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Autor da Semana Alexandre Dumas, père

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Bel, 13 Dez 2011.

  1. Bel

    Bel Moderador Usuário Premium

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    Alexandre Dumas, père (1802-1870)

    Biografia

    Alexandre Dumas, pai (Villers-Cotterêts, 24 de julho de 1802 — Puys, 5 de dezembro de 1870) foi um romancista francês. Seu nome de batismo era Dumas Davy de la Pailleterie. Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas. Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época.

    Enquanto trabalhava em Paris, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida sua primeira peça, Henrique III e sua Corte, alcançando sucesso de público. No ano seguinte, sua segunda peça, Christine, também obteve popularidade. Como resultado, tornou-se financeiramente capaz de trabalhar como escritor em tempo integral. Entretanto, em 1830, participou da revolução que depôs o rei Carlos X de França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque d'Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão.

    Até meados da década de 1830, a vida na França permaneceu agitada, com tumultos esporádicos em busca de mudanças promovidos por republicanos frustrados e trabalhadores urbanos empobrecidos. À medida que a vida retornava lentamente à normalidade, o país começou a se industrializar e, com uma economia em crescimento combinada com o fim da censura à imprensa, a vida recompensou as habilidades de escritor de Alexandre Dumas.

    Após escrever mais algumas peças de sucesso, passou a se dedicar aos romances. Apesar de ter um estilo de vida extravagante e sempre gastar mais do que ganhava, Dumas provou ser um divulgador astuto. Com a alta demanda dos jornais por romances seriados, em 1838 simplesmente reescreveu uma de suas peças para criar sua primeira série em romance. Intitulada "O Capitão Paulo" (em francês Le Capitaine Paul) levou-o a criar um estúdio de produção que lançou centenas de histórias, todas sujeitas à sua apreciação pessoal.

    Em 1840, casou-se com uma atriz, Ida Ferrier, mas continuou a manter seus casos com outras mulheres, sendo pai de pelo menos três filhos fora do casamento. Um desses filhos, que recebeu o seu nome, seguiria seus passos na carreira de novelista e escritor de peças teatrais. Por causa do mesmo nome e da mesma profissão, para distinguir um do outro, um é chamado Alexandre Dumas, pai (Alexandre Dumas, père) e o outro Alexandre Dumas, filho (em francês, Alexandre Dumas, fils).

    Alexandre Dumas, pai, escreveu romances e crônicas históricas com muita aventura que estimulavam a imaginação do público francês e de outros países nos idiomas para os quais foram traduzidos.

    Seu trabalho como escritor lhe rendeu muito dinheiro, porém Dumas vivia endividado por conta de seu alto gasto com mulheres e de seu estilo de vida. O grande e dispendioso château que construiu estava constantemente cheio de pessoas estranhas que se aproveitavam de sua generosidade. Com a deposição do rei Luís Filipe após uma revolta, não foi visto com bons olhos pelo presidente recém-eleito, Napoleão III, e em 1851 Dumas teve que ir embora para Bruxelas para fugir de seus credores. Dali viajou à Rússia, onde o francês era a segunda língua falada e suas novelas também eram muito populares.

    Dumas passou dois anos na Rússia antes de se mudar em busca de aventuras e inspiração para mais histórias. Em março de 1861, o reino da Itália foi proclamado, com Vítor Emanuel II como rei. Nos três anos seguintes, Alexandre Dumas se envolveria na luta pela unificação da Itália, retornando a Paris em 1864.

    Apesar do sucesso e das ligações aristocráticas de Alexandre Dumas, sua vida sempre foi marcada por ser mulato. Em 1843, escreveu uma curta novela intitulada Georges, que chamava atenção para alguns aspectos raciais e para os efeitos do colonialismo. Apesar disso, atitudes racistas contrárias à sua posição legítima na história da França ainda bem depois de sua morte, 5 de dezembro de 1870.

    Sepultado no local onde nasceu, o corpo de Alexandre Dumas ficou no cemitério de Villers-Cotterêts até 30 de novembro de 2002. Sob as ordens do presidente francês Jacques Chirac, seu corpo foi exumado e, numa cerimónia televisiva, seu novo caixão, carregado por quatro homens vestidos como os mosqueteiros Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan, foi transportado em procissão solene até o Panteão de Paris, o grande mausoléu onde grandes filósofos e escritores da França estão sepultados.

