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CAP.II - A DESOLAÇÃO DE LUNNA

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Anne Tolkien, 30 Jan 2015.

  1. Anne Tolkien

    Anne Tolkien Usuário

    Depois do susto que os três dragões levaram ao quase perder sua "mãe", resolveram ir para outras terras, muito, muito distantes das florestas drakkarianas. Eles ajuntaram seus tesouros e acabaram indo para a Terra-média; para o Urzal Seco: lugar onde viviam as grandes serpentes de fogo.

    Quando lá chegaram, Anna Lunna tinha 182 anos, e seus dragões tinham 171 anos. Os quatro eram ainda muito jovens.

    Passados alguns dias, alguns anões que habitavam o reino de Erebor, passaram por aquele local e viram uma jovem muito bonita que falava e os dragões ao ouvirem sua linda voz a obedeciam e gostavam de ouví-la cantar pra eles. Eles ficaram preocupados e ao chegarem em suas terras, espalharam a notícia da elfa "encantadora de dragões"; e a notícia acabou chegando aos ouvidos dos orcs.

    Os orcs ficaram ávidamente interessados na dominadora das feras cuspidoras de fogo; e pensaram que se ela lhes contasse seu segredo; eles poderiam também dominar dragões e usá-los para os planos maliciosos de Sauron, de devastar a Terra-média.

    Então, sigilosamente; eles arquitetaram um plano para raptar a tal elfa para fazê-la confessar qual era o segredo que ela tinha que fazia os dragões furiosos obedecerem-na e a agradarem.

    Enquanto eles planejavam como pegar Anna Lunna; lá no Urzal Seco, estavam Smaug e ela dentro de uma caverna com os tesouros, conversando.

    Lunna comentou com Smaug que na noite em que Dyllan, seu pai, morreu; horas antes, ele disse a ela que o coração de um dragão vale muito; e perguntou a Smaug o que Dyllan quis dizer com aquilo. Então o dragão do fogo lhe contou o maior segredo dos dragões:

    - O coração de um dragão não é um coração comum, Danann (mãe). Eles são pedras preciosas e; quando um dragão morre, seu corpo perecendo ou não, todas as suas memórias e seu conhecimento permanecem em seu coração. Através de seu coração, o companheiro que o dragão tinha em vida pode obter todo o conhecimento do dragão, e comunicar-se com ele.

    Encantada com o coração dos dragões; Anna os chamou de "Eldhunary", que em Dalish significa "imortal" ou "eterno".

    Então, com as unhas, Smaug perfurou o próprio peito e mostrou seu coração à Lunna; que era uma grande pedra preciosa mais valiosa que qualquer outra preciosidade; que os drakkarianos chamavam de Drakkúryas; e só eram conseguidas quando um dragão morria; por isso era tão requisitada.

    - Este é o meu coração... Que você chama de Eldhunary. - disse o Terrível; e tirou um pequenino pedaço dele.

    Em seguida, pegou algumas pedrinhas de ouro e diamante do tesouro dele. Ele lapidou a Drakkúrya com fogo, em forma de coração e depois com as outras pedras fez uma corrente e uniu com a Drakkúrya, colocando as pedras de diamante por cima. Ao terminar, estendeu a gargantilha para Anna Lunna:

    - Agora você tem um pedaço do meu coração; um tesouro pelo qual os homens e os anões dariam tudo que possuem só para conseguí-lo!

    O plano que os orcs tinham chegou ao conhecimento de Azog, O Profano, e ele aprovou a missão de sequestrar a elfa; pois ter um dragão do fogo a seu favor seria maravilhoso!

    Partiram então, dez orcs para o Urzal Seco e ficaram de vigia durante três dias para observar bem o momento exato do dia em que a elfa ficava sozinha no local. Após os três dias de espera, eles se preparam para entrar na caverna de Smaug; quando os três dragões saíram.

