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Autor da Semana Anton Pavlovitch Tchekhov

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Spartaco, 29 Set 2013.

  1. Spartaco

    Spartaco James West

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    Anton Pavlovitch Tchekhov
    (Taganrog, 29 de janeiro de 1860 - Badenweiler, 15 de julho de 1904)​

    Anton Tchekhov, que era médico de formação, foi um dos maiores contistas e dramaturgos russos de todos os tempos. Ele era filho de Pavel Egorovich Tchekhov e de Eugenia Jakovlevna. Teve quatro irmãos e duas irmãs, sendo que uma delas morreu aos dois anos de idade. A família era de origem humilde. Seu pai tinha uma modesta mercearia, onde Anton trabalhava para ajudar no sustento.

    Em 1874 seu pai contraiu dívidas e quase foi preso. Precisou fugir para Moscou, onde dois de seus filhos estudavam. A esposa o seguiu depois. Anton, então com 17 anos de idade, e Mikhail, um ano mais novo, ficaram em Taganrog para acabar o liceu. Em 1879 concluiu o liceu e foi para Moscou, onde reencontrou a família.
    Anton Tchekhov estudou Medicina, licenciando-se em 1884. Durante esse período publicou centenas de artigos em vários jornais e revistas de Moscou e São Petersburgo.

    Em 1888 foi publicado na revista Severnyi Vestnik seu romance A Estepe; no ano seguinte, os sintomas da tuberculose se agravaram. Em abril de 1890 Tchekhov partiu para a Ilha Sacalina, no leste da Rússia, onde permaneceu durante cinco meses. Antes de retornar a Moscou, em dezembro, Tchechov passou por Vladivostok, pela ilha de Ceilão e por Odessa.

    Em 1891, escreveu O duelo, que foi publicado no Novo tempo, em capítulos. No mesmo ano participou de campanhas de ajuda às vítimas da seca no leste da Rússia, contribuindo com os honorários do conto A minha mulher.

    Em 1892, Tchekhov decidiu instalar-se com parte da família em Melichovo, a 60 km de Moscou. Tchekhov passou a morar no campo, como sonhava. Entre as muitas visitas recebia estava Lidia Mizinova, com quem manteve uma relação afetiva e que foi uma figura inspiradora de personagens de suas obras.

    Entre 1892 e 1893 Tchekhov se mobilizou para angariar fundos contra epidemias de cólera na Rússia. No ano seguinte fez uma viagem pela Europa ocidental. A partir de 1895, Tchekhov passou a comprar livros para doar à biblioteca de Taganrog. Além disso, financiou a construção de escolas em algumas aldeias.

    Tchecov renunciou do teatro e deixou de escrever obras teatrais após a péssima recepção de A Gaivota em 1896, mas a obra foi reencenada e aclamada em 1898, interpretada pela companhia Teatro de Arte de Moscou de Constantin Stanislavski que interpretaria também Tio Vânia, As Três Irmãs e O Jardim das Cerejeiras . Estas quatro obras representam um desafio para os atores, bem como para o público, porque no lugar da atuação convencional Tchecov oferece um "teatro de humores" e uma "vida submersa no texto". Nem todos apreciaram o desafio: Liev Tolstói disse a Tchekhov: "Sabe, eu não consigo tolerar Shakespeare, mas suas peças são ainda piores". No entanto, Tolstói admirava os contos de Tchekhov.

    A princípio Tchekhov escrevia simplesmente por razões financeiras, mas sua ambição artística cresceu, e ele fez inovações formais que influenciaram na evolução dos contos modernos. Sua originalidade consiste no uso da técnica de fluxo de consciência, mais tarde adotada por James Joyce e outros modernistas, além da rejeição do propósito moral presente na estrutura das obras tradicionais. Ele nunca fez nenhum pedido de desculpas pelas dificuldades impostas aos leitores, insistindo que o papel de um artista era o de fazer perguntas, não o de respondê-las.

    Em 1901, Tchekhov casou-se com a atriz Olga Knipper. Em 1904 faleceu na Alemanha, vítima de tuberculose. Foi sepultado no cemitério Novodevichy, em Moscou.

