1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

Anno Dracula, de Kim Newman

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Brontops, 9 Mar 2010.

  1. Brontops

    Brontops Usuário

    Anno Dracula: Summa Vampirológica
    http://universofantastico.wordpress.com/2009/12/09/anno-dracula-summa-vampirologica/
    ou da fonte original:
    http://epistemonikephantasia.wordpress.com/2009/11/30/summa-vampirologica/#more-246
    * * *


    “Um pequeno detalhe”, diz Benjamin Franklin numa frase que o dr. Seward cita em algum ponto de Anno Dracula, romance de 1992 de Kim Newman recém-publicado no Brasil pela Aleph, “pode mudar o curso da história.” É desses pequenos – e às vezes não tão pequenos – detalhes que vivem tanto a história alternativa quanto a ficção alternativa, dois subgêneros da ficção especulativa que têm muita coisa em comum.

    A diferença é que, enquanto a primeira se ocupa de eventos que poderiam mudar o curso da história, a segunda se concentra em pontos de divergência que alteram o enredo de uma obra de ficção. O que aconteceria se o Eixo tivesse ganhado a II Guerra Mundial? Se o Sul derrotasse o Norte durante a Guerra da Secessão? Se o Brasil tivesse perdido a Guerra do Paraguai? Responder a essas perguntas é fazer história alternativa. E se os Elder Ones de Lovecraft dominassem a Londres de Sherlock Holmes? Ou se o Phileas Fogg de Júlio Verne fosse um agente secreto alienígena? Nesse caso, trata-se de ficção alternativa.

    Anno Dracula pertence a ambos os subgênereos ao mesmo tempo. Nele, Kim Newman muda o desfecho do romance de Bram Stoker e, com isso, também modifica irremediavelmente a história da Inglaterra e do mundo.

    (CONTINUA no Universo Fantástico: http://universofantastico.wordpress.com/2009/12/09/anno-dracula-summa-vampirologica/)
     
  2. Brontops

    Brontops Usuário

    Um outro livro que "brinca" com personagens literários, antecedendo (ou sendo a inspiração) em muitos anos, quadrinhos como os da Liga Extraordinária ou mesmo alguns dos conceitos por trás de Planetary é "O Diário de Bordo de Phileas Fogg", de Phillip José Farmer (A edição original é de 1973. Saiu no Brasil pela Francisco Alves, em 1987: achei num sebo).

    Para ser sincero ainda não o li (está na fila), mas dei uma passada de olho em um artigo de Jess Nevins que traçou uma breve história dos "Grandes Encontros entre Personagens Literários" e mencionou este livro...
     
  3. imported_Rafaela

    imported_Rafaela Usuário

    Me interessei pelo livro, porque a história parece boa e tem dentucinhos! Mas achei um pouco forçada. Sei lá. Mas assim que sobrar um dindin eu compro.
     
  4. Marco

    Marco may the force be with... wait

    Anno Dracula foi um livro que adquiri com uma certa expectativa, afinal, convenhamos, um livro lançado com a benção de Neil Gaiman, um dos meus escritores favoritos, descrevendo a obra como "refinada, brilhante, única", sem dúvida gera expectativas. Mas Anno Dracula não é tudo isso que se propõe, eu o descreveria mais como "criativo, divertido e interessante" no máximo. O título do livro já dá a primeira pista do que se trata a história. No cristianismo o termo Anno Domini, significa Ano do Senhor, marcando o tempo a partir do nascimento de Cristo e dividindo o calendário em duas partes: antes e depois do nascimento de Jesus. Nesse caso o Anno Domini também significa o início de uma nova era.

    É justamente esta analogia que Kim Newman faz em sua obra, com um dos personagens mais famosos da ficção, o sedento Conde Drácula. A "era de Drácula". Descrita no livro começa justamente quando o autor altera a história do vampiro, no momento em que seria sua queda. Ao invés de ser derrotado por Van Helsing, Jonathan Harker e seus demais companheiros, Drácula derrota seus inimigos e começa um novo reinado na Inglaterra, ao desposar a Rainha Vitória. A partir daí a obra de Bram Stoker recebe novo rumo, com o vampirismo se tornando um fenômeno comum na sociedade, sendo considerado até mesmo um símbolo de status entre a burguesia e ao mesmo tempo vendido como produto barato pelas prostitutas inglesas nos recantos mais obscuros da Londres vitoriana.

    Nesse cenário - e aí a criatividade de Newman alça voo - personagens históricas convivem com personagens conhecidos na ficção. Oscar Wilde é retratado como um dândi vampiro, sempre entediado e despudorado. Dr. Jekyll e Dr. Moreau, protagonistas de O médico e o monstro e a Ilha do Dr. Moreau, repectivamente, nesta obra são colegas de laboratório. Inspetor Mackenzie, detetive fictício da Scotland Yard nas obras de Ernest W. Hornung, convive com o Inspetor Abberline, detetive que investigou os crimes do assassino serial Jack Estripador, que também aparece no livro.

    Aliás o foco da história é justamente esse. Jack Estripador, ou faca de prata, começa a matar prostitutas vampiras e o jovem Charles Beauregard é encarregado de auxiliar nas investigações dos crimes, cujos reflexos já se fazem sentir no palácio real e preocupam o Príncipe Consorte. No decorrer da trama acompanhamos Charles em busca de pistas para solucionar os assassinatos e encontrar o Estripador. E é justamente aqui que o livro perde um pouco do charme de novela policial, uma vez que já sabemos desde o início quem é o assassino. Se Newman tivesse mantido a identidade do estripador em segredo o livro poderia ser mais instigante. Mas entendo que o autor preferiu construir a personalidade do assassino para que pudéssemos entender suas motivações.

    Seguindo a trilha de corpos Beauregard recebe reforço para descobrir o criminoso e aqui vem um ponto alto da obra, na figura da vampira Geneviéve. Uma anciã de 400 anos, mais velha que Drácula e sempre orgulhosa em afirmar que não pertence a linhagem do Conde. Geneviéve é de longe a persnagem mais interessante da história. E merecia mais destaque na obra. Depois de ler o livro descobri que a vampira já havia aparecido em outra obra de Newman, chamada Drachenfels .

    E o livro segue nesse misto romance e novela policial conforme Charles e Geneviéve, vão perseguindo Jack Estripador até chegarmos num final inesperado com a participação do próprio Drácula, que na verdade só dá as caras no final do livro, apesar de ser uma presença palpável durante toda a trama.

    Publicado pela Editora Aleph, Anno Drácula está longe de ser brilhante, entretanto é uma obra divertida e de leitura fácil, trazendo vários personagens e referências interessantes, mas sem a profundidade sinistra da obra que o inspira, Drácula. Mesmo assim é uma alternativa mais interessante aos os romances vampíricos adolescentes que pipocam nos dias de hoje.
     
  5. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Não existe mais a continuação desse texto do Brontops, que pena. =(

    Também peguei o livro (na biblioteca) cheia de espectativas.
    Estou no começo ainda, e por enquanto só estou achando a história interessante, e que está me lembrando (demais até) o conto do Neil Gaiman "Um Estudo em Esmeralda", publicado no livro "Coisas Frágeis" (o primeiro, já que a Conrad teve a capacidade de
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    ¬¬ ).

    Talvez pela presença do inspetor Lestrade da Scotland Yard (agora vampiro, mas ainda totalmente cretino) e a menção de que Sherlock Holmes está preso em uma área de confinamento pois possui "divergências" com o atual governo.

    Enfim, continuo a ler o livro mas a verdade é que já não estou mais muito animada.
     

Compartilhar