    Enquanto isso, Lunna dormia e sonhava que chorava desesperada procurando por seus pais. De repente, ela encontrou com a Valier Varda, A Rainha Das Estrelas de Arda. Varda começou a lhe dizer algo que nunca passara pela sua cabeça. E dizia ela à Anna:

    - Venho trazer-te um recado de meu senhor Manwë. Você chora tanto pela morte dos seus pais, que de onde estávamos; eu e Manwë nos comovemos. Eu vim para te dizer que você não permanecerá assim para sempre.

    - Então meus pais vão voltar???

    - Não, querida rsrs. Eles não irão voltar. Mas você irá viver uma experiência nova. Vai sentir um sentimento que jamais sentiu antes. Um dia você irá se apaixonar.
    - Como assim??
    - Você amará um elfo mais do que como um melhor amigo...

    Naquele instante passaram-lhe pela mente uma porção de perguntas. Como seu Drogon; ela também era muito curiosa e pensou em perguntar algo a respeito daquilo para a Valier. Ela disse primeiro:
    - Bom... Não faço idéia do que seja se apaixonar por alguém e nem como isto acontece, minha Senhora. Mas aproveitando a oportunidade... Com quantos anos eu irei conhecer esse tal elfo?
    - Depois de seus duzentos anos, pequenina...
    - Mas... aonde irei encontrá-lo??
    - Vocês se encontrarão quando chegar o momento propício. Vai dar tudo certo! Ele agradará o teu coração e realizará todos os seus desejos; a fará sentir-se diferente! Será alguém muito "poderoso"!
    - Como assim?? Ele... ele é
    bonito?
    - Ele é magnífico! É filho de alguém muito importante! Você ocupará um lugar especial no coração dele. Ainda devem acontecer muitas coisas para que chegue este dia; porém ninguém tomará o seu lugar no coração dele. Você é muito jovem para conhecê-lo ou saber muito sobre ele. Mas digo-te que ele é alguém demasiadamente importante, experiente; e tem grandes feitos! Seu prometido a amará como amou Elwë à Melian e Beren à Lúthien. E não te aflijas porque o que é teu virá na tua mão, ainda que demore e não há ninguém em nenhum dos mundos que a fará mais feliz do que ele.
    - Mas... Se eu sou muito jovem para conhecê-lo, por que me falou dele?
    - Para que você saiba que não está sozinha, que alguém ainda a amará muito e cuidará de você com carinho. Serás muito feliz!

    Em seu sonho, a jovem elfa ficou pensativa sobre como seria o sentimento que estava prestes a sentir... como seria seu futuro elfo...... E se alguém iria separá-la de seus dragões...
    Realmente, ela era uma jovem muito, muito bonita. Nunca houvera cortado seus longos cabelos negros uma única vez na vida. Ela os jogava de lado, e eles eram lisos, faziam lindos cachos nas pontas e chegavam até os joelhos. Seus olhos eram dourados como os do dragão vermelho e ela tinha 1,65 de altura. Por sobreviver comendo vegetais, Lunna era muito magra, tinha o corpo frágil de menina inocente, mas possuía formas perfeitas.

    Varda desapareceu na sua frente; e em alguns segundos ela começou a acordar; encantada com o sonho que teve.

    Levantou tranquilamente e chamou por seus "filhos". Como não houve resposta, ela saiu da caverna para procurá-los; e foi surpreendida pelos orcs!

    Anna usou a dobra de fogo para tentar se defender mas foi desacordada pelo murro de um orc.

    Quando voltaram os três dragões para sua morada e não encontraram a sua mãe, ficaram transtornados!

    Cada um saiu em uma direção para procurá-la; Smaug foi nos reinos e povoados mais próximos.



    Quando chegou aos orcs; estes ficaram apavorados com medo de serem devorados. Então, um deles usou a mente maléfica e disse de imediato para o dragão:

    - O rei da Floresta Das Trevas e os habitantes de Erebor souberam da existência da sua elfa e a acharam muito perigosa, uma ameaça para o povo deles. Então eles decidiram executá-la. Os elfos a capturaram e os anões ficaram responsáveis por matá-la... Foi o que eu ouví dizerem por aí.

