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Anões: na cultura Viking e na Terra Média

Tópico em 'Influências, Seguidores e Recomendações' iniciado por Clara, 1 Fev 2012.

  1. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    "Devoradores de Mortos" é um livro escrito por Michael Crichton relatando a vida e costumes dos vikings no século I d.C. a partir do
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    , relatando a viagem que fez aos países nórdicos e suas relações com os vinkings .

    Tem um tópico (que estou com preguiça de procurar agora, desculpem) sobre esse livro, aqui mesmo no Valinor, mas eu quero falar mesmo é sobre a provável influência desse relato na obra de Tolkien, em particular na descrição que este fez dos anões.

    No livro "Devoradores de Mortos", numa certa altura, o narrador acompanha os vikings a uma montanha para que seu chefe, Buliwyf, consulte um certo anão (que são tidos como criaturas mágicas) sobre uma batalha que deverá travar. Segue o trecho sobre os anões:

    Fonte: Devoradores de Mortos - Michael Crichton (editora Rocco e L&PM Pocket)


    Bem, confesso que meu conhecimento sobre a cultura nórdica é bem mixo e que esse manuscrito árabe, como todos os textos muito antigos, já passou por diversas mãos e interpretações, e eu ainda li uma interpretação moderna, escrita por um autor de ficção, sendo assim, não descarto a possibilidade de que o Michael Crichton possa ter reescrito partes do manuscrito pra se adaptar à ideia que fazemos dos anões. =/
     
  2. Tilion

    Tilion Administrador

    Resumindo: essa parte dos anões é invenção do Crichton.

    O pergaminho que ele menciona no início do livro (e o pdf linkado acima é de um trecho do livro), Xymos, que teria sido descoberto em 1934, não existe, e os trechos sobre os anões vêm justamente desse pergaminho fictício. Além disso, o nome do suposto tradutor norueguês do pergaminho Xymos, Per Fraus-Dolus, é uma piada do Crichton, já que esse nome está em latim e significa "por fraude-engodo". =]

    Influência por influência, o mais provável é que Tolkien tenha influenciado Crichton nesse trecho sobre os anões.
     
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  3. Kainof

    Kainof Sr. Raposo

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  4. Éomer

    Éomer Well-Known Member

    O filme o 13º Guerreiro não é baseado nessa história?
     
  5. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Ah, Michael Crichton, seu piadista safadjenho!

    E agora entendi o porquê de, no final do livro, em "Obras de Referência Geral" constar o Necromicon de Abdul Azhared.
    Sério. =/
    Só por aí eu já devia ter me ligado na coisa toda, né? mas o máximo que aconteceu foi eu ter ficado... desconfiada.
    :loserdance:
     
  6. Tilion

    Tilion Administrador

    Só para deixar claro: Ahmad ibn Fadlan de fato existiu e realmente fazia parte da embaixada que foi enviada no século X pelo califa de Bagdá para o norte, assim como o relato dele. Das fontes citadas por Crichton, o dicionário geográfico de Yakut de fato foi a fonte principal do relato durante muito tempo e a obra de Amin Razi também o complementa. Há ainda um manuscrito descoberto em 1923 no Irã que possui uma versão mais completa do relato. Logo, a versão mais "definitiva" do relato de Ahmad ibn Fadlan é uma mescla das informações dessas fontes.

    Todas as outras fontes citadas por Crichton no texto foram inventadas por ele, e o próprio aponta o caráter "duvidoso" delas.
     
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  7. Menegroth

    Menegroth Bocó-de-Mola

    E existe, traduzido os relatos de Ahmad ibn Fadlan?
     
  8. Tilion

    Tilion Administrador

    Aqui tem uma tradução em inglês de uma tradução russa:
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    Que eu saiba, ainda não existe uma tradução pro inglês direto do árabe (pra português, então, nem se fala).

    O relato é particularmente significativo por descrever certas práticas funerárias dos rus', povo (segundo algumas teorias) de origem escandinava.
     
    Última edição: 2 Fev 2012
  9. Menegroth

    Menegroth Bocó-de-Mola

    Ahhh sim, só queria ler a coisa toda. Achei bem legal e não sabia que existia tal relato.
     

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