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Evento As 5 Melhores (74ª Semana) - Nick Cave and the Bad Seeds

Tópico em 'Música' iniciado por Quickbeam, 22 Mai 2013.

  1. Quickbeam

    Quickbeam Rock & Roll

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    Nick Cave and the Bad Seeds é uma banda de rock alternativo formada na cidade de Londres, em 1983. Em suas diversas formações, passaram membros de várias nacionalidades. No início, a banda apresentava um som basicamente pós-punk. Com o decorrer do tempo, passaram a incorporar diversos outros estilos, como o punk rock, o gothic rock, a no wave, o blues e, mais recentemente, o garage rock. A banda se chamava, anteriormente, Man or Myth? (quase um projeto solo do vocalista Nick Cave) e, depois, Nick Cave and the Cavemen, antes de assumir o nome atual.
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    Nick Cave é um dos artistas mais singulares da atualidade. Sua voz e seu talento como compositor fazem com que suas canções arrebatem fãs dos mais variados estilos musicais. Suas letras possuem forte inspiração religiosa e são verdadeiras batalhas entre o desespero e a devoção, o amor e o ódio, a vida e a morte. Temáticas que remetem aos mais antigos blues, grande influência artística de Cave.

    Nicholas Edward Cave nasceu na Austrália, na cidade de Warracknabeal, em 22 de setembro de 1957. Na adolescência, estudou no Caulfield Institute Technology, onde conheceu o multinstrumentista Mick Harvey. Juntos formaram The Boys Next Door, fortemente inspirados em outra banda australiana da época: The Saints. Logo depois se juntaram a eles Tracy Pew (baixo) e Philip Cavert (bateria). Em 1978 lançaram o single "These Boots Are Made For Walking", inspirado na canção homônima de Nancy Sinatra. No ano seguinte, mais um integrante se uniu à banda, o guitarrista Rowland S. Howard. A banda começou aos poucos a ficar conhecida pelos seus shows nos bares e casas noturnas da Austrália. Neste mesmo ano lançaram o primeiro e único álbum Door Door, que não faria justiça às perfomances ao vivo da banda. A banda ainda gravaria na Austrália um EP chamado He-Haw, em fevereiro de 1980.

    Logo em seguida, os quatro decidiram se mudar para Londres, mas não sem antes mudar o nome da banda para The Birthday Party, lançando em seguida um novo disco com o mesmo nome. Interessante notar que algumas cópias saíram com o nome antigo da banda: The Birthday Party by the Boys Next Door. Essas cópias se tornaram hoje em dia objeto de colecionador. Já estabelecidos em Londres, a banda inicialmente causou um certo estranhamento na cena roqueira local, dominada na época pelos devaneios do pós-punk. O som visceral, mais para a total cacofonia do que para qualquer outra coisa, e as apresentações caóticas da banda pareciam fora de lugar e tempo. No início de 1981 eles assinaram um contrato com o então desconhecido selo 4AD, que depois revelaria ao mundo bandas como o Pixies. Pelo selo, a banda lançou os discos Prayers on Fire em 1981 e Junkyard em 1982. Neste mesmo ano, fizeram uma lendária turnê pela Alemanha tendo como show de abertura a banda industrial Einstüzende Neubauten, do guitarrista Blixa Bargeld, que se tornaria grande amigo de Cave e futuro colaborador do Birthday Party e guitarrista do Bad Seeds. Ainda em 1982, mais uma vez a banda decidiu mudar de ares e foi morar em Berlim, em parte pela boa recepção da banda na cidade, mas também devido à perseguição da polícia londrina – o baixista Tracy Pew chegou a ser preso por dirigir alcoolizado – e, principalmente, pela maior tolerância das autoridades alemãs em relação a viciados em drogas. Lá gravam os EPs The Bad Seed e Munity!, e resolvem se separar no final de 1983.

