bourgeoisie

    Não. Um erro não justifica outro, independente de partidos.

    E não foi o 45 que fez a globo tirar do ar o comercial, mas sim todo o contexto, incluindo o jargão.


    em tempo, sobre a questão imprensa:

    Jornalista de Serra, ‘o retórico’, ataca Folha, ‘a anêmica’

    O assessor de comunicação de José Serra, Márcio Aith, escreveu ao jornal Folha de S. Paulo (está na edição desta quarta, 2) reclamando do “noticiário anêmico” do jornal. Foi a resposta iracunda ao editorial Tabus de campanha, onde a Folha acusa o presidenciável tucano de “deslize retórico”, “subentendido infeliz” e “ataque velado”. A luta interna na oposição galga mais um estágio com o episódio caricato: agora em letra de forma, expõe as agruras que a queda nas pesquisas traz.

    Por Bernardo Joffily


    O editorial da Folha (de sábado, 29) de fato deve ter ficado entalado na já castigada garganta do ex-governador paulista. Faz que fala dos “três principais candidatos à Presidência”, mas não oculta que o seu problema é com Serra.

    O texto lastima de que, passado um mês, nem o tucano, nem Dilma e nem mesmo Marina responderam a um questionário da Folha sobre temas programáticos na área “de costumes”. Acusa a campanha de não travar “um debate sério” sobre questões de programa. E aí vai para cima de Serra:
    “O que tem surgido [...] pertence à ordem do deslize retórico, do subentendidoinfeliz e do ataque velado – de que são mostra os pronunciamentos de José Serra sobre a autonomia do Banco Central ou sobre a produção de cocaína na Bolívia” (!).

    Nem a saudosa Velhinha de Taubaté duvidaria do compromisso tucanófilo do principal órgão dos Frias. O que chama atenção, portanto, é a estridência do editorial, essencialmente contra, logo quem, José Serra…

    A primeira explicação que vem à mente é que o bloco demo-tucano-midiático está à beira de um ataque de nervos com a queda de seu candidato nas pesquisas. E por isso passa a lavar sua roupa suja em público. Faz sentido.

    Mas, sem prejuizo desta hipótese, há outra que também se sustenta: a mídia dominante não se contenta em funcionar como partido político, conforme ficou solidamente demonstrado no debate do último dia 14 que lançou Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé” (veja mais em Um começo promissor para o Centro de Estudos “Barão de Itararé”). Ela se enxerga como o “Partido Mãe”, em especial em questões de ideologia e programa.

    Embora ande mal das pernas (que o diga a Folha, ex-campeã de vendas, no século passado), essa mídia tem uma opinião sumamente favorável de si própria. E acidamente crítica dos seus aliados, os partidos tradicionais da oposição conservadora, PSDB e DEM, que considera uns trapalhões, interesseiros e vacilantes.

    Portanto, ela não hesita em puxar a orelha do seu presidenciável, quando acha que ele saiu da linha. Serra, coitado, já deve estar com as orelhas em pior estado que a garganta. O editorial da Folha não é o primeiro exemplo, nem o 11º, nem por certo será o último.

    Aith e o jornalismo do “bateu, levou”

    Não é menos reveladora a carta-resposta de Aith – que aliás chegou no QG de Serra este més, vindo diretamente da redação dos Frias na Rua Barão de Limeira, onde era repórter especial há quatro anos, depois de três como editor-executivo da Veja: uma trajetória que diz tudo.

    Aith parece ter aprendido, talvez com os Frias e os Civita, o jornalismo do “bateu, levou”. Sua réplica, em síntese, é:
    “O editorial Tabus de campanha refletiu apenas o noticiário anêmico do próprio jornal ao não registrar temas programáticos fundamentais abordados pelo ex-governador José Serra” (!).

    Exemplos… de indigência de ideias

    Mas, ao escolher dois exemplos desses “temas programáticos fundamentais”, lançados na sexta-feira no Recife, quanto ao Bolsa Família e à Sudene, o jornalista de Serra expõe a indigência de ideias que acomete seu atual patrão. Se não, vejamos:

    Sudene. Na capital de Pernambuco (onde o governo Lula tem 89% de ‘bom’ e ‘ótimo’ e Dilma Rousseff bate Serra por 53% a 24%, segundo a última pesquisa, do Vox Populi), Serra disse que ela é “um organismo fundamental para o desenvolvimento”. Até prometeu que, “presidente da República, vou presidir, ao mesmo tempo, durante seis meses, a Sudene”.

