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Autor da Semana Aldous Huxley

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Spartaco, 18 Jan 2013.

  1. Spartaco

    Spartaco James West

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    Aldous Leonard Huxley
    (26/07/1894 - 22