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Carl Sagan

Tópico em 'Autores Estrangeiros' iniciado por .Penny Lane., 31 Mar 2010.

  1. .Penny Lane.

    .Penny Lane. Usuário

    Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 — Seattle, 20 de dezembro de 1996) foi um cientista e astrônomo dos Estados Unidos.

    Em 1960, obteve o título de doutor pela Universidade de Chicago. Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da astronomia, como também ao estudo da chamada exobiologia. Foi um excelente divulgador da ciência (considerado por muitos o maior divulgador da ciência que o mundo já conheceu).

    Morreu aos 62 anos, de pneumonia, no Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, depois de uma batalha de dois anos com uma rara e grave doença na medula óssea (mielodisplasia). A ciência perdeu um grande defensor, divulgador e incentivador dela na atualidade.

    Obra

    Com sua formação multidisciplinar e talento para a expressão escrita, Carl Sagan legou-nos um formidável acervo de obras, dentre as quais figuram clássicos como Cosmos (que foi transformado em uma premiada série de televisão, acompanhada por mais de meio bilhão de pessoas em todo o mundo), Os Dragões do Éden (pelo qual Carl Sagan recebeu o prêmio Pulitzer de Literatura), O Romance da Ciência, Pálido Ponto Azul e O Mundo Assombrado pelos Demônios: a Ciência como uma vela no escuro .

    Sem medir esforços para divulgar a ciência, Carl Sagan escreveu ainda o romance de ficção científica Contato (visando atingir o grande público interessado pelo gênero), obra que foi inclusive levada para as telas de cinema, posterior a sua morte. A última obra do autor (Bilhões e Bilhões) foi publicada postumamente por sua esposa e colaboradora Ann Druyan e consiste, fundamentalmente, numa compilação de artigos inéditos escritos por Sagan, tendo um capítulo sido escrito por Sagan enquanto se encontrava no hospital. Recentemente foi publicado no Brasil mais um livro sobre Sagan Variedades da experiência Científica - Uma visão pessoal da busca por Deus, que é uma coletânea de suas palestras sobre teologia natural.

    Isaac Asimov descreveu Sagan como uma das duas pessoas que ele já encontrou cujo intelecto ultrapassa a dele próprio. O outro, disse ele, foi o cientista de computadores e perito em inteligência artificial Marvin Minsky.

    Fosse pela literatura científica formal ou de divulgação, pela televisão ou cinema, Carl Sagan buscou sempre oferecer ao público – leigo ou especializado – a mais completa e acessível visão científica dos fatos que se fez possível. Foi professor de astronomia e ciências espaciais na Cornell University e professor visitante no Laboratório de Propulsão a Jato do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Criou a Sociedade Planetária e promoveu o SETI.

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    O Mundo Assombrado pelos Demônios deveria ser tipo leitura obrigatória em escolas.(ou pelo menos um capítulo que, se não me engano, se chama "A arte refinada de detectar mentiras") Sem dúvida um tapa na cara de pessoas que acreditam em astrologia, abduções por extraterrestres, atlântida, e essas coisas. Abriu meus olhos pra muita coisa, se eu posso citar um único livro que mudou minha vida, foi este. Dizem que Dawkins afirma que queria ter escrito esse livro - acho que se eu tivesse que escolher um livro pra ter escrito também seria esse. Ele não é um livro que trata de assuntos científicos complexos, pelo contrário, é um livro que trata de pseudo-ciência e a influência desta nas pessoas. Mas pararei por aqui porque o tópico não é do livro, e sim do autor.
    Comecei a ler Bilhões e Bilhões e estou gostando.
     
    • Ótimo Ótimo x 1
  2. Izze.

    Izze. What? o.O

    O Mundo Assombrado Pelos Demônios eu quero muito ler. Acho o assunto muito interessante.

    Do Carl Sagan, eu li Contato. Adorei o livro, e antes pensava "wtf, astronomo escrevendo livro?" Mas é um romance muito bom, com ótimos argumentos. E uma narração invejável, já que um período muito longo se passa no livro, o que ele faz de forma muito natural, sem deixar o livro maçante ou com aquela sensação de estar incompleto.
     
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  3. Carl Sagan e suas ideias estavam muito a frente de seu tempo. Estou assistindo a série Cosmos, de 13 episódios, 1 hora cada e estou fascinado por relembrar de tanta coisa que li e por estar aprendendo coisas que não conhecia.

    Recomendadíssimo.
     
  4. Grimnir

    Grimnir Usuário

    recomendo não apenas assistir a série de TV "Cosmos", mas também ler o livro de mesmo nome. há muito conteúdo do livro que não está na série e vice-versa. infelizmente é difícil achar ambos os produtos em português pra comprar. o livro eu li em inglês mesmo e a série está quase completa no YT (embora alguns episódios tenham sido deletados).

    o livro A Dança do Universo, do Marcelo Gleiser, também é bem interessante, pois faz uma revisão da história da ciência (principalmente a física e astronomia). outro livro que gostei foi o Hiperespaço, do Michio Kaku, só que esse é um pouco mais pesado - as vezes eu boiava bonito na leitura.
     
    • Gostei! Gostei! x 3
  5. Vou ler o livro assim que puder!

    Eu tinha esse livrão, li muitas páginas mas acabou sumindo :(

    Carl Sagan talvez seja meu maior ídolo, entre os escritores, maior até que Tolkien.
     
  6. Grimnir

    Grimnir Usuário

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  7. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Meu primo no final do mês vai trazer pra mim de Madri o livro Cosmos publicado em espanhol. Agora sim finalmente vou ler a versão escrita da série.
     
