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Brasil vai cobrar desarmamento das potências nucleares em Nova York

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Roderick, 3 Mai 2010.

  1. Roderick

    Roderick Banned

    Brasil vai cobrar desarmamento
    das potências nucleares em Nova York


    Amorim tenta mediar crise nuclear do Irã; Brasil não deve aderir ao Protocolo Adicional


    Uma semana antes do encontro em NY, Amorim se reuniu com Ahmadinejad; programa nuclear do país deve pautar discussões na conferência

    O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, vai cobrar mais esforço das potências nucleares (EUA, Rússia, China, Reino Unido e França) na redução de seus armamentos. O chefe da diplomacia brasileira discursa na tarde desta segunda-feira (3) na abertura do encontro de revisão do TNP (Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares), na sede da ONU, em Nova York. O encontro deve ser marcado pela tentativa dos EUA de impor sanções contra o programa nuclear do Irã, medida à qual o Brasil é contra.



    Segundo uma fonte ligada ao governo, a representação brasileira deve enfatizar o "segundo pilar" do TNP, que prevê a destruição gradativa de ogivas nucleares por parte dos países que possuem armamentos. Apenas EUA, Rússia, China, Reino Unido e França (membros permanentes do Conselho de Segurança) são autorizados a ter armas nucleares.


    Em nota, o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) salientou que na conferência sobre o TNP de 2000 "as cinco potências nucleares reconhecidas pelo tratado assumiram um compromisso inequívoco com a eliminação completa de seus arsenais atômicos". O governo diz que, "no entanto, pouco do que estava previsto naquele programa se cumpriu ao longo dos últimos dez anos".


    Há um mês, Estados Unidos e Rússia deram um passo nesse sentido. Os dois antigos rivais na Guerra Fria assinaram o Start (Tratado de Redução de Armas Estratégicas). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desdenhou, no entanto, da iniciativa, criando mal-estar em Washington. Lula disse que "desativar o que já havia caducado, não tem sentido".


    - Eu tenho também em casa uma caixa de remédios da qual vou jogando fora os que caducam.


    Brasil não deve aderir à proposta da AIEA
    O Brasil não deve aderir ao chamado Protocolo Adicional do TNP. A proposta da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU) prevê que seus inspetores visitem, sem aviso prévio, qualquer parte do território dos países membros não-nucleares.


    O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já fez declarações dizendo que a medida viola a soberania nacional. O TNP, nos atuais termos, já prevê a visita de inspetores, mas com aviso prévio.


    A Constituição brasileira proíbe o desenvolvimento de armas nucleares.


    Irã motiva negociações nos bastidores
    Embora a reunião do TNP sirva para discutir aspectos técnicos do tratado, um dos grandes temas será programa nuclear que o Irã insiste em desenvolver, apesar da oposição das potencias ocidentais. O Brasil apoia o direito do Irã a ter um programa nuclear pacífico (os EUA, no entanto, acreditam que o governo de Mahmoud Ahmadinejad queira produzir armas).


    O tom mais forte do Brasil contra as potencias nucleares pode ser interpretado como uma tentativa brasileira de afirmar sua posição no encontro. Inclusive para ganhar força em uma eventual negociação para barrar sanções da ONU contra os iranianos.


    Na última sexta-feira a agência de notícias Reuters publicou uma reportagem dizendo que Brasil e Turquia (que são membros rotativos do Conselho de Segurança e contra a adoção de sanções ao Irã) estariam negociando uma saída da crise com Teerã. China e Rússia, membros permanentes do conselho, estariam travando as sanções propostas pelos EUA para dar mais tempo aos dois países nas negociações.

    Mas temos que concordar que, nem mesmo o Brasil que tem a pessoa “mais influente do mundo: Lula”, vai ter chance de acabar com todo esse armamento das grandes potências, principalmente a do Irã, onde os EUS querem interferir, sendo que eles fazem o mesmo meio que “as escondidas”.




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  2. Elessar Hyarmen

    Elessar Hyarmen Senhor de Bri

    O Brasil está no seu direito de cobrar que países com armas nucleares diminuam seus arsenais.
    Entretanto, é como vários especialistas em relações internacionais já dissera; o problema do Brasil é que ele está tomando esta frente com muita veemência na defesa do Irã, o que de certa forma causa um certo mal estar entre o Brasil e alguns países que possuem os armamentos, ou seja, fica meio que mau visto.
     
