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Bitcoin (moeda virtual)

Siebel

A gente devia dançar mais
A sim,foi mais para exemplo de duração e q mesmo podendo dar dinheiro eram bolhas...a da Bitcoin acho mais comparável com a bolha da internet pq com a Bitcoin n acho q vá acontecer oq aconteceu nas outras,acho a Bitcoin menos seria,magnífica...A e tem tbem o senso comum q n e pq todos ou a maioria acha q n e bolha(por achar sem fundamento) q n e bolha e td mais...
 

Fúria da cidade

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Eu sempre fiquei com um pé e meio atrás em relação a essa moeda, porque queria ver como o mercado financeiro mundial como um todo irá absorvê-la. Nunca invisto em nada sem uma mínima consolidação.
 

Eriadan

Usuário
Usuário Premium
Na verdade eu sempre fico com um pé atrás com qualquer investimento em que não há regulação. O mercado é muito instável e. para o meu nível de conhecimento e acompanhamento, muito imprevisível, então só invisto nos títulos que têm garantia do FGC. Prefiro ser conservador e ter menores rendimentos do que arriscar, podendo enriquecer muito ou também perder muito de uma hora para outra.
 

Fúria da cidade

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Eu também sou bem conservador em relação a aplicações financeiras, não sou de apostar no vazio do desconhecido e nesse caso estamos falando de algo que ainda carece de uma grande e total aceitação em nível global, pra depois como o Eriadan muito bem mencionou haver uma regulação mínima, o que acho fundamental pra que esse investimento ganhe lastro e transmita alguma segurança.

E mesmo assim, com tudo isso, o mercado sempre de tempos em tempos vai apresentar períodos de grande instabilidade. Então uma vez o bitcoin estando consolidado e bem regulado é preciso que essa moeda seja fortemente testada nesse cenário a longo prazo, para podermos finalmente avaliar de uma forma mais concreta qual é o seu verdadeiro nível de risco.
 

Fúria da cidade

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Após altas e baixas, criptomoeda fica estagnada e exige fim de amadorismo

Bitcoin já teve desvalorização de 49%; com investidores receosos, mercado perde atratividade


Danielle Brant
Natália Portinari
São Paulo


A julgar pelo volume de negociações nas corretoras de criptomoedas no Brasil, o frenesi bitcoin parece ter desaparecido, abrindo espaço para um mercado mais maduro, com menos amadorismo e especulação.

Em dezembro de 2017, o bitcoin bateu o recorde de US$ 20 mil (R$ 71.420,00) durante as operações diárias.

Logo depois, veio uma queda livre que durou até o início de fevereiro. No período, a desvalorização chegou a 49% e o preço recuou para US$ 7.100 (R$ 25.354,10).

Veio, a seguir, uma leve subida, sucedida por um deslize de março a abril.
Muitos investidores não resistiram a essa montanha-russa e venderam seus ativos —alguns em momentos mais favoráveis do que os outros.
Entre os entusiastas de bitcoins e outras criptomoedas, vender quando caem os preços é uma vergonha inconfessável. "Ninguém fala que vendeu porque tem medo de passar por bobo", diz Rudá Pellini, sócio da plataforma de investimento Wise&Trust.

Ainda assim, apesar da pressão para manter o sangue frio, muitos não aguentaram o tranco do início deste ano.
Para o paulistano Kleber Lucindo, 26, vender suas reservas foi uma questão de paz de espírito diante da instabilidade do investimento.
"Foi bom para aprendizagem, mas dá muito trabalho acompanhar o mercado diariamente", afirma Lucindo.

Ele trocou suas criptomoedas por reais no começo de março e conseguiu cobrir seu prejuízo vendendo as placas gráficas do computador que usava para mineração --processo para gerar as criptomoedas e verificar as transações.
A reportagem procurou investidores que tenham vendido seus ativos nos últimos meses, e a maioria quis falar sob condição de anonimato. "Ninguém assume publicamente que não segurou [os investimentos]", diz Pellini.


