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Cantinho dos Críticos

Fëanor

Fnord
Livro: Nas Montanhas da Loucura

Autor: Howard Phillips Lovecraft



O livro é composto de 4 contos, ao melhor estilo de suspense e terror de H. P. Lovecraft: Nas Montanhas da Loucura, A casa temida , Sonhos na casa Assombrada, e O Depoimento de Randolph Carter.

Para quem não conhece, Lovecraft tem um estilo de narração extremamente descritivo, o que nem sempre agrada à todos. Mas as descrições detalhadas garantem a eficácia em passar situações apavorantes e cenários assustadores.

O principal conto, Nas Montanhas da Loucura, narra sobre uma expedição feita ao Pólo Sul, e sobre descobertas macabras lá, como o de uma cidade antiga, no meio de uma cordilheira desconhecida de montanhas, onde viviam seres inimágináveis, inteligentes e muito superiores à raça humana. Nessa cidade, coisas abomináveis e segredos que nunca deviam ser descobertos serão revelados.


Um trecho desse conto, que demonstra bem o estilo narrativo de Lovecraft:


“Eu poderia ser perfeitamente franco – conquanto não possa suportar ser muito direto – ao descrever o que vimos, embora sentíssemos, na ocasião, que não devíamos admiti-lo mesmo um para o outro. As palavras que chegam ao leitor jamais poderão sequer sugerir a atrocidade da própria visão. Ela estropiou de tal forma nossa consciência, que fico cismado em pensar como foi que conseguimos reduzir a luz das lanternas conforma o planejado e atingir o túnel certo na direção da cidade morta. Só o instinto deve ter nos guiado – melhor, talvez, do que a razão poderia ter feito. Entretanto, se foi ela que nos salvou pagamos um alto preço. De razão, pouca coisa, por certo, nos restou.”

Howard Phillips Lovecraft. Nas Montanhas da Loucura, pg. 127
 

Shadowrunner

Usuário
Para quem não conhece, Lovecraft tem um estilo de narração extremamente descritivo, o que nem sempre agrada à todos. Mas as descrições detalhadas garantem a eficácia em passar situações apavorantes e cenários assustadores.
Bem, não descreveria Lovecraft como "extremamente descritivo", pois em muitos contos, ao invés dele descrever os monstros e coisas apavorantes, ele diz " é tão horrível que não consigo descrevê-lo". Se fosse em apenas um conto que isso ocorresse tudo bem, mas são em vários.
Adoro Lovecraft, mas não podemos descrevê-lo como extremamente descritivo.
 

Shadowrunner

Usuário
Livro: Hannibal
Autor: Thomas Harris


Esse livro é a continuação do livro O Silêncio dos Inocentes, mas apear disso, pode-se lê-lo sem necessariamente ler o 1º.
Dr. Lecter foge do sanatório, vai para o Brasil(!!!), faz uma cirurgia plástica e vai para A Europa. Mas uma vítima de Lecter que sobreviveu mas ficou completamente deformado, promove uma verdadeira caçada contra ele, para assim fazer sua vingança (dar ele de comida aos porcos. Literalmente!!!).
Novamente a agente Staling é encarregada do caso.
Bom é um livro ótimo, com um personagem no mínimo interessante (Dr. Hannibal Lecter), com uma descrição ótima dos personagens e ambientação, fazendo-nos sentir conhecer o local e os personagens e mostrando aonde chega o sadismo humano. Um ótimo livro, recomendo.

Obs.: Para quem olhou o filme Hannibal, leiam ele livro mesmo, além de ser bem superior ao filme, o final é diferente!
 

Shadowrunner

Usuário
Shadowrunner disse:
Livro: Hannibal
Autor: Thomas Harris


Esse livro é a continuação do livro O Silêncio dos Inocentes, mas apear disso, pode-se lê-lo sem necessariamente ler o 1º.
Dr. Lecter foge do sanatório, vai para o Brasil(!!!), faz uma cirurgia plástica e vai para A Europa. Mas uma vítima de Lecter que sobreviveu mas ficou completamente deformado, promove uma verdadeira caçada contra ele, para assim fazer sua vingança (dar ele de comida aos porcos. Literalmente!!!).
Novamente a agente Staling é encarregada do caso.
Bom é um livro ótimo, com um personagem no mínimo interessante (Dr. Hannibal Lecter), com uma descrição ótima dos personagens e ambientação, fazendo-nos sentir conhecer o local e os personagens e mostrando aonde chega o sadismo humano. Um ótimo livro, recomendo.

Obs(spoiller).: Para quem olhou o filme Hannibal, leiam ele livro mesmo, além de ser bem superior ao filme, o final é diferente!
 