    Cave voltou para Austrália e desapareceu por uns tempos. Em 1984, Harvey consegue convencer Cave a sair do seu auto-exílio para formar mais uma banda, chamada de The Bad Seeds (nome tirado de um filme homônimo, de 1956). Estavam na banda também: o guitarrista Blixa Bargeld, Barry Adamson (multinstrumentista, ex-Magazine, que apareceu no disco Junkyard do Birthday Party), Anita Lane (poetisa) e Hugo Pace (guitarrista).

    Nesse mesmo ano, Cave mudou-se para Los Angeles, juntamente com Mick Harvey. Lá se envolveu com a produção de um filme, Ghosts… Of The Civil Dead, para o qual escreveu o roteiro e a trilha sonora. O filme foi dirigido por Evan English e John Hillcoat, e lançado apenas em 1988. Lançaram o disco de estréia From Her to Eternity ainda em 1984, um álbum difícil, que ainda guarda grande influência musical do Birthday Party. A faixa-título é uma das músicas que mais se destaca, além do cover de Elvis Presley, "In The Ghetto". As intensas e dramáticas interpretações de Cave começaram a ficar famosas mundo afora. Tracy Pew, ex-Birthday Party, participou da turnê australiana tocando baixo. No final do ano, Cave resolve se estabelecer definitivamente em Berlim, para escrever seu primeiro livro, And The Ass Saw The Angel, que seria lançado apenas em 1989.

    No ano seguinte, Nick reuniu o Bad Seeds, já sem Anita Lane, para a gravação de um novo trabalho, The First Born Is Dead, título vindo da fascinação de Nick Cave pelo “rei” Elvis Presley, principalmente em relação a um fato pouco conhecido de sua vida: Elvis tinha um irmão gêmeo, que morreu logo após o parto, e aí está o motivo do título (“O primeiro a nascer está morto”). O disco, fortemente inspirado no blues clássico, demonstra uma evolução sonora dos Bad Seeds, que deixa de ser uma mera continuação do Birthday Party para ser uma banda com características e idéias próprias, soando mais linear e “limpa” do que esta, mas sem deixar de lado sua faceta mais experimental. "Tupelo", seu maior destaque, é inspirada em uma composição do bluesman John Lee Hooker, influência declarada de Cave, e narra o nascimento de Presley e seu irmão.

    Em 1986, já com o baterista Thomas Wydler (ex-Die Hault), foi lançado o álbum de covers Kicking Against the Pricks, primeiro dos Bad Seeds a ser lançado no Brasil. A seleção de covers é bastante eclética e se destacam "I’m Gonna Kill That Woman" (John Lee Hooker), "All Tomorrow’s Parties" (Velvet Underground) e "Hey Joe" (Jimmi Hendrix), que seria a última gravação do baixista Tracy Pew, que morreria de overdose de heroína pouco depois do lançamento do álbum. No mesmo ano, saiu Your Funeral... My Trial outro título que faz referência a um blues famoso, agora de Sonny Boy Willianson. Esse álbum é considerado por Cave sua obra-prima. Originalmente foi lançado como um álbum duplo com discos de 45 rpm, que totalizava a duração de um disco comum. Ainda em 1986, mais mudanças no line-up da banda: Barry Adamson saiu para a entrada de Kid Congo Powers (ex-Cramps, já havia participado de algumas turnês do Bad Seeds) e Roland Wolf entrou para tocar teclado.

    No ano seguinte, a banda apareceu em um filme do diretor alemão Wim Wenders chamado Der Himmel über Berlin (Wings of Desire nos EUA, Asas do Desejo no Brasil), tocando as músicas "The Carny" e "From Her to Eternity".

    O primeiro álbum com a nova formação saiu em 1988: Tender Prey. O disco é considerado por muitos de seus fãs o grande clássico dos Bad Seeds, onde uma ainda inédita suavidade melódica se alia perfeitamente ao blues cru e torto dos lançamentos anteriores. Sobram grandes canções: o hit "Deanna", "Watching Alice", "City of Refuge", "Up Jumped The Devil", além do grande clássico "The Mercy Seat", com sua letra brilhante narrando os últimos momentos de um condenado em primeira pessoa, como se o próprio estivesse ali, contando tudo ao seu lado.

