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Brasileiros calculam raio de planeta-anão 'gêmeo' de Plutão

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 26 Out 2011.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Éris gira em torno do Sol e tem tamanho quase idêntico ao de Plutão.
    Brasileiros fizeram parte de equipe internacional que fez a descoberta.


    Uma equipe internacional de astrônomos, incluindo vários brasileiros, conseguiu calcular com precisão o raio do planeta-anão Éris, que gira em torno do Sol a uma distância duas vezes maior que a do astro a Plutão.

    A pesquisa mostrou que o raio dos dois planetas-anões é muito parecido e se referiu aos planetas como "gêmeos".

    O raio de Éris é de 1.163 km, com margem de erro de 6 km para mais ou para menos. O de Plutão é estimado entre 1.150 km e 1.200 km.

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    Ilustração do planeta-anão Éris (Foto: ESO/L. Calçada)

    O cálculo foi feito a partir de um eclipse ocorrido em 6 de novembro de 2010, quando Éris passou na frente de uma estrela, do ponto de vista de quem está na Terra.

    diz Roberto Martins, pesquisador titular do Observatório Nacional, que participou do grupo.

    Essa informação foi obtida com dados dos telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), com base no Chile.

    Uma vez que se sabia que haveria esse eclipse, vários observatórios se mobilizaram, mas apenas três telescópios no Chile conseguiram observar o fenômeno – outro, na Argentina, pôde ver o céu, mas não tinha ângulo para ver Éris. No Brasil, as nuvens atrapalharam o trabalho dos astrônomos.

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    Telescópio Caisey Harlingten, em San Pedro de Atacama, no Chile, foi um dos que observou o eclipse (Foto: A. Maury/Nature)

    Mais cálculos

    Já se conhecia a velocidade com que o planeta-anão – visto da Terra – se desloca. A partir disso, eles observaram o tempo que a luz da estrela levava para desaparecer e reaparecer. Com esse dado, foi possível deduzir o raio do planeta anão com precisão.

    Martins conta que o cálculo é mais preciso do que apontou o raio de Plutão.
    explica o astrônomo. Por conta disso, o eclipse ocorre de maneira gradual; no caso de Éris, ele é brusco, e a conta fica mais exata.

    O estudo, no entanto, admite a possibilidade de que Éris tenha uma atmosfera que se congelou porque a rota do planeta anão é elíptica e a medição ocorreu quando ele estava muito longe do Sol – a 95,7 unidades astronômicas (1 UA representa a distância entre a Terra e o Sol, ou 150 milhões de km). Talvez, dizem os pesquisadores, uma atmosfera gasosa surja quando ele atingir o momento em que ele fica mais perto do Sol, a 37,8 UA.

    Saber o raio é um primeiro passo que gera uma série de conhecimentos sobre o planeta anão. Como Éris tem um satélite natural, os astrônomos já sabiam a sua massa.
    raciocina Martins.

    Também é possível calcular a cor do corpo celeste, a partir da quantidade de luz refletida.
    resume o pesquisador do Observatório Nacional.

    O trabalho publicado pela revista científica Nature foi liderado pelo astrônomo francês Bruno Sicardy, do Observatório de Paris.
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  2. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Pelo menos agora Plutão não está mais sozinho e tem um planetinha pra fazer companhia, já que o rebaixaram pra "série B" do nosso sistema solar.
     
    • LOL LOL x 1

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