Fëanor

Fnord
Shadowrunner disse:
Bem, não descreveria Lovecraft como "extremamente descritivo", pois em muitos contos, ao invés dele descrever os monstros e coisas apavorantes, ele diz " é tão horrível que não consigo descrevê-lo". Se fosse em apenas um conto que isso ocorresse tudo bem, mas são em vários.
Adoro Lovecraft, mas não podemos descrevê-lo como extremamente descritivo.
Eu considero ele sim descritivo, e muito. O fato dele descrever os monstros e certas coisas como "inomináveis" "indiscritíveis", e etc, é apenas para repassar uma imagem de terror e pânico em seus leitores, nada mais.

Em todo o resto da narrativa, ele descreve as coisas em minúcias, tim tim por tim tim.
 

Shadowrunner

Usuário
Em todo o resto da narrativa, ele descreve as coisas em minúcias, tim tim por tim tim.
sim isso eu nunca poderia negar, mas as vezes tu quer saber como é o monstro e ele vem com indescritível e essas coisas.

Ele até já foi criticado muito por isso. Mas não deixo de gostar dele MESMO :D

O Depoimento de Randolph Carter acho muito bom!

Droga meu último post duplicou.
 

Eternal Bard

Usuário
Livro: O Anticristo

Autor: Friedrich Nietzsche

Bom, vo colocar o inicio do livro e todos entenderam qual tema é abordado:

"Este livro pertence aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo. É possível que se
encontrem entre aqueles que compreendem o meu “Zaratustra”: como eu poderia misturar−me àqueles aos
quais se presta ouvidos atualmente? – Somente os dias vindouros me pertencem. Alguns homens nascem
póstumos.
As condições sob as quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido –
conheço−as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha paixão, é necessário possuir uma integridade
intelectual levada aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas – e ver a imundície
política e o nacionalismo abaixo de si. Ter se tornado indiferente; nunca perguntar se a verdade será útil ou
prejudicial... Possuir uma inclinação – nascida da força – para questões que ninguém possui coragem de
enfrentar; ousadia para o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de sete solidões.
Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades
que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo – acumular sua força, seu
entusiasmo... Auto−reverência, amor−próprio, absoluta liberdade para consigo...
Muito bem! Apenas esses são meus leitores, meus verdadeiros leitores, meus leitores predestinados:
que importância tem o resto? – O resto é somente a humanidade. – É preciso tornar−se superior à
humanidade em poder, em grandeza de alma – em desprezo..."
Friedrich Nietzsche
 

doncorleone

Usuário
Lord Hugo disse:
Fundação
Isaac Asimov

Uma trilogia excepcional. Um Épico espacial. Se passa em um futuro distante quando o Império galactico já tem trinta mil anos.

Um homem pode mudar a história?

Se ele tem a psico-história a seu dispor talvez sim.

Uma ciência que mistura matemática e psicologia e pode prever o que acontecerá com a sociedade, desde que o número de pessoas envolvidas seja grande o suficiente. Enquanto indivíduo, o homem permanece imprevisível, mas as massas podem ser tratadas estatisticamente. Quanto maior for a multidão, maior a precisão obtida nos cálculos, e a massa humana existente em 30000 EG girava em torno dos quintiliões.



A série Fundação é o maior sucesso de Isaac Asimov, o pai dos robôs positrônicos e de suas três leis da robótica. A trilogia é o passo inicial para um mundo tão desenvolvido quanto a Terra Média de Tolkien, um mundo fantástico e surpreendente bem no coração de nossa galáxia
:obiggraz:
Lord Hugo,

Estilo Guerra nas Estrelas???

doncorleone
 

Tilion

Administrador
Na verdade, é SW que tem várias coisas da Fundação, como uma cidade do tamanho de um planeta inteiro (Coruscant/Trantor).

Em Fundação as disputas são mais em planos, estratagemas, intrigas, etc, uma coisa muito mais cerebral, enquanto que em SW é mais na porrada mesmo. :)
 

doncorleone

Usuário
Procurei esse livro pelo nome do autor e achei mais de um resultado. Achei "Crônicas da Fundação", "Fundação: Trilogia" , "Fundação II". Qual é a sequencia?
 

Tilion

Administrador
A seqüência é:

1) Fundação: Trilogia (Primeira Fundação, Fundação e Império, Segunda Fundação)
2) Fundação II
3) A Fundação e a Terra

No entanto, há dois livros que funcionam como prequels, mas que eu recomendo que sejam lidos após os três principais:

- Prelúdio da Fundação
- Crônicas da Fundação

Assim, se quiser colocar todos em ordem cronológica, temos:

1) Prelúdio da Fundação
2) Crônicas da Fundação
3) Fundação: Trilogia
4) Fundação II
5) A Fundação e a Terra
 

doncorleone

Usuário
Ae galera o SW-EpisodeIII sai esta ano, alguem tem algum comentário sobre o Universo Extendido? Sei nada sobre ele e gostaria de informações.
 