    Em seu discurso, o presidente Chirac disse: "Contigo, nós fomos D'Artagnan, Monte Cristo ou Balsamo, cavalgando pelas estradas da França, percorrendo campos de batalha, visitando palácios e castelos -- contigo, nós sonhamos." Numa entrevista após a cerimônia, Chirac reconheceu o racismo que existiu, dizendo que um erro agora foi reparado, com o sepultamento de Alexandre Dumas ao lado dos companheiros autores Victor Hugo e Voltaire.

    A honraria reconheceu que, apesar de a França ter produzido vários grandes escritores, nenhum deles foi tão lido quanto Alexandre Dumas. Suas histórias foram traduzidas em quase 100 idiomas, e inspiraram mais de 200 filmes.

    A casa de Alexandre Dumas fora de Paris, o Château Monte Cristo, foi restaurada e está aberta ao público.

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    Obras


    • La Chasse et l’Amour (teatro), 1825
    • La Noce et l’Enterrement (teatro), 1826
    • Henri III et sa cour (teatro), 1829
    • Christine, ou Stockholm, Fontainebleau et Rome (teatro), 1830
    • Napoléon Bonaparte ou Trente Ans de l’Histoire de France (teatro), 1831
    • Antony (teatro), 1831
    • Charles VII chez ses grands vassaux (teatro), 1831
    • Teresa (teatro), 1831
    • La Tour de Nesle (teatro), 1832
    • Souvenirs d’Anthony, 1835
    • Chroniques de France: Isabel de Bavière, 1835
    • Kean (teatro), 1836
    • Caligula (teatro), 1837
    • Mademoiselle de Belle-Isle (teatro), 1837
    • Acté, 1837
    • La Salle d’armes / Pauline, (romance), 1838
    • Le Capitaine Paul, 1838
    • Le Capitaine Pamphile, 1839
    • La Comtesse de Salisbury, 1839
    • Crimes célèbres, 1839-1841
    • Napoléon, 1840
    • Othon, l’archer, 1840
    • Les Stuarts, 1840
    • Maître Adam le calabrais, 1840
    • Le Maître d’armes, 1840-1841
    • Praxède, 1841
    • Aventures de Lydéric, grand-forestier de Flandre, 1841
    • Nouvelles Impressions de voyage (Midi de la France), 1841
    • Excursions sur les bords du Rhin, 1841
    • Souvenirs de voyage: Une année à Florence , 1841
    • Un mariage sous Louis XV (teatro), 1841
    • Jeanne la pucelle, 1429-1431, 1842
    • Le Speronare, 1842
    • Le Capitaine Arena , 1842
    • Le Chevalier d'Harmental, 1842
    • Le Corricolo, 1843
    • Des demoiselles de Saint-Cyr (teatro), 1843
    • Filles, Lorettes et Courtisanes, 1843
    • Georges, 1843
    • L'Orfèvre du roi, ou Ascanio, 1843
    • Sylvandire, 1844
    • Fernande, 1844
    • Les Trois Mousquetaires, 1844
    • Le Château d’Eppstein, 1844
    • Cécile, 1844
    • Gabriel Lambert, 1844
    • Louis XIV et son siècle, 1844
    • Nombreux contes dont Histoire d'un casse-noisette, Le roi des taupes et sa fille, La bouillie de la comtesse Berthe, etc... 1844
    • Vingt ans après, 1845
    • La Guerre des femmes, 1845
    • Le Comte de Monte-Cristo, 1845 – 1846
    • Une fille du régent, 1845
    • La Reine Margot, 1845
    • Les Médicis, 1845
    • Les Frères corses, 1845
    • Le Chevalier de Maison-Rouge, 1845-1846
    • La Dame de Monsoreau, 1846
    • Le Bâtard de Mauléon, 1846
    • Joseph Balsamo, 1846
    • Les Deux Diane, 1846
    • Impressions de voyage: De Paris à Cadix, 1847
    • Les Quarante-Cinq, 1847
    • Catilina, 1848
    • Le Vicomte de Bragelonne ou l'Homme au masque de fer, 1848
    • Les Mille et Un Fantômes, 1849
    • Le Collier de la reine, 1849
    • La Femme au collier de velours, 1850
    • La Tulipe noire, 1850
    • Le Trou de l’enfer, 1850
    • La Colombe, 1850
    • Montevideo ou Une nouvelle Troie, 1850
    • Le Drame de quatre-vingt-treize, 1851
    • Impressions de voyage: Suisse, 1851
    • Ange Pitou, 1851
    • Olympe de Clèves, 1851
    • Conscience l'innocent, 1852
    • Histoire de la vie politique et privée de Louis-Philippe, 1852
    • La Maison de Savoie, depuis 1555 jusqu'à 1850, 4 vol., 1852-1856.
      - Tome 1: Emmanuel Philibert (1852)
      - Tome 2: Léone-Léona (1853)
      - Tome 3: Mémoires de Jeanne d’Albert de Luynes, comtesse de Verrue, surnommée la Dame de Volupté (1855)
      - Tome 4: De Victor Amédée III à Charles Albert (1856)
    • La Comtesse de Charny, 1853
    • Le Pasteur d’Ashbourne, 1853
    • Isaac Laquedem, 1853
    • Les Drames de la mer, 1853
    • Ingénue, 1853
    • La Jeunesse de Pierrot, 1854
    • Une vie d’artiste, 1854
    • Catherine Blum, 1854
    • Saphir, 1854
    • Vie et Aventures de la princesse de Monaco, 1854
    • Les Mohicans de Paris, 1854-1855
    • Souvenirs de 1830 à 1842, 1854
    • La Jeunesse de Louis XIV (teatro), 1854
    • La Dernière Année de Marie Dorval, 1855
    • Marie Giovanni, journal d’une parisienne, 1855
    • Le Gentilhomme de la Montagne (El Salteador), 1855
    • Le Page du duc de Savoie, 1855
    • Les Grands Hommes en robe de chambre: César, Henri IV, Richelieu, 1855 –1856
    • Madame du Deffand, 1856
    • Les Compagnons de Jéhu, 1856
    • Les Crimes célèbres, 1856
    • Le Fils de la nuit ou Le Pirate (teatro), 1856
    • L’Homme aux contes, 1857
    • Charles le Téméraire, 1857
    • Le Meneur de loups, 1857
    • La Dame de volupté, 1857
    • Les Louves de Machecoul, 1858
    • De Paris à Astrakan, 1859
    • Jane, 1859
    • Histoire d’un cabanon et d’un chalet, 1859
    • La Maison de glace, 1860
    • La Route de Varennes, 1860
    • Mémoires de Garibaldi, 1860
    • Une aventure d’amour, 1860
    • Le Père Gigogne, contes pour les enfants, 1860
    • La Marquise d’Escoman, 1860
    • Une nuit à Florence sous Alexandre de Médicis, 1861
    • Les morts vont vite, 1861
    • Bric-à-brac, 2 vol. 1861
    • La Princesse Flora, 1863
    • La San Felice, 1863
    • La Boule de neige, 1863
    • La Dame de volupté ou Mémoires de Jeanne d’Albert de Luynes, 1863
    • Les Deux Reines, 1864
    • Lady Hamilton, 1865
    • Le Fils du forçat, 1865
    • Les Blancs et les Bleus, 1867
    • Les Hommes de fer, 1867
    • La Terreur prussienne, souvenirs dramatiques, 1868

