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[Bowen Dragonheart][Harry Potter & Sabrina Spellman][L]

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Bowen Dragonheart, 10 Abr 2007.

  1. Autor: Bowen Dragonheart
    Gênero: Aventura
    Título: Harry & Sabrina

    Harry e Sabrina

    Capítulo 1

    A Convenção das Bruxas

    Era um melancólico fim de tarde e Harry estava deitado na cama, olhando para o teto e observando uma mariposa ser hipnotizada por uma gorda aranha. Estava entediado, solitário e infeliz, como sempre ficava durante as férias, quando tinha que deixar Hogwarts e voltar para Rua dos Alfeneiros Nº. 4.

    Sempre que podia, mandava Edwiges com cartas para seus amigos e aguardava que ela voltasse com outras cartas. Mas dessa vez parecia que a coruja estava demorando mais que o de costume, talvez ela estivesse cansada de tantas viagens seguidas. Harry prometera a si mesmo que daria um descanso à ave assim que ela voltasse.

    Por fim a tarde terminou e deu lugar a noite, tia Petúnia deu uma batida na porta, o que significava que o jantar estava pronto.

    Harry desceu e foi até a cozinha, onde os três Dursleys comiam e conversavam sem darem atenção à Harry, fingindo que ele não existia. Harry já estava acostumado com aquilo, por isso apenas sentou-se e tentou comer o mais rápido que pôde. Porém, antes que pudesse subir, tia Petúnia lhe mandou ajuda-la a tirar a mesa.

    Duda e Tio Valter foram para a sala. Enquanto Duda ria com as trapalhadas do Mr. Bean, Tio Valter resmungava com as noticias que lia no jornal.

    - Policia mata brasileiro no metrô tsc... tsc... Aonde vamos parar? - dizia tio Valter em voz alta para tia Petúnia.

    Harry havia terminado de guardar as louças e estava subindo as escadas quando escutou um grito de tio Valter: Arre!!!

    - O que foi querido?! - disse tia Petúnia, correndo para a sala.

    Harry e Duda olharam assustados para Tio Valter. Harry olhou para o jornal caído aos pés do tio, conseguiu ler as palavras Convenção e Bruxaria.

    Tia Petúnia e Duda também leram, e, logo os Dursleys estavam encarando Harry. Tio Valter levantou e segurou Harry pelos braços.

    - O que o seu pessoal está tramando agora?! - gritou com a veia saltando. - Fale agora!

    - Não sei de nada. - disse Harry encarando o tio.

    - Não minta para mim garoto. - disse Tio Valter pegando o jornal do chão e apontando para a manchete que dizia: Essa semana em Londres: Grande convenção de bruxaria.

    Harry de um leve sorriso, o que irritou ainda mais tio Valter.

    - Não é bruxaria de verdade... - explicou Harry. - É o que os trou... Digo, pessoas normais pensam ser bruxaria.

    - Está mentindo garoto! - Urrou tio Valter.

    Tia Petúnia pegou o jornal e começou a ler, o que deixou Harry e Tio Valter surpresos, enquanto Duda subiu para assistir Mr. Bean no quarto.

    - O garoto está falando a verdade. - disse tia Petúnia, largando o jornal no chão. - Ela me disse uma vez que, a laia deles prefere se esconder das pessoas normais.

    - E fazem muito bem! - disse tio Valter. - Apenas as pessoas direitas é que têm direito a andar pelas ruas abertamente...

    Harry finalmente subiu para o quarto, ia se jogar na cama e ler algum livro, mas quando se aproximou da cama, viu Edwiges caída e fraca. O garoto colocou a coruja na gaiola, lhe deu água e alguma comida, mas ela estava abatida, quase não se mexia. Harry achou que talvez ela estivesse cansada do longo vôo, mas tinha algo diferente com ela.

    Quando foi deitar-se, Harry viu uma pequena carta em cima da cama, a pegou e leu:

    "Olá Harry

    Espero que esteja tudo bem com você, e que os trouxas não estejam pegando muito no seu pé. Mamãe quer saber quando você vem nos visitar (acho que com isso, ela quer evitar que Fred e Jorge vão lhe buscar).

    A Gina está bem, tinha ficado um pouco mais calada depois do que aconteceu, mas voltou a falar como antes, o que não é exatamente uma boa noticia.

    Papai comentou sobre uma convenção de bruxaria em Londres, mas você deve saber que na verdade são trouxas exibindo o que acham que sabe de bruxaria, um monte de enganadores. Mas mesmo assim, alguns membros do ministério da mágia estarão presentes, para evitar problemas. Hermione disse que talvez apareça.

    Abraços, seu amigo Rony."

    Ps: Acho que a Edwiges está doente, você deveria levá-la a Animais Mágicos, mamãe quase não a deixou viajar nesse estado, mas ninguém conseguiu a impedir de voltar pra você."

