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Cantinho dos Críticos

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Ana Lovejoy, 8 Fev 2004.

  1. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Claro que tem, a narradora Morgana. :obiggraz:
     
  2. Fëanor

    Fëanor Fnord

    Livro: Nas Montanhas da Loucura

    Autor: Howard Phillips Lovecraft



    O livro é composto de 4 contos, ao melhor estilo de suspense e terror de H. P. Lovecraft: Nas Montanhas da Loucura, A casa temida , Sonhos na casa Assombrada, e O Depoimento de Randolph Carter.

    Para quem não conhece, Lovecraft tem um estilo de narração extremamente descritivo, o que nem sempre agrada à todos. Mas as descrições detalhadas garantem a eficácia em passar situações apavorantes e cenários assustadores.

    O principal conto, Nas Montanhas da Loucura, narra sobre uma expedição feita ao Pólo Sul, e sobre descobertas macabras lá, como o de uma cidade antiga, no meio de uma cordilheira desconhecida de montanhas, onde viviam seres inimágináveis, inteligentes e muito superiores à raça humana. Nessa cidade, coisas abomináveis e segredos que nunca deviam ser descobertos serão revelados.


    Um trecho desse conto, que demonstra bem o estilo narrativo de Lovecraft:


    “Eu poderia ser perfeitamente franco – conquanto não possa suportar ser muito direto – ao descrever o que vimos, embora sentíssemos, na ocasião, que não devíamos admiti-lo mesmo um para o outro. As palavras que chegam ao leitor jamais poderão sequer sugerir a atrocidade da própria visão. Ela estropiou de tal forma nossa consciência, que fico cismado em pensar como foi que conseguimos reduzir a luz das lanternas conforma o planejado e atingir o túnel certo na direção da cidade morta. Só o instinto deve ter nos guiado – melhor, talvez, do que a razão poderia ter feito. Entretanto, se foi ela que nos salvou pagamos um alto preço. De razão, pouca coisa, por certo, nos restou.”

    Howard Phillips Lovecraft. Nas Montanhas da Loucura, pg. 127
     
  3. Shadowrunner

    Shadowrunner Usuário

    Bem, não descreveria Lovecraft como "extremamente descritivo", pois em muitos contos, ao invés dele descrever os monstros e coisas apavorantes, ele diz " é tão horrível que não consigo descrevê-lo". Se fosse em apenas um conto que isso ocorresse tudo bem, mas são em vários.
    Adoro Lovecraft, mas não podemos descrevê-lo como extremamente descritivo.
     
  4. Shadowrunner

    Shadowrunner Usuário

    Livro: Hannibal
    Autor: Thomas Harris


    Esse livro é a continuação do livro O Silêncio dos Inocentes, mas apear disso, pode-se lê-lo sem necessariamente ler o 1º.
    Dr. Lecter foge do sanatório, vai para o Brasil(!!!), faz uma cirurgia plástica e vai para A Europa. Mas uma vítima de Lecter que sobreviveu mas ficou completamente deformado, promove uma verdadeira caçada contra ele, para assim fazer sua vingança (dar ele de comida aos porcos. Literalmente!!!).
    Novamente a agente Staling é encarregada do caso.
    Bom é um livro ótimo, com um personagem no mínimo interessante (Dr. Hannibal Lecter), com uma descrição ótima dos personagens e ambientação, fazendo-nos sentir conhecer o local e os personagens e mostrando aonde chega o sadismo humano. Um ótimo livro, recomendo.

    Obs.: Para quem olhou o filme Hannibal, leiam ele livro mesmo, além de ser bem superior ao filme, o final é diferente!
     
  5. Shadowrunner

    Shadowrunner Usuário

     
  6. Fëanor

    Fëanor Fnord

    Eu considero ele sim descritivo, e muito. O fato dele descrever os monstros e certas coisas como "inomináveis" "indiscritíveis", e etc, é apenas para repassar uma imagem de terror e pânico em seus leitores, nada mais.

