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Biografias

Tópico em 'Literatura Brasileira' iniciado por Zuleica, 29 Mai 2008.

  1. Zuleica

    Zuleica Usuário

  2. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Começo a contar, a história mais bonita que a de Robinson Crusoé, nas palavras do personagem principal, >>>
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    Sua história aos olhos das pessoas que o conheceram, e em suas próprias palavras >>>
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    _________________________
    Bibliografia
    Links no Meia Palavra sobre Carlos Drummond de Andrade
    A Rosa do Povo - http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=417
     
  3. Zuleica

    Zuleica Usuário

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    Um trabalho em slides, feito por uma professora - O caso é que eu perdi o link do Blog dela. Não citei o nome mas está aí o link.
     
  4. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Carlos Drummond de Andrade
    Nascimento: 31 de outubro de 1902 - Itabira, Minas Gerais
    Falecimento: 17 de agosto de 1987 - Rio de Janeiro, RJ
    Ocupação: poeta, contista
    Escola/tradição: Modernismo

    Biografia

    Nasceu em Minas Gerais, em uma cidade cuja memória viria a permear parte de sua obra, Itabira. Posteriormente, foi estudar em Belo Horizonte e Nova Friburgo. Formado em farmácia, com Emílio Moura e outros companheiros, fundou "A Revista", para divulgar o modernismo no Brasil. Durante a maior parte da vida foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguido até seu falecimento, que se deu em 1987 no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua única filha, a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade. Além de poesia, produziu livros infantis, contos e crônicas.

    Drummond e o Modernismo brasileiro

    Drummond, como os modernistas, proclama a liberdade das palavras, uma libertação do idioma que autoriza modelação poética à margem das convenções usuais. Segue a libertação proposta por Mário de Andrade; com a instituição do verso livre, acentua-se a libertação do ritmo, mostrando que este não depende de um metro fixo (impulso rítmico). Se dividirmos o Modernismo numa corrente mais lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da segunda, ao lado do próprio Mário de Andrade.

    A Poesia de Drummond

    Quando se diz que Drummond foi o primeiro grande poeta a se afirmar depois das estréias modernistas, não se está querendo dizer que Drummond seja um modernista. De fato herda a liberdade lingüística, o verso livre, o metro livre, as temáticas cotidianas. Mas vai além. "A obra de Drummond alcança — como Fernando Pessoa ou Jorge de Lima, Herberto Helder ou Murilo Mendes — um coeficiente de solidão, que o desprende do próprio solo da História, levando o leitor a uma atitude livre de referências, ou de marcas ideológicas, ou prospectivas", afirma Alfredo Bosi (1994).

    Affonso Romano de Sant'ana costuma estabelecer que a poesia de Carlos Drummond a partir da dialética “eu x mundo”, desdobrando-se em três atitudes:

    * Eu maior que o mundo — marcada pela poesia irônica
    * Eu menor que o mundo — marcada pela poesia social
    * Eu igual ao mundo — abrange a poesia metafísica

    Sobre a poesia política, algo incipiente até então, deve-se notar o contexto em que Drummond escreve. A civilização que se forma a partir da Guerra Fria está fortemente amarrada ao neocapitalismo, à tecnocracia, às ditaduras de toda sorte, e ressoou dura e secamente no eu artístico do último Drummond, que volta, com freqüência, à aridez desenganada dos primeiros versos: A poesia é incomunicável / Fique quieto no seu canto. / Não ame. No final da década de 1980, o erotismo ganha espaço na sua poesia até seu último livro.

