1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Aprovado no vestibular, 1º aluno com Down da UFG rompe preconceito

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por ricardo campos, 23 Fev 2012.

  1. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    Angela Chagas

    Ser aprovado em uma faculdade pública é um sonho de muitos jovens que se tornou realidade para Kallil Assis Tavares, 21 anos, que na próxima segunda-feira começa a estudar geografia no campus de Jataí da Universidade de Goiás (UFG). Para a instituição, a conquista de Kallil é ainda mais importante e precisa ser reverenciada, já que ele é o primeiro aluno com Síndrome de Down a ingressar na universidade. "Isso demonstra que nós estamos conseguindo superar o preconceito, que infelizmente ainda existe em nossa sociedade", afirma a coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFG, professora Dulce Barros de Almeida.

    Kallil não teve correção diferenciada, concorreu de igual para igual com todos os outros candidatos. "Apenas pedimos para que a universidade disponibilizasse um monitor para ler a prova e que as letras dos textos fossem maiores porque ele tem baixa visão", disse a mãe do jovem, Eunice Tavares Silveira Lima. Segundo ela, Kallil sempre foi estudioso e desde criança gostava de mapas."No segundo ano do ensino médio ele decidiu que iria fazer vestibular para geografia. Nós apoiamos a escolha, mas ficamos surpresos com a aprovação, era uma prova muito difícil", afirmou Eunice. Ela ainda disse que o filho estudou apenas dois anos em uma escola especial. Com 5 anos de idade ele foi para um colégio privado de ensino regular. "O colégio não tinha nenhum aluno com Down, mas quando há vontade de se trabalhar a inclusão, se dá um jeito.

    Foi disponibilizado um monitor e os professores sempre apoiaram meu filho", conta.Ela acredita que o fato de Kallil ter estudado em uma escola regular vai contribuir com a adaptação na universidade. "Não sou contra as escolas especiais, mas elas devem servir como um apoio, um lugar para onde os alunos vão no contraturno", explica. A mãe ainda disse que não cria expectativas sobre como será o desempenho dele daqui em diante. "Não estamos programando nada especial para o Kallil quando começar as aulas.

    De acordo com as necessidades que ele apresentar, nós como família e a universidade teremos de nos adaptar", disse ao destacar que o filho pode precisar do auxílio de um monitor durante as atividades em aula.A coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFG concorda sobre a importância de alunos com necessidades especiais frequentarem escolas regulares e diz que a universidade tem a obrigação de atender todas as exigências desses estudantes para que eles cumpram com o direito de fazer um curso superior. "Nós temos um aluno cego no curso de Ciência da Computação que recebe acompanhamento de um monitor. Se essa for a necessidade de Kallil, com certeza estaremos prontos para disponibilizar isso".

    O núcleo para atender alunos com necessidades especiais na UFG foi criado em 2010. De lá para cá, a instituição ganhou 15 estudantes surdos, que fazem o curso de Letras, além do jovem cego. A professora Dulce espera que o caso de Kallil sirva de exemplo para que nas próximas seleções mais estudantes com necessidades semelhantes sintam-se motivados em fazer um curso superior. "Isso incentiva as famílias a acreditar no potencial que essas pessoas têm. E cabe a nós, como educadores, mostrar que o preconceito não pode existir mais", completa.


    Fonte:
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

     
  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    E já apareceram aquelas piadas que até retardados passam em cursos como geografia.

    Parabéns pra ele e que ele seja muito feliz não só na escolha do curso, mas no que vai ocorrer também depois do curso. Claro que ele vai ter que se esforçar bem mais que um aluno sem Down... Mas os grandes sempre têm de se esforçar mais.
     
  3. Artanis Léralondë

    Artanis Léralondë Ano de vestibular dA

    Eu li O Filho Eterno de Tezza, e achava fantástico qdo o Filipe se superava!

    A maioria das pessoas tem o costume tolo de ficar se comparando, então, às vezes, acaba frustrando-se e nada faz para melhorar.
    Porque, o que importa não é ser melhor do que o outro e, sim se superar.

    E esse pia, Kallil (nome chike!), já está mostrando que é um guerreiro, para algumas pessoas as suas conquistas não foram lá grandiosas, mas para ele
    foi maravilhosa assim como foi para a sua família, e isso é o que importa.
     
  4. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    É um Hadouken nos defensores de cotas.
     
  5. Cantona

    Cantona Tudo é História

    Parabéns pro garoto.

    Mas sobre essa coisa de cota: quando muitos conseguem e poucos fracassam, a responsabilidade é do indivíduo. Quando poucos conseguem e muitos fracassam, a responsabilidade é de todo o contexto social.
    A cota - assim como programas de transferência de renda - são eficazes medidas paliativas, que ajudam a corrigir injustiças socias/históricas. O grande problema é o assistencialismo que se adota como prática eleitoreira - e aí, não importa o partido - transformando os menos favorecidos em eternos dependentes, no intuito de garantir as sucessivas reeleições.
     
  6. ricardo campos

    ricardo campos Debochado!

    :idolatra: Kallil Assis Tavares...Superando barreiras.


    "A cota - assim como programas de transferência de renda - são eficazes medidas paliativas, que ajudam a corrigir injustiças socias/históricas." :sim: Concordo Plenamente.


    O assistencialismo eleitoreiro é a maçã podre no caixote.
     

Compartilhar