    Por causa dessa falcatrua maldita dos orcs, aconteceu então nas Terras Ermas, a desolação de Smaug; onde o dragão; furioso por pensar que mataram sua "mãe", veio do Urzal Seco, feriu elfos e matou e anões, e desolado ele dormiu por anos na montanha Erebor embaixo do ouro; e depois de ser despertado pelo hobbit e os anões e deixar em chamas a Cidade Do Lago; ele acabou sendo morto pela lança negra do barqueiro Bard e seu corpo caiu e afundou nas águas turvas do oceano.

    No mesmo período, enquanto tudo isto acontecia; foi também a desolação de Lunna. Como não quis contar o que fez para conseguir a lealdade dos três dragões; os orcs bateram nela até que ela ficasse inconsciente e enfiaram em seu ombro uma lança órquica, o que a manteve inerte por muitos dias.

    Durante a batalha dos cincos reinos na Terra-média, Lunna despertou e fugiu de seu cativeiro. Ela foi encontrada em Angmar, por Aerys e Drogon. Estava muito debilitada pelas lesões que os orcs lhe causaram e foi levada de volta para Drakkar.

    Estavam os três sem rumo e nada sabiam a respeito de Smaug. Eles caminhavam pela cidade de Salënya quando foram encontrados por uma mulher de nome Wyla.

    Wyla era uma bruxa; mas de bom coração. Era casada com um bruxo de nome Sandor e tinha uma filha chamada Ravenna Draven; com quem Lunna fez uma grande amizade e passou a considerar como irmã. Anna morou com eles até os 234 anos, quando ouviu rumores de que Smaug não estava mais vivo. Foram os 61 anos mais dolorosos de sua vida; onde todos os dias, desolada, ela esperava pela volta de Smaug. Olhava pela janela da casa de Ravenna e ficava esperando-o surgir detrás das montanhas...

    Drogon e Aerys ficavam rondando a casa da família de bruxos para proteger Lunna e eles.

    Um dia, a elfa resolveu que devia saber a verdade sobre os rumores que ouvira a respeito de seu dragão vermelho e pediu que Aerys e Drogon a levassem até o local onde Smaug fôra visto com vida pela última vez.



    ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥



    Chegando nos arredores da Cidade Do Lago, os dragões pousaram e disseram para sua mãe; que segundo os relatos e as lendas; o corpo de Smaug havia caído naquelas águas.

    Sem esperanças, Anna ajoelhou na areia e ficou olhando para o mar; segurando a gargantilha de Smaug. Há alguns metros dela, havia uma âncora ao lado de uma embarcação que naufragara alí.

    De imediato, lhe ocorreu um pensamento suicida: "Não tenho nada... Ninguém espera por mim em lugar algum. O sonho que tive aquela vez com a Varda... Foi só um sonho! Nunca acontecerá! Alguém jamais gostará de mim e eu não gosto de ninguém além de meus dragões; e agora já perdí um deles, o meu primeiro dragão! De que me vale esta vida? Por que ainda respiro? Por que ainda bate o meu coração? Por que ainda piso sobre esta terra maldita? Desejo que aquele ou aquela, quem quer que tenha matado meu Smaug; morra consumido pelas chamas de um dragão do fogo se ainda respirar estes ares! Vida maldita!"

    Ela correu até a âncora e com toda a sua força de elfa, foi arrastando o objeto em direção ao meio do mar, até onde os pés não conseguem mais alcançar a maré. Drogon e Aerys estavam distraídos, andando pra lá e pra cá enquanto Lunna lamentava.

    Quando conseguiu o que queria, Anna agarrou a âncora e afundou com ela!

