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As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Marcileia, 22 Ago 2010.

  1. Marcileia

    Marcileia Usuário

    A Senhora da Magia, A Grande Rainha, O Gamo-Rei e O Prisioneiro da Árvore são os quatro volumes que compõem As Brumas de Avalon - a grande obra de Marion Zimmer Bradley -, que reconta a lenda do rei Artur através da perspectiva de suas heroínas.
    Guinevere se casou com Artur por determinação do pai, mas era apaixonada por Lancelote. Ela não conseguiu dar um filho e herdeiro para o marido, o que gera sérias conseqüências políticas para o reino de Camelot. Sua dedicação ao cristianismo acaba colocando Artur, e com ele toda a Bretanha, sob a influência dos padres cristãos, apesar de ser juramento de respeitar a velha religião de Avalon.
    Além da mãe de Artur, Igraine e de Viviane, a Senhora do Lago que é a Grande Sacerdotisa de Avalon, uma outra mulher é fundamental na trama: Morgana, a irmã de Artur.
    Ela é vibrante, ardente em seus amores e em suas fidelidades, e polariza a história com Guinevere, constituindo-se em a sua grande rival. Sendo uma sacerdotisa de Avalon, ela tem a Visão, o que a transforma em uma mulher atormentada.
    Trata-se, acima de tudo, da história do conflito entre o cristianismo, representado por Guinevere, e da velha religião de Avalon, representada por Morgana.
    Ao acompanhar a evolução da história de Guinevere e de Morgana, assim como dos numerosos personagens que as cercam, acompanhamos também o destino das terras que mais tarde seriam conhecidas com Grã-Bretanha.
    As Brumas de Avalon evoca uma Bretanha que é ao mesmo tempo real e lendária - desde as suas desesperadas guerras pela sobrevivência contra a invasão saxônica até as tragédias que acompanham Artur até a sua morte e o fim da influência mítica por ele representada.
    Igraine, Viviane, Guinevere e Morgana revelam através da história de suas vidas e sentimentos a lenda do rei Artur, como se ela fosse nova e original.

    Fonte:
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  2. Marcileia

    Marcileia Usuário

    Já li em vários posts pessoas quer leram esses livros, mas ainda não tínhamos um tópico próprio para eles.

    Eu li o primeiro volume, A Senhora da Magia, e gostei muito da história. Achei em determinados pontos um pouco repetitiva, mas nada que prejudique a leitura.
    E também fiquei bastante interessada na história da Bretanha, druidas, religião pagã....

    E aí quem mais leu e gostou ou não?
     
  3. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    eu li e adorei.... li especialmente rápido e por muito tempo quis ser Morgana....
     
  4. Izze.

    Izze. What? o.O

    Li faz um tempo, e na época gostei. Também achei umas passagens lentas demais, e me confundia um pouco durante a leitura. Mas depois de ler Cornwell, nossa, gosto muito mais da abordagem que ele deu ao Artur do que a da Zimmer Bradley. >.<
    Sei lá, a abordagem mais realista que ele deu me agrada mais que a visão mágica e feminina da coisa.
     
  5. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    eu evito comparar.... sou fã de carteirinha do Cornwell, mas gostei muito da abordagem da Zimmer Bradley.... eu procurava coisas diferentes nas leituras, e me satisfiz...
     
  6. Anica

    Anica Usuário

    meu favorito era o primeiro, lembro que me apaixonei pela história. mas o segundo era meio arrastado, e eu tinha MUITA raiva da guinevere (não lembro como escreve o nome dela na versão da bradley). terceiro dá uma melhorada, quarto volta a ficar arrastadinho. mas lembro que na época (eu tinha lá meus 13, 14 anos) eu devorei os quatro livros naquele esquema de se trancar no quarto e só sair de lá para o essencial, hehe.

    enfim, hoje em dia se me pedissem sugestão de livro sobre rei arthur, eu falaria de outro - que fosse o cornwell, não sei. no final das contas o que a marion zimmer bradley fez com a lenda de arthur não foi muito diferente do que a stephenie meyer fez com as histórias de vampiro: filtrou pra mulherada, hehe.
     
  7. Izze.

    Izze. What? o.O

    Mas com mais sexo. =B
     
  8. Anica

    Anica Usuário

    opa, bem mais :rofl: mas não é de surpreender no caso da bradley, já que no começo da carreira ela escrevia histórias pornográficas :dente:
     
  9. Lu Eire

    Lu Eire Usuário

    Eu também queria, é uma personagem que me intriga muito até hoje, ela sofria pra caramba. Acho tocante principalmente quando a Morgana é rejeitada pelo Lancelot. "Pequena e feia, como a gente encantada. Morgana das fadas", ou algo assim, nunca saiu da minha cabeça. Eu passava por uma fase meio difícil com um namorado, então foi fácil eu me identificar com essa parte dela.

    Chorei horrores quando o Arthur morreu, e o Lancelot também.

    Concordo. O livro é feminista demais. Não conheço nenhum homem que tenha gostado, por sinal.

    E por falar em sexo nesse livro, eu lembro que eu fiquei meio assim com a relação entre o Arthur, a Guinivere e o Lancelot. Nada contra o fato deles fazerem orgia, mas achei isso um pouco fora do contexto histórico do livro, já que o cristianismo estava se fortalecendo tanto, e que é pecado e bla. Você não acham?
     
  10. Indily

    Indily Balrog de Pantufas Fofas

    Eu to terminando o segundo... na boa, nunca demorei tanto pra ler um livro tão pequeno! A história consegue ser irritante no ponto da "Gwynefar" ou coisa assim rs
    To fazendo uma leitura pra lá de arrastada, quase me obrigando a terminar o livro (que eu deveria ter terminado começo da semana passada!).
    Já o primeiro eu adorei!