Uzd

Usuário
Autora: Virginia Wolf
Livro: Orlando

Well, este é um livro estranho... Aliás, dona Virginia Woolf era estranha, além de nariguda e suicida. Mas esqueçam tudo sobre o bonito, porém entediante, filme As Horas e a senhorita Nicole Kidman com seu estranho nariz de plástico. Há apenas um jeito de entrar em contato com a estranha Virginia: lendo seus livros estranhos, of course.

Orlando, escrito em 1928, não é um livro sobre dramas psicológicos, labirintos subjetivos ou gripes espirituais... não, não. É engraçado e lírico. Acima de tudo, a escritora monta uma alegoria sobre a história da Inglaterra, e a história da literatura na mesma ilha, partindo do séc XVI até 1928. A propósito: alegoria é uma ficção que explica uma coisa através de outra, ou seja, Orlando é um romance (uma coisa) que ilustra a história da literatura (outra coisa).

É assim: Orlando, único(a) personagem do livro, é um homem que vira mulher, ou já era mulher antes, sei lá. Para sobreviver aos períodos literários ingleses, Orlando vive trocentos anos, tipo um(a) Highlander (comparação tosca, i know, mas funciona). E durante toda sua longa vida, vai escrevendo e reescrevendo um poema chamado “O Carvalho”. Pode-se palpitar que Orlando, além de simbolizar as peripécias do espírito literário inglês, também revela a própria Virginia Woolf, que teve sua vida inteira dedicada à literatura. E "curtia as mina, tá ligado?"...

Forjado com frases longas e serpenteantes, mas cheias de brilho e sofisticação, a escritora coloca Orlando em inúmeras situações que evocam o desenvolvimento da literatura inglesa, de Marlowe até... Virginia Woolf. Preciso confessar que nessa parte final o livro fica muito chato! É sempre assim: vê-se com nitidez o que está longe, e atrapalha-se com o que está perto. Culpa da óptica, e não da escritora.

Mas vale a pena ler, apesar do final um pouco dissonante. Sua prosa requintada talvez desagrade os leitores moderninhos que preferem uma escrita curta e grossa. Seu método de mudar o personagem, não só fisicamente, no meio do livro também causará espanto a aqueles que adoram coisas bem definidas. E seu feminismo latente, que nunca se concretiza, talvez decepcione o pessoal que adora sacar ideologias da literatura... Mas, fazer o quê? C´est la vie... Lê quem quiser. E, principalmente, interpreta-se o que quiser, sendo esta a maior qualidade das grandes obras de arte.
 

Anigel

Eu atropelo duendes!
Livro: Assassinatos Na Academia Brasileira de Letras

Autor: Jô Soares

Bom, eu não gostei. Me arrependi de ter comprado. O livro tem 252 páginas e e a história em si ocupar umas 100 eu ficarei surpresa. O que ele faz o livro inteiro é encher lingüiça. Conta um monte de fatos interessantes da época e mistura no meio da história para distrair o leitor. Se ao menos a história fosse boa eu ficaria feliz, mas nem ao menos é.

 

pelego

Usuário
Acabei de ler o livro do Jo hoje..
O que eu achei curioso agora é que, eu tava no primeiro post desse tópico, e la falaram em Dorian Gray... e justamente existe o mesmo no livro do Jo, que eu concordo com o que foi citado acima, há muita incheção de linguiça, teve uma hora que o Jo começou a falar sobre a Seita dos envenenadores, contando toda a história deles, e dai foi umas 6 páginas de sofrimento... mas tem muitos fatores positivos, e é bem cômico. Tirando, claro , as várias frases em Latin, Frances, que eu nao entendo nada, e me parece que ele quer ali apenas mostrar um intelectualismo que realmente, não precisa.
 

str1ker

Usuário
pelego disse:
Acabei de ler o livro do Jo hoje..
O que eu achei curioso agora é que, eu tava no primeiro post desse tópico, e la falaram em Dorian Gray... e justamente existe o mesmo no livro do Jo, que eu concordo com o que foi citado acima, há muita incheção de linguiça, teve uma hora que o Jo começou a falar sobre a Seita dos envenenadores, contando toda a história deles, e dai foi umas 6 páginas de sofrimento... mas tem muitos fatores positivos, e é bem cômico. Tirando, claro , as várias frases em Latin, Frances, que eu nao entendo nada, e me parece que ele quer ali apenas mostrar um intelectualismo que realmente, não precisa.
E especificar qual livro você leu, nada né? :)
 

Valinor 2020

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