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Arte: Fundamento do Mundo

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Anonymous_theOld, 23 Dez 2003.

  1. Anonymous_theOld

    Anonymous_theOld Usuário

    aki tá um texto q eu achei bem interessante q vale um tópico pra ser discutido... espero q vcs tb gostem...

    Arte: Fundamento do Mundo

    Antes de qualquer afirmação prematura, faz-se necessária uma interrogação: Por que é a arte o fundamento do mundo, como o título propõe? Por que a literatura, a música, a pintura, a escultura, que são manifestações artísticas, constituem a essência do mundo? Não seria mais correto afirmar que a economia, a dimensão econômica, seria o fundamento do mundo, já que todo dia e o dia inteiro usamos dinheiro na compra de roupas da moda, do lanche no bar, do presente para o(a) namorado(a)? Vivemos no impasse e na torcida: Será que a inflação aumentará? Será que teremos aumento salarial? Até quando estaremos empregados?
    Ou não seria mais correto afirmar que a política é o fundamento do mundo, já que nossas vidas seguem um rumo das decisões tomadas pelos governantes? Vamos imaginar (a imaginação é um meio de criação artística) a seguinte situação: o governo, para acabar com o déficit público, decide elevar todos os impostos em 60%, por exemplo. Diante dessa situação, centenas de grandes empresas decidem fechar suas fábricas aqui, pois o custo de produção seria muito elevado, transferindo a produção para outro país. Conseqüência dessa medida: milhares de desempregados. Quase que anualmente estamos votando para deputado, senador, vereador, presidente, governador, prefeito, síndico, presidente de sindicato ou de centro comunitário. Vivemos na esperança de que essas pessoas – tomem decisões que tornem nossas vidas melhores.
    Mas, voltemos a nossa questão inicial e, para tal, lembremos as palavras de um filósofo alemão do final do século XIX, Friedrich Nietzsche: “A partir de agora, o domínio da ciência só se produz pela arte. Trata-se de juízos de valor sobre o saber e o saber muito. Tarefa imensa e dignidade da arte nessa tarefa! Ela deve recriar tudo e recolocar sozinha a vida no mundo.” E continua:
    “Vivemos, seguramente, graças ao caráter superficial do nosso intelecto, numa ilusão perpétua: temos então, para viver, necessariamente da arte a cada instante. A nossa visão pende-nos às formas. Mas se somos nós próprios quem, gradualmente, educa essa visão, vemos também reinar em nós uma força de artista. Mesmo na natureza se encontram mecanismos contrários ao saber absoluto: “Temos necessidade da arte e ‘só precisamos de uma parte do saber’“.
    É a arte o fundamento do mundo, pois todas as coisas existentes possuem forma, cor, textura, cheiro, e esses objetos são apreendidos pelos nossos sentidos e pela nossa razão. Ao construir algo – qualquer coisa -, o criador está dando livre vazão ao seu imaginário, tornando reais seus desejos, suas fantasias e seus sonhos.
    O homem é um ser sociável, vive circunscrito numa sociedade e convive com seus semelhantes. As coisas que criamos têm por objetivo despertar no outro sensações de prazer ou dor; admiração ou repulsa; aprovação ou desaprovação. Criamos coisas, sejam belas ou feias – não importa, pois beleza e feiúra são conceitos subjetivos -, para despertar sentimentos no outro. Criamos coisas para tocar no mais intimo dos sonhos e desejos. Criamos coisas para serem aprovadas ou desaprovadas, amadas ou odiadas, não importa, pois o que realmente interessa é que esses objetos toquem o fundo da alma das pessoas. E é esse justamente o objetivo de toda obra de arte: despertar sentimentos, sensações, tornar presentes sonhos e desejos que tanto escondemos e reprimimos.
    O olhar é o sentido artístico por excelência, pois é por ele entendemos as coisas e lemos o mundo. O olhar possui o poder de nos paralisar: quando olhamos algo belo q nos dá prazer, ou quando olhamos algo que, para nos, naquele momento, é feio, e gera repulsa. Também nos paralisa ao tomarmos contato com o desconhecido, com o que não dominamos, com aquilo que não está em concordância com nossas verdades, nossas crenças e nossos conceitos.
    Quando olhamos uma pessoa que achamos belíssima, olhamos e ficamos hipnotizados por tal beleza de formas e contornos. Não conseguindo disfarçar o olhar, em nosso intimo, desejos perversos, românticos e eróticos de tocar, experimentar, possuir afloram com intensidade vulcânica. Ou quando olhamos uma foto, em um jornal ou revista, de uma senhora com avental, chinelos e lenço na cabeça. Ao olharmos tal foto, somos transportados para um passado distante, para um período de nossa infância. Essa fotografia nos faz recordar de um momento feliz, das brincadeiras de rua, da bola, da corda, das paqueras de criança, da ausência do relógio. Faz recordar a eternidade do passar dos dias, tal a intensidade com que eram vividos; a liberdade e a despreocupação com o futuro. Tal fotografia nos faz recordar da vida vivida a cada instante, do paraíso vivido e perdido.
    Imaginemos a seguinte situação: estamos abarrotados de coisas a serem estudadas para o vestibular no fim do ano. Estamos trancafiados e sufocados nesse cubículo que é a aprovação num vestibular, a escolha de uma profissão, e estamos uma pilha de nervos tal o grau de responsabilidade, tais as cobranças e as preocupações que recaem em nossas costas. De repente uma musica invade o quarto, passando pelas sólidas paredes. Começando a ouvir a música, nossa atenção é desviada dos estudos. Lutamos para retornar aos livros, mas não conseguimos. Afinal, o ouvido é um canal aberto para a alma que não conseguimos fechar. A música invadindo nosso ser, tomando conta dos nossos sentimentos, tornam a aflorar antigas paixões. A música torna presentes amores vividos e perdidos, carinhos, beijos, truques; lugares e momentos desfrutados a dois; uma época em que o outro é o sentimento da vida. E, nesse louco sentimento, entregamo-nos de corpo e alma aos prazeres ou dores despertados pelas recordações. Nessa viagem pelo passado, damo-nos conta de que lágrimas brotaram em nossos olhos, tal a intensidade de tais lembranças , nesse momento, o que importam os estudos, os vestibulares, a faculdade, a profissão e o futuro?
    No fenômeno artístico, percebemos a verdadeira natureza da realidade; a arte é um principio ontológico de ser; é a chave que nos permite o acesso à essência do mundo; é o caminho mais original e autentico de compreensão da realidade.
    A arte é o centro da vida, e é a partir dela que deciframos o mundo. É somente com os olhos da arte que o homem consegue aprender a sua essência, pois esta se manifesta sobre a forma artística.
    A existência humana, o mundo e todas as manifestações da vida são, fundamentalmente, fenômenos artísticos. É na arte que tem, os a transfiguração de tudo o que existe, seja o belo, o sublime, seja o horrível, a fealdade. É na arte que encontramos a essência do existente, pois tudo que vemos e aprendemos é manifestação artística. A arte é a luz que nos permite conhecer a vida e o mundo, pois tanto a vida como a existência são categorias estéticas. Nós, seres humanos, somos manifestações artísticas; a vida é uma grande obra de arte; o mundo é, essencialmente, arte.
    Se é pela arte que conhecemos o mundo e a vida, podemos perguntar:
    Qual é o caminho que a arte adota para conhecer o mundo? Qual é a categoria interpretativa da arte? A tal interrogação podemos responder: a intuição. A arte exige a certeza imediata da intuição. As idéias fundamentais e essenciais possuem a forma de iluminação intuitiva. Nesse aspecto, a razão é situada num segundo plano, pois o conhecimento racional é extremamente limitado se comparado com intuição. A arte é aprendida pela intuição e não pela razão.