    E agora que vcs mencionaram também não me lembro de um homem gostar da sequencia de livros rs
     
  11. Eu li já faz um tempinho, eu lembro que li um por semana (estava em férias) naquele esquema de se trancar no quarto e só sair obrigada. O segundo livro sucks na parte da Guinevere, sinceramente ela tinha medo de ar livre! v.v

    O livro é bem feminino, claro, mas eu adorei. Dá um up na moral pelo fato de você ser mulher e tudo mais, quando eu li estava passando bom uma fase mais retraida e ler As Brumas me ajudou a ganhar confiança, é.
     
  12. Marcileia

    Marcileia Usuário

    Eu acho que pecado maior era não deixar um herdeiro.

    Continuo gostando da história, apesar de agora nesse segundo livro em algumas partes detestar a Guinevere. E acho que dependendo da pessoa que ler, pode se chocar em algumas partes, especialmente com a história de Morgana e Artur.

    Uma coisa que percebi foram erros de português até troca de nomes (Morgause por Morgana).
     
  13. *Artanis*

    *Artanis* Siga as borboletas!

    Eu só li o primeiro e adorei, mas já faz um tempinho. Agora eu comprei a coleção mas não tive tempo de ler ainda. Adorei a Morgana e apesar de já ter percebido as diferenças entre o filme o livro, adorei ela no filme também. É engraçado vocês falarem que as partes da Guinevere são as mais chatas, porque eu não gostei dela logo de cara, e se não me engano no livro ela só é apresentada.

    Hoje eu também sou muito fã do Cornwell e amo as Crônicas de Artur, nem sei como vou encarar o Artur da Marion que é bem diferente, mas vou tentar nem comparar também.
     
  14. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    O primeiro livro grande que li foi A Senhora da Magia. Eu tinha uns 14 anos e já tinha lido a maioria dos livros infanto-juvenis e resolvi ler outros tipos de literatura. E adorei! A Marion é hoje uma das minhas autoras favoritas!
     
  15. imported_Mica

    imported_Mica Usuário

    Eu li todos os livros de As Brumas de Avalon cinco vezes (a primeira eu tinha 8 anos de idade.... mais de duas décadas atrás) e estou pensando em ler uma sexta. Adoro a visão que ela tem da história, a força de suas mulheres, a demonstração clara de como a fraqueza na hora de tomar atitudes (seja feminina ou masculina) levam a resultados desastrosos. Morgana é fascinante, uma personagem que tinha o destino da Bretanha nas mãos e o deixou escapar por medo. Gwenhwyfar que era muito mais fraca e meio insana tomou as rédeas na mão e deu no que deu.
    O 1° livro é o meu preferido. Sou fascinada pela relação entre a Morgana e o Arthur. O único que me irrita um pouco é o 3°, pois além de arrastado leva Morgana ao extremo da passividade, o que degringola tudo para todos dali para frente. Se ela tivesse se portado com a firmeza que tinha dentro dela, o desfecho da história seria bem diferente.
    A personagem que eu mais odeio é, sem dúvida nenhuma, Gwenhywfar. Mas eu a odeio em qualquer versão da lenda de Arthur.

    Nunca li Cornwell. Morro de medo de não gostar.
     
  16. Izze.

    Izze. What? o.O

    Eu, incrivelmente, não achei a abordagem da lenda de Arthur em As Brumas de Avalon diferente. =/ Okay, é um livro com uma visão totalmente feminina, mas assim como outros livros que li sobre ele, é muito envolvida em magia e tal. Foi o que me fez gostar mais da versão Cornwell, com um pé mais realista. Não que não goste de magia, muito pelo contrário, mas foi legal ver essa versão "poderia ser verdade", que tornou Artur e todo o ambiente em que ele viveu muito mais fácil de vizualisar. Enquanto os outros ficam envoltos, realmente, em uma "bruma" hehehe
     
  17. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    De todas as histórias feitas já sobre o Rei Arthur e a sua galerinha, é a que chega bem mais próximo do que seria a origem mitológica dos personagens que povoam os contos arturianos.

    Acho que dar uma raiz histórica (e "realista") é desnecessário e prefiro bem mais a magia e o culto ao feminino que, dentro da origem mitológica, é o que tem de mais comum praquelas bandas em termos de Bretanha pré-cristã.
     
  18. *Artanis*

    *Artanis* Siga as borboletas!

    A raiz histórica é desnecessário para as Brumas porque o que a autora desejava era contar a história de Artur com todas as suas lendas e magia e uma visão feminina, mas em outras versões pode ser que não, justamente por ser a intenção do autor desmitificar a lenda.

    O receio que eu citei pra ler os livros não é por causa da magia, até porque adoro a magia, os rituais, o poder feminino que já deu pra sentir no primeiro livro, mas é que Cornwell foi muito feliz na sua versão mais histórica. XD
     
  19. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Raiz histórica é desnecessária pra qualquer mito. Como é que se dá raiz histórica pra algo que nem existiu? Ou melhor, que existe aquém do tempo?

    Se a desmitificação está ali apenas pra desmitificar, prefiro infinitamente o mito por ter uma significação maior. Porém, se é feito nos moldes que Saramago faz n'O Evangelho Segundo Jesus Cristo, a coisa muda de figura.

    Desmitificação tem que ser feita com muito cuidado, senão o mito acaba virando banal, perdendo a sua maravilhosidade.
     
  20. *Artanis*

    *Artanis* Siga as borboletas!

    Não se sabe se Artur existiu ou não. Não vejo problema em fazer uma versão mais realista da história dele. Claro que alguns vão gostar e outros não, vão preferir a lenda.
     

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