    Em todo o resto da narrativa, ele descreve as coisas em minúcias, tim tim por tim tim.
     
  7. Shadowrunner

    Shadowrunner Usuário

    sim isso eu nunca poderia negar, mas as vezes tu quer saber como é o monstro e ele vem com indescritível e essas coisas.

    Ele até já foi criticado muito por isso. Mas não deixo de gostar dele MESMO :D

    O Depoimento de Randolph Carter acho muito bom!

    Droga meu último post duplicou.
     
  8. Eternal Bard

    Eternal Bard Usuário

    Livro: O Anticristo

    Autor: Friedrich Nietzsche

    Bom, vo colocar o inicio do livro e todos entenderam qual tema é abordado:

    "Este livro pertence aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo. É possível que se
    encontrem entre aqueles que compreendem o meu “Zaratustra”: como eu poderia misturar−me àqueles aos
    quais se presta ouvidos atualmente? – Somente os dias vindouros me pertencem. Alguns homens nascem
    póstumos.
    As condições sob as quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido –
    conheço−as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha paixão, é necessário possuir uma integridade
    intelectual levada aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas – e ver a imundície
    política e o nacionalismo abaixo de si. Ter se tornado indiferente; nunca perguntar se a verdade será útil ou
    prejudicial... Possuir uma inclinação – nascida da força – para questões que ninguém possui coragem de
    enfrentar; ousadia para o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de sete solidões.
    Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades
    que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo – acumular sua força, seu
    entusiasmo... Auto−reverência, amor−próprio, absoluta liberdade para consigo...
    Muito bem! Apenas esses são meus leitores, meus verdadeiros leitores, meus leitores predestinados:
    que importância tem o resto? – O resto é somente a humanidade. – É preciso tornar−se superior à
    humanidade em poder, em grandeza de alma – em desprezo..."
    Friedrich Nietzsche
     
  9. doncorleone

    doncorleone Usuário

    Lord Hugo,

    Estilo Guerra nas Estrelas???

    doncorleone
     
  10. Tilion

    Tilion Administrador

    Na verdade, é SW que tem várias coisas da Fundação, como uma cidade do tamanho de um planeta inteiro (Coruscant/Trantor).

    Em Fundação as disputas são mais em planos, estratagemas, intrigas, etc, uma coisa muito mais cerebral, enquanto que em SW é mais na porrada mesmo. :)
     
  11. doncorleone

    doncorleone Usuário

    Procurei esse livro pelo nome do autor e achei mais de um resultado. Achei "Crônicas da Fundação", "Fundação: Trilogia" , "Fundação II". Qual é a sequencia?
     
  12. Tilion

    Tilion Administrador

    A seqüência é:

    1) Fundação: Trilogia (Primeira Fundação, Fundação e Império, Segunda Fundação)
    2) Fundação II
    3) A Fundação e a Terra

    No entanto, há dois livros que funcionam como prequels, mas que eu recomendo que sejam lidos após os três principais:

    - Prelúdio da Fundação
    - Crônicas da Fundação

    Assim, se quiser colocar todos em ordem cronológica, temos:

    1) Prelúdio da Fundação
    2) Crônicas da Fundação
    3) Fundação: Trilogia
    4) Fundação II
    5) A Fundação e a Terra
     
  13. doncorleone

    doncorleone Usuário

    Valeu Gabriel.

    Vc leu "Eu, Robo"??? Como o filme é em relação ao livro?
     
  14. Tilion

    Tilion Administrador

    O filme é um lixo total em relação ao livro.
     
  15. doncorleone

    doncorleone Usuário

    Ae galera o SW-EpisodeIII sai esta ano, alguem tem algum comentário sobre o Universo Extendido? Sei nada sobre ele e gostaria de informações.
     