    Como dramaturgo criou obras clássicas e seus contos têm sidos aclamados por escritores e críticos, tanto que ele é considerado um dos mestres do conto moderno. Tchekhov foi médico durante a maior parte de sua carreira literária, e em uma de suas cartas ele escreve a respeito: A medicina é a minha legítima esposa; a literatura é apenas minha amante.

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    Obras


    Teatro

    • A Festividade (1891)
    • A Gaivota (1896) – comédia em quatro atos
    • As Três Irmãs (1901) – drama em quatro atos
    • Inevitavelmente Trágico (1889)
    • Ivanov (1887) - quatro atos
    • Malefícios do Tabaco (1886) – monólogo em um ato
    • O Casamento (1889) – um ato
    • O Demônio da Madeira (1889) – comédia em quatro atos
    • O Jardim das Cerejeiras (1904) – comédia em quatro atos
    • O Pedido de Casamento (1888-1889) – comédia em um ato
    • O Urso (1888) - comédia em um ato
    • Platonov (também conhecida como Órfão ou Peça sem Título, 1881) – obra em quatro atos
    • Tatiana Repina (1889) – drama em um ato
    • Tio Vânia (1899-1900) – drama em quatro atos

    Ensaios

    • Ostrov Sakhalin (1895)
    • Caderno de Notas

    Novelas


    • A Estepe (1888)
    • A História de um Desconhecido (1893)
    • Minha vida (1896)
    • O Duelo (1891)
    • Três anos (1895)

    Principais Contos

    • A Arte da Simulação (1885)
    • A Calúnia (1883)
    • A Cigarra (1892)
    • A Cirurgia (1884)
    • A Consulta (1883)
    • A Corista (1886)
    • A Dama do Cachorrinho (1899)
    • A Esposa (1895)
    • A Desgraça (1885)
    • A Leitura (1884)
    • A Máscara (1884)
    • A Medalha (1884)
    • A Morte do Funcionário (1883)
    • A Veranista (1885)
    • As Ostras (1884)
    • Abolidos! (1885)
    • Agafya (1886)
    • Alegria (1883)
    • Anyuta (1886)
    • Ariadna (1895)
    • Camaleão (1884)
    • Camponeses (1897)
    • Cantores (1884)
    • Casamento por Interesse (1884)
    • Casa-se a Cozinheira (1885)
    • Cronologia Viva (1885)
    • De Mal a Pior (1884)
    • Do Diário de um Ajudante Contábil (1883)
    • Em Casa (1887)
    • Em Terras Estrangeiras (1885)
    • As Vésperas da Páscoa (1886)
    • Enfermaria nº 6 (1892)
    • Estraviados (1885)
    • Flores Tardias (1882)
    • Gricha (1886)
    • Gusev (1890)
    • História de Minha Vida (1896)
    • História Ruim(1882)
    • Inimigos (1887)
    • Ionich (1898)
    • Kashtanka (1887)
    • Ladrões (1890)
    • Mau Humor (1884)
    • Medidas Preventivas (1884)
    • Na Barbearia (1883)
    • No Barranco (В овраге, 1900)
    • No Cemitério (1884)
    • No Departamento dos Correios (1883)
    • No Mar (1883)
    • O Álbum (1884)
    • O Bispo (1887)
    • O Cadáver (1885)
    • O Caçador (Егерь, 1885)
    • O Convidado Inquieto (1886)
    • O Corvo (1885)
    • O Escritor (1885)
    • O Espelho (1885)
    • O Espelho curvo (1883)
    • O Gordo e o Magro (1883)
    • O Livro de Reclamações (1884)
    • O Monge Negro (1894)
    • O Pai de Família (1885)
    • O Pensador (1885)
    • O Porteiro Inteligente (1883)
    • O Preceptor (1884)
    • O Repetidor (1884)
    • O Subtenente Prichibiéiev (1885)
    • O Trágico (1883)
    • O Triunfo do Vencedor (1883)
    • O Uniforme do Capitão(1885)
    • Os Malfeitores (1885)
    • Os Nervos (1885)
    • Perpetuum Mobile (1884)
    • Quartos de Hotel (1885)
    • Que Público! (1885)
    • Remédio Contra a Embriaguez (1885)
    • Réquiem (1886)
    • Tristeza (1885)
    • Um Caráter Enigmático (1883)
    • Um Caso da Prática Judiciária (1883)
    • Um Empresário Debaixo do Divã (1885)
    • Uma Aposta (Пари, 1889)
    • Uma Criança Travessa (1883)
    • Uma Noite Terrível (1884)
    • Vanka (1886)

