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Notícias “Boicote ao Oscar é racismo contra os brancos”, diz indicada a melhor atriz

Grimnir

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“Boicote ao Oscar é racismo contra os brancos”, diz indicada a melhor atriz
Charlotte Rampling, atriz britânica indicada por '45 anos', opõe-se à ideia de cotas para negros
Charlotte Rampling em uma cena do filme '45 anos.' Agatha A. Nitecka AP

Álex Vicente
Paris 22 JAN 2016 - 16:32 CET
A veterana atriz Charlotte Rampling, indicada ao Oscar de melhor atriz por seu papel no filme britânico 45 Anos, adicionou fermento à mais nova polêmica envolvendo a cerimônia de entrega do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. A intérprete, também conhecida por sua atuação em filmes como Melancolia (2011) e na série Dexter (2006-2013), se opôs nesta sexta-feira a um boicote da cerimônia do prêmio em protesto contra a ausência de atores negros entre os indicados nas categorias de interpretação.


“Isso é racismo contra os brancos. É difícil saber se é o caso, mas pode ser que os atores negros não merecessem estar na reta final”, afirmou a atriz em entrevista ao canal francês Europe 1.

Rampling tampouco se mostrou a favor da criação de cotas para melhorar a representação das minorias entre os finalistas ao Oscar, como propôs o cineasta Spike Lee, que apoia o boicote ao lado de figuras como Will Smith e Jada Pinkett. “Por que classificar as pessoas? Vivemos em países onde somos mais ou menos aceitos... Mas sempre haverá problemas e [gente que diga] ‘ele é menos bonito’, ‘ele é negro demais’, ‘o outro é branco demais’... Por isso é preciso criar milhares de pequenas minorias em todo canto?”, questionou. Quando lhe pediram para precisar sua opinião, Rampling deu por finalizado o assunto com um “no comment” (sem comentários).

Na última semana, atores como George Clooney, Mark Ruffalo e Lupita Nyong’o se mostraram críticos em relação à Academia, enquanto o hashtag #OscarsSoWhite se multiplicava nas redes. A voz de Rampling é a primeira que rompe o consenso. A atriz de 69 anos, que ganhou o prêmio melhor atriz no último festival de Berlim, disse que estar “na lista dos indicados [ao Oscar]” já é uma recompensa, pois significa “a entrada no grande clube do cinema que é a Academia”.

A atriz britânica é conhecida na França, onde mora há quase 40 anos, por suas posturas conservadoras. Em 2007, apoiou a candidatura de Nicolas Sarkozy e compareceu de surpresa a um de seus comícios. Pouco depois, contudo, afirmou que continuava sentindo “afinidade pela esquerda”. Se ganhar o prêmio, a atriz disse que o dedicaria ao marido, o jornalista Jean-Noël Tassez, morto em outubro após ter sido confidente de François Mitterrand e do próprio Sarkozy.

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Release the treta.
 

Neithan

Ele não sabe brincar. Ele é joselito
Dificil argumentar, contra ou a favor. O número de negros vencedores do Oscar é minúsculo. Ao mesmo tempo, esse ano os 5 indicados ao Oscar de melhor ator fizeram trabalhos excelentes (não assisti todos, mas a crítica louvou cada um deles), ainda que Idris Elba também esteja ótimo em Beasts of no Nation.

Complicado. Só não gosto do termo "racismo contra brancos".
 

