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Até o fim - Parte 1: "A Matilha"

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por alrob, 16 Abr 2012.

  1. alrob

    alrob Usuário

    NOTA DO AUTOR: Antes de mais nada, esse é um texto em criação e acima de tudo de ficção, qualquer semelhança é mera coincidência. O texto tem palavrão, descrições um pouco pesadas, essa primeira parte é uma introdução geral e a história é baseada em fatos reais, não de uma pessoa ou duas, mas de cinco! Aguardo comentários!

    SINOPSE: O amor supera qualquer coisa? Qualquer predefinição aceita pela sociedade? Que o primeiro amor nunca é o primeiro? Que amizade é eterna? Que uma amigo não pode ser apaixonar? E se todos ao seu redor, não fossem quem você acreditasse que fossem? Bem vindos e espero que leiam até o fim!

    ATÉ O FIM
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    Parte 1: A Matilha
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    “Eu te amo...”, foi o que falei logo após aquela primeira imersão real em um corpo feminino e ela carinhosamente respondeu: “Não diga isso, ‘eu te amo’ é muito forte”, naquela noite eu havia broxado.
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    Meu nome não importa, hoje tenho 23 anos, sou formado, concursado e recebo o suficiente para viver muito bem, mas não sou feliz.

    A história que vou contar ocorreu em sua maior parte ano passado, nos meus 21~22 anos, entrei na faculdade aos 18, acho que o único ‘boca-virgem’ do pedaço, punheteiro de primeira, ver uma mulher me deixava literalmente babando, não que nunca tivesse visto uma, todas as férias eu ía para o interior onde minhas primas, 5 anos mais velhas, sempre tinham o ‘descuido’ de me mostrar seus belos peitinhos, mas vê-las assim tão quietinhas e estudiosas num lugar que sempre lembra estudo e putaria era diferente pra mim. Não sou um cara bonito, tenho meu charme ‘fofo’ como dizem.

    Embora seja um adolescente dos tempos modernos, num mundo de celulares inteligentes e computadores poderosos, não gosto muito dessa tecnologia, prefiro viajar no mundo das palavras, tenho o assustador número (para os jovens comuns) de 118 livros dos mais variados temas, mas para essa história o que mais citarei é um clássico que embora dito como o livro do desejo, sempre o vi como algo mais, falo do Kama Sutra. Seu autor é um anônimo e tal qual meu nome, pouco interessa saber, um trecho que por anos desde a primeira vez que o li me chamou atenção foi: “Quando o amor se intensifica, entram em jogo as pressões ou arranhões no corpo com as unhas. As pressões com as unhas, entretanto, não são comuns senão entre aqueles que estejam intensamente apaixonados, ou seja, cheios de paixão.” Levei isso como uma sabedoria para minha vida amorosa, mas errei e até o velho KS também errou, ou na verdade quem mais errou fui eu mesmo.

    Além de leitor nato, sou músico por passatempo, minha banda na época era um 'cover' dos Engenheiros do Hawaii, com o original nome de Advogados da Itália, meu instrumento? Piano. Por ser excessivamente tímido, pedi para sempre ficar mais escondido nas raras apresentações que fazíamos, várias vezes errei músicas como “Piano bar”, “Eu que não amo você” e “Pra ser sincero”, onde o piano é essencial e minha timidez maior do que qualquer perfeição musical.

    Fui um estudante indeciso quanto ao curso que queria fazer, nem ensino superior eu queria pra falar a verdade, fiz mais por obrigação e como 70% dos que não vão para educação física, fui estudar Direito. Curso interessante, se eu já gostava de livros, passei a gostar ainda mais, mas só dos livros, o curso era uma merda, resenhas literárias e mais resenhas literárias, perdi meu primeiro ano já de cara, mas não fui o único. Juntamente comigo uma colega passou pelo mesmo "sacrifício", seu sonho era ser uma juíza federal, mas alguma coisa a tinha feito perder numa das matérias mais fáceis do curso, embora eu também tivesse perdido. Anos depois descobri que ela havia transado pela primeira vez e o sexo com o namorado era semanal, quase diário, ele cursava medicina e o pouco tempo que tinha livre era justamente no horário dessa aula.

    Com o atraso, nos tornamos grandes amigos, admito que a primeira vez que ela falou comigo quase passei mal. Eu calado no ônibus, envergonhado por haver gente da minha turma no ônibus, nem o MP3 (uma das poucas tecnologias que eu gostava) estava disposto a usar. Quando todos desceram e no ônibus restou apenas o motorista bigodudo, o cobrador roncador, duas velhinhas surdas na frente, e mais ao fundo eu e ela.

    Ouvi um audível, gostoso e miado ‘oi!’, meio sonolento já, despertei totalmente quando vi de quem vinha e para quem estava destinado a saudação. Era ela Sara. Loira, altura mediana, seios firmes, um corpo mais do que perfeito, seus olhos verdes refletiam a vegetação, embora rara, naquele trecho de pista. E acima de tudo, ela falava comigo, tinha se levantado de seu lugar mais ao centro do ônibus e viera falar comigo, meu dia estava ganho.

    O que ela conversou, pouco lembro. Já a tinha visto pelos corredores da faculdade andando com Ricardo, seu namorado, e aquilo ficava remoendo em minha cabeça por que tudo que vinha em mente era:: “Ela quer algo, ela quer algo, ela quer algo.” Peço ao leitor que perdoe minha ingenuidade, naquele ano de 2008 eu ainda era um virgem de fábrica, nunca havia levado nem um fora de mulher alguma, embora adorasse ver escondido as Playboys de meu tio para conhecer as participantes do BBB mais, digamos, detalhadamente. Mas acho que os fatos que contarei mais tarde, talvez mostrem que não foi tanta ingenuidade assim.

    Sara me conquistou em menos de um mês, me tornei seu amigo próximo, seu melhor amigo. Juntamente com outro casal também de amigos, nos tornamos “A Matilha”, verdadeiros lobos que corriam para onde quer que fosse, sempre se divertindo, tirando piada, um se apoiando no ombro do outro nos momentos mais difíceis, Sara brigava semanalmente com Ricardo, não entendíamos o motivo, eles se amavam tanto à nossa vista, mesmo todos sendo tão próximos, nunca ficamos, nem traímos ninguém, éramos os amigos perfeitos... Perfeitos até 2011.

    2011 foi o ano que tive um caso com Sara.
     

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