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Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck., 2005)

Tópico em 'Cinema' iniciado por Ana Lovejoy, 6 Fev 2006.

  1. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Direção: George Clooney
    Roteiro: George Clooney & Grant Heslov
    Com:David Strathairn
    Robert Downey Jr
    Patricia Clarkson
    Ray Wise
    Frank Langella
    Jeff Daniels
    George Clooney




    "This might just do nobody any good. At the end of this discourse a few people may accuse this reporter of fouling his own comfortable nest and your organization may be accused of having given hospitality to heretical and even dangerous ideas. But the elaborate structure of networks advertising agencies, and sponsors will not be shaken or altered. It is my desire, if not my duty, to try to talk to you journeymen with some candor about what is happening to radio and television. And if what I say is responsible I alone am responsible for the saying of it. Our history will be what we make of it. And if there are any historians about 50 or 100 years from now and there should be preserved the kine scopes of one week of all three networks they will there find recorded in black and white, and in color evidence of decadence, escapism and insulation from the realities of the world in which we live. We are currently wealthy, fat,comfortable, and complacent. We have a built-in allergy to unpleasant or disturbing information. Our mass media reflect this.But unless we get up off our fat surpluses and recognize that television in the main is being used to distract, delude, amuse, and insulate us then television and those who finance it those who look at it and those who work at it may see a totally different picture too late."

    É com esse discurso de Edward R. Murrow que começa "Boa Noite e Boa Sorte". Confesso que não sabia nada do filme, além de que estava cotado para algumas indicações ao Oscar. E então, o filme começa assim e eu me apaixono na hora (paixão que foi até o fim, sem quebrar o ritmo em qualquer momento, devo dizer).

    Fazia tempo que um filme não me encantava da forma que Boa Noite me encantou. Não só pela atuação maravilhosa do David Strathairn (que não fosse pelo moço do "Capote" eu até acho que mereceria um Oscar de melhor ator), nem pelo charme do filme em p&b, mas o roteiro fo-da e tudo o que ele representa nos dias de hoje.

    Eu acho uma pena que muita gente não entenderá o que o Clooney quis dizer com esse filme, e pensarão que é só uma história sobre o Macartismo. De qualquer forma, o filme vale uma conferida.:grinlove:

    Em tempo: eu escrevi sobre o filme no meu bró dias atrás, tá
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    para quem quiser ler :mrpurple:
     
    Última edição: 6 Fev 2006
  2. Pips

    Pips Old School.

    Re: Boa Noite e Boa Sorte [Good Night, and Good Luck. (2005)]

    O filme é muito bom, considero um forte candidato ao Oscar.

    As atuações estão simplesmente impecaveis, assim como o roteiro e a fotografia. O único problema da direção do Clooney na minha opinião é que alguns personagens são deixados de lado durante o segundo ato inteiro, o que é uma pena, em compensação a personagem principal é desenvolvida de maneira extraordinária. David Strathairn prendeu minha atenção da maneira como falava, como fica quieto e contido e ao mesmo tempo mostrava toda sua força de maneira branda.
    Mesmo com pouca participação o Ray Wise também teve uma caracterização muito foda.

    Clooney acertou na direção de atores com certeza.

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  3. Khansc

    Khansc Banned

    Re: Boa Noite e Boa Sorte [Good Night, and Good Luck. (2005)]

    Tá mal editado, mas tirando isso não tem exatamente nada de especial, nem de ruim. O Clooney foi cortando tudo para deixar bem clara a mensagem, sem colocar muitos conflitos que se intrometessem e atrapalhassem a compreensão da mensagem principal. O visual é ótimo, mas nada acima do que era comumente feito nos anos 30/40. É bom ver um concorrente ao Oscar que mire em uma causa tão nobre, sem cair em exageros dramáticos e pieguices, e, eventualmente, acabe perdendo o foco e o controle. Podia ser um documentário.

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    Última edição: 6 Fev 2006
  4. Knolex

    Knolex Well-Known Member In Memoriam

    Re: Boa Noite e Boa Sorte [Good Night, and Good Luck. (2005)]

    Vi hoje e achei muito muito foda. Esperava muito e ainda conseguiu superar minha espectativa.

    Adorei os 3 indicados que vi (esse, Munique e Crash), quase que igualmente, mas como eu disse, é quase. Boa Noite e Boa Sorte é meu favorito.
     
  5. Finduilas

    Finduilas De Mudança pra South Park

    Re: Boa Noite e Boa Sorte [Good Night, and Good Luck. (2005)]

    Isso se souberem o que é macartismo. Fui falar desse filme pra um amigo e ele não sabia o que era... Falei pra outro e ele também. :no:

    A propósito, adorei o filme. Acho que poucos hoje são tão contundentes, têm atuações tão boas, um roteiro bem-escrito e uma bela fotografia, tudo isso ao mesmo tempo. :amem:
     
  6. Tisf

    Tisf Delivery Boy

    Eu achei o filme muito bom. Como já disseram, ele peca por simplesmente desperdiçar os coadjuvantes. O que vemos não são "seis extraordinários americanos" lutando contra o sistema, já que praticamente os outros só serviram para preencher o cenário. A Patricia Clarkson coitada, só estava lá para jogar olhares para o marido nos momentos em que acontecia algo. Há uma cena particularmente constrangedora pra mim, feita apenas para inserir o personagem dela, que é quando estão comemorando o fato de o Senador ser investigado: ela entra, pergunta o que está acontecendo e o Clooney explica novamente a mesma coisa, apenas pra ela olhar pro marido. Eu acho que faltou uma atenção melhor aos coadjuvantes, inclusive ao repórter amigo do Murrow que se mata; me deu a impressão de coisas jogadas. Exatamente por isso concordo com o Khansc e acho que o filme funcionaria mais como um documentário.