O Mercado Bitcoin, por exemplo, foi de 200 mil clientes para 1 milhão de janeiro de 2017 para o início deste ano, mas o número está estagnado desde então.

Gustavo Chamati, presidente da empresa, reconhece que o ritmo de adesão não está tão acelerado quanto nos últimos meses de 2017.
"O movimento não foi tão consciente. Muita gente veio só pelo apelo da valorização da moeda antes de entender a nova tecnologia", afirma Chamati. Segundo ele, há ainda centenas de novos cadastros de investidores diariamente.

Na Foxbit, o volume de negociações despencou de R$ 1,5 bilhão em dezembro para uma média de R$ 400 milhões nos primeiros quatro meses deste ano.

João Canhada, presidente da exchange, vê um efeito sazonal na queda.

"O primeiro trimestre é sempre mais reduzido em volume, já era esperado. Você tem o Ano-Novo chinês [em fevereiro] derrubando preços. [A China] É um mercado bem grande", afirma Canhada.

Christian Andrei, 24, de São Vicente, no litoral paulista, manteve suas placas de mineração, mas viu muitos colegas desistindo da exploração.

"O pessoal inexperiente se assustou bastante. Foi uma queda violenta", conta Andrei.
Nos últimos meses, ele viu placas gráficas à venda por metade do preço comum. "Muitos ficaram desesperados, achando que o preço das placas cairia para nada."

Para Alan de Genaro, professor de economia da USP (Universidade de São Paulo), a reação foi fruto da imaturidade do mercado de criptomoedas.
"As pessoas se empolgaram com a possibilidade de ganhar muito nesse ativo sem conhecer absolutamente nada", afirma o professor. "Boa parte
perdeu dinheiro e, quando o bitcoin chegou a US$ 7 mil [o valor mínimo após a queda, em fevereiro], saiu para não perder mais."

De acordo com Genaro, a instabilidade desses ativos afastou novatos. "A pessoa que nunca comprou uma ação na vida e achou que podia ficar milionária comprando bitcoin provavelmente não vai voltar, e é até bom que não volte, porque ativos desse nível de risco não são para qualquer um."

O valor do bitcoin está se recuperando desde o início de abril e, na semana passada, circulou ao redor de US$ 9.000 (cerca de R$ 32,1 mil).
"Se tirarmos o período de extrema especulação no fim do ano passado, vemos que a bitcoin está crescendo, mas devagar", diz Ricardo Rochman, professor de economia da FGV (Fundação Getulio Vargas). "Não é saudável um movimento brusco de alta como vimos no ano passado, porque gera efeito manada."

Frederic De Mariz, diretor do UBS Brasil, vê o mercado de criptomoedas entrando em uma fase de maturidade. "Ninguém entendia o que era, ninguém acompanhava há dois anos", diz.

Para ele, a explosão de demanda observada até o ano passado não vai se repetir.

"É difícil enxergar isso para este ano. Está mais calmo em volatilidade. Neste ano vamos consolidar uma visão de mercado mais madura."
 

Mellime

Ohlala
Usuário Premium
Para mim (e para meus amigos economistas mega qualificados), alguém com o meu perfil só pode colocar em bitcoin aquilo que não faz diferença se perder - é gambling, não investimento. O que não significa que não possa ser feito. Só tem que ter as expectativas no lugar.
 

Amadenaro Grandrago

Fabio Scherer
1 bitcoin na época da reportagem estava 1.900 reais, e hoje está 27.700...! Devia ter investido... :ahhh:



Alemanha reconhece Bitcoin como meio de pagamento
Fonte: https://pplware.sapo.pt/

A porta para as criptomoedas parece estar finalmente a abrir-se. A Alemanha, a partir de agora, passa a considerar as moedas virtuais como legais e os utilizadores de bitcoins não serão taxados por utilizarem esta moeda como meio de pagamento.

Esta é uma decisão que poderá ditar um futuro de sucesso para as criptomoedas.

(...)