    Harry ficou feliz por ter recebido a carta de Rony, mas ficou ainda mais preocupado com Edwiges. Não tinha a menor idéia de como a levaria até a Animais Mágicos, pois teria que ir ao Caldeirão Furado, que ficava em Londres. Harry aproximou-se da coruja e a acariciou, pensando no dia em que a ganhou de Hagrid, ela tinha sido o seu primeiro presente de aniversário de verdade.

    Na manhã seguinte, a resposta para as preocupações de Harry chegou logo no café da manhã.

    - Eu quero! Eu quero! - berrava Duda à mesa. - Mãe! Diga que pra ele me levar!

    - Valter, leve-o! - disse tia Petúnia com o olhar preocupado, pois Duda segurava com força um de seus pratos de porcelana.

    - Está bem, está bem... eu o levo, mas não podemos demorar, sabem que não gosto de ir ao centro de Londres em dias de semana, aquilo é um inferno de tão cheio. - disse tio Valter, deprimido.

    - Que legal! Eu vou conhecer o Mr. Bean em pessoa! Preciso da minha câmera digital! - disse Duda levantando. - Espera, ela quebrou, preciso de uma nova!

    - Seu pai vai comprar Dudinha. - disse tia Petúnia, antes que o filho pegasse o prato novamente.

    Duda saiu da cozinha, tia Petúnia foi até a janela da cozinham, espiar a vizinha do lado, e tio Valter tomava café e lia o jornal.

    Harry já sabia qual seria a resposta, sabia qual seria a reação do tio, mas, tinha que tentar, por Edwiges.

    - Tio... - começou Harry calmamente. - Posso ir a Londres também?

    Rápido como um raio, tio Valter baixou o jornal e encarou Harry com um olhar furioso.

    - Acha que sou burro? - urrou tio Valter. - Você quer ir até aquela convenção de... de... anormais!

    - Não, senhor. - disse Harry, tentando ser o mais educado possível. - É que a Edwiges está doente e preciso ir ao Beco dia... a uma loja especial, para tratá-la.

    - É claro que não vou te levar. - disse tio Valter mais calmo, e voltando a ler o jornal. - Aquela maldita coruja só faz barulho e sujeira, é melhor que morra de uma vez, talvez, empalhada, sirva para enfeitar a lareira.

    Harry cerrou os punhos, a raiva parecia que iria tomar conta do seu ser, mas, uma idéia lhe surgiu:

    - Entendo, mas, se Edwiges morrer, não vou poder mandar noticias para os meus amigos. - disse Harry, vendo tio Valter baixar o jornal lentamente e o encarar. - Eles ficarão preocupados e talvez apareçam aqui, e já faz muito tempo que não mando noticias e...

    Tia Petúnia aproximou-se com um olhar de total desprezo em Harry.

    - Leve-o de uma vez. - disse contraindo os lábios. - Nem quero pensar naquela... naquela gente na minha casa, era horrível quando ela e aquele rapaz apareciam e...

    Tio Valter, muito contrariado, mas temendo a fúria da mulher, levou Harry para Londres.

    Em Londres, próximo ao Caldeirão Furado, tio Valter parou o carro e Harry desceu.

    - Muito bem moleque, estaremos de volta em uma hora. - disse tio Valter, mas depois de levar uma cotovelada de Duda, disse. - Está bem, uma hora e meia, senão estiver aqui, volta a pé pra casa.

    - Tudo bem. - disse Harry.

    - Espero que tenha dinheiro para pagar os remédios dessa coruja suja. - disse tio Valter com um sorriso maldoso e arrancou.

    Harry segurava a gaiola com Edwiges dentro, a coruja parecia bem fraca. Tinha alguns galeões no bolso esquerdo, e sua varinha no direito, mal podia acreditar que tinha conseguido traze-los escondidos. Harry andou dois quarteirões e avistou o Caldeirão Furado.

    Ao adentrar no bar, haviam várias pessoas, velhas, estranhas e simples, que pareciam fazer parte da decoração do local. Harry procurou com olhos por Tom, o dono do bar. Tom estava conversando com uma garota bonita, de longos cabelos loiros e olhos azuis. Ela deveria ter mais ou menos a idade de Harry, ao lado dela havia um gato preto.

    - Salem, há quanto tempo! - exclamou Tom, com um sorriso.

    Salem? Que nome estranho para uma garota, pensou Harry. Mas ao se aproximar, Harry notou que Tom, na verdade, conversava com o gato.

    - Muito tempo mesmo, eu ainda era um belo e poderoso bruxo da última vez em que estive aqui. - disse o gato Salem.

    - E quem é essa bela jovenzinha? - perguntou Tom, sorrindo para a garota loira.

    - Esta é Sabrina Spellman, sobrinha de Hilda e Zelda, chegamos hoje da América, e ela quer conhecer o Caldeirão Furado. - disse Salem.
     
    Última edição: 10 Abr 2007

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