    Em Tender Pray, Cave demonstrou pela primeira vez sua fascinação pelo Brasil: o disco é dedicado ao ator Fernando Ramos da Silva (erroneamente grafado como “Ferdinand”), que faz o papel principal do filme Pixote, de Hector Babenco. Fernando havia sido morto pela polícia de São Paulo no ano anterior e o filme é um dos favoritos de Cave. Nesse mesmo ano é publicado um novo livro de Cave, chamado King Ink, nome de uma faixa do The Birthday Party.

    A bem sucedida turnê de Tender Pray veio ao Brasil, em 1989. O motivo foi, provavelmente, a fascinação de Cave pelo país: desde que havia assistido Pixote, o líder dos Bad Seeds desejava vir ao país. Durante sua estadia, conheceu a brasileira Viviane Carneiro, por quem se apaixonou profundamente. Os dois se casaram, o que ocasionou mais uma mudança na vida de Nick Cave: depois de morar em Melbourne, Londres, Los Angeles e Berlim, o artista veio morar em São Paulo. Ainda nesse ano, participou de um tributo a Neil Young chamado The Bridge, onde regravou a música "Helpless".

    No ano seguinte, os Bad Seeds lançaram o disco The Good Son, gravado nos estúdios Cardan, em São Paulo, e mixado em Berlin. O disco apresenta uma mudança radical no estilo de Nick Cave: ao invés da ira e da “escuridão” dos trabalhos anteriores do artista, nesse o que se sobressai são as belas melodias no piano, pontuadas por violinos, em canções melancólicas e, de certa forma, bem mais convencionais do que as de Tender Pray. Como de costume, grandes canções são mostradas no trabalho: "The Weeping Song", "Lucy" e a faixa-título são ótimos exemplos. Apesar de ser um belíssimo disco, não foi bem recebido pelos fãs mais xiitas, que estranharam muito esse novo rumo que Cave tomava.

    Em 1992, os Bad Seeds voltaram à Europa e lançaram Henry’s Dream, disco muito diferente de seu antecessor, graças à sua sonoridade mais pesada e rock, lembrando um pouco Tender Prey. O disco possui várias excelentes canções, como "Papa Won’t Leave You" e "Straight To You". Mais uma vez o line-up da banda sofre mudanças: o Bad Seeds agora era formado por Nick Cave, Blixa Bargel, Mick Harvey, Thomas Wydler, Martin P. Casey e Conway Savage. A turnê desse trabalho resultou em um disco ao vivo, lançado no ano seguinte com o nome de Live Seeds. Esse disco foi lançado juntamente com uma edição especial que acompanhava um livreto de fotos tiradas por Peter Milne da turnê de 92/93, em comemoração aos 10 anos da banda.

    Em 1993, a banda contribuiu para a trilha sonora do novo filme de Wim Wenders, Faraway, So Close (Tão Longe, Tão Perto no Brasil), continuação de Wings of Desire. As faixas são "Faraway, So Close!" e "Cassiel’s Song".

    Em 1994, saiu Let Love In, sétimo disco de estúdio do Bad Seeds, e um dos grandes momentos de sua carreira. Este trabalho utiliza uma linguagem mais pop e, finalmente, deixa de ser um privilégio exclusivo de europeus e australianos (e brasileiros, de certa maneira). Nick Cave acabava de se divorciar de Viviane, e esse descontentamento com o amor e com a pessoa amada é uma das principais facetas do álbum, claramente visível em faixas como "Ain’t Gonna Rain Anymore" e "I Let Love In". Mas a faixa mais conhecida do álbum é a satânica "Red Right Hand", onde Cave descreve com todos os detalhes possíveis ninguém menos do que o Coisa-Ruim, chegando a dar até calafrios em quem ouve a música. Outras faixas de destaque são a obsessiva "Do You Love Me (Part 1)", a pesada "Loverman" (que chegou a ser regravada pelo Metallica) e a deliciosa balada kitsch "Nobody’s Baby Now", descendente direta de "The Good Son".