Ver matéria completa aqui.​

Invista em Litecoins, serão os "novos bitcoins" em termos de valorização... ainda estão relativamente baratos, dá tempo de lucrar bem. :)
 

Fúria da cidade

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De uns tempos pra cá, aumentou um pouco o número de sites nacionais que informam a cotação do Bitcoin e agora estou podendo acompanhar melhor e com mais regularidade o valor da cotação.
 

Fúria da cidade

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Bitcoin é uma bolha? Universidade dos EUA vê sinal de manipulação
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Imagem: Getty Images/sorbetto


Téo Takar
Do UOL, em São Paulo
04/10/2018 04h00

A forte queda no preço do bitcoin nos últimos meses tem deixado investidores preocupados. Será que a alta de mais de 2.000% no ano passado foi uma bolha especulativa? É melhor vender antes que caia mais? Ou o momento é uma oportunidade para comprar antes que dispare de novo? Um estudo da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, traz indícios de que a moeda virtual foi alvo de manipulação.

O preço do bitcoin subiu quase 20 vezes em um período de menos de um ano, saindo da casa de US$ 1.000 (R$ 3.500) no fim de dezembro de 2016 para o pico de US$ 19,3 mil (R$ 69,5 mil) no dia 16 de dezembro do ano passado. De lá para cá, a criptomoeda desabou e agora vale apenas um terço disso, cerca de US$ 6.500 (R$ 26.500).

Por causa da intensa oscilação nos preços, quem comprou a moeda virtual ao longo de 2017 pode estar com lucro de 550% ou amargando prejuízo de até 70%, dependendo da época do ano em que fez a aquisição.

“Eu não identifico um estouro de bolha. O que está acontecendo com o bitcoin é uma correção, um ajuste de preço. O bitcoin já passou por outros momentos de queda, seguidos por períodos de alta”, declarou Luiz Roberto Calado, economista-chefe da corretora Mercado Bitcoin.
“O bitcoin caiu em 2018, mas se você comparar com o preço há exatamente um ano, em torno de US$ 3.000, quem comprou naquela época ainda está lucrando mais de 100%. Se você comparar com outros ativos, como ações da Petrobras ou da Apple, certamente elas não valorizaram tanto no mesmo período”, afirmou Luiz Calado.

Especulação levou à venda e à redução de preços


A especulação intensa em cima da criptomoeda no ano passado ajuda a explicar a queda atual. “Qualquer ativo, depois de uma alta forte e repentina, naturalmente passa por uma correção", disse Alexandre Monteiro, diretor de marketing do site de pesquisa de moedas Melhorcâmbio.
"Da mesma forma que houve uma procura muito grande em 2017, agora há muita gente vendendo para embolsar o ganho rápido.”

Alta de preço pode ter sido manipulada


Um estudo acadêmico divulgado por dois especialistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, traz indícios de que a disparada do bitcoin no ano passado não foi obra do acaso. A moeda virtual teria sido alvo de manipulação de preços.

Utilizando um programa de computador, o professor John M. Griffin e o estudante de pós-graduação Amin Shams descobriram forte correlação entre operações vultosas realizadas com um “token” (ficha digital) chamado tether e a alta de mais de 2.000% do bitcoin em 2017.

Griffin e Shams perceberam que a “exchange” (corretora que negocia criptomoedas) Bitfinex foi a origem das transações suspeitas envolvendo o tether e o bitcoin. A corretora agora está sob investigação das autoridades norte-americanas.

Falta de fiscalização


A falta de uma regulação em torno do bitcoin e de outras moedas virtuais colabora para que as oscilações de preços sejam bruscas, além de abrir a possibilidade para manipulação, como apontado por Griffin e Shams.

“Não há controle. Nenhum tipo de fiscalização. É um mercado que pode ser manipulado facilmente, sem que as pessoas percebam”, declarou Alan De Genaro, professor de Finanças da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (Eaesp/FGV).

Valor do bitcoin está na tecnologia blockchain


Apesar da suspeita de manipulação e da queda recente no preço, o professor De Genaro disse não acreditar que o movimento represente o estouro de uma bolha.

