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Astrônomos finalmente desvendam o segredo da água da Terra

Tópico em 'Ciência & Tecnologia' iniciado por Morfindel Werwulf Rúnarmo, 19 Jul 2012.

  1. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Vendo
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    , você pode pensar que a Terra é o planeta água. Mas o fato é que ela é 99% feita de rocha seca. De acordo com o nosso atual modelo de formação do sistema solar, isso é impossível — um mistério que vinha desafiando os cientistas até agora.

    Rebecca Martin e Mario Livio, do Instituto de Ciência Espacial Telescópica, em Baltimore, Maryland, parecem ter encontrado a solução para esse quebra-cabeça usando dados do Telescópio Hubble. Observando o comportamento de jovens estrelas, eles chegaram a um novo modelo com potencial para mudar para sempre o nosso entendimento sobre como os planetas foram criados.

    O modelo antigo

    Na teoria original, chamada modelo de disco de acreção padrão, os planetas em nosso sistema solar se formaram a partir de um disco de gases e poeira ao redor do Sol há bilhões de anos. Forças gravitacionais fizeram esse disco, chamado disco proto-planetário, condensar em diferentes pedaços que eventualmente formaram os planetas que conhecemos hoje.

    Dependendo da distância para o Sol, os planetas têm diferentes características. De acordo com o modelo padrão, quaisquer planetas que caiam em uma determinada zona seria seco e rochoso. Qualquer outro planeta fora dessa fronteira seria um mundo de gelo. Esta fronteira, chamada linha de neve, deixa a Terra dentro da área gelada. De acordo com Martin:

    “Se a linha de neve estava dentro da órbita da Terra quando nosso planeta se formou, então ele deveria ser um corpo gélido. Planetas como Urano e Netuno que se formaram além da linha de neve são compostos de muita água. A Terra não tem muita água, e isso sempre foi um mistério.”​

    Apenas 0,02% do volume da Terra é água e, de acordo com as teorias atuais, essa água talvez tenha vindo de asteroides e cometas que bombardearam a Terra depois da sua formação. Como isso é possível?

    O novo modelo

    A resposta aparenta ser bem simples. Martin e Livio encontraram um problema no modelo antigo: ele não leva em conta o fato de que
    “Dissemos, espere um segundo, discos ao redor de jovens estrelas não são totalmente ionizados. Eles não são discos padrões porque não há calor suficiente para ionizar o disco. Objetos muito quentes como anãs brancas e fontes de raios-x liberam energia o bastante para ionizar seus discos de acreção, mas jovens estrelas não têm radiação ou materiais que as atinjam suficientes para prover o empuxo energético necessário para ionizar os discos.”​

    Eles concluíram que a linha de neve no sistema solar do modelo antigo não estava no local correto. Como não havia ionização no disco, a matéria não se movia da forma com que o modelo antigo contava. Na realidade, havia muitas outras áreas. No centro devia ser uma área turbulenta, muito próxima ao Sol. Ao redor deveria haver uma área morta e gélida, o que impedia que qualquer outra matéria caísse no Sol.

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    Havia uma terceira área, chamada de região quente e seca auto-gravitacional. Aqui, as forças gravitacionais aqueciam a densa matéria flutuando no disco. Isso fazia o gelo evaporar. Foi nessa área que a Terra se formou. Segundo Livio, isso não é um padrão para todos os discos, já que existe o fator oportunidade que pode ter afetado a formação de um planeta como a Terra. O novo modelo deles, porém, explica todos os planetas do nosso sistema solar com precisão:

    “Diferente do modelo de disco de acreção padrão, a linha de neve em nossa análise nunca migra para dentro da órbita da Terra. Em vez disso, ela permanece mais longe do Sol do que da órbita terrestre, o que explica por que a Terra é um planeta seco. Na verdade, nosso modelo prevê que outros planetas internos, Mercúrio, Vênus e Marte, também são relativamente secos.”​

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    Última edição: 19 Jul 2012
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