  3. Frederico

    Frederico Usuário

    As potências como EUA, China etc... só não engrossaram o caldo pra cima do Brasil, por causa do nosso petrólio e da amazônia, sa não a história seria diferente.
     
  4. Thatá Rose

    Thatá Rose Engel


    Óbvio que o Irã motiva as negociações!
    Como alguém ainda pode acreditar que EUA e Irã, ou qualquer outro país, realmente estão interessados num programa nuclear pacífico ao invés de estarem construindo armas? Estão em guerra, isso vai não ter um fim tão cedo, muito menos pacífico...o que o Lula espera, que eles "façam as pazes, deem as mãozinhas e saiam cantarolando mundo afora"?!



    Se é pra proibir, então que sejam incluidos todos os países, não somente os EUA.
    A intenção de programas nucleares, infelizmente, não é pacífica, estão constuindo armas de destruição em massa. É como alguém dizer que vai comprar uma arma apenas pra defesa pessoal, mas não com intenção de usar...cedo ou tarde ela será usada, e as consequências ninguém sabe.
     
    Última edição: 3 Mai 2010
  5. Para mim não existe isso de programa nuclear pacífico, para que armas se dizem que querem paz? OS EUA nunca deixaram de guerriar com o Irã, como eles disseram, e Lula não conseguirá resolver tal problema.
     
  6. Roderick

    Roderick Banned

    Na minha opinião pessoa algum vai conseguir acabar com esse grande armamento das grandes potências mundiais, pois uma quer ser maior e mais poderesa que a outra, são tomadas por orgulho inveja e sede de poder.
     
  7. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro


    Tanto o Amorim quando o presidente Lula sabem que a opção de desarmamento é nula. Mas o que importa é o que eles representam com essa posição.
     
  8. Roderick

    Roderick Banned

    A única coisa ganha com isso, e mostrar para a população brasileira que o Brasil é um país de paz; (quando se diz respeito a guerras contra outras nações, por que dentro do Brasil já existe suas "guerras").
     
  9. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    O Brasil não quer mostrar pra população brasileira em um encontro com os líderes mundiais que ele é um país de paz.
    Ele quer mostrar para o MUNDO que ele e o que ele representa (países periféricos de 1a ordem, potências médias, países em desenvolvimento ou qualquer alcunha que cabe aqui) desejam o fim das armas nucleares.

    Além disso, o Brasil almeja uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, que são quem mandam no mundo na verdade. E isso faz parte do projeto.
     
    • Ótimo Ótimo x 1

  10. Concordo com sua afirmação de que o Brasil, quer acabar com as armas nucleares (mesmo sem poder para isso), mas acho que a ONU, não tem tanto poder assim, ela já foi contra a varias guerras dos EUS, e conseguiu abar com todas elas? Não. Mas acho que Lula esta tomando uma bela iniciativa.
     
  11. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    Sim, a ONU não tem tanto poder.
    As armas nucleares só serão extintas se as partes que as possuem quiserem isso. Mas é relevante para os países que almejam um maior quinhão na política internacional deixar sua opinião clara.
     
  12. Thatá Rose

    Thatá Rose Engel


    Não é o que parece:
    Sinceramente, você acredita que o Irã tenha um programa nuclear pacífico? Aliás, acredita que qualquer um desses paises participantes, com a realidade atual, não tenham como principal objetivo a produção de armas nucleares?


    Como eu disse, se a intenção é de paz, o fim dos armamentos, então que seja assim para todos!
     
  13. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    Sinceramente, eu acredito que o Irã não é bobo.
    Israel como vizinho, EUA atacando os próximos Iraque e Afeganistão, sendo tanto EUA e Israel com bombas nucleares.

    Quem somos nós pra falar que o Irã é mal?
    E porque só as potências que já possuem as bombas faz tempo podem te-las?
    Esse tratado de não proliferação só significa que novos países que desenvolverem bombas, terão sanções econômicas.

    Mas os EUA e a França tudo bem?
    A China beleza?

    O problema é que a real intenção não é essa.

    Os EUA gastam mais de 500 bilhões de dólares em orçamento militar.
    Alguém acha que há intenção de paz?
     
  14. Thatá Rose

    Thatá Rose Engel


    Mas é exatamente o que estou dizendo, se é para proibir, então que seja para todos! Não existe programa nuclear com fins pacíficos, e se é para desarmar que então acabem com todos os programas, em todos os países.
     
  15. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    Eu entendi agora o que você tá querendo dizer, falha minha, perdão.