    No mais, David Strathairn está tão fantasticamente foda que faz tudo valer a pena. Seu maneirismo, o jeito de falar do Murrow verdadeiro, sua postura, tudo faz com que ele hipnotize com a sua atuação. Eu gostei particularmente dos momentos em que ele terminava os discursos e a câmera ainda ficava focada nele. E bem, é um filme importante e sério, não só pelas analogias lógicas e óbvias com os acontecimentos atuais, mas por mostrar o quanto o ser humano pode ser estúpido e manipulador.

    É o filme certo, na hora certa.
     
  7. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    A parte do Robert Downey Jr. com a Patricia Clarkson ficou meio estranha mesmo. Sério, eu só fui entender porque eles escondiam o casamento porque lá no final o cara disse que era contra as normas da empresa ter funcionários casados. No primeiro momento, quando a personagem do Robert Downey aparecia falando do papel que teve que assinar e a esposa respondia "òtimo, assim não precisaremos mais esconder", dava a sensação que eles escondiam por alguma questão política :eek:
     
  8. Tisf

    Tisf Delivery Boy

    Sim, exatamente, você lembrou bem. Por isso me deu uma sensação de desleixo com os outros personagens. :tsc:
     
  9. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    O filme é excelente. Saí discutindo com o Namus exatamente isso. Que o discurso final e inicial do filme foram perfeitos e seria muito melhor se o filme tratasse mais disso e menos da história do Mccarthy, mas no final vc sai exatamente com essa impressão, da alienação da TV e não dos absurdos promovidos pelo Senador.

    Há qto tempo não há no Brasil um ancora que é reflexo do bom jornalismo, cheio de críticas e não tendencioso? Sinceramente acho que não vivi para ver 1.

    Vc sai do filme querendo q existissem mais Edward R. Murrows no mundo e um jornalismo mais próximo da CBS.

    [80]
     
  10. Knolex

    Knolex Well-Known Member In Memoriam

    Acho que a CBS meio que se sentiu empolgada com a exaltação à esse fato do filme, e isso inspirou seus funcionários.

    Um dia depois de ver o filme liguei no Late Show e o letterman tava numa entrevista acabando com um cara lá republicano, discussão toda política, engajada, cheia de argumentos (e claro cutucões divertidos, afinal é o letterman)... a ponto dele dizer que não tinha inteligência para discutir ponto a ponto com o cara (como o Murrow fez na réplica ao McCarthy) mas que tinha certeza de que pelo menos 60% do que ele tinha falado era pura merda.

    caraca, foi surreal, mas foda.
     
  11. Ainda não vi Capote, mas dos outros quatro indicados a Melhor Filme esse é de longe o melhor.

    O mais legal desses filmes é que eles carregam mensagens realmente importantes que são válidas mais do que nunca pra nossa sociedade atual. No caso de Boa Noite, a mensagem atinge diretamente a questão do comportamento contundente às atuações da mídia na atualidade, e é com obras desse tipo que a gente se anima a cobrar e a fazer um trabalho ético e corajoso, por mais que o discurso a princípio pareça piegas. O clima é anos 50 mas obviamente o tema continua sendo necessário a ser discutido, principalmente quando observamos os procedimentos usados pelo jornalismo de hoje em dia.

    A questão é que não estamos atravessando mais o macartismo, mas existem e provavelmente continuarão existindo forças invisíveis atuando sobre a produção jornalística e televisiva, sejam elas políticas ou comerciais, que censuram seu conteúdo. Existem poderes que na maioria das vezes estão oculto à maioria da população e que manipulam e, conseqüentemente, alienam milhões de espectadores. Li o caso da rede NBC, que por ser propriedade da General Electric, seus jornalistas foram impedidos de entrevistar vizinhos de uma usina nuclear...

    Por trás da cortina rolam muitos interesses, é difícil imaginar o caminho pra chegar a uma solução razoavelmente satisfatória. Mas uma das coisas importantes que, quem sabe, um dia serão feitas, e que poderiam contribuir muito pra isso, é aquela que Murrow cita em seu discurso final: que a televisão seja ocupada com programas mais conteudistas, que reforcem a educação e olhar crítico do povo.
     
    Última edição: 9 Fev 2006
  12. Tisf

    Tisf Delivery Boy

    Você citou o ponto que o filme toca, importantíssimo diga-se de passagem, e não o filme em si. Por isso um documentário teria o mesmo efeito, porém não desperdiçaria os outros atores, como aconteceu.
     