    "Sei que o corpo dele não estará mais nestas profundezas, mas quero morrer onde ele morreu, porque quando morre um dragão... Morre também o seu dono!" - ela pensou antes de começar a perder a consciência enquanto afundava. As profundezas estavam quase negras, era difícil enxergar. Lunna teve medo, mas naquele momento nada importava pra ela. Só queria morrer logo para não ser mais sozinha. Para não sentir medo de perder mais ninguém, para não ser mais machucada.
    Ela soltou da âncora e lentamente foi fechando os olhos. O peso da água parecia aumentar sobre seu corpo muito leve... Sentia muita falta de seus pais, de seus parentes, de seus dragões... E não se importou com o que Varda havia mostrado no sonho pra ela há muitos e muitos anos; afinal ela nem chegaria a conhecer o tal elfo, já que sua história acabaria alí naquelas águas gélidas e tristes.

    Tudo foi ficando escuro, e ela começou a se sentir em paz e aliviada... Começou a enxergar sombras disformes no fundo do mar, e pensou estar já delirando para morrer; só que quanto mais perto do fundo ela chegava, uma das sombras parecia ficar mais real, até que ela pareceu reconhecer aquela forma jogada no fundo do mar. Ela começou a reabrir os olhos lentamente e pensava: "Não... não... Não pode ser!" Novamente veio-lhe uma vontade de viver, de sair das águas e arrastar o corpo que ela estava vendo para a terra.
    "Meu dragão... Não pode ser!... O que fizeram com o dragão que eu criei? O dragão que me protegeu e me ensinou a viver?!"
    Ela chegou ao fundo e parou ao lado de Smaug, caído, com asas e boca abertas.
    Suas lágrimas já se misturavam com as águas salgadas do oceano e seus olhos estavam avermelhados. Encostou nele; nem ao menos conseguia enxergar sua cor escarlate; ele parecia ser um dragão negro em vez de vermelho.
    Ele ainda tinha as mesmas jóias incrustradas no peito e na barriga.

    "Como pode o corpo dele ainda estar aqui, depois de tanto tempo?!"

    Quando os dois dragões deram ppr falta de Anna; Aerys que sabia nadar, desceu nas águas para buscá-la. Ele chegou ao fundo do mar e viu Lunna em cima de Smaug, estava quase morta. Com as garras, ele puxou Smaug e começou a subir.
    Quando chegou na maré, Drogon o ajudou a arrastar o dragão vermelho e Lunna caiu na areia. Smaug foi posto a seu lado.
    Ela engatinhou e se jogou embaixo de uma asa do dragão vermelho e até recobrar a consciência permaneceu longos minutos deitada alí. Aerys e Drogon sentaram na areia e ficaram olhando seu irmão morto e sua mãe moribunda.
    Lunna recuperou o pouco de força que tinha e levantou. Caminhou até a cabeça do dragão, ajoelhou e começou a chorar bem baixinho.
    - Yë tegeg drîm... Nûm ennül targen... Le drû meeg ly drîm, Smaug? Tuîn tég drîm dîn myë? (Eu choquei você... Nós crescemos juntos... O que fizeram com você, Smaug? Por que tiraram você de mim?)
    Subtamente ela deu um grito tão alto e rouco que os outros dois dragões assustaram e sentiram medo. Anna Lunna gritou, gritou, gritou de ódio até ficar vermelha, até perder a força e o fôlego!
    Drogon e Aerys se afastaram um pouco de medo da reação histérica de sua mãe e ficaram observando.
    Ela debruçou sobre o pescoço do dragão e ficou lá imóvel.
    De repente veio-lhe uma lembrança remota; de uma conversa que ela tivera com Smaug a respeito do coração de um dragão:
    - "O coração de um dragão não é um coração comum, Danann (mãe). Eles são pedras preciosas e; quando um dragão morre, seu corpo perecendo ou não, todas as suas memórias e seu conhecimento permanecem em seu coração. Através de seu coração, o companheiro que o dragão tinha em vida pode obter todo o conhecimento do dragão, e comunicar-se com ele."