    Agora eu queria saber o q vc acharam e se concordam ou naum com o autor.. sua opiniões sobre o tema e tudo mais relacionado a isso ai...
    podem abrir a cabeça e expresssar td o q quiserem! :mrgreen:
     
  2. Uglúk o Uruk-Hai

    Uglúk o Uruk-Hai ... o maioral.

    Ahn... vc leu o texto ?

    Porq vc num diz pra gente quem escreveu? De onde vc retirou e por q?

    Sabe, se o autor desse texto ver ele aqui sem os creditos ele num vai gostar...

    Alias seria interessante sua discertaçao sobre o estudo nele apresentando, jogar texto para fazermos analizes e meio estranho... mas vao faz isso q e pedi. Acha as fontes desse texto...

    Quem escreveu? Quando? E onde foi achado?
     
  3. Anonymous_theOld

    Anonymous_theOld Usuário

    Quem escreveu eu naum sei, mas retirei de um livro q eu ussei ano passado no colégio...
     
  4. Uglúk o Uruk-Hai

    Uglúk o Uruk-Hai ... o maioral.

    Quem é o autor do livro?
     
  5. Finarfin

    Finarfin Usuário

    Cara... ótimo texto esse..... também quero saber de quem é.....

    Só discordo em um ponto..... a arte é intuitiva sim, mas também depende da razão.... arte sem intuição naum é arte, mas arte sem razão também naum é....
     
  6. Anonymous_theOld

    Anonymous_theOld Usuário

    Q?

    tipo:
    sem razão não é arte
    sem intuição tb naum é
     

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