“Depois de toda aquela alta de 2018, houve uma correção forte neste ano, mas o preço não foi a zero. Isso sugere que há algo no bitcoin que ainda sustenta seu valor. O bitcoin não é uma ilusão. Existe toda uma tecnologia por trás, o blockchain, que veio para ficar.”

Luiz Calado, do Mercado Bitcoin, também vê fundamento na tecnologia que viabiliza o bitcoin. “O blockchain é consistente. A tecnologia está rodando há quase dez anos e tem potencial para ser usado em várias áreas.”

A tecnologia blockchain foi desenvolvida inicialmente para registrar e validar (confirmar a autenticidade de) operações com moedas digitais.

Recentemente, ela ganhou novas aplicações, como armazenar documentos com segurança e trocar informações entre instituições financeiras. Como a rede é descentralizada (distribuída por vários computadores) e criptografada (codificada), um ataque cibernético que viole as informações torna-se mais difícil.

O bitcoin completará uma década de existência no mês que vem. O artigo que definiu o funcionamento da moeda virtual foi publicado em novembro de 2008 por Satoshi Nakamoto, pseudônimo de um programador de computadores. Até hoje o verdadeiro criador do bitcoin não foi identificado.

A moeda digital só se tornou conhecida do grande público a partir de 2013, quando as corretoras de moedas virtuais ganharam força. Inicialmente, o bitcoin era usado apenas por pessoas da área de tecnologia e como moeda de troca na chamada “deep web”, uma área da internet para práticas ilegais, como venda de drogas.

Investidor pode usar criptomoedas para diversificação


O bitcoin pode ser uma opção de investimento para pessoas que desejam diversificar seu patrimônio e que tenham um grande apetite por aplicações de risco.

“Também é uma forma de ficar exposto à variação cambial, uma vez que o bitcoin e outras criptomoedas são cotadas em dólar”, disse o economista do Mercado Bitcoin.

“Quem nunca investiu em criptomoedas deve começar a comprar aos poucos e ir se acostumando com a volatilidade. Não saia comprando só porque alguém disse que vai subir. Elas oscilam muito. Por isso, destine uma parcela pequena do patrimônio para aplicar em criptomoedas”, declarou Luiz Calado.

O especialista sugere, para os investidores que já estão mais acostumados ao mercado de criptomoedas, montar uma cesta de investimentos com diversas moedas virtuais, como forma de diluir o risco e obter um rendimento mais equilibrado.

“É interessante ter uma cesta de moedas, ou seja, comprar um pouco de bitcoin, um pouco de litecoin, um pouco de bitcoin cash, e assim por diante.”

Fundos agora podem investir em bitcoin no exterior


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável por fiscalizar os fundos de investimento brasileiros, autorizou os gestores a aplicar recursos em criptoativos no exterior, mas de forma indireta.

Os fundos não poderão comprar bitcoin ou outras moedas virtuais, mas poderão aplicar em cotas de fundos e derivativos estrangeiros atrelados às moedas virtuais, desde que eles sejam regulamentados pelos órgãos de fiscalização em seus países de origem.

Caberá ao gestor do fundo brasileiro tomar todos os cuidados para evitar investir em criptoativos fraudulentos, ou que favoreçam a lavagem de dinheiro, ou ainda que financiem atividades ilegais. O gestor também deverá informar os investidores do fundo claramente sobre o risco de se apostar em moedas virtuais.

“A decisão da CVM abre um caminho para a gradual aceitação da indústria de ativos digitais e blockchain no país”, declarou Fernando Furlan, presidente da ABCB (Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain).

Uso no comércio ainda não “pegou”


Os especialistas avaliam que o bitcoin ainda não se tornou um meio de troca no dia a dia das pessoas por causa da dificuldade em usar a moeda virtual para realizar compras. No Japão, por exemplo, o bitcoin já está incorporado à rotina de boa parte do comércio.

