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Astrofuga

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Rodovalho, 18 Mai 2011.

  1. Rodovalho

    Rodovalho Usuário

    Saiba, a viagem é passageira,
    mas o passageiro redundante.
    Ele se repete, novamente:
    "Nada de novo sob o sol".

    Porque passa o dia. Da noite pro dia
    ele se renova. Indiferente,
    esse planeta gira. Gira e gira
    como um imenso carrossel.

    Até que rígido círculo vicioso
    se degrada em frágil aliança.
    Quebrada a lei da gravidade,
    se lança ao espaço sideral.

    Assim, sigo meu destino fora da órbita,
    da rota friamente calculada.
    Na verdade, réles linha imaginária
    que nunca ao menos existiu.
     
  2. Rodovalho

    Rodovalho Usuário

    !Versos Bônus! Micareta

    Saiba, a vida é passageira
    por isso vivo cada instante
    por isso vivo intensamente
    a quarta feira de carnaval.
     
  3. Tayana

    Tayana Usuário

    O que é viver uma passagem que talvez não seja exatamente passagem?!
    Legal, Lh.
     
  4. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    Astrofuga seria um neologismo meu caro Rodovalho? Se for ficou fino o título do poema.:sim:
     
  5. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    o passageiro do início da viagem nunca é o mesmo do final.

    "ele se repete... ele se renova".

    se o destino ñ é uma rota friamente calculada, então ficar fora de órbita seria o destino?
     
  6. Rodovalho

    Rodovalho Usuário

    Tayana, talvez é uma palavra inexata. Os últimos versos do meu poema fiz inspirado no seu.

    "Na verdade, réles linha imaginária
    que nunca ao menos existiu."

    Ricardo, astrofuga soou melhor que fuga astral. Mais astronomia, menos astrologia. Estava pensando no caso da Terra sair fora da órbita. É dado como certo o dia após dia, mas quem sabe um dia não venha como os outros. Fiz esse poema pra contrastar com o seu poema, rotina.

    Devo ter me expressado muito mal nesse poema, JLM. Escrevi "ele se repete" quando deveria ter dito "ele repete a si mesmo". No caso do "ele se renova", "ele" era o planeta. Mas poderia ser o dia, ou o passageiro. "Ele se renova. Indiferente". Chega o novo dia, mas um dia indiferente, um planeta indiferente à novidade.

    A órbita é friamente calculada. O destino é... friamente calculado e determinístico, mesmo que fora de órbita. Isso significa que eu entrei em contradição. :] Vou ter que arrumar outra filosofia de vida...
     
  7. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    Tá valendo Rodovalho, os poetas tem que ter uma liberdade a mais para expressar e divagar sobre qualquer tema.Interessante que eu pensei, e se um dia acordasse e as casas não estivessem mais no mesmo lugar ?(quebraria minha rotina) quando escrevi sobre o poema rotina veio essa ideia maluca na cabeça.Empatou com a sua terra fora de órbita.:rofl: Gostei do título " Astrofuga" ficou interessante.
     
  8. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    percebi a ambiguidade neste trecho. mas como a estrofe 2 começou com um porque (conjunção explicativa), como q dando continuidade à estrofe anterior, acabei concluindo q o ele tb se manteria vinculado ao ele anterior, i.e., o passageiro.

    oq seriam das nossas filosofias sem os paradoxos? o meu destino é ñ ter destino.
     

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