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Armas, Germes e Aço (Jared Diamond)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Feynman, 5 Abr 2010.

  1. Feynman

    Feynman Usuário

    Armas, Germes e Aço

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    Alguém aqui do meia já teve oportunidade de ler?

    Tenho ótimas referências desse livro.
    Trata-se de divulgação científica, porém aborda o assunto em questão (Desenvolvimento das civilizações) com mais profundidade do que se vê normalmente em livros do gênero.

    Detalhe: a obra recebeu o prêmio Pulitzer de melhor livro científico.
     
  2. Ramalokion

    Ramalokion Mecha-de-Folha

    RE: Armas, Germes e Aço

    Eu li muuuuuitos anos atrás. Vale muito a pena, até porque a tese defendida é muito bem fundamentada.
     
  3. Diego-

    Diego- Usuário

    RE: Armas, Germes e Aço

    Já ouvi bastante gente falar bem. Esgotado no submarino, saraiva e cultura. Nada no estante virtual. Aí complica...
     
  4. Feynman

    Feynman Usuário

    RE: Armas, Germes e Aço

    Complica...talvez encontre na BC, ainda assim gostaria de
    adquiri-lo.
     
  5. kika_FIL

    kika_FIL Usuário

    RE: Armas, Germes e Aço

    Eu comprei por indicação do Reinaldo J Lopes e ainda não li (shame on me).. mas está próximo na lista
     
  6. Tataran

    Tataran Usuário

    [align=justify]Quantas vezes já não ouvimos de alguém que os países de crimes temperados têm melhor chance para atingir um alto grau de desenvolvimento do que países tropicais? Quantas vezes já não nos disseram que a sina do Brasil foi ter sido colonizado por Portugal? Quem já não ouviu que haveria uma superioridade na cultura derivada do protestantismo? Ou de uma cultura européia? E quantas não acham, embora relutem em admitir verbalmente, que existe uma inferioridade genética em populações indígenas nativas, o que seria a causa de seu não desenvolvimento nos moldes europeus?

    Mas, a despeito de tudo o que é dito sobre isso, quais são as verdadeiras causas da diferença entre o desenvolvimento dos povos? Por que os europeus foram capazes de ocupar e colonizar a América , a África e a Oceania, e não os povos desses lugares que conquistaram a Europa?

    É exatamente a resposta a essa pergunta que Jared Diamond procura responder em seu livro ganhador do prêmio Pulitzer “Armas, Germes e Aço”.

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    Nesta verdadeira obra monumental, Jared Diamond lança mão de um conjunto avassalador de dados e de uma recapitulação da história da humanidade desde seus primórdios para defender seu ponto de vista de que as diferenças entre os povos são derivadas, exclusivamente, de vantagens e desvantagens geográficas, relegando, como indiferentes, eventuais causas culturais, religiosas ou genéticas.

    São tantos seus argumentos e suas análises que fica muito difícil repeti-los aqui, mas posso atestar que o autor aborda de forma detalhada e individualizada a influência geográfica na acumulação de cada uma das vantagens que colocaram a Eurásia, em geral, e a Europa, em especial, na vanguarda mundical, aí incluídos a a domesticação de animais e plantas, a invenção do alfabeto, as técnicas de lidar com os metais, e, até mesmo, a acumulação das mais terríveis doenças.

    Embora nem todos sejam fãs de livros de história da humanidade, esse, especificamente, ouso recomendar até a quem não tem o costume de ler obras desse campo de estudo, porque os dados e conclusões ali presentes são realmente fascinantes em sua possibilidade de nos ajudar a entender a origem de muitas das desigualdades mundiais atuais. É uma verdade triste e chocante, contudo, perceber que muito pode ter sido decidido em um golpe de “sorte”.
    [/align]
     
  7. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Eu até tinha interesse em ler esse livro (todo livro ganhador do Pulitzer pode ser interessante), mas depois que vi
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    com ele no Globo News acho que ele desconhece o que está falando.

    Não sei como isso é desenvolvido no livro, mas as primeiras cidades não surgiram na Europa, nem a escrita. Ele diz que os europeus domesticaram primeiro vacas e cavalos, mas na América não havia esses animais. Não há mamíferos de grande porte na América além das lhamas. Onde está a geografia nisso?

    A escola é que coloca esses complexos de inferioridade na gente.

    Ninguém diz que no século XIX não havia países muito melhores que o Brasil em relação a saúde e educação, todo mundo só quer comparar com hoje e pensam logo em Suécia ou Finlândia, sem saber que muitos suecos
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    por desemprego e fome, por exemplo. Há sempre uma visão idealizada de Europa e Estados Unidos, mesmo na escola.

