1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Brasileiro precursor do "Walkman" explica inspiração para criar o tocador

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Fúria da cidade, 5 Dez 2014.

  1. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    O engenheiro germano-brasileiro Andreas Pavel, 69, inventou no fim da década de 70 um aparelho chamado Stereobelt, que transportava a experiência de som que tinha em casa para um nível portátil. A patente do aparelho saiu em outubro de 1978 e foi apresentada a várias empresas, entre elas a japonesa Sony Electronics – que recusou a ideia. No ano seguinte, a companhia lançou um dos dispositivos portáteis de maior sucesso: o Walkman.

    A
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    . Nesses quase 31 anos no mercado, foram vendidas mais de 220 milhões de unidades.

    Pavel se sentiu injustiçado com o aparelho da marca japonesa, que tinha várias características do Stereobelt, e processou a Sony. A briga durou mais de 20 anos e em 2004 o "pai do Walkman", como ficou conhecido após o processo, fez um acordo milionário com a companhia.

    "Quanto ao valor, não posso falar, pois o contrato impede. Porém, li em alguns jornais que foi algo superior a US$ 10 milhões", disse, brincando, em entrevista ao UOL durante um evento sobre inovação do Senai, realizado em São Paulo.

    Pavel se divide entre São Paulo, Milão e trabalhos de pesquisa na Universidade de Aachen, na Alemanha. Em entrevista ao UOL, por telefone, Pavel falou sobre a tentativa frustrada pela Sony de vender o Stereobelt, sobre o advento da música digital e o seu projeto de telefonia 3D.

    UOL Tecnologia: Como foi a criação do Stereobelt, o "precursor" do Walkman?

    Andreas Pavel: Minha casa em São Paulo tinha uma acústica ótima e sofria, pois não conseguia levar esse som comigo. Comecei a procurar o melhor suporte, que na época era a fita cassete, e o melhor emissor de som, no caso o fone de ouvido, para minha criação.

    Tenho três patentes: uma (que originou o Walkman, da Sony), outra de um tocador portátil de alta fidelidade e outra de um dispositivo móvel com fone sem fio e outros pequenos módulos.

    A maioria das funções que foram desenvolvidas nesses últimos dez anos para smartphones já estavam nos meus projetos. Um exemplo é a conexão com videocâmera. Na época, já havia a intenção de unir imagem e áudio.

    Reprodução
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    Stereobelt: portátil tinha mais de uma entrada de fone para compartilhar o som
    UOL Tecnologia: Quando foi o registro da patente?

    Pavel: Isso tudo ocorreu entre 1976 e 1978. O registro da patente foi feito em 5 de outubro de 1978.

    UOL Tecnologia: Houve a recusa da Sony ao seu projeto e você contatou a Brionvega (uma empresa italiana de eletrônicos), que se interessou em desenvolver o Stereobelt . Vocês chegaram a lançar algum produto?

    Pavel: Tínhamos a concepção completa do sistema e o design. Estávamos fazendo o estudo sobre os lugares que poderiam fabricar o aparelho. Quando estávamos para começar a produção, a Sony lançou o Walkman. Na ocasião, a empresa italiana achou arriscado concorrer com eles e parou o projeto.

    UOL Tecnologia: Quanto tempo durou a briga com a Sony? Quanto você ganhou?

    Pavel: A briga durou 23 anos. Quanto ao valor, não posso falar, pois o contrato impede. Porém, li em alguns jornais que foi algo superior a US$ 10 milhões.

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    Startac, discman e agenda eletrônica: lembre os gadgets que já foram sonho de consumo 27 fotos
    10 / 27
    Toca-fitas portátil. Se hoje carregamos nos iPods e MP3 Players milhares de músicas, antigamente era preciso levar várias fitas cassetes na bolsa ou na pochete para poder variar a trilha sonora. Os walkmans com toca-fitas eram bastante populares (Sony era referência na fabricação deles), assim como as canetas (para rebobinar as fitas na ""raça"" e economizar as pilhas do aparelho). A Sony chegou a produzir esses aparelhos até 2010, quando encerrou a sua fabricação 1.jul.2009 - Yoshikazu Tsuno/AFP
    UOL Tecnologia: Como foi ver a substituição do Walkman, uma invenção inspirada em um produto seu, para os tocadores digitais?

    Pavel: Não acho que substituiu, pois em minha patente eu já falava em formato digital. Os documentos descrevem funcionalidades. Na época, o cassete era a tecnologia disponível e, por isso, foi utilizada.

    De alguma forma, minhas patentes cobriam também o iPod, pois algumas delas ainda eram válidas em 2004 – quando o eletrônico foi lançado.

    Sony/Divulgação
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    Na imagem, o primeiro tocador portátil Walkman lançado pela Sony em 1979
    UOL Tecnologia: E você chegou a processar a Apple por isso? Houve licenciamento de patentes?

    Pavel: Como apenas a patente do Canadá ainda estava válida, achei que não valeria a pena lutar por US$ 500 mil. Não quis mais perder tempo com brigas judiciais

    UOL Tecnologia: Como você escuta música?

    Pavel: Ouço de três formas: em meu estúdio, em Milão, com alto-falantes de alta fidelidade desenvolvidos pela Universidade de Aacher. Em minha escrivaninha, tenho dois-alto falantes Bowers and Wilkins MM1 e também gosto de ouvir música por streaming, no meu smartphone.

    Gosto bastante da diversidade de catálogo desses serviços. Em alguns meses, selecionei desde canções de ninar dos pigmeus, passando por coisas muito antigas e até Zeca Pagodinho.

    UOL Tecnologia: Nota-se que você é muito ligado a dispositivos de qualidade. Você é contra os arquivos MP3 pelo fato de reduzirem a qualidade das músicas?

    Pavel: Sou contra batalhas ideológicas e posições inflexíveis, pois não são criativas. Aprecio desde o som high-end (de alta fidelidade), em que o metro do cabo do alto-falante custa mais de US$ 200, ao MP3. Tem espaço para tudo.

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Como em vários inventos, tem aquele que projetou e outro que lançou e ficou com toda a fama.
     
    • Gostei! Gostei! x 3
    • Ótimo Ótimo x 1
  2. adrieldantas

    adrieldantas Relax and have some winey

    Eu ainda tenho e uso meu walkman; é barato, funcional e eu não fico com medo do ladrão levar. :D
     
  3. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Nos anos 80 ter um o original da Sony no Brasil era sonho de consumo pra poucos, me lembro que o meu primeiro foi no final daquela década, um modelo mais genérico comprado no Paraguai (época boa!!) da Broksonic
    que tinha até o botão REC pra gravar!
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  4. Esse batalhou algumas décadas na justiça para reconhecerem sua patentes, interessante que pela entrevista ele continua com uma cabeça bem para frente, não preso as tecnologias do passado e isso inclui o formato das musicas hehehehe
     

Compartilhar