Bruce Torres

Let's be alone together.
Me perguntaram sobre isso e eu digo: isso não resolve. Mas o boicote foi uma boa sacada: realmente, considerando as listas de críticos e prêmios de sindicatos, a lista de indicados ao Oscar privilegiou muito a homogeneidade de artistas brancos, quando não o elenco, também o pessoal dos bastidores. Aumentar o número de indicados foi algo tentado no passado, mas mesmo aí ocorreu um questionamento sobre haver diversidade no final. Eu gostaria de ter uma visão mais clara da forma como filmes e pessoas são indicadas pelos membros da Academia, pois há tempos esta vem sendo desacreditada quando pensam no seu propósito de celebrar o cinema quando há algum tempo mesmo havia restrições a filmes lançados por plataformas on demand. Sem contar que os estúdios que podem bancar fazem uma campanha ferrada para conseguir essas indicações - daí você não conseguir ver um Tangerine ou Victoria sendo indicado à cinematografia - embora eu reconheça que todos os indicados nessa categoria merecem - ou um Creed ou um Carol à melhor filme ou diretor.
 

Grimnir

Well-Known Member
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É por isso que outras premiações são necessárias. O boicote é belo e moral e a Academia não é obrigada a promover a diversidade, mas sim julgar (de forma subjetiva algo que é subjetivo) o que ela achou melhor.
 

Bruce Torres

Let's be alone together.
O boicote é belo e moral e a Academia não é obrigada a promover a diversidade, mas sim julgar (de forma subjetiva algo que é subjetivo) o que ela achou melhor.

Apesar desse peso subjetivo, a ideia da Academia seria a de promover o cinema em seu melhor, o que incluiria mesmo a capacidade de inovar nas narrativas e técnica. Mas considerando que o prêmio foi criado e é fomentado pelos estúdios - aliás, a vitória de O Paciente Inglês na década de 1990 foi graças a um marketing pesado dos Weinsteins, então, é, aquela coisa de "vitória do cinema independente" não cola muito -, é, fica difícil querer uma mudança da mentalidade de quem mantém o foco na autopromoção em vez da qualidade excepcional de uma obra.

Como disse o Tim Dirks:
"Unfortunately, the critical worth, artistic vision, cultural influence and innovative qualities of many films are not given the same voting weight. Especially since the 1980s, moneymaking "formula-made" blockbusters with glossy production values have often been crowd-pleasing titans (and Best Picture winners), but they haven't necessarily been great films with depth or critical acclaim by any measure."

Obras impressionantes passaram pelo cinema de 2015 - Victoria, Tangerine, Carol, Creed, Slow West, citando algumas - mas sentimos que nem olharam duas vezes para elas - foram com o mais seguro em termos de narrativa. Mas claro, esse é um debate que pode ir pro teórico-subjetivo e acabaremos dando voltas aqui.
 
Última edição:

Bruce Torres

Let's be alone together.
Logo, premiações alternativas são necessárias.

Ah cara, volta e meia alguém vem com um "vai ver que os atores brancos mereceram mais que os negros esse ano", mas sabemos que não é bem por aí quando verificamos o pool da crítica especializada. Mas é, melhor confiar em prêmio de sindicato para avaliar qualidade cinematográfica.
 

Thor

ἀλήθεια
O boicote em si eu não acho racismo. O que eu acho racismo é se realmente quiserem fazer quotas raciais. Aí, sim, seria.
 

Ana Lovejoy

Administrador
Charlotte Rampling’s Tone-Deaf Comments Demonstrate Exactly Why Hollywood Has a Race Problem

In today’s media climate, there’s no experience more vexing — yet routine — than watching a legitimate complaint about diversity, exclusion, or injustice gain traction and momentum, and then promptly expose the bigots and reactionaries who cannot handle any of said complaint’s implied critique.

Witness the downfall of one Charlotte Rampling, veteran thespian and doyenne of this year’s Best Actress field for her turn in the film 45 Years, who felt compelled to weigh in with fervor about the controversy over the Oscars’ near-total lack of diversity this year. It’s an omission so stark, let us note, that the higher-ups in the Academy themselves have acknowledged the problem and are trying to work on it.

But Rampling had other thoughts during an interview with French radio station: “It is racist to whites,” she said of the recent spate of protests that the Oscars snubbed actors of color, launching thousands of incredulous reactions. “One can never really know, but perhaps the black actors did not deserve to make the final list,” she continued. “But do we have to take from this that there should be lots of minorities everywhere?”