Mas, no Brasil, ainda são pouquíssimos os estabelecimentos que aceitam a criptomoeda. Um dos motivos para a pouca aceitação nas lojas é a demora para confirmar o pagamento de uma compra com bitcoins.

Monteiro, do site Melhorcâmbio, disse que a tecnologia blockchain passou por aperfeiçoamentos no ano passado que tornaram as transações com bitcoin mais rápidas. Mesmo assim, o ritmo de processamento das transações com bitcoin ainda é muito lento se comparado ao dos meios de pagamento tradicionais.

Enquanto o blockchain processa cerca de oito transações com bitcoins por segundo, operadoras de cartões de crédito são capazes de processar 25 mil compras por segundo.
 

Fúria da cidade

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Receita deve apertar o cerco sobre operações com bitcoins e criptomoedas


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Imagem: Getty Images/iStockphoto

A Receita Federal pretende apertar o cerco sobre os contribuintes que compram e vendem criptomoedas, como o bitcoin. O órgão deve publicar em breve uma instrução para obrigar as "exchanges" –como são conhecidas as corretoras que negociam moedas digitais– a prestar informações sobre todas as operações de compra e venda feitas no Brasil.

A medida representa a primeira regulamentação do mercado de moedas digitais no Brasil. Por essa razão, corretoras, investidores e empresas que lidam com esse mercado apresentaram sugestões ao Fisco para aperfeiçoar a norma e, ao mesmo tempo, atender aos seus interesses. Agora, aguardam a publicação do texto final da instrução.

Isso dará mais condições à Receita para cobrar impostos de quem está faturando com bitcoins e outras moedas digitais. A norma, que visa também combater lavagem de dinheiro e corrupção, valerá tanto para pessoas físicas como jurídicas.

Registro mensal de operações


As corretoras brasileiras de moedas digitais serão obrigadas a enviar, mensalmente, uma relação dos clientes que compraram ou venderam esses ativos, bem como a posição atualizada de investimentos deles.

Quem negocia criptomoedas por meio de corretoras instaladas fora do país ou realiza transações diretamente com outras pessoas, sem passar por corretoras, também será obrigado a prestar contas mensalmente ao Leão.

Mais investidores do que na Bolsa


Ao propor a nova norma, a Receita afirmou que o mercado de moedas digitais no Brasil já possui mais investidores do que a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, que conta com cerca de 800 mil pessoas físicas cadastradas. Ainda segundo o órgão, no ano passado, apenas as negociações com bitcoins movimentaram mais de R$ 8 bilhões no país.

"Os números, e o crescimento anual dos mesmos, demonstram a relevância do mercado de criptoativos no país, principalmente para a administração tributária, tendo em vista que as operações estão sujeitas à incidência do Imposto de Renda sobre o ganho de capital porventura auferido", declarou a Receita na minuta de apresentação da nova instrução.

Ganho de capital está sujeito a IR a partir de 15%


Pela legislação em vigor, as vendas de ativos (como carros e automóveis) que somam mais R$ 35 mil e menos de R$ 5 milhões por mês e que resultam em lucro (ganho de capital) estão sujeitas à retenção de 15% de Imposto de Renda. Para movimentações acima de R$ 5 milhões mensais, a alíquota de IR aumenta progressivamente até atingir 22,5%. O contribuinte deve fazer o pagamento do imposto no mês seguinte ao da obtenção do ganho.

A Receita já havia divulgado orientação aos contribuintes para declarar no IR deste ano os ganhos de capital obtidos com moedas digitais, bem como informar a posse desses ativos.

Agora, a nova instrução vem reforçar essa orientação, além de dar poderes ao Fisco para multar quem não declarar os ganhos com criptoativos.

Norma não fala em compensação de prejuízos


Especialistas ouvidos pelo UOL chamaram atenção para o fato de que a minuta do texto não prevê nenhuma forma de compensação ao contribuinte que, eventualmente, acumular perdas com a negociação das moedas digitais.

No mercado de ações, por exemplo, um eventual prejuízo registrado em um mês pode ser utilizado para compensar lucros nos meses seguintes, reduzindo a base de cálculo de imposto.