    Ocorre que, os pernambucanos e brasileiros sabem, a “fundamental Sudene” foi extinta (!) pelo governo em que Serra participou. Em 4 maio de 2001, a medida provisória 2.146-1 “extingue a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – Sudene, e dá outras providências” (veja aqui a íntegra). Quem assinou a MP foi FHC. De seu ministro da Saúde, José Serra, não se ouviu um ai, a não ser agora, que ele precisa ciscar votos nordestinos. Foi o governo Lula que reimplantou a Sudene, em janeiro de 2007.

    Bolsa Família. Serra fez o que pôde para desmentir os boatos de que os tucanos querem acabar com o programa. Anunciou uma proposta que, segundo suas palavras, era “inédita”: “O garoto, o jovem, a adolescente cuja família vive do Bolsa Família vai ter uma bolsa de estudos para se manter no ensino profissional”, garantiu Serra, no palanque, frio e desenxabido, que lançou seu aliado, Jarbas Vasconcelos, para o governo pernambucano

    Desta vez coube a Lula responder, com agilidade, elegância e humor. Nesta terça-feira (1º), quatro dias depois da proposta “inédita” do tucano, compareceu ao Parque da Moóca, em São Paulo (!), para cerimônia de entrega de 1.592 (!!) beneficiários do Bolsa Família que fizeram cursos de qualificação profissional em construção civil, com 200 hora-aula (!!!), dentro do programa Próximo Passo, que oferece no total 172 mil vagas (!!!!) e foi criado em 2008 (!!!!!).

    Folha perde oportunidade histórica

    Bem vistas as coisas, a Folha e Aith, como disse o poeta, se merecem. O que não impede que seja bemvinda a ideia de ativar o debate programático nesta campanha presidencial.

    A edição da Folha desta quarta, aliás, perdeu uma oportunidade histórica – na plena acepção da palavra – de fazer “um debate sério” sobre programa. Cinco das seis centrais sindicais do país reuniram-se pela primeira vez em uma 2ª Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora). A primeira foi há 29 anos! E se reuniram, justamente para discutir um programa de desenvolvimento nacional com valorização do trabalho. O título da Folha: Centrais gastam R$ 800 mil em ato para criticar o PSDB.

    Pior, mais despolitizada e “desprogramizada”, só mesmo a matéria do pé da página. A reportagem deu-se ao trabalho de garimpar, entre os 30 mil líderes sindicais de todo o país presentes no estádio do Pacaembu, São Paulo, uma certa senhora Terezinha Melo, 72 anos, que disse ter vindo do Rio de Janeiro pensando que era “um passeio grátis”. Belo senso de debate programático!

    Ao debate, senhores!

    Porém com ou sem Folha espera-se que a discussão das questões de fundo venha à tona. Na campanha presidencial passada ela demorou, mas por fim entrou em pauta, já no segundo turno; foi por conta dela que Geraldo Alckmin perdeu 2,4 milhões de votos entre os dias 1º e 29 de outubro de 2006. Desta vez, espera-se que comece o quanto antes, com os candidatos apresentando e discutindo suas plataformas.

    Aí, será difícil José Serra continuar a se dizer “de esquerda” enquanto encabeça a coligação da direita moderna com a direita arcaica, representada pelo PSDB e o DEM. Aí, será fácil para o eleitor entender por que esta eleição está mais polarizada que todas as outras desde a de 1º de março de 1930. E será mais fácil ainda escolher o seu lado, entre o programa da continuidade do governo Lula e o da volta aos tempos de FHC.
     
    • Ótimo Ótimo x 1
  9. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    Ótimo post e ótima indicação de blog.
    A influência da Globo me assusta. Vai das camadas populares até os posts da Valinor com cunho eleitoreiro não-explícito.
     
  10. TT1

    TT1 Dilbert

  11. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    A herança mais cruel da corrupção é mesmo a deterioração do ideal de democracia.

