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  1. Administração Valinor

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    <a href="http://www.valinor.com.br/images/stories/personagens/huan.jpg" title="Huan" class="jcebox"><img src="http://www.valinor.com.br/images/stories/personagens/thumbnails/thumb_huan.jpg" alt="Huan e L&uacute;thien, por Ted Nasmith" style="border: 0px solid #000000; margin: 5px; float: right; width: 132px; height: 200px" title="Huan e L&uacute;thien" height="200" width="132" /></a>
    Morgoth, o Vala ca&iacute;do, possu&iacute;a a seus servi&ccedil;os todo tipo de esp&iacute;rito que podia adquirir a forma que bem entendesse &ndash; as favoritas eram a de lobo ou criaturas vampirescas (como no conto de Beren e L&uacute;thien). Tais cren&ccedil;as, licantropia e vampirismo respectivamente &ndash; fazem parte da soma de contos e cren&ccedil;as da humanidade que j&aacute; se encontram definitivamente engajados no imagin&aacute;rio popular. Foram achados ind&iacute;cios destas cren&ccedil;as no Egito e na pr&oacute;pria Gr&eacute;cia Antiga, durante a vida do t&atilde;o famoso fil&oacute;sofo S&oacute;crates, havia um popular culto a Zeus, o Lobisomem.<br />
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  2. " Tais crenças, licantropia e vampirismo respectivamente – fazem parte da soma de contos e crenças da humanidade que já se encontram definitivamente engajados no imaginário popular. Foram achados indícios destas crenças no Egito e na própria Grécia Antiga, durante a vida do tão famoso filósofo Sócrates, havia um popular culto a Zeus, o Lobisomem. "

    Desde os primórdios da humanidade, o fascínio pelos bichos e o mistério dos transcendental caminham juntos, talvez por conta da relação de caça e presa que se estabeleceu entre seres humanos e animais. Essa simbiose imprimiu no homem um misto de adoração e medo, um encantamento pela criatura que não se deixava dominar. Características físicas como força, tamanho e rapidez davam aos animais, principalmente aos de grande porte, um caráter mágico.

    Nas pinturas feitas em cavernas há 40 mil anos, os bichos ganharam posição de destaque, enquanto os humanos apareciam mais como coadjuvantes que como protagonistas.

    Os primeiros cultos religiosos voltados aos animais eram dirigidos àqueles que tinham mais contato com as tribos humanas. Nesse processo, chamado de totemismo e bastante comum em religiões antigas, os bichos viravam um tabu, uma espécie de proibição dentro do grupo - ou seja, não podiam ser caçados e sequer tinham seu nome pronunciado. Eram símbolos sagrados.

    É bem provável que as divindades zoomórficas (com forma de animal) tenham reinado sozinhas no imaginário humano durante muito tempo. Apenas quando o homem refinou sua maneira de caçar, graças a armas mais sofisticadas, e assim conseguiu dominar muitas das feras, foi que surgiram as primeiras figuras divinas antropomórficas, com cara e corpo de gente.

    " Lobos e cães sempre estiveram lado a lado nas grandes histórias ancestrais indo-européias. Mestre Tolkien pode ter se inspirado na história do príncipe de Gales, Llywelyn. Seu cão de estimação salvara seu filho, ainda um bebê de berço, de ser comido por um lobo. Todavia, quando o príncipe entra no quarto e só vê sangue e sujeira pensa ter sido o seu animal de estimação o culpado e o mata antes de ver o lobo morto ao lado do berço. "

    Por conta dos cultos de influência celta em que um dos participantes (homem, ou o druida) tomava a parte do Deus Cornífero, usando chifres, para representar o lado masculino da natureza, é que a igreja, na pessoa de São Columba, antes da virada do primeiro milênio na antiga Bretanha, proíbe tais ritos, e promulga: "Tais atitudes são inaceitáveis para um povo civilizado, tal representação não é de um deus mas de um demônio". Essa campanha da igreja na idade média foi tão eficiente que todos nós vimos como demônios, seres chifrudos, com rabo, usando tridente... Simbolos estes, de antigas representações que eram da natureza, em si, nada tinham relação com culto ao demônio!

    Se o cabrito aparece associado ao demônio na tradição judaico-cristã por suas diabruras, o elefante é tido como símbolo sagrado na Índia, graças a Ganesha, o deus meio elefante, meio gente.

    Com certeza, Tolkien tinha consciência de todos esses valores, quando pintou sua obra com esses seres tão fantásticos, mas também que tem um terrível apelo de medo e curiosidade em todos aqueles que se achegam a eles.

    Afinal ele era o Professor!
     
  3. Mariana Hoffmann

    Mariana Hoffmann Meldanë

    sim, concordo completamente com a Sara, pois todos os valores que uma pessoa tem, e os conhecimentos que ela adquire influem em seu modo de pensar e assim, nos seus trabalhos, o que aconteceu com o Professor!!!
     
  4. A Sara tem toda a razão sobre o que diz. E quanto aos tabus é interessante pensar como eles ainda estão presentes em nossa cultura, não é algo distante apenas visto em tempos remotos e em tribos isoladas. Por exemplo o fato de não comermos carne de cachorro, sacrificamos cachorros e não aproveitamos nada deles, hoje, simplesmente por um tabu que surgiu provavelmente pela relação que criamos com esses animais.

    Outra relação que acho relevante ressaltar é que os lobos, e outros animais de hábitos noturnos estão muito ligados com o mal e o perigo, pois a noite e seus mistérios sempre inspirou medo, devido ao desconhecido, assim sendo é muito mais coerente que Morgoth adquirisse características de um lobo do que de uma lebre saltitante!
     
  5. Sindar Princess

    Sindar Princess Que deselegante...

    muito oportuno o fato de citarem alguns temas que aparecem em várias culturas, de diferentes épocas, de diferentes vivências...

    jung chama isso de inconsciente coletivo, ou seja: todo ser humano, independente da cultura no qual está inserido, possuí em seu inconsciente símbolos arquetípicos, que possuem o mesmo significado, ou seja: uma tribo de esquimós pode ter a lua, numa lenda, como sendo a mãe de todos (exemplo, isso não sei se existe) e uma tribo na amazônia, que nunca encontrou ou teve contato com estes esquimós, tem a lua com o mesmo significado. é bem interessante!

    e o maior exemplo disso tudo são as mitologias grega e romana, respectivamente... e consequetemente as lendas e mitos da europa, ásia, áfrica, américas...

    um dia pretendo fazer um mestrado e consequentemente um doutorado entre a psicologia junguiana e seus arquétipos e os contos de tolkien.
     
  6. Gandalf The Black

    Gandalf The Black Vivo-Vivo

    Muito interessante. Parabéns!
    Sobre os desenhos nas cavernas, eles desenhavam renas. Posteriormente, surgiram as figuras do urso, do mamute e do bisão.

    []s
    G
     

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