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Budapeste (Chico Buarque)

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por Gwaihir ß, 2 Ago 2004.

  1. Gwaihir ß

    Gwaihir ß Usuário

    Gente, leiam esse livro. Acho que ninguém que já tentou lê-lo parou pela metade ou leu até o final meio forçado...
    Po, eu não gostei muito do outro livro de Chico, Beijamin e começei Budapeste meio com um pé atrás... mas superou todas as minhas espectativas.
    Parece que você está lendo um crônica um pouco maior do que o normal... mas o livro tem 170 páginas... O livro é leve e gostoso de ler. Diversão garantida.
     
  2. Lembas

    Lembas Usuário

    Ah eu li...
    É divertido, despretensioso... Um ghost writer e sua aventura com a língua húngara, a única que o diabo respeita
    Mas acho que tão enchendo demais a bola dele... se não me engano tá cotado pra ganhar um prêmio de literatura de língua portuguesa....
    E aquele comentário do Saramago "aconteceu algo no Brasil quando esse livro foi escrito" pera lá....
     
  3. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Um trabalho de artesão, tudo que foi escrito ali tem um significado, habilmente coeso. É brilhante, e sem sombra de dúvidas o que melhor saiu no país nos últimos anos.
     
  4. Derfel Cadarn

    Derfel Cadarn Usuário

    Um livro rápido, não diria uma crônica grande, e envolvente.
    O estilo do Chico Buarque, apesar da pontuação incorreta de acordo com a forma culta, é muito gostoso, e acho que até mesmo aproxima leitor e autor, pois dá uma ligeira impressão de desleixo, o que se encaixa na história.
    A cronologia também é interessante. Ele mescla por vezes as passagens com outras à frente das do tempo narrado, e as conta novamente mais a frente, de maneira que nos dá a impressão de que o livro foi escrito durante muitos anos...
    Quanto ao valor literário do livro, acho q sou a pessoa errada pra opinar.. Acho que preciso ser 'lapidado'...rs
    E como vocês interpretaram o final do livro?
    Vocês acham que foi ou não o José Costa quem escreveu o livro?
    Eu acho que foi. E acho que aquele comportamento dele se deve ao fato de ele nunca ter se deparado com esse tipo de situação, de assumir a autoria da obra. Ele relutava em fazer isso, e à encarar a nova situação preferiu esconder-se atrás da mesma posição que assumira por toda a vida.
     
  5. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Eu ainda acho que foi um ghost writer escrevendo o livro de um ghost writer que escreveu um livro para o ghost writer, etc.

    :eek:
     
  6. Gil_Gaer

    Gil_Gaer A lost elf

    Vou passar um feriado Chico Buarque! :obiggraz: Um dos livros que tenho para ler é Budapeste e ainda Estorvo e Fazenda Modelo. Destes comecei Estorvo de cara gostei muito do início do livro. Achei muito envolvente a forma com a qual ele leva a narração, por exemplo:

    "[...] Minha irmã andando realiza um movimento claro e completo. Parece que o corpo não realiza nada, o corpo deixa de existir, e por baixo do peignoir de seda há apenas movimento. Um movimento que realiza as formas de um corpo, por baixo do peignoir de seda. E eu me pergunto, quando ela sobe a escada, se não é um corpo assim dissimulado que as mãos têm maior desejo de tocar, não para encontrar a carne, mas sonhando apalpar o próprio movimento. [...]"

    Algo me diz que vou ter um feriado fantástico... :obiggraz:
     
  7. Gil_Gaer

    Gil_Gaer A lost elf

    Tempos depois... :roll: ... Li todos os livros do Chico!
    Chico me marcou pelo seu estilo introspectivo, pela forma com a qual ele aborda as confusões, inseguranças... enfim, os sentimentos dos personagens. Vi nas obras dele um pouco de escritores clássicos como Kafka e Dostoiévsk. No caso, O Estorvo eu achei bem kafkiano msm... acho q até o Benjamim se encaixa um pouco nesse perfil Kafka.

    Se vc não gostou de Benjamim então não leia O Estorvo.

    Dos livros todos, o que entrou para minha lista de melhores foi o Budapeste (tb pq eu me identifiquei um pouco com o perdonagem :mrgreen: ). É um livro lindíssimo, leve e rápido. Concluí que Budapeste é um livro para se ler duas vezes ou mais, pois acho que ler novamente ciente do final dá uma outra perspectiva do livro.
    Sobre o final...

    Me lembrou O Mundo de Sofia :mrgreen: . Mas eu concordo com a Joy...

    Sim! Sim! Até pq creio que seria um final mais lógico... uma inversão de papeis.
     
  8. Psamatos

    Psamatos Visitante

    O José, quando está em Budapeste, começa a escrever poemas em húngaro... e quando ele percebe q o Koacis Ferenc sempre recita os mesmos poemas, ele resolve publicar os dele como se fossem do Ferenc.. então ele foi um ghost-writer "não-contratado"... depois ele briga com Kriska e volta p Brasil... quando volta recebe um convite p ir receber um premio d livro q ele escreveu "Budapeste".... só q José não tinha escrito nenhum livro... apenas o q ele "deu" p Koacis... como não era esse o q ele receberia o tal prêmio ele foi ver... lá ele descobre q p retribuir, Koacis escreveu o q ele sabia d melhor: um romance.. e colocou como autor o Zsoze Kósta... então é um ghost-writer q escreve p um ghost-writer... a festa q eh descrevida no começo do livro, é a tal festa d premio q eu falei agora a pouco...

    tá um pouco confuso... mas quem tiver dúvidas eu tento explicar melhor
     

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