    Ela também se recordou que Dyllan, seu finado pai; era um drakkáry pertencente à linhagem de Smaug; e que portanto ela também era, e eles tinham o mesmo sangue.
    Num movimento brusco, ela levantou e enfiou uma unha do próprio Smaug com tudo dentro do peito!
    Seus dois filhos se assustaram, pensando que ela estivesse se matando.
    A elfa pegou um pedaço de seu próprio coração e foi em direção à escama que faltava no peito de Smaug, e enfiou-o lá dentro com as mãos cheias de sangue; com a outra ele tapava o buraco em seu peito.
    - Se meu pai tinha coração de dragão, eu também tenho!! - e fez a dobra de fogo dentro do corpo do dragão. A escama que lhe faltava no peito, foi regenerada e ela tirou a mão dele. Então, olhou para Drogon e Aerys:
    - Vamos voltar para Drakkar!


    ♚♕♚♕♚♕♚♕

    Os reinos da Terra-média viviam em plena paz e harmonia. Seus habitantes iam e vinham quando queriam; e alguns saíam para explorar outros mundos. As Terras Encantadas; como era conhecido o mundo Drakkar; eram as terras mais próximas de Arda.
    Fazia algum tempo que estavam em Valinor, o anão Gimli e o elfo Legolas. Depois de longos dias aproveitando toda a paz de Valinor; durante uma festa, a senhora Galadriel e o senhor Elrond os chamaram para uma conversa. Disse Elrond a eles:
    - Olá Legolas, olá Gimli. Gostaria de lhes falar sobre notícias que recebí de um explorador de outras terras. Não sei se já ouviram falar de um mundo conhecido por nome de Terras Encantadas, ou Drakkar...
    O elfo e o anão se entreolharam pensativos.
    - Acho que não, senhor. - respondeu Gimli.

    - Ei... Já ouvimos sim senhor "tampinha". - brincou Legolas.

    Gimli arregalou os olhos:

    - Está vendo como ele está engraçadinho?! Exijo mais respeito comigo, menino!

    Elrond riu dos dois.

    - Vocês dois são impossíveis! Agora... brincadeiras a parte; eu gostaria de falar sobre estas terras que mencionei. São terras vizinhas de nosso mundo e... segundo o viajante com quem conversei, Drakkar é um mundo quase todo destruído. Está decadente. Há pessoas passando fome e outras criaturas morrendo injustamente... E em breve será devastado forças malignas.

    - Drakkar é a terra de sua mãe, Legolas. - disse a senhora Galadriel.

    - Eu quais são suas intenções, senhor Elrond?

    - Eu sinto que devemos partir para Drakkar e reerguer aquelas terras! Tem irmãos nossos lá!

    - Mas como iremos ajudar este tal mundo?

    - Eu pretendo, com a ajuda de vocês, combater as forças do mal naquele lugar. Por enquanto, este plano está apenas entre mim e Galadriel, e agora estou compartilhando com vocês dois senhor Gimli.

    - Sabemos que não seria justo pedir esta ajuda à vocês depois de nos ajudarem com a Sociedade Do Anel... Depois de tudo que fizeram pela Terra-média vocês merecem é claro, aproveitar os dias felizes de Valinor. Só irão ajudar se quiserem. Vocês tem a escolha.

    Então os dois pararam para decidir...

    - A iniciativa foi minha, senhores; e ficarei infinitamente grata se escolherem nos ajudar. Quando ouví a triste notícia, pensei em sua mãe. Ela nasceu naquelas terras e foi princesa em um reino. Foi uma grande amiga minha. - falou Galadriel.

    - Você quer continuar vivendo na mamata, Tampinha? - brincou Legolas novamente com seu amigo anão.

    Gimli olhou para Elrond e reclamou outra vez:

    - Olha ele!

    - Não sei você, mas eu vou ajudar. - continuou Legolas.