    Temas típicos da poesia de Drummond

    * O Indivíduo: "um eu todo retorcido". o indivíduo na poesia de Drummond é complicado, torturado, estilhaçado.
    * A Terra Natal: a relação com o lugar de origem, que o indivíduo deixa para se formar.
    * A Família: O indivíduo interroga, sem alegria e sem sentimentalismo, a estranha realidade familiar, a família que existe nele próprio.
    * Os Amigos: "cantar de amigos", (título que parafraseia com as Cantigas de Amigo). Homenagens a figuras que o poeta admira, próximas ou distantes, de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, de Machado de Assis a Charles Chaplin.
    * O Choque Social. O espaço social onde se expressa o indivíduo e as suas limitações face aos outros.
    * O Amor: Nada romântico ou sentimental, o amor em Drummond é uma amarga forma de conhecimento dos outros e de si próprio
    * A Poesia. O fazer poético aparece como reflexão ao longo da sua poesia.
    * Exercícios lúdicos, ou poemas-piada. Jogos com palavras, por vezes de aparente inocência naïf.
    * A Existência: a questão de estar-no-mundo...

    Obra literária

    Poesia


    * Alguma Poesia (1930)
    * Brejo das Almas (1934)
    * Sentimento do Mundo (1940)
    * José (1942)
    * A Rosa do Povo (1945)
    * Claro Enigma (1951)
    * Fazendeiro do ar (1954)
    * Quadrilha (1954)
    * Viola de Bolso (1955)
    * Lição de Coisas (1964)
    * Boitempo (1968)
    * A falta que ama (1968)
    * Nudez (1968)
    * As Impurezas do Branco (1973)
    * Menino Antigo (Boitempo II) (1973)
    * A Visita (1977)
    * Discurso de Primavera (1977)
    * Algumas Sombras (1977)
    * O marginal clorindo gato (1978)
    * Esquecer para Lembrar (Boitempo III) (1979)
    * A Paixão Medida (1980)
    * Caso do Vestido (1983)
    * Corpo (1984)
    * Amar se aprende amando (1985)
    * Poesia Errante (1988)
    * O Amor Natural (1992)
    * Farewell (1996)
    * Os ombros suportam o mundo
    * Futebol a arte (1970)

    Antologia poética

    * 50 poemas escolhidos pelo autor (1956)
    * Antologia Poética (1962)
    * Antologia Poética (1965)
    * Seleta em Prosa e Verso (1971)
    * Amor, Amores (1975)
    * Carmina drummondiana (1982)
    * Boitempo I e Boitempo II (1987)
    * A última pedra no meu caminho ( 1950)
    * Minha morte(1987)

    Infantis

    * O Elefante (1983)
    * História de dois amores (1985)
    * O pintinho (1988)

    Prosa

    * Confissões de Minas (1944)
    * Contos de Aprendiz (1951)
    * Passeios na Ilha (1952)
    * Fala, amendoeira (1957)
    * A bolsa & a vida (1962)
    * Cadeira de balanço (1966)
    * Caminhos de João Brandão (1970)
    * O poder ultrajovem e mais 79 textos em prosa e verso (1972)
    * De notícias & não-notícias faz-se a crônica (1974)
    * Os dias lindos (1977)
    * 70 historinhas (1978)
    * Contos plausíveis (1981)
    * Boca de luar (1984)
    * O observador no escritório (1985)
    * Tempo vida poesia (1986)
    * Moça deitada na grama (1987)
    * O avesso das coisas (1988)
    * Auto-retrato e outras crônicas (1989)
    * As histórias das muralhas (1989)

    Representações na cultura

    Drummond já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, interpretado por Carlos Gregório e Pedro Lito no filme Poeta de Sete Faces (2002) e Ivan Fernandes na minissérie JK (2006).

    Também teve sua efígie impressa nas notas de Cr$ 50,00 (cinqüenta cruzeiros) em circulação no Brasil entre 1988 e 1990.

    Fonte:
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  5. Artanis Léralondë

    Artanis Léralondë Ano de vestibular dA

    Nossa que legal *.*~
    Vai me ajudar muito no vestibular, obrigada kuinzytao :upa:
    Drummond é tãããoo legal \o/
     
  6. Zuleica

    Zuleica Usuário

    Ahh, :upa: que bom que você achou útil.
    É uma batalha para tornar interessante conhecer as pessoas que destacam o Brasil perante o olhar do mundo. E, creio que contar e mostrar como eles são e faz bem para dar uma lustrada em nossa personalidade-brasileira.

    Link para:
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    (digitado)
     

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