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aquela jangada de pedra...Saramago andando sobre as águas Tejo

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por ricardo campos, 18 Jan 2012.

  1. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    aquela jangada de pedra...Saramago andando sobre as águas do Tejo

    (...)
    quando
    a
    jangada
    balançou
    mil estrelas
    caíram no mar
    Saramago
    não se intimidou
    e sobre
    as águas do Tejo...
    levitou
    e
    começou
    a andar...



    Ricardo Campos
     
  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Na sua formatação inicial não tinham versos, mas sim um único verso. Lembro-me de "mil estrelascaíram no mar", como se as palavras justapostas indicassem o caminho que Saramago preferiu adotar para compor seus estratagemas prosódicos: o de diluir o discurso das personagens com o discurso do narrador. Mas eu gosto também dessa nova versão, que tem a sua cara, que tem a visão de um satélite de uma ilha apertada pelo mar universal e pela saudade, usando alguns termos pessoanos. E gosto também de pensar nas estrelas que caíram no mar como os resquícios da Máquina do Mundo que Camões advertira tantos e tantos anos atrás!...
     
  3. Lu Eire

    Lu Eire Usuário

    Muito lindo, Ricardo!
    Eu senti que foi inspirado em alguma outra coisa, tanto pelo título quanto pelo comentário do Mavericco! Se estou certa, no que você se inspirou?
     
  4. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!



    ...E as estrelas continuarão caindo no mar, talvez mil ou apenas uma estrela somente.Quantos Saramagos cairão sobre a Terra povoando-a com o saber universal? Fernando Pessoa, Camões, e os sábios de todos os tempos andarão sobre as águas? E a máquina do mundo de Drummond? ( "a máquina do mundo se entreabriu para quem de a romper já se esquivava...") Movimentando cada verso e estrofe desgarrada do inconsciente. A jangada de pedra flutuando nas águas, ora calmas, ora revoltas,nos mares e rios do mundo real ou imaginário. Um Deus antes oculto se manifesta de forma sutil, imperceptível para os incrédulos, mas não para os poetas e para todos aqueles que o espírito busca conforto nas palavras que há muito tempo se transformaram em versos flutuantes sobre o Tejo. O poeta é o médium da natureza como afirmou Lorca? Qual o verdadeiro caminho que devemos percorrer? Tantos são como as estrelas no céu? Divagações (: Agradeço pela honra do comentário, Mavericco.








    Tem um viés meio que religioso, como disse uma vez (se não estiver enganado) para o Gabriel Cézar, que não acreditava no ateísmo do Saramago, mas isto é mera especulação minha. Tenho que mencionar o livro A Jangada de Pedra- José Saramago ( o princípio de tudo- inspiração) um pouco aqui, outra coisa ali, eis o poema. Bom mesmo, é que o leitor tire suas próprias conclusões. Fico feliz que tenha gostado. Obrigado! Lu Eire (:

    Agradeço a Graça Reis pelo curtir.:sim:
     
  5. Cantona

    Cantona Tudo é História

    Bela sacada, Ricardo. O andar sobre as águas contrastando com o ateísmo declarado.

    Coisa de ateu não praticante, como acredito ser o caso de Saramago.
     
  6. Rodovalho

    Rodovalho Usuário

    Quando a Península Ibérica abandonou o resto da Península Européia, aquilo foi o fim do mundo, foi o fim da picada. Só foi embora quem tinha helicóptero. E o que foi feito deles, deixados para trás? Não sei. Não terminei de ler. Quem me dera o fantasma do Saramago cruzasse o Atlântico e viesse me contar o resto da história. E me dar um puxão de orelha, pela preguiça.
     

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