    Publicações póstumas:


    • Ali Pacha, 1862
    • Création et Rédemption, 1863
    • La Fille du marquis, 1863
    • Le Prince des voleurs, 1863
    • Robin Hood le proscrit, 1863
    • L’Île de feu, 1863
    • Le Comte de Moret, 1865
    • Le Chevalier de Sainte-Hermine, 1869
    • Grand Dictionnaire de cuisine, 1873


    Tudo começou quando um colaborador de Dumas, Auguste Maquet, lhe entregou um volume escrito em 1700 por um certo Gatien Coutilz de Sandras intitulado As memórias do Senhor d’Artagnan, Capitão-Tenente da Primeira Companhia de Mosqueteiros do Rei.

    O ponto de partida é o caso amoroso entre o cavaleiro d’Artagnan e a dama Constance Bonacieux, camareira de Ana da Áustria. Com auxílio da amada de d’Artagnan acba participando de uma intriga política: Ana da Áustria, casada com o rei Luís XIII, oferta ao amante, duque de Buckingham, um cofre cheo de jóias que o marido lhe dera de presente. Sabedor do fato e desejoso de provocar a ruína da rainha, o ministro Richelieu sugere ao rei que peça a Ana para usar as jóias no próximo baile da corte. Desesperada, a rainha pede a d’Artagnan que recupere o pequeno tesouro, transportado por Buckingham para a Inglaterra. O cavaleiro une-se a três amigos e juntos partem para a aventura, enfrentando as ciladas do pérfido cardeal Richelieu e os traiçoeiros encantos da demoníaca Milady, cúmplice do ministro.