Somente neste ano, o bitcoin acumula queda de mais de 70% em relação ao ano passado. No fim de novembro, a moeda digital atingiu seu menor valor em 13 meses, cotada a cerca de US$ 3.500 (R$ 13,7 mil).

À reportagem, a Receita informou que somente irá se manifestar sobre a instrução "após a consolidação das contribuições obtidas com a consulta pública". A minuta da nova instrução permaneceu em consulta pública por 20 dias, e o período para envio de sugestões terminou em 19 de novembro.

Primeira regulamentação de moedas digitais no Brasil


A nova instrução é vista com atenção pelos participantes do mercado brasileiro de criptomoedas porque representará a primeira regulamentação no Brasil.

"É o início de um processo de formalização do mercado de criptomoedas. Isso mostra que os ativos digitais vieram para ficar", disse José Artur Ribeiro, presidente da corretora Coinext.

A nova instrução trará definições específicas para termos comuns desse mercado, como “criptoativos” e “exchanges”, que são consideradas fundamentais para uma futura legislação mais ampla sobre o segmento.

Segundo a minuta da instrução, criptoativo é "a representação de valor digital, não emitida pelo Banco Central do Brasil, distinta de moeda soberana local ou estrangeira, cujo preço pode ser expresso em moeda soberana local ou estrangeira".

BC e CVM ainda estudam criar regras


Além da Receita, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) seriam os órgãos oficiais com competência para definir regras para o segmento de moedas digitais no Brasil. Porém, ambos ainda estão avaliando quais medidas tomar sobre os criptoativos, um mercado considerado muito recente no mundo todo.

A CVM já autorizou que fundos de investimento apliquem em moedas digitais, mas apenas no exterior. Por outro lado, o órgão tem feito alertas a investidores sobre fraudes com moedas digitais no Brasil, além de informar que não exerce qualquer tipo de fiscalização sobre as corretoras de criptomoedas no país.

Corretoras estão preocupadas com exigências


Durante o período de consulta pública, a Receita recebeu contribuições das duas entidades que reúnem os maiores participantes desse mercado: a Abcripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia) e a ABCB (Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain).

As corretoras estão preocupadas com a nova norma porque ela deverá aumentar consideravelmente as exigências de prestação de informações, o que implicará em custos extras.

"Acreditamos que podemos alcançar um modelo de declaração mais simples e de baixo custo", afirmou Kelsen Andrade, diretor da Abcripto.

"Consideramos positiva a atitude da Receita Federal de manter um canal de diálogo por meio da consulta pública, antes de publicar a versão final da norma."

Entidade defende regra apenas para corretoras maiores


A ABCB sugeriu à Receita que estabeleça um critério de faturamento mínimo para determinar quais corretoras serão obrigadas a prestar informações mais detalhadas. A ideia é que apenas as corretoras grandes tenham que cumprir a exigência.

“Muitas das empresas de criptomoedas ainda estão em fase de desenvolvimento. As regras de obrigação acessória implicam em custos adicionais, o que pode inviabilizar pequenos negócios e até mesmo a inovação”, declarou o presidente da ABCB, Fernando Furlan.

A ABCB também defendeu que as empresas do setor tenham um prazo de seis meses para se adaptar às novas regras. A minuta da Receita prevê que as regras entrem em vigor assim que instrução for publicada no Diário Oficial. “É preciso dar tempo e oportunidade para a mudança”, disse Furlan.
 
Na dúvida melhor não pôr mão no fogo.
Até mesmo entusiastas dessa moeda mudam de opinião de acordo com sabor do vento e nem sempre tem consenso entre si:

O Bitcoin Fracassou



Nano (Raiblocks): Melhor que Bitcoin?



Olha cara de arrasado desse ancap aqui , dando desculpa pela queda do Bitcoin :rofl::rofl::rofl::rofl::


Bitcoin: O Dia dos Relógios Quebrados



O Bitcoin Morreu?