    Em 1995, Nick Cave gravou uma música para a trilha sonora do filme Batman Forever (a faixa chama-se "There Is A Light"), e participou do Festival Lolapalloza, fazendo uma longa turnê pelos EUA e consolidando a popularidade de Let Love In no rico mercado americano.

    No ano seguinte Cave e seus Bad Seeds voltaram a Londres para gravar e lançar o disco Murder Ballads. É um álbum conceitual sobre morte e assassinato, que tem como destaques as músicas "Where The Wild Roses Grow" e "Henry Lee". As cantoras Kyle Minogue e PJ Harvey participaram respectivamente destas duas canções, e o álbum acabou fazendo um grande sucesso, também junto ao público que não conhecia Nick Cave e o Bad Seeds antes. Os dois duetos são os maiores sucessos de Nick Cave tanto na Europa quanto na Austrália. Nesse disco, dois novos integrantes aparecem na banda: Warren Ellis (ex-The Dirty Tree, violinista) e Jim Sclavunos (ex-No Wave, percussão).

    Nesse mesmo ano, "Red Right Hand" foi incluída no CD da trilha sonora do seriado americano The X Files. Detalhe: essa música foi a única do CD realmente utilizada no programa. Ela acabou se tornando uma das músicas mais conhecidas de Nick, principalmente nos Estados Unidos, tanto que foi incluída na trilha sonora de vários filmes americanos, incluindo Pânico 1 e 2, Debi & Lóide, O Mentiroso, entre outros.

    Ainda em 1996, o Bad Seeds participou da trilha sonora de mais um filme, To Have and To Hold de John Hillcoat. Foi também lançado um novo livro de Cave, chamado de King Ink II, outra coleção de letras e poesias. Para terminar o ano, Cave foi indicado ao prêmio de “Melhor Artista Masculino” da MTV, mas não compareceu à premiação, pois não considerava este um verdadeiro prêmio artístico.

    O sucessor de Murder Ballads, The Boatman’s Call, foi lançado no ano seguinte, 1997. É um grande trabalho, sem sombra de dúvidas, mas causa até um certo estranhamento em quem conhecia o resto do trabalho de Cave, por ser um disco sem par na carreira do artista. A diferença é visível em suas melodias tranqüilas e às vezes até doces, tocadas ao piano por um Cave estranhamente contido e calmo. É, de certa forma, mais simples, melancólico e liricamente suave do que o antecessor. Há um boato de que ele foi gravado logo após o suposto relacionamento de Cave e PJ Harvey acabar, o que explicaria de certa forma a forte carga romântica do disco.

    Uma análise superficial pode mostrar que o disco é uma antítese de Let Love In, pois Nick Cave se rebaixa ao amante submisso de uma amante etérea, divina e infalível durante várias passagens do disco, como na sublime "Into My Arms" e em "Idiot Prayer". Mas, ainda assim, outros momentos acabam colocando em dúvida esse tipo de afirmação, como a triste e amarga "People Ain’t No Good", faixa em que Cave descreve todo seu descontentamento com as pessoas e com o amor, muitas vezes com versos sarcásticos e venenosos.

    Em 1998, foi lançada a coletânea The Best of Nick Cave e Bad Seeds, contendo todos os singles da carreira da banda, excluindo os de Kicking Against The Pricks. A primeira prensagem deste álbum contém um disco bônus com uma apresentação da banda no Royal Albert Hall, em 1997, um dos melhores registros ao vivo oficiais de Nick Cave.

    Após hiato de quatro anos, Nick Cave voltou à ativa com seu décimo primeiro álbum de estúdio, No More Shall We Part, em 2001. Além do time que já fazia parte dos Bad Seeds desde Henry’s Dream e suas adições posteriores, o line-up da banda recebia mais dois reforços de peso: as excelentes vocalistas de apoio Kate e Anna McCarrigle passaram a fazer parte da banda, fazendo um contraponto feminino aos vocais graves e sombrios de Cave. Uma curiosidade: Kate é mãe de Rufus Wainwright, talentoso cantor, compositor e pianista canadense.