  16. Uzd

    Uzd Usuário

    Autora: Virginia Wolf
    Livro: Orlando

    Well, este é um livro estranho... Aliás, dona Virginia Woolf era estranha, além de nariguda e suicida. Mas esqueçam tudo sobre o bonito, porém entediante, filme As Horas e a senhorita Nicole Kidman com seu estranho nariz de plástico. Há apenas um jeito de entrar em contato com a estranha Virginia: lendo seus livros estranhos, of course.

    Orlando, escrito em 1928, não é um livro sobre dramas psicológicos, labirintos subjetivos ou gripes espirituais... não, não. É engraçado e lírico. Acima de tudo, a escritora monta uma alegoria sobre a história da Inglaterra, e a história da literatura na mesma ilha, partindo do séc XVI até 1928. A propósito: alegoria é uma ficção que explica uma coisa através de outra, ou seja, Orlando é um romance (uma coisa) que ilustra a história da literatura (outra coisa).

    É assim: Orlando, único(a) personagem do livro, é um homem que vira mulher, ou já era mulher antes, sei lá. Para sobreviver aos períodos literários ingleses, Orlando vive trocentos anos, tipo um(a) Highlander (comparação tosca, i know, mas funciona). E durante toda sua longa vida, vai escrevendo e reescrevendo um poema chamado “O Carvalho”. Pode-se palpitar que Orlando, além de simbolizar as peripécias do espírito literário inglês, também revela a própria Virginia Woolf, que teve sua vida inteira dedicada à literatura. E "curtia as mina, tá ligado?"...

    Forjado com frases longas e serpenteantes, mas cheias de brilho e sofisticação, a escritora coloca Orlando em inúmeras situações que evocam o desenvolvimento da literatura inglesa, de Marlowe até... Virginia Woolf. Preciso confessar que nessa parte final o livro fica muito chato! É sempre assim: vê-se com nitidez o que está longe, e atrapalha-se com o que está perto. Culpa da óptica, e não da escritora.

    Mas vale a pena ler, apesar do final um pouco dissonante. Sua prosa requintada talvez desagrade os leitores moderninhos que preferem uma escrita curta e grossa. Seu método de mudar o personagem, não só fisicamente, no meio do livro também causará espanto a aqueles que adoram coisas bem definidas. E seu feminismo latente, que nunca se concretiza, talvez decepcione o pessoal que adora sacar ideologias da literatura... Mas, fazer o quê? C´est la vie... Lê quem quiser. E, principalmente, interpreta-se o que quiser, sendo esta a maior qualidade das grandes obras de arte.
     
  17. Anigel

    Anigel Eu atropelo duendes!

    Livro: Assassinatos Na Academia Brasileira de Letras

    Autor: Jô Soares

    Bom, eu não gostei. Me arrependi de ter comprado. O livro tem 252 páginas e e a história em si ocupar umas 100 eu ficarei surpresa. O que ele faz o livro inteiro é encher lingüiça. Conta um monte de fatos interessantes da época e mistura no meio da história para distrair o leitor. Se ao menos a história fosse boa eu ficaria feliz, mas nem ao menos é.

     
  18. pelego

    pelego Usuário

    Acabei de ler o livro do Jo hoje..
    O que eu achei curioso agora é que, eu tava no primeiro post desse tópico, e la falaram em Dorian Gray... e justamente existe o mesmo no livro do Jo, que eu concordo com o que foi citado acima, há muita incheção de linguiça, teve uma hora que o Jo começou a falar sobre a Seita dos envenenadores, contando toda a história deles, e dai foi umas 6 páginas de sofrimento... mas tem muitos fatores positivos, e é bem cômico. Tirando, claro , as várias frases em Latin, Frances, que eu nao entendo nada, e me parece que ele quer ali apenas mostrar um intelectualismo que realmente, não precisa.
     
  19. str1ker

    str1ker Usuário

    E especificar qual livro você leu, nada né? :)
     
  20. pelego

    pelego Usuário

    era so vc olhar a msg anterior a minha... fiz apenas um comentario sobre ela. 8-)
     

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