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Branco Neve, Vermelho Rússia (Dorota Mas?owska)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 3 Abr 2011.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Andrej Vermski, também conhecido como Forte, é um dresiarze- jovem pertencente a uma subcultura urbana da polônia pós-comunista que tem seu nome derivado da palavra ‘dres‘, que significa moletom ou jaqueta esportiva, pois usam esse tipo de roupa a todo momento. Como tal ele é violento, um tanto obtuso intelectualmente e abusa de drogas. Namora Magda- representante de outra subcultura polonesa, as solaras, garotas fúteis que tem um bronzeado artificial laranja e vestem-se, via de regra, de modo bastante vulgar.

    Mas Magda termina com Forte. E assim começa o ‘Branco Neve, Vermelho Rússia’, da jovem Dorota Mas?owska- que publicou o livro com apenas 18 anos e dividiu a opinião do público e da crítica na Polônia. Alguns o viram como o livro que era esperado desde 1989, um livro que traduzisse as angústias do país depois da retomada da independência completa, e que ao mesmo tempo fosse ousado. Para outros, porém, o livro é apenas linguagem vulgar e tolices da juventude. Mas, de qualquer maneira, ninguém ficou indiferente.

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  2. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Puxa, parece ser bem legal mesmo, hein Luciano?

    Até que ponto dá para chamar o livro de "romance histórico" (aff, eu odeio esse termo) e até onde o livro é mais um grito de rebeldia? Tá bom, essa pergunta ficou uma m****, deixa eu reformular:

    até onde esse livro consegue ser "universal" no sentido de possuir uma ressonância histórica mais ampla? Penso aqui no Kertész ao perguntar isso, não pelas possíveis discrepâncias e similitudes, mas é que mesmo tratando da história de B. no âmbito particular, o livro consegue reivindicar uma universalidade muito maior, por conseguir explorar o drama, a angústia e o desespero da situação de muita gente.

    Enfim, acho que deu para entender né?[/align]
     
  3. Haleth

    Haleth Call me Bolga #CdLXI

    Juro que quando vi o título, eu li "Branco de Neve" e por um segundo imaginei como seria o conto de fadas se fosse assim mesmo... :rofl: Flood off, né? Pronto, parei.
     
  4. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    É complicado falar sobre universalidade na obra da Dorota. Pelo menos nesse livro, ela diz muito, mas especialmente para os jovens poloneses e tchecos, quiçá os eslovacos. Tem seu alcance universal, mas acho que ele é mais literário do que político/comportamental. Os livros seguintes dela são bem mais universais do que esse- e, curiosamente, foram bem menos traduzidos.
     
  5. imported_Maeve

    imported_Maeve Usuário

    Também me interessei bastante e lendo a pergunta do Lucas _Deschain lembrei do "Educação Siberiana", que não é ficção mas se aproxima de todas essas questões da juventude que vive hoje em países da ex república soviética.
    Aposto que o "Branco Neve, Vermelho Rússia" vai soar parecido, porque vamos encarar as gangues, os problemas com álcool e drogas e a violência que no fundo são sintomas da transformação pela qual aquela sociedade passa. O que fica de universal, além dos conflitos emocionais dos personagens, é a tentativa de adaptação de vários povos a uma nova realidade.
    Sou formada em História e vivo correndo atrás de livros como esse, porque mesmo sendo ficção o autor deixa transparecer certas características que eu só encontraria em pesquisas antropológicas!
     
  6. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Hum... Eu não tinha pensado nessa comparação com o Educação... Mas se não me engano as coisas que o Lilin narra acontecem antes da queda do Comunismo. Acho que ele funciona num sentido contrário: a adaptação das comunidades criminais siberianas ao exílio na Moldávia, imposto pelo regime e demonstrado através dos jovens.
    De qualquer maneira, se o assunto da 'readaptação à realidade pós-soviética' te interessa, acho que você deveria dar uma olhada no livro de ensaios do Kertész, 'A Língua Exilada' e em algumas coisas do Günter Grass (em especial 'Meu Século' e 'Maus Presságios').
     
  7. imported_Maeve

    imported_Maeve Usuário

    Sim Luciano, os fatos do Educação acontecem antes da queda do regime, eu só aposto (com chances de estar errada) que o clima dos dois livros vai ser parecido.
    Vou dar uma procurada no que você sugeriu, não tenho nenhum interesse especial por esse cenário, mas gosto muito quando consigo ligar o que aprendi de forma teórica com o que está acontecendo agora.
     
  8. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Ah sim, o clima tem a ver mesmo- apesar de que a Dorota não se prende em nada a realidad e fica bem loucurada, mas ainda assim dá pra dizer que as coisas se assemelham.
     

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