    No More Shall We Part é um dos discos mais religiosos de Cave, onde o nome de Deus é citado, questionado, criticado e louvado em grande parte das faixas. Esse lado mais religioso é mostrado até no título; o “não devemos nos separar” não é direcionado a nenhum ser terreno, mas sim a Deus, como é dito na faixa título. Além desse lado religioso, o disco apresenta também algumas letras cortantes sobre as misérias humanas, como a perfeita "Hallelujah", além do onipresente amor, como em "Love Letter". Os arranjos privilegiam o piano tocando melodias ora tensas, ora suaves e delicadas, além do violino sempre envolvente de Warren Ellis.

    O disco teve uma excelente repercussão, sendo considerado por muitos o melhor trabalho de Nick Cave e dos Bad Seeds desde o clássico Tender Pray, um reconhecimento para lá de merecido. Mas No More Shall We Part acabou não fazendo tanto sucesso quanto Murder Ballads ou Let Love In, até por ser bem menos acessível – apesar de contar com dois singles excelentes, "As I Sat Sadly By Her Side" e "Fifteen Feet Of Pure White Snow".

    Após mais de 15 anos de estrada, os Bad Seeds pararam para descansar, enquanto o “chefe” participou sozinho da trilha sonora do filme I Am Sam (Uma Lição de Amor no Brasil, que ainda conta com faixas de Grandaddy, Eddie Vedder, Ben Folds, entre outros), cantando ao piano duas canções dos Beatles: "Here Comes The Sun" e "Let It Be". Em 2002, se juntaram de novo para gravar mais um álbum.

    No início de 2003, foi lançado Nocturama, que mostra, no mesmo registro, canções tristes levadas ao piano, no estilo de The Boatman’s Call, com rockões furiosos que lembram muito o início da carreira da banda. O disco veio acompanhado de boas críticas e uma excelente recepção do público, mas infelizmente trouxe uma péssima notícia. Ele foi a despedida de Blixa Bargeld, o único Bad Seed além de Mick Harvey presente desde a primeira formação. O guitarrista deixou a banda um pouco antes do lançamento do disco, após 20 anos ao lado de Nick Cave, para se dedicar ao seu outro grupo, o Einstürzende Neubauten.

    Mas a banda não parou: já em 2004 quando foi lançado um novo disco, o duplo Abattoir Blues/The Lyre of Orpheus, trabalho novamente muito bem recebido. Nick Cave e seus Bad Seeds partiram para a Abattoir Blues Tour, pela Europa, e no ano seguinte deram novo presente aos fãs, a coletânea B-Sides & Rarities. São 56 faixas reunidas a partir de b-sides, trilhas sonoras e raridades.

    Também entre 2004 e 2005, Nick Cave voltou a dedicar parte de seu tempo ao cinema: após produção em 2004, foi lançado em 2005 o filme The Proposition, que conta com argumento e música de Cave (a trilha-sonora foi gravada com o auxílio de Warren Ellis). No mesmo ano, Nick Cave novamente nas telas, em um filme-tributo a Leonard Cohen chamado I’m Your Man. Cave aparece tocando duas canções de Cohen no filme, "I’m Your Man" e "Suzanne". Em termos de Bad Seeds, 2005 contou somente com o lançamento do álbum Before the Poison, de Marianne Faithfull, com a participação do grupo em três faixas, todas com letras de Marianne, música de Cave, e produção feita em parceria entre Cave e Hal Willner.