Not to be outdone in tone-deaf awfulness, her countryman Michael Cainehad some thoughts of his own, only marginally less offensive. He addressed the matter by saying that patience would win the day for actors of color because, hey, it worked for him, and also, “In the end you can’t vote for an actor because he’s black.” Caine’s cranky old man qualities were even more apparent than Rampling’s in his interview, since he also complained that he didn’t want to fly halfway across the world merely to “clap Leonardo DiCaprio” (OK, we’ll give him that).

What Rampling said was particularly pernicious, and probably reflected the secret thoughts of many white and older voters who are baffled by this new emphasis on social equality in the film world. Anonymous interviews with Academy members in The Hollywood Reporter and Entertainment Weeklyrevealed a lot of dismissiveness towards films like Straight Outta Compton and defensiveness about race in general that very much echoed the attitude Rampling and Caine expressed. As Slate’s Aisha Harris noted, it’s “the same argument used by affirmative action opponents… and by average white people like Abigail Fisher who assume that people of color only get rewarded for being people of color, not because they may actually be — gasp — deserving of their reward.”

These dismissive remarks are not only ignorant and representative of troubling strains of thought; they’re also insulting to talented performers and directors of color including Lupita Nyong’o, Steve McQueen, David Oyelowo, Idris Elba, and Viola Davis, who have all spoken up either in this context or in others with insightful and personal thoughts about discrimination in the industry and how it can be remedied. To those who live it, Hollywood’s diversity problem is not manufactured by the media. The fact that these talented luminaries’ earned perspective is being ignored is only more evidence that there’s a widespread problem.

This series of culturally illiterate statements has naturally got the public on edge, worrying about what clueless comment will emerge from which white actor’s mouth next. The Oscars are always good at showing us how capable our favorite thespians are of pandering, shallowness, and narcissism, but this diversity controversy seems to be revealing how capable some of them are at being racist, too.

To their credit, some white actors have chimed in with more reasonable responses. George Clooney accurately noted that the problem is with the industry more than the awards themselves. “How many options are available to minorities in film, particularly in quality films?” he asked. Reese Witherspoon posted on Facebook that she was“disappointed that some of 2015’s best films, filmmakers and performances were not recognized,” and added, “I would love to see a more diverse voting membership.” Mark Ruffalo’s statement went the furthest, praising the boycott and urging people concerned about the Oscars to participate in Black Lives Matter protests.

This is all very well and good, but what white allies in Hollywood could be doing — beyond making encouraging statements — is actually working on amplifying the voices and work of their peers of color. Producing work with diverse casts, refusing to participate in all-white projects or events, or even just talking to the media about great work by under-appreciated minority and queer colleagues is even more important than clearing the fairly low bar of sounding off and making themselves sound more enlightened than Rampling.

As Viola Davis — who is emerging as one of the strongest and most sophisticated voices on the issue — said to Entertainment Tonight, “How many black films are being produced every year? How are they being distributed? The films that are being made, are the big-time producers thinking outside of the box in terms of how to cast the role? … Can you cast a black woman in that role? Can you cast a black man in that role?” She also brought up the pay and funding issue, which is key. “You could probably line up all the A-List black actresses out there [and] they probably don’t make what one A-List white woman makes in one film,” Davis said. “That’s the problem. You can change the Academy, but if there are no black films being produced, what is there to vote for?”

http://flavorwire.com/557311/charlo...dium=socialflow&utm_campaign=FlavorwireSocial
 

Grimnir

Well-Known Member
Usuário Premium
Vi agora o discurso do Chris Rock - hilário, como sempre. Só achei bastante curioso o foco dele sobre os negros, quando, de acordo com o levantamento da Economist (até agora não questionado), os latino são muito mais subrepresentados. Quem liga, né?
 

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