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Amor & Dor

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Anne, 1 Jun 2009.

  1. Anne

    Anne Visitante

    [size=medium][align=center]Amor & Dor[/align][/size]




    Era agosto. Agosto das dores, das lembranças, do dia em que sua vida tão bem estruturada desmoronou. Ela sentou-se na varanda do casarão da enorme fazenda e observou o céu carregado de nuvens assustadoras e sua mente viajou na triste noite em que tudo aconteceu. Agosto estava ali.

    Tudo acontecera tão de repente e, agora, sentada, sentia-se solitária e sem forças para levantar, relembrava cada detalhe do que ocorrera naquela noite. Fora tudo muito rápido e confuso. E sentia-se culpada por não ter impedido tal tragédia.

    Seus pensamentos foram cortados por Joe, o mais velho e melhor vaqueiro que já teve. E apesar da idade avançada, desempenhava muito bem as tarefas à que era destinado. Trouxe-lhe a informação da chegada de novos cavalos e, consequentemente, necessitaria de mais um ajudante. Julie lhe disse que poderia fazer a contratação e ele logo a compreendeu. Estava abatida desde a trágica noite e muitas vezes a vira vagando pelos cantos da casa.

    Cansada demais para preparar o jantar subiu a extensa escadaria e deitou-se em sua cama. A melancolia que sentia nessa hora era sempre muito intensa e antes que pudesse pensar em alguma coisa, pegara no sono.

    Ao levantar na manhã seguinte, se dirigiu à cozinha apressadamente, já que não havia jantado na noite passada. Quando entrava no aposento, levou um susto, estava parado ali um rapaz muito bonito e forte que logo lhe sorriu de um jeito muito caloroso.

    - Charlie – apresentou-se o belo rapaz – sou o mais novo vaqueiro.

    - Ahn...- foi tudo que Julie conseguiu lhe responder. Jamais vira olhos tão azuis e profundos como aquele.

    Seus olhos encontraram-se por um momento, então Charlie saiu, deixando ali Julie, ainda estupefata pelo que acontecera.

    Nas semanas que seguiram, ela sentiu-se revigorada. Alguma relação com o novo companheiro de trabalho que Joe arrumara, mas jamais ela revelaria esse sentimento. Usava de toda a sua energia para cavalgar na fazenda, radiante. Muitas vezes Charlie a acompanhava em seus passeios e tentava se aproximar dela, mas, quando isso acontecia, Julie se fechava completamente.

    Não agüentando mais a situação ele, em uma de suas cavalgadas com ela, resolveu contar-lhe que ocupava um lugar muito grande em seu coração. Atônita, ela cavalgou rapidamente até o casarão, correu até sua cama e pôs-se a chorar. Prometera a si mesma nunca mais se apaixonar e estivera certa que não correria o risco disso acontecer novamente. Mas o belo garoto mudou o que previra. Refugiou-se em sua casa, com medo de cruzar com ele, o que fez seu amor aumentar ainda mais.

    Apesar da dor que sentia, não podia mais esconder essa paixão desenfreada e resolveu conversar com ele. Charlie parecia muito abatido, e assim que a viu, seu rosto se iluminou novamente. Ele a levou para uma cachoeira mais à leste da fazenda e pediu para que ela explicasse o que havia acontecido.

    Julie lhe contou que a pouco mais de um ano, em uma noite fria, seu marido e ela voltavam de uma festa quando vários homens os cercaram e mataram-no. Disse que enquanto que ele era torturado, ficara parada do lado, imóvel, assistindo a tudo, sem nenhuma reação para salvá-lo. Então, para amenizar a dor da culpa, prometera nunca mais se envolver com outro homem.

    Charlie a envolveu em seus braços e, entre lágrimas, Julie lhe disse que teria que quebrar a promessa, pois o amava.
     
  2. Olha o que temos aqui uma jovem escritora ^^

    Eu li teu texto Anne a idéia é muito boa, porém fiquei confusa o_O, no final das contas eu já não sabia mais quem era a Julie o que ela estava fazendo com o novo baqueiro.


    Lá vai uma dica: A leitura do texto fica mais corrida e compreensivel quando ela segue uma ordem cronológica, e acho que o leitor se perde no meio do texto quando eu não explico quem é quem, e o que é o que na história.:sim:
     
  3. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    engraçado, keyllah, tem mtos escritores q escrevem exatamente assim como a anne, como o LFV q ela tto gosta. tente ler o jardim do diabo e verá a confusão q ele arma ao misturar tudo, mas mesmo assim deixa o texto bem compreensível. o huxley, em admirável mundo novo, mais especificamente no final do cap. 3, tb exagera nesse recurso.

    acho q ao invés de ser uma falha, se for feito intencionalmente, tende a forçar um pouco a mente do leitor, algo q falta hj em dia.
     
  4. Caro colega acho que vc pode ter interpretado errado meu comentário, conheço e sei que tem vaaaarias estilisticas por aí. O que eu falei só uma dica como uma leitora e pessoa que tem um certo conhecimento na area. Foi uma dica e nada pra desmerecer JAMAIS!!!

    Aqui no meia tem muitos talentos isso é inegavel!!


    Mas partindo pra algo mais genérico a estilistica do autor vai definir suas caracteristicas e vai definir o pulico dele...creio que se alguns autores não estivessem reescrito seus livros por motivos de marketing até eles nunca sairiam das prateleiras.Um exemplo a autora de HP que escreveu um dos livros 9 vezes, depois passou pelas mãos dos agente literários e deslanchou =D

    é sempre bom dicas..eu gosto de recebê-las e acho saudável...
     
  5. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    concordo contigo neste ponto.

    oq quis salientar com o meu comentário, embora talvez ñ tenha ficado evidente, é q eu, como leitor, ñ fiquei confuso com a sequência q ela usou. pelo contrário, me pareceu bastante normal.

    assim, mtas impressões diferentes são tiradas por diferentes leitores do mesmo texto. ao meu ver, por exe., achei a história bem escrita, apesar de soar mto romântica (simplesmente uma questão de gosto pessoal), mas como me atento mais para como alguém conta ao invés dq ele conta, ponto a favor pra anne.
     
  6. Anne

    Anne Visitante

    Obrigada por gostar da história JLM, mesmo que não seja seu "gosto".
    Obrigada pela dica keyllah.
    :lily:
     

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