    - É claro que eu também vou! Um anão adora trabalhar, está no meu sangue! Vamos partir logo!

    - Calma rsrsrs. - riu a Dama Branca.

    - Precisamos de mais ajudantes, senhor Gimli. Se formos só nós, não conseguiremos ajudar aquele povo.

    - Então vamos convocar a antiga Sociedade Do Anel, senhor Elrond!

    O senhor de Valfenda riu:

    - Vamos dar paz aos hobbits e a Aragorn rsrs. Eles têm família agora; o terceiro filho de Aragorn nasceu há poucas semanas.

    - Posso falar com uns velhos conhecidos, meus senhores.

    - Quem, Legolas?

    - Tenho primos que moram nas próprias Terras Encantadas. Kayllean e Betty. São sobrinhos da minha mãe. Há muitos anos que eu não os vejo; mas posso falar com eles.

    - Será que o Aragorn não quer entrar nessa não?

    - Ele é rei agora, Tampinha. E tem que cuidar de uma esposa e três pequenos. Não pode largar tudo para ir ver outra aventura conosco rsrs.

    - A gente podia ao menos falar com ele, ora...

    - Não Gimli rsrsrs. - disse Elrond.

    - Vou pedir que meu dragão traga Betty e Kayllean aqui.

    - Se puder, eu agradeço, Legolas.

    Durante o tempo que esteve em Valinor, Legolas ganhou de seu pai Thranduil; um ovo de dragão branco. Era ele o dragão Noggard, mais conhecido como Urso por assumir a forma de um. Era muito jovem ainda, e solidário; inclusive também era de Drakkar.

    Depois de falar com seu companheiro, ele vôou para suas terras para buscar os irmãos Sindar, Betty e Kayllean.

    A princesa Betty e o príncipe Kayllean eram filhos do rei Kharnezys com a rainha Khyara; donos das terras de Nayren; um dos reinos mais fortes de Drakkar. Kharnezys era o irmão mais velho da mãe de Legolas.

    Quando Noggard chegou em Nayren, pediu para falar com os dois primos do príncipe Legolas. Sabendo que precisavam de ajuda; Betty foi chamar a elfa capitã da guarda de seu reino, Alleatha e seu irmão, o arqueiro Gwidion. Voaram com Noggard, Kayllean, Betty, Gwidion e Alleatha.

    Eles se apresentaram perante o senhor de Valfenda e a Dama Branca para se juntar a eles na missão de salvar a terra dos dragões.

    - Está faltando alguém muito especial, não acham? - questionou Elrond olhando para a Dama Branca, Legolas e Gimli.

    Então chegou, Mithrandir; mais conhecido como Gandalf, O Cinzento!

    - Legolas Folhaverde! Gimli! Quanto tempo!

    Depois de conversarem e discutirem o que queriam fazer, Gandalf deu um palpite:

    - Acho que vamos precisar de um hobbit, não acham?

    - Sim, mais... Quem seria? - indagou Gimli.

    - Vamos fazer um convite a Peregrin e Meriadoc! - retrucou Legolas.

    E lá foi Noggard outra vez, buscar os dois pequenos hobbits.

    Quando ele chegou no condado e conversou com Pippin e Merry, Bilbo Bolseiro; que estava por perto ouviu. Repentinamente, o velhinho tresloucado também decidiu que queria ir para a missão.

    Noggard então levou Merry, Pippin e Bilbo; por quem Galadriel, Elrond, Gandalf, Legolas e Gimli não esperavam.

    Antes de partirem, tentaram fazer com que Bilbo ficasse; porque já era ele muito velho e precisava descansar; mas não adiantou. Ele colocou na cabeça que queria reviver os velhos tempos de se aventurar e ver dragões frente a frente.

    Ficou decidido então que partiriam para as Terras Encantadas: Legolas, Betty, Kayllean, Alleatha, Gwidion, Gandalf, Galadriel, Elrond, Pippin, Merry e o velhinho teimoso do Bilbo!
     

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