    Lembro que diziam que se o Brasil tivesse sido colonizado pelos holandeses seria de "primeiro mundo", mas ninguém vê que Suriname não é tão desenvolvido assim, nem África do Sul, nem Índia. O país colonizador não tem nada a ver. Nem o tempo de independência, já que Austrália e Canadá se tornaram independentes muito depois do Brasil.

    Sem falar no fato de que essas teorias foram desenvolvidas por europeus...
     
  8. Tataran

    Tataran Usuário

    Obnóxio, não tive oportunidade de ver a entrevista, mas o livro traz uma análise muito profunda e detalhada e aborda, inclusive, os pontos por você levantados, embora, ao final, você possa não necessariamente concordar com a conclusão dele.

    Sim, ele aborda com detalhes o surgimento da agricultura, da pecuária, das cidades, do alfabeto, das técnicas de forjar o ferro, todas com origem na região do Crescente Fértil ou em suas proximidades. O nível de detalhe é impressionante em alguns pontos, dedicando o autor tempo, por exemplo, para discutir até o sistema de reprodução do trigo.

    Mais além, ele coloca a Europa como herdeira de todas essas conquistas desenvolvidas no Oriente Médio, creditando a decadência da região do Crescente Fértil ao desgaste de um solo muito sensível, submetido a milênios de exploração agrícola e pastoril. Essa também é a sua tese para o declínio de regiões que, na antiguidade, foram importantes centros produtores de alimentos, como a Grécia e a Sicília. Aliás, essa idéia ele já havia desenvolvido em seu livro anterior, Colapso.

    Essa é exatamente sua tese. Os povos da Eurásia foram beneficiados geograficamente, entre outros fatores, por habitarem uma região onde havia mamíferos de grande porte suscetíveis à domesticação. Como você bem apontou, na América, praticamente não há mamíferos assim, enquanto que, na África, há vários, mas os animais que lá estão não se prestam a isso.

    Aliás, Jared Diamond vai gastar algumas páginas para traçar o perfil mínimo de características necessárias para que um mamífero possa ser um candidato viável à domesticação.

    Enfim, em resumo, o livro é realmente muito detalhista e abrangente. Leia, se você tiver interesse, que não se arrependerá. :sim:
     
  9. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    Quando li o tópico principal ficou parecendo que se trata de determinismo geográfico.
    Se o autor está tratando a história da humanidade como determinismo geográfico, ele está esbarrando em uma série de equívocos

    Obviamente que as sociedades humanas encontram limitações ambientais/naturais para sua expansão, e essas limitações interferem na forma como as sociedades se constituem e se organizam, mas conferir tanto peso a esse fator desconsidera uma série de outros, que tem um peso tão grande ou maior que esse nos rumos da História humana.

    Fiquei curioso para ler, de qualquer modo.
     
  10. Ramalokion

    Ramalokion Mecha-de-Folha

    Li esse livro alguns anos atrás, lembro que o que o autor faz é mostrar como a COMBINAÇÃO de fatores, dentre eles a geografia, resultou num amplo dominio europeu.

    Por exemplo, ele mostra que a combinação armas de aço, armas de fogo e virus da gripe foram determinantes pra que os indios sul americanos entrassem pelo cano. O fato de que nos trópicos a comida é mais abundante, é necessário menor preocupação com construção (no inverno uma parede simples basta) e a baixa quantidade de predadores é determinante para um desenvolvimento menor de tecnologia é um fato provado pela história.

    "Ah mas se fosse assim os esquimós seriam donos do mundo!"; então lendo o livro vc percebe que "fatores que contribuem" é diferente de "fatores certos, no momento certo, na quantidade/intensidade certos".

    O livro, aliás todo livro, perde muito de sua "força" quando resumido. leiam e então discutiremos os erros e acertos.






    PS: sabia que já tinha falado desse livro aqui! Tem outro tópico (olhem no fim dessa página) desse mesmo livro!
     
  11. Tataran

    Tataran Usuário

    Ops. Foi mal. Devia ter pesquisado. :wall:
     
  12. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Se é como tu está dizendo Ramalokion, aí faz mais sentido. De fato, todas as sociedades humanas possuem especificidades que se devem ao ambiente em que se desenvolveram. Contudo, isso não é determinante em todos os sentidos, influencia, porém não dita a organização social de forma definitiva.

    Esse determinismo do ambiente foi uma das marcas do pensamento do século XIX, que acreditava que o meio tinha um papel preponderante na constituição e formação do caráter do homem. Aluísio Azevedo é um dos representantes literários desse pensamento, já que no livro, o ambiente insalubre e lúgubre do cortiço acaba por se instilar nas pessoas, determinando-as.[/align]
     
  13. imported_Kelvin

    imported_Kelvin Usuário

    Acabei de ganhar esse livro de presente de um amigo com a promessa de que me comprometia a furar a fila da estante de livros que ainda vou ler ... Acabei de ler o primeiro capítulo e estou achando bem interessante :sim:....
     

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