    Após a Abattoir Blues Tour, a colaboração com Marianne Faithfull e as novas incursões pelo cinema, Nick Cave viu-se compondo novas canções com uma guitarra, o que acabou tornando este novo material com pouca semelhança com o que fizeram os Bad Seeds em suas mais de duas décadas de carreira. Sendo assim, Cave reuniu-se com três Bad Seeds (Warren Ellis, Martyn P. Casey e Jim Sclavunos) e juntos gravam sob o pseudônimo Grinderman. O álbum resultante, auto-intitulado, saiu em março de 2007, e, logo na seqüência, iniciaram-se os trabalhos para um novo trabalho do verdadeiro e completo Bad Seeds. Neste ano, Cave ainda achou tempo para gravar a trilha-sonora e fazer uma ponta no filme The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford.

    Em abril de 2008 foi lançado o décimo-quarto disco de estúdio, Dig, Lazarus, Dig!!!. Para variar, o álbum foi recebido sob a benção quase unânime de crítica e público. Baseado na história do personagem bíblico Lazarus, o álbum traz uma apuradíssima abordagem pop sobre os grandes temas de Nick Cave: religião, amor, morte.

    2010 foi o ano de mais um disco do Grinderman, intitulado simplesmente Grinderman 2. Push the Sky Away é o 15º álbum de estúdio da banda, lançado em 2013. Foi produzido por Nick Launay e é o primeiro sem Mick Harvey, que deixou o grupo em 2009.
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    Membros - Linha do tempo

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    Álbuns de estúdio


    Álbuns ao vivo

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    [TD]Into My Arms (The Boatman's Call, 1997)
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    Nunca me canso de escutar essa música, essa primeira estrofe é perfeita.

    O arranjo é minimalista: apenas Nick ao piano e Martyn P. Casey no baixo, mas o impacto emocional é imenso.

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    [TD]The Weeping Song (The Good Son, 1990)
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    Grande dueto entre Nick Cave e Blixa Bargeld, uma canção sobre as agruras da vida, que um dia, inevitavelmente, acabam (seja através da morte ou para darem lugar a um novo ciclo de alegrias/tristezas).

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    [TD]Where the Wild Roses Grow (feat. Kylie Minogue) (Murder Ballads, 1996)
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    "All beauty must die"​

    Mais um dueto, na época até bem inesperado, entre Nick e Kylie, mas que funciona maravilhosamente bem. Segundo Cave:

    O clipe também é marcante, um velho favorito meu.
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    [TD]4[/TD]
    [TD]From Her to Eternity (From Her to Eternity, 1984)
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    Do álbum de estreia de Nick Cave and the Bad Seeds vem essa canção intensa, visceral, que se tornou um clássico no repertório da banda.
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    [TD]The Mercy Seat (Tender Prey, 1988)
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    Outro petardo do grupo, que viria a ser famosamente regravado por ninguém menos do que Johnny Cash.

    Fala sobre um condenado à morte, sendo o termo "mercy seat" tanto referência à cadeira elétrica quanto ao trono de Deus nos céus.

    O refrão é repetido inúmeras vezes durante a canção, com variações em algumas das palavras. A última vez em que o refrão é cantado, termina com o verso "But I'm afraid I told a lie", uma brilhante forma de sugerir que o personagem, no fim, tenha medo de morrer, embora acredite em sua salvação.

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    Arquivos Anexados:

    Última edição por um moderador: 5 Out 2013
    • Ótimo Ótimo x 2
  2. Phantom Lord

    Phantom Lord London Calling

    Nick Cave é um dos meus compositores/intérpretes favoritos há muitos anos.Sua parceira com os Bad Seeds é o que podemos chamar de química perfeita.
    O bardo australiano possui uma discografia irretocável e de extrema qualidade.Sem dúvidas, um dos artistas que gostaria muito de ver ao vivo.



    01 - Into My Arms (The Boatman's Call,1997)
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    02 - Tupelo (The First Is Dead,1985)
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    03 - Hold On To Yourself (Dig!!!, Lazarus Dig!!!,2008)
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    04 - The Road (The Road Soundtrack,2009 - parceria com Warren Ellis)

    05 - People Ain't No Good (The Boatman's Call,1997)
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    Última edição por um moderador: 6 Out 2013
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