    Quanto a política da América Latina hoje, seja ela capitalista, socialista ou comunista, vem seguindo o desempenho das economias. E o mundo hoje está sempre em busca de uma nova identidade econômica já que a tecnologia está sempre mudando. Enquanto China e Rússia caminham num ritmo, tentando se adaptar a popularização dos novos recursos tecnológicos, os países que antes eram sua influência como Cuba demonstraram ser mesmo a periferia do núcleo do que se desejava do comunismo (localizado hoje na europa-ásia) e estão caminhando em descompasso com todas as economias.

    Demonstra-se cada vez mais que os sistemas centrais tanto do capitalismo como do comunismo não investiram recursos suficientes nas periferias para vencer a enorme pobreza e riscos dessas áreas. Os próprios países terão que se levantar sozinhos e criar seu próprio equilíbrio político.

    A política na periferia, do ponto de vista do núcleo, é algo de fachada (falso mesmo) e temporário. São populações frágeis em todos os sentidos (culturais, físicos, ligações sociais incertas e baseadas em enganos ou afirmações desatualizadas) que resulta em política mal adaptada. Enquanto na simulação tudo funciona perfeitamente, ne realidade tudo desanda. E aí vemos distorções políticas como Hugo Chávez e Fidel vivendo como no condado dos Hobbits, tentando fechar o mundo do lado de fora de casa. Fazendo do governo um conceito partidário quando na verdade é uma ferramenta universal de equilíbrio.

    Nossa esquerda e direita reflete mesmo o povo e isso é ruim. Mostra como o povo brasileiro ainda precisa caminhar.
     
  12. Lordpas

    Lordpas Le Pastie de la Bourgeoisie


    E o tt1 desmancha toda uma linha de pensamento com um lol.


    e Neoghoster Akira, a Venezuela não é um país fechado. Pelo contrário.
     
  13. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Hugo Chávez é fechado em áreas importantes da democracia. Isso dá rigidez e inflexibilidade para a economia. Quem investe dinheiro lá sabe que pode sumir sem ter chance de reclamação. A abertura que um governo acredita as vezes não bate com a verdadeira abertura e competição econômica. A Venezuela gosta de dinheiro, porém como um país latino e imaturo não gosta de concorrência.
     
  14. Lordpas

    Lordpas Le Pastie de la Bourgeoisie

    Não. Acho que tu estas equivocado.

    Vou citar um editorial de 2007 do Le Monde Diplomatique (versão portuguesa). Chama a atenção quem escreve esse editorial: Ignacio Ramonet. Um dos grandes jornalistas da atualidade e reconhecido pela sua defesa da liberdade (inclusive com prêmios).

    Segue:


    E se isso não bastar, vamos dar uma olhada em uma hora de entrevista a Kennedy Alencar do próprio Chavez:

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    Da Folha o mané, huh?

    O que é a Folha?

     
  15. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Eu discordo de você. Vou repetir. Não estamos falando de ódio. A intervenção do estado na economia não contamina só a Venezuela. A maior economia da América do Sul, Brasil, e até mesmo os Eua também sofrem do mal ao interferir demais na empresas e ser dependente de carga tributária e protecionismo de setores (No Brasil é o descontrole fiscal, nos Eua os lobbies, na Venezuela o partido). Isso não é abertura real. Essas coisas tiram grau de investimento. Hugo Chávez acha que é só rivalidade e ódio, mas essa é a forma mais superficial de encarar um problema de defasagem econômica.
     
  16. Lordpas

    Lordpas Le Pastie de la Bourgeoisie

    E a não regulamentação do mercado o que gera? Olhe para 2008-2009. A maior crise desde 1929.

    Essas coisas não tiram não o grau de investimento, só é observar a evolução do Brasil em termos de classificação (Moody's, a Standard & Poor e a Fitch).

    Hugo Chavez carrega no discurso de soldado revolucionário e isso pega mal para aqueles que escutam sem um quê de Carlos Lyra. Porque? Carlos Lyra é autor de uma frase que pra mim estabelece a transparencia de uma pessoa: “Minha posição é mais ou menos assim: politicamente eu sou proletário, economicamente eu sou burguês, mas esteticamente eu sou aristocrático.” Trocando em miudos, Chavez não faz questão de esconder o que ele realmente acha, mesmo que isso possa significar um "desentendimento" ou "chacota" dos principais meios de comunicação. O que não significa algo ruim, pelo contrário... os números provam que o seu governo é responsável por mudanças significativas em política/economia/social dentro dos quadros venezuelanos.