 

Fúria da cidade

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O estouro da bolha era inevitável, mas o Bitcoin se mostrou com certo fôlego para sobreviver. Vamos ver se a próxima bolha será bem mais "comportada".
 

Haran

Well-Known Member
Março/2018
1 bitcoin na época da reportagem estava 1.900 reais, e hoje está 27.700...! Devia ter investido... :ahhh:
Faz tempo q acompanha a cotação em dólar,partilho a opinião de Warren Buffett e e sim uma bolha

Que bolha resistente essa hein? 9 anos que não estoura...
Mas o "boom" mesmo tem coisa de 3/4 anos, não?
9 anos é desde o início do BitCoin. O "boom" mesmo eu não sei, mas o tópico foi postado por mim em 2014... Se eu que não sou chegado no assunto tinha ouvido falar, quer dizer que entre gente interessada no assunto deveria ser antes disso algo relativamente popular já, um relativo "boom"... E o Daniel Fraga, que era um youtuber também relativamente popular, já falava do BitCoin desde 2012.

Nem quero defender que BitCoin seja um bom investimento no momento atual (tanto é que não estou investindo), mas não há dúvida que até agora ele tem sido e quem investiu se deu bem... Se o BitCoin tá pra estourar aí é mais intuição mesmo né, ou há algo mais "científico" sobre o assunto? Um cara prevê a bolha e tantos outros preveem o contrário...

Jan/2019

Jun/2019
Bitcoin voltou a ultrapassar o valor de US$ 10 mil após anúncio da moeda digital Libra

Quem diria que precisou aparecer outra moeda e assim o Bitcoin ganhou novo fôlego, como mencionei na mensagem anterior em Janeiro.

(bitcoin a 44.800 reais)

Ué, pode isso Arnaldo, bolha estourar e desestourar em seis meses? :lol: A ideia de bolha que eu (como leigo) tenho em mente é que, se a bolha estorou, já era, quem entrou na bolha e não saiu a tempo, se ferrou... Com o bitcoin, pelo contrário, se eu tivesse investido quando eu disse que já devia ter investido e quando conjecturávamos se era uma bolha ou não, hoje poderia ter um bom lucro (70%)...

Também tem uma questão semântica aí... Uma coisa é dizer que o "bitcoin sofre uma bolha", e outra é dizer que "o bitcoin é uma bolha". Quem diz que o bitcoin é uma bolha passa a impressão de que o bitcoin é um fogo-fátuo baseado em certas especulação e modismo, e não que seja em um produto que veio pra ficar. Analogamente, sei lá, pode haver bolhas imobiliárias, mas ninguém diria que imóveis enquanto tais são bolhas...

Que o bitcoin possa sofrer grandes subidas e descidas de preço, parece inerente ao produto conforme ele existe no momento. Apenas isso serve pra caracterizar uma bolha? Se serve, nem haveria porque discutirmos, em mar/2018, se existia ou não uma bolha do bitcoin... pois bastaria olhar o histórico de preços do bitcoin e perceber que ele já havia sofrido uma grande queda de preço em relação a dez/2017 (64.600 reais)... Comparada com essa queda, a queda subsequente (de mar/2018 a jan/2019) é relativamente menor e mais suave... Pelo visto, "o destino de toda bolha" que "é estourar" só foi noticiado em jan/2019 porque era começo de ano e era tempo de fazer uma retrospectiva do ano anterior...

Também vale notar que em maio de 2019 o bitcoin já tinha atingido 30 mil reais, que são patamares de fevereiro de 2018... quer dizer, antes da tal Libra ser anunciada, o bitcoin já tinha se recuperado da queda que sofreu de fevereiro a dezembro de 2018.
 
Última edição:

Fúria da cidade

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Eu nunca subestimei o Bitcoin, apenas acho que ele ainda é uma moeda razoavelmente vulnerável a especulações vindas de todos os lados e como o caso da Libra já era comentado antes do seu lançamento oficial, eu acho plausível uma influência disso no valor do Bitcoin.
 

Valinor 2021

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