    Fonte: Wikipedia e
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    • Ótimo Ótimo x 7
  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Geralmente o Tchekhov contista é muito lembrado, e com justas razões, mas temos também de fazer notar o Tchekhov dramaturgo, que foi de uma importância poderosíssima não só no teatro russo, mas no teatro realista e toda aquela coisa de trazer a máquina dramatúrgica pra dentro do cenário burguês. Gosto, em especial, da forma como ele cria uma trama saudosista mas que se contrapõe incessantemente com o futuro, como se nos fosse dito a todo instante: "Veja o passado: é tão bonito, não é mesmo? Mas veja: ele está se perdendo, ele se perdeu, tudo se perdeu." Resta às personagens apenas olharem pro futuro para que não percebam que é tarde demais.

    Cinco peças, no mínimo, são obras-primas incontestáveis: Gaivota, O Cerejal, Tio Vânia, As Três Irmãs e Ivanov. O Ivanov talvez nem tanto. Mas todas as outras 4 são clássicos. Isso que falei do passado ser saudosista, ser tentador e ao mesmo tempo perigoso e ameaçador, pode ser visto em especial em O Cerejal, Tio Vânia e As Três Irmãs. Sobre o Tio Vânia, que é a minha preferida, gosto desta sinopse do Grupo Galpão:

    Aliás, vou até ser sincero: desse balaio do teatro realista, Tchekhov é meu preferido. Sei que Ibsen foi muito mais importante, mas acho Tchekhov mais apaixonante.
     
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  3. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Estou relendo uma série de obras do Tchekhov e reitero o que disse acerca de seu teatro. Estou lendo-o a partir de traduções para o português, ao contrário do que havia feito anteriormente, com traduções inglesas, e só confirmo meu encanto por sua obra dramatúrgica. Tio Vânia e o Jardim das cerejeiras, na tradução do Millôr, conseguiram me encantar ainda mais; A gaivota, na tradução do Rubens Figueiredo, está me fazendo dar um novo olhar ao texto, de um modo como eu não havia feito até então. Fico devendo o Ivanov ainda; quem sabe quando o preço da edição da Edusp, com tradução do Eduardo Tolentino e da Arlete Cavaliere, eu possa me reencontrar com a peça. E, é claro, o Três Irmãs, com tradução do Boris Schnaidermann e da Maria Jacintha.

    Mas, ao lado destas, estou também acompanhando a peça
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    , com tradução da Tatiana Lárkina. Como dito na introdução, a peça é uma espécie de experiência anterior a Tio Vânia, mas, naturalmente, guarda um encanto relativo. Não posso mentir que é um grande encanto; mas também não posso desmerecer e dizer que é algo ruim. Além deste, estou lendo também
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    , uma coletânea de peças de 1 ato escritas pelo Tchekhov com tradução do Homero Freitas de Andrade. A peça que leva o nome da edição é ótima; O Urso igualmente. As outras guardam, em proporções distintas, uma qualidade também muito alta.

    Além das peças, estou também relendo os contos. E que maravilha, não é mesmo? Estou com as edições da 34, com traduções do Schnaidermann, pro A Dama do Cachorrinho e Outros Contos, e pro O Beijo e outros contos. Aquele inquietamento, aquela sensação de que as coisas não foram terminadas porque elas simplesmente não terminaram... É tudo muito magnífico, sem dúvidas muito maior do que quando li pela primeira vez. Quero ver se compro o O Assassinato e outras histórias, aproveitando que lançaram aquela edição da Abril, o que barateou bastante o preço hehe.
     
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