    A Venezuela de hoje é sim muito mais avançada e por conta de uma interferencia direta do estado tambem.

    De longe, Chavez, Morales, Lula, Kirchner, Correa, etc são o que de melhor aconteceram na América Latina nos últimos anos.

    Existem polemicas envolvendo esses nomes? Sim, eu mesmo não sou partidário de algumas políticas de Morales. Mas fato: nunca antes tivemos uma estabilidade tão grande dentro do continente.\

    Pra terminar, voltando a questão carga tributária: nos últimos 18 anos começou o movimento de acesso universal a previdência. Esse movimento salvou o Brasil de um colapso entre economicamente ativos vs. inativos e ajudou a acender o mercado interno. A carga tributária elevada é um preço pago para reverter uma situação histórica, a dependencia do governo disto tem de ser vista como uma etapa necessária para corrigir a "ditabranda" e o caos social. E está surtindo efeito, basta observar a massa que saiu da linha da pobreza neste mesmo período.

    Só lembrando, hoje temos cerca de 30 milhões recebendo aposentadorias no Brasil... E o dinheiro da previdencia já foi usurpado pelo governo em épocas anteriores para obras como a de Itaipu.

    Quando se fala em reforma tributária o vies é muito mais de redistribuição de tributos entre união, estados e municípios do que de exoneração (a não ser para estabilizar o atual patamar ou beneficiar setores estratégicos como as exportações).
     
  17. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    Cada vez mais as empresas do mundo têm tido sucesso apesar dos governos e não por causa deles. É a popularização tecnológica andando mais depressa que a legislação. As políticas do mundo estão sobrecarregadas e quanto mais um país está na periferia econômica, mais isso é visível. A segurança dessas empresas está na base do risco de investimento que são as primeiras assediadas pelos estrangeiros.

    Nos dias que correm a Venezuela é a nova "banana republic", chamada de "oil republic". Um meio de produção principal, fácil de ficar de olho pelo governo, num mundo instável no qual a tecnologia pode roubar o meio de vida a qualquer momento. Aonde é mais arriscado, na Europa ou na Venezuela? Aonde for mais diversificado será mais estável. Mas modelos econômicos fechados não entendem de diversificação. Eles entendem de controle total em uma ou poucas coisas. Com mil dólares hoje a Venezuela certamente não faria parte da minha carteira de investimento (ainda mais sob risco de guerra com vizinhos). E sim, investidores olham essas coisas quando estão de olho no grau de investimento.
     
  18. Lordpas

    Lordpas Le Pastie de la Bourgeoisie

    Três perguntas: por quem a Venezuela é chamada de "oil republic"? de onde tu tiraste que a economia venezuelana não vem se diversificando nos últimos anos? Risco de Guerra, com quem?

    De novo, a questão de controle estatal de recursos "naturais" é uma questão estratégica e em nada tem relação com qualquer outro tipo de investimento estrangeiro.

    Por fim, recomendo enfaticamente a todos o novo documentário de Oliver Stone:

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    Última edição por um moderador: 6 Out 2013
  19. Neoghoster Akira

    Neoghoster Akira Brandebuque

    3 respostas. A Venezuela tem a dinâmica do oriente médio. O dinheiro para comprar coisas caras como armas de guerra e financiamento de projetos vem do petróleo e não de outras fontes de pouco valor. E eu não "tirei" isso. Trabalhar com a Opep não é um vínculo frágil. Os projetos faraônicas do oriente médio também vêm do petróleo. Monocultura leva a concentração que leva a desperdício.

    E a Venezuela vive sob risco da Colômbia e do narcotráfico. Mesmo uma guerra que seja pequena para um país é desastrosa para as empresas que trabalham nele. Países andinos também têm tradição bélica.

    Sobre controle estatal existe o que ele mostra e o que realmente existe. Não acredite em países latinos.

    Confie no Hugo se quiser, eu nunca vou pôr a mão no fogo por ele enquanto ele não resolver as defasagens dele vou considerar que alguns países da África são melhores para investimento que o dele.
     
  20. Lordpas

    Lordpas Le Pastie de la Bourgeoisie

    Não se trata de confiar, se trata de fontes.

     

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