    Nenhum dos outros numerosos volumes de Dumas provocou tamanha emoção. Os romances que retomam a história de d’Artagnan, ou mesmo o famoso O Conde de Monte Cristo, não conseguiram suplantar Os Três Mosqueteiros. Grande parte do êxito se deve à simpatia que os quatro heróis despertaram. Nenhum desses personagens é criação original; todos figuraram na obra de Sandras e viveram realmente no século XVII. Dumas, porém, deu-lhes nova vida, ressaltou-lhes as características, tornando-os mais temerários, e ampliou o âmbito de ação. Por meio de uma trama apaixonante e de um estilo cheio de vitalidade, reviveu toda a atmosfera do século XVII francês, o esplendor da corte, o sensacionalismo das intrigas políticas e o poderio econômico e cultural de uma época brilhante.

    De acordo com os planos do autor, d’Artagnan devia ser um personagem secundário que introduziria os três mosqueteiros. Como a figura era atraente, Dumas resolveu promovê-la, acrescentando mais um mosquteiro, sem, contudo, mudar o título. O traço marcante do caráter de d’Artagnan é saber ousar, quando há oportunidade. A semelhança com Dumas se acentua por causa da forte dose de ingenuidade, algo provinciana, que acompanha sua ousadia. O autor, fascinado por sua criatura, também a exploraria mais tarde em Vinte Anos Depois e O Visconde de Bragelonne.

    Athos, o Conde de la Fère, é a figura mais romântica: vive atormentado pela dúvida, pois crê ter assassinado sua primeira esposa, a pérfida Milady, a mulher má, espiã a serviço de Richelieu, autora das mais ardilosas tramas para impedir que os mosqueteiros restituam as jóias da rainha. Correspondente feminino do vilão das aventuras desse gênero, Milady se contrapõe à doce e angelical Constance Bonacieux. Tentando expiar o crime imaginário, Athos entra para o grupo e expõe sua vida aos maiores perigos.

    Henry d’Aramitz, ou simplesmente Aramis, astuto e generoso, considera a vida um jogo divertido, composto de ação, amor e preces. Divide seu tempo entre as aventuras da espada, os episódios sentimentais e a igreja. É o que melhor representa o espírito do Século XVII, época de cardeais e soldados, de missal e arcabuz.

    Porthos, finalmente, ou Du Valon na vida real, alto, gordo, bondoso, facilmente maleável, pouco inteligente, foi preferido do autor. Diz-se que, ao ser obrigado pelo enredo a matá-lo, Dumas chorou.

    Todos esses personagens, ávidos de ação, refletem o espírito aventuresco do autor, falecido em 1870, ele mesmo lutador incansável em prol da arte e de seus princípios políticos. Ousado como d’Artagnan, corajoso como Athos, sedutor como Aramis, alegre como Porthos, não seria falsear a verdade acrescentar ao quarteto dos famosos espadachins um quinto mosqueteiro: o próprio Dumas, herói de pena em punho esgrimido pela fama e pelo amor.
     

    Arquivos Anexados:

    Última edição: 13 Dez 2011
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  2. Anna Cwen

    Anna Cwen Ourificada

    :clap: parabéns, Bel.

    Considerando minha campanha no tópico das indicações, não preciso dizer que adoro a obra de Dumas. Além de Os 3 Mosqueteiros, li suas duas continuações (Vinte Anos Depois e O Visconde de Bragelogne) e, claro, O Conde de Montecristo. Ainda tenho lá na minha estante a rainha margot esperando por mim.

    Eu prometi falar sobre o Homem da Mascara de Ferro, né?
    Na verdade, o homem da máscara de ferro é uma das passagens do volume final da série dos 3 mosqueteiros, entitulada 'O Visconde de Bragelogne'. enquanto os 3 mosqueteiros se passa ainda no reinado de luis XIII, os dois livros seguintes já se passam no reinado de luis XIV, sendo 'vinte anos depois' na sua infância, quando Ana de Austria governava por ele, e 'O Visconde de Bragelogne' já no inicio do seu reinado de fato.

    A premissa desta parte da estória é que Ana de Áustria teria dado a luz não apenas um menino, mas gêmeos idênticos. Gêmeos sempre foram seguidos de superstições de má-sorte mas, no caso de um herdeiro do rei, o risco maior era que eles brigassem pelo trono - sendo bebês idênticos, como ter certeza de qual de fato nasceu primeiro? A rainha, consciente do fato mas incapaz de se desfazer da criança, entrega para que seja criada longe de Paris, visitando-o eventualmente como se fosse uma tia. O menino cresce, portanto, sem saber sua real identidade.

