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Austríaca sequestrada por 8 anos critica a polícia em autobiografia

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 10 Set 2010.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Natascha Kampusch, a jovem austríaca que passou oito anos e meio sequestrada depois de levada, aos 10 anos de idade, quando ia para a escola, faz duras críticas à polícia e à maneira como seu caso foi tratado na autobiografia que lançou esta semana na Europa.

    escreve Kampusch, hoje com 22 anos, que lerá alguns trechos de seu livro durante o lançamento na noite desta quinta-feira.

    O livro de 284 páginas se chama "3.096 dias", tempo exato de seu cativeiro.

    A jovem se descreve aos 10 anos como uma garotinha fã de séries de televisão policiais.

    Em sua prisão subterrânea, um pequeno porão de apenas cinco metros quadrados no subsolo da casa de seu captor, Wolfgang Priklopil, na cidade de Strasshof - um subúrbio calmo e bucólico da capital austríaca -, ela sonhava que a polícia estava fazendo o impossível para encontrá-la e salvá-la, usando testes de DNA e seguindo o cheiro de suas roupas.

    relata.

    Dias após seu desaparecimento, agentes da polícia interrogaram Priklopil e revistaram seu carro - o mesmo que ele usara para levar Natascha - e sua casa, mas mesmo quando ele não foi capaz de fornecer um álibi convincente os policiais não suspeitaram de nada, e não o incomodaram mais.

    Kampusch também reclama que a polícia a tratou como uma criminosa quando ela finalmente conseguiu fugir, em 2006. Agachada no jardim de uma casa vizinha com medo de que Priklopil a visse, a jovem ouviu dos agentes ordens para "ficar onde está e levantar as mãos".

    conta.

    Kampusch diz que chorou quando soube que Priklopil, então com 44 anos, havia cometido suicídio, atirando-se na linha do trem no mesmo dia em que ela escapou.

    explica.

    Kampusch descreve o que Priklopil sentia por ela como um "amor doentio": "o homem que me bateu, me trancou em seu porão e quase me deixou morrer de fome, queria ser acariciado".

    Priklopil
    estima a autora.

    Seus sentimentos ambíguos pelo homem que a manteve prisioneira dos 10 aos 18 anos de idade levantou suspeitas de que Kampusch sentia compaixão por Priklopil, e até que poderia estar acobertando cúmplices de seu crime.

    Mas a jovem rejeita qualquer ideia de que Priklopil teve ajuda de alguém para planejar ou executar seu crime.

    acusa a ex-refém.

    Natascha Kampusch deixa claro em seu livro que não tem qualquer sentimento de afeto por seu sequestrador, descrevendo-o muitas vezes como um paranóico obcecado por controle, misógino e provavelmente anoréxico.

    Ela relata no livro os violentos abusos físicos e mentais que sofreu nas mãos de Priklopil em sua "prisão psicológica".

    conta a jovem.

    Além disso, Priklopil a obrigava a trabalhar como sua escrava, e raspava sua cabeça para que ela não fosse reconhecida nas poucas vezes em que teve permissão de deixar sua prisão.

    Ele também a fazia passar fome.

    lembra Kampusch.

    A jovem conta ainda que tentou se matar várias vezes. No entanto, mantém o silêncio sobre se foi estuprada por Priklopil.

    justifica.

    Ela explica que decidiu escrever o livro, lançado oficialmente na quarta-feira com tiragem inicial de 50.000 exemplares, para "se libertar".

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