  8. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Reflexões sobre "Cosmos", de Carl Sagan
    27 de Outubro de 2017 às 11:06


    Por Neil deGrasse Tyson

    Publicado pela primeira vez em 1980,
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    reúne alguns dos conhecimentos mais avançados da época sobre a natureza, a vida e o Universo — e se mantém até hoje como uma das mais importantes obras de divulgação científica da história. Embora diversas descobertas fascinantes tenham ocorrido nos últimos quarenta anos, o tema central deste livro nunca estará desatualizado: nosso fascínio pelo conhecimento e a prática da ciência como atividade cultural.

    No dia 6 de novembro, uma nova edição do livro mais aclamado de Carl Sagan chega às livrarias, uma nova oportunidade para conhecer um dos cientistas que mais contribuíram para a divulgação da ciência e das maravilhas do nosso Universo. Além do prefácio de Ann Druyan, a nova edição também contém um texto de Neil deGrasse Tyson, que você pode ler a seguir.

    * * *
    Nem todo aquele que consegue impactar corações e mentes de uma geração inteira terá essa aceitação de sua influência nas gerações posteriores. O continuado sucesso de Cosmos, a obra‑prima de Carl Sagan, depõe fortemente a favor da afabilidade e inteligência de seu autor. Mas também revela uma ânsia oculta de todos nós por conhecer o lugar que ocupamos no universo e compreender por que isso é tão importante em termos intelectuais, culturais e emocionais.

    Essas propriedades distinguem a obra de Carl Sagan e seus colaboradores de todas as outras iniciativas de divulgação científica. A maior parte dos bons livros do gênero lhe ensina o que o autor supõe que você deva saber no campo de sua especialização — aquilo que é “quente”, que é interessante — numa linguagem clara e simples. Mas raramente essa informação tem o cunho de algo maravilhoso, que é o fundamento da visão de mundo de Cosmos. Seria ousadia minha afirmar que Cosmos maneja esse poder de uma forma que influenciou de maneira profunda o modo como observamos, interpretamos e conduzimos nossas vidas?

    Um dos fatos menos observados no que concerne a Cosmos, mas que talvez seja sua mais significativa contribuição à cultura humana, é como essa obra repetidas vezes poliniza, cruzando e entrelaçando, ciências tradicionais — astronomia, biologia, química e geologia. Tomados separadamente, cada um desses campos é nobre e consagrado pelo tempo. Mas quando vistos em conjunto — quando Cosmos os entretece numa tapeçaria de concepções sobre nosso lugar no universo —, sua justaposição torna‑se potente e indelével. Cosmos foi um dos primeiros, se não o primeiro, nesse empreendimento. Nas décadas que se seguiram à sua publicação, veríamos o surgimento de campos de estudo híbridos, como a astrobiologia, a física de astropartículas, a astroquímica, a geologia planetária — alguns ainda vestindo seus hífens ou juntando seus termos.

    Porém a publicação e o sucesso de vendas de Cosmos realizou muito mais do que isso. O tratamento que o livro dá aos temas científicos está sempre mesclado com outros campos de estudo tradicionais, como história, antropologia, arte e filosofia, mostrando pela primeira vez como e por que os leitores devem abranger todas as formas de ciência que importam em nossa cultura.

    Na época, não havia nada mais inovador, mais edificante ou mais capacitante do que os temas e as mensagens de Cosmos. Talvez pela primeira vez, em qualquer mídia, a pessoa que lhe estava ensinando ciência — Carl Sagan — preocupava‑se com os intricados caminhos mentais que podem nos privar de uma forma racional de pensar. Sua motivação era falar com você, não lhe dar uma aula. Nesse nível de conforto pedagógico, milhões de pessoas por todo o mundo convidaram sua imagem televisiva a entrar em suas salas de estar, e suas palavras impressas a compartilhar suas poltronas de leitura.

    Quando Cosmos apareceu pela primeira vez, em 1980, a corrida armamentista da Guerra Fria estava diminuindo, mas assim mesmo continuava a manter as nações do mundo reféns de um arsenal nuclear de imenso poder destrutivo, oriundo das mentes de físicos. A exploração espacial, contudo, ainda era promissora. A Nasa já havia pousado a Viking em Marte, sete anos depois de termos caminhado na Lua. E as sondas espaciais gêmeas Voyager prosseguiam em seu voo de passagem pelos planetas jovianos, em seu caminho de saída do sistema solar. Isso tudo eram notícias dignas de manchetes. Mas muito mais ainda estava por vir. O ônibus espacial ainda não tinha sido lançado. A Estação Espacial Internacional só existia no papel. O Telescópio Espacial Hubble estava a onze anos de ser projetado. Os primeiros exoplanetas — ou planetas extrassolares, que orbitam outros sóis, que não o nosso — estavam a quinze anos de serem detectados. A rede mundial de computadores ainda estava uma década distante de se tornar uma utilidade doméstica. E mais dezenas de missões espaciais ainda seriam lançadas e chegariam a seus respectivos destinos.

    Num campo que se desenvolve com tanta rapidez como a astrofísica, poderíamos pensar ser impossível escrever sobre ele um tratado atemporal. Mas em Cosmos você nunca está focado na última palavra do desenvolvimento da ciência. Isso está sempre mudando. Em vez disso, o foco é aquilo que a épica aventura da investigação científica significa para a Terra, para nossa espécie — para você. E essa receita funciona em qualquer época, em qualquer lugar, em qualquer geração.

    * * * * *
    Neil deGrasse Tyson é astrofísico do Museu Americano de História Natural, onde atua como diretor Frederick P. Rose do Planetário Hayden. Foi o apresentador e narrador do relançamento na TV, no século XXI, da série Cosmos, transmitida pelo canal FOX em 2014.

    Fonte:
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