    O que você tá levantando é que o Brasil defende o programa nuclear do Irã, mas condena o armamento nuclear.

    A questão é que, pelo menos oficialmente, o Irã não usará para fins militares.
    E não acho que usará mesmo, não a menos que seja necessário pelo menos (guerra).

    Pra mim o problema é esse Tratado, que é ridículo.
    Concordo com você Rose, se ninguém pode criar, que destruam o que já tem.

    Mas infelizmente as coisas não são assim :/
     
  16. Roderick

    Roderick Banned


    Por que ser a favor do Irã em armamento nuclear em Brasil? Se o Irã pode tê-los, os EUA, a China, e outros também não tem esse direito? E para mim armamento nuclear jamais tem a intenção de pacificação, pelo contrário, querem impor respeito e medo.
     
  17. Thatá Rose

    Thatá Rose Engel

    Imagina, tranquilo. :obiggraz:



    Exatamente!
    Chega ser absurda a situação de que defendem o desarmamento das potências nucleares, mas "acreditam" que o Irã fará uso pacífico do programa. :roll:

    Se não tem intenção de uso de arma nuclear, então não há motivos para construção da mesma. Mas se forem pensar na possibilidade de guerra, é óbvio que o programa nuclear já tem total intenção de uso militar e não pacífico.
     
  18. Anwel

    Anwel Nazgûl Cavaleiro

    Eu não entendi direito o que você tá apontando Rodrigo, mas o Irã quer ter arma nuclear justamente porque as potências mundias tem.

    Sim, armamento nuclear quer impor respeito e medo, mas não é porque tem nuclear no nome que é algo ruim.

    Energia nuclear é um exemplo disso, por mais que tenha seus pontos contras que não vem ao caso agora.


    Mas você acha que o Irã iria começar uma guerra contra as potências nucleares? Que Estado que seria maluco de fazer isso hoje em dia?
    Ele usaria arma nuclear pra se defender!

    Mas a questão é que o Irã não quer construir arma nuclear (oficialmente pelo menos). Ele quer um programa pra enriquecimento de urânio pra usar como energia.
     
    Última edição: 3 Mai 2010
  19. Frederico

    Frederico Usuário

    Vivemos numa época onde temos direitos iguais (pelo menos na lei), eu acho que se um país pode ter o armamento nuclear, todos que o quiserem também podem o ter, mas se isso acontecesse, ia ter muitas armas perigosíssimas no mundo, e ainda em mãos erradas poderia acontecer um desastre, que garante que não pode aparecer outro Hitler no mundo? Que não era ninguém, e depois dominou quase todo o mundo politicamente e religiosamente. Então, acho que o Brasil não deveria apoiar o Irã e ninguém, por que armas nucleares, não sevem para apaziguar a população.
     
  20. Allënheisch

    Allënheisch Slavsia!

    Essa desculpa esfarrapa de que o Irã pretende á um programa nuclear pacífico é pura balela. Pobre do Sr. Lula se continuar com essa tolice de apoio á Teerã...
    Sendo que as potências mundias tem bombas atômicas, creio que isso já é problema suficiente para a manutenção da paz mundial, sem que nações claramente beligerantes e intolerantes como o Irã disponham desse tipo armamento, que poderia ter como claro objetivo um ataque á Israel, sem falar, em tensões que isso provocaria numa região suficientemente conturbada com países, como por exemplo, os EAU, que são contrários as políticas adotadas pelo "governo" iraniano. O fato do Brasil apoiar esse tipo de ação, pode abalar tambem nossa credibilidade como nação pacífica e de confiabilidade junto a comunidade internacional, sem contar, que pode ser que nosso programa nuclear passe á ser visto com os outros olhos. Somente o desarmamento das grandes potências não basta, é preciso cuidar para que tambem, nações com dúbias intenções como o Irã e Coréia do Norte, não disponham de armas atômicas, pois, certamente causariam conflitos, ou pior, cair em mãos erradas, como terroristas.
    As sanções previstas ao Irã são um meio de intervenção que prescinde da força bélica, evitando ainda mais conflitos por conta dessas questões todas. Porém, sabe-se que as mesmas não surtirão o efeito esperado, pondo o Irã contra a parede e acirrando ainda mais dispustas diplomáticas. È nobre a posição brasileira quanto ao desarmamento nuclear mundial e a ineficácia das sanções, mas, nem por isso deve-se apoiar governos com "outras" intenções.
     

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