    Luis XIV, ao subir de fato ao poder, descobre a verdade. Não tem, tampouco, coragem de matar o irmão, que como ele tem sangue real. Portanto, ele decide mantê-lo na prisão (bastilha, se não me engano) com uma pesada máscara de ferro, que impede a todos de ver seu rosto. Em determinado momento, por não gostar das mudanças geradas pela subida ao poder do Rei, um grupo resolve se aproveitar deste segredo para tentar usurpar o poder.
     
    Última edição: 13 Dez 2011
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  3. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

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  4. Indily

    Indily Balrog de Pantufas Fofas

    Gente, que vergonha!
    Eu conheço no máximo uns 5 daí e lido se tem 2 é muito... Nossa.
    Terei que mudar isso!

    Excelente tópico menina Bel!
     
  5. Bel

    Bel Moderador Usuário Premium

    Eu li Monte Cristo e estou lendo Mosqueteiros. Nem imaginava que a obra de Dumas Père era tão grande!
     
  6. *Ceinwyn*

    *Ceinwyn* Ogra rosa

    Aaargh, deu vontade de parar tudo e pegar minha bela edição dos Três Mosqueteiros, finalmente integral (thx Zahar) :ahhh:

    Mas tenho uma dissertação pra escrever e uma pilha de livros lidos pela metade pra terminar, como fas?

    Os Três Mosqueteiros é um dos livros da minha infância. Depois da adaptação feita pela Disney, fiquei apaixonada e por sorte tinha uma edição aqui em casa. Pena que adaptada :( Li váárias vezes, e quando vi que a Zahar lançou uma edição com a tradução do texto integral, fiquei muito muito feliz. Quando lançou pocket então... *-*

    O Conde de Monte Cristo e o Máscara de Ferro só vi os filmes, mas de antemão indico a leitura: Dumas é uma leitura deliciosa, perfeito para distrair :amor:

    E o Dumas filho é bastardo, é? Disso eu não sabia...
     
  7. Excluído046

    Excluído046 Banned

    É até clichê dizer que gosto dos três mosqueteiros, né? Adoro, mas tenho uma relação bem mais forte com o Conde de Monte Cristo. Cê tá doido! Foi uma leitura TEMÇAMENTE deliciosa. E eu recomendo para qualquer um, até mesmo para quem não é traça.

    Nessa onda de visitar a casa do Dumas, lembro de uma moça do mestrado que disse que ela e o noivo visitaram a casa do Pablo Neruda. O noivo dela até fez um texto belíssimo, relatando a experiência, e ela tirou cópia do texto para todo mundo da turma. Foi lindo, lindo. Na época eu comentei que gostaria de visitar a casa do Dumas, e ela falou que tinha certeza de que eu gostaria mais da casa do Neruda. E essa moça vai defender a dissertação dela na sexta, e nem poderei ir, porque trabalharei ATÉ A MORTE, o dia inteiro e boa parte da noite. Uma pena, porque ela vai falar sobre o feminino na obra de Jorge Amado. Queria muito ver a defesa dela.
     
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  8. Anna Cwen

    Anna Cwen Ourificada

    Dumas pai não é bastardo não. O filho também escritor é, EDIT: e tinha dito que o pai dele era bastardo mas não, ele era filho de uma escrava liberta mas o avô do Dumas de fato casou-se com ela.

    Sobre quem tá com vergonha de não ter lido muita coisa dele: acho que, fora 3 mosqueteiros e continuação e o conde de montecristo, eu nunca vi mais nada traduzido. mesmo assim, minha edições de '20 anos depois' e do 'visconde' foram compradas em um sebo em petropolis pela Anigel, que sabia que eu queria muito tê-los (já tinha lido na biblioteca). O 'conde de montecristo' passou anos sem nenhuma edição, Eduardo queria e nós quase compramos em Portugal, até que por algum motivo desconhecido sairam duas ou três edições de uma só vez.

    meu rainha margot é em francês (por isso continua na prateleira, ainda vou ter q criar coragem). Aliás, eu tenho outro livro dele na estante, também em francês e também não lido, mas como não tava na lista eu fiquei na duvida se era mesmo do ´Dumas Pai. é esse
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    ; curtinho, e pelo que vi da orelha, meio gótico.
     
    Última edição: 13 Dez 2011
  9. Bel

    Bel Moderador Usuário Premium

    Wut?