  13. pkerbel

    pkerbel B-A-N-A-N-A-S

    A mim me pareceu uma chatice importante, pois nem conta nada novo nem o conta de maneira inovadora. Só tem um discursinho limpinho, uma boa interpretação e uma ambientação metódica (ainda que TUDO interiores, isso sim).

    O problema do filme é que é demasiado esquemático e está telegrafado desde esse discurso inicial, pelo que se o tema (que poderia ter-se tratado de maneira BEM mais interessante) é comum em nossos dias e o diretor não lhe adiciona nem sal, nem molho nem pimenta, pois lhe sai esta coisinha que lhe saiu a Clooney.

    Por tudo isso, parece-me uma película superestimadíssima -como tantas outras dirigidas por atores principiantes, ou principiantes - que se a tivesse assinado um Jonathan Demme, um Rob Reiner, um Lawrence Kasdan, um Roger Donaldson ou qualquer outro DIRETOR mediamente competente, tivesse passado mais bem despercebida.

    O que Clooney fez é uma versão quase-televisiva (Studio One) e sobretudo muito light do que Sidney Lumet, John Frankenheimer ou Michael Mann fizeram muito melhor anteriormente.
     
  14. V

    V Saloon Keeper

    Esse me fisgou desde os créditos de abertura, e me manteve entretido quase puramente na base da atmosfera -- a dinâmica é construída basicamente em cima de discussões em ambientes elegantemente esfumaçados, mas ela é tão bem construída que eu poderia assistir mais uma hora disso tranqüilamente (aliás, quando eu percebi que o filme ia terminar eu estava crente que ainda faltava uma meia hora, e isso é tanto uma coisa boa quanto uma coisa ruim -- por um lado é bastante gratificante que o filme não tenha sido esticado desnecessariamente após o ponto ter sido feito, mas por outro lado é difícil evitar a sensação de que tem um ato faltando). Eu dei um 69 pra ele, mas essa nota provavelmente vai acabar caindo pelo menos uns 3 pontos quando eu rever.

    Porque o filme claramente tem problemas, o principal sendo provavelmente a falta de um roteiro. Quer dizer, ele quase certamente deve ter um roteiro porque alguma coisa foi indicada ao Oscar, o que ele não tem é drama, ou, em outras palavras, uma "história" -- conexão emocional com os personagens é quase impossível, os conflitos parecem surgir quase por obrigação, a estrutura é problemática (como eu disse ali em cima, parece que faltou o terceiro ato -- o filme acaba quando as coisas começam a esquentar) e tanta ênfase é dada à recriação do ambiente e às filmagens de arquivo que você se pergunta porque o Clooney não abandonou a narrativa e fez logo um documentário.

    Claro que a resposta é simples: um documentário não traria nem de longe tanta visibilidade para o assunto, nem para o próprio Clooney. O problema é que ele está absolutamente certo quanto ao lado auto-promocional da decisão (um documentário também não teria tantas chances de ganhar prêmios, afinal), mas no espectro da mensagem o esquema se mostra falho, já que o filme está basicamente pregando para os convertidos: as únicas pessoas que não vão ligar suas TVs no Big Brother depois de ver esse filme são aquelas que já não o fazem (exemplo: eu).

    Não que um filme necessariamente seja obrigado a mudar a atitude de alguém, mas esse obviamente tem ambições de conscientização, e por mais nobre que seja a decisão de embalar a mensagem num pacote “artístico”, uma abordagem documental certamente iria com mais ênfase ao cerne da questão. Ficar no meio termo pode gerar um resultado interessante, mas também menos efetivo.

    O fato do discurso que abre e fecha o filme ser absolutamente profético é a maior ironia: a TV realmente se tornou o monstro que o Murrow tanto temia, mas é justamente por isso que resgatar uma “era de ouro” irrecuperável não é nem de longe o suficiente para fazer as pessoas sentirem vergonha de si mesmas -- hoje em dia elas só respondem a causas nobres na forma de entretenimento sensacionalista à la Michael Moore.

    Bom, quem sabe agora pelo menos isso muda.
     
  15. Barbárvore.

    Barbárvore. Beatlemaniac

    Buenas, eu achei o filme estranho. Estranho por alguns pontos:
    -parece não ter início, nem fim: somente o meio.
    -não tem histórias paralelas
    -Como o tisf mesmo disse: se era pra ser assim, seria melhor ter feito um documentário, embora a repercussão fosse bem menor.

    É bom ressaltar que estranho não significa ruim, somente estranho. O tema abordado é interessante, mas eu não achei algo que fosse digno de concorrer a um oscar de Melhor Filme.
     
  16. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

  17. pkerbel

    pkerbel B-A-N-A-N-A-S

    57... e daí?
     
  18. Sister Jack

    Sister Jack Usuário

    Sim.
     
  19. pkerbel

    pkerbel B-A-N-A-N-A-S

  20. Khansc

    Khansc Banned

    SIM = Semioticamente Impróprio para o Mundo. O Folco resumiu bem.
     

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