    Simplificando:
    - Dumas Père não é bastardo.
    - Dumas Fils é.
     
  10. Anna Cwen

    Anna Cwen Ourificada

    Sim, é isso . ficou confuso, né? :lol:
     
  11. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Très bien, ma cherie Bel, fiquei com raiva de não ter votado nele, bem legal, não sabia que ele era "mulato" (não gosto dessa palavra, parece uma coisa ruim, nem de moreno), bem legal saber disso.

    Félicitations!

    Eu não sei patavinas de francês, o parabéns abaixo é graças ao Monsieur Google.
     
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  12. Arringa Hrívë

    Arringa Hrívë um papo e um bom chimarrão... Usuário Premium

    Primeiro, amei o fato de a Bel ter explicado totalmente esclarecido o contexto histórico, e me situei muito melhor em como ele devia ter as inspirações e etc.

    Melhor ainda é ver que o próprio Presidente sabia das obras, passava uma certa admiração, mostrando que so livros eram lidos pela maioria, senão TODOS!

    O Discurso do presidente é tremendamente emocionante, pensa, ser carregado pro homens (personagens seus, tecnicamente), uma honraria gigantesca junto a filósofos...passei a respeitar esse cara!

    Ele batizou o castelo ou mais tarde alguém deu o nome por conhecer a história do Conde de Monte Cristo?
     
  13. Bel

    Bel Moderador Usuário Premium

    Olha, o Château foi construído em 1846, ano que Dumas terminou o livro de Monte Cristo, então acho que o nome do lugar foi Château Monte Cristo desde a construção =)
     
  14. Excluído045

    Excluído045 Banned

    O Conde de Monte Cristo ainda estou lendo (leitura interrompida graças ao Sr. Martin), já Os 3 Mosqueteiros li versões resumidas trocentas vezes e o texto integral, umas 3 vezes. É linda a história, as maquinações políticas ligadas a eventos domésticos da família real, a beleza e força de Ana d'Áustria, a presença do Duque de Buckingham, esse amor lindo, e o amor mais lindo ainda de D'Artagnan e Constance. Gente, é lindo demais, é emocionante demais sem ser meloso, uma história pra se reviver várias vezes.

    Ainda não me perdôo nunca ter encontrado o último livro (onde está a história da Máscara de Ferro, que eu li posteriormente, além de ter visto o filme), mas peguei aqui na biblioteca o Vinte Anos Depois e devorei em dois dias. São 20 anos mesmo depois dos eventos dos 'Três Mosqueteiros', passam pela Guerra Civil Inglesa na época do rei Carlos I e de Cromwell, a Fronda no governo de Ana d'Áustria e do Cardeal Mazarini, enquanto o filho dela, Luís XIV ainda não tinha idade para governar.

    O mais interessante das obras de Dumas são esse passeio entre história e ficção, como as fronteiras entre eles são flexíveis, a ponto de te enganar por diversos momentos.
     
  15. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    O
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    .

    Como eu disse não sei nada de francês, eu olhei nesse site se tinha alguma informação sobre o nome dele, não vi (do pouco que pude entender), se alguém se aventurar a ler lá, e quiser compartilhar essa informação (considerando que lá terá essa informação) será interessante.
     
  16. Adoro Alexandre Dumas. Diria que o Dartagnan foi minha primeira paixão. Hoje escolheria o Conde de La Fére...
    Alguém já ouviu falar de uma teoria,na qual Dumas não escrevia sozinho?
    Que possuía uma equipe de autores auxiliares, o que justificaria a vasta obra, e segundo alguns tradutores, erros de continuidade nos livros?
     
  17. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    Já ouvi falar disso tb, Patricia. E que ele recebia por página escrita, por isso "embromava" em alguns textos :lol:
     
  18. Eu tenho uma versão de Os três Mosqueteiros, da Garnier, cheia de notas de rodapé. Bem interessante pois explica diversos fatos históricos e personagens que aparecem no livro. Mas também não perdoam nos erros de sequência.
     
  19. Anna Cwen

    Anna Cwen Ourificada

    Erros de sequencia? confesso que não me lembro de ter percebido nenhum o_O
     
  20. *Ceinwyn*

    *Ceinwyn* Ogra rosa

    Ó, Bel, uma das coisas boas de vc vir pro Rio:
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    :grinlove:

    Claro que com ameaça de morte caso não cuide de um dos meus filhinhos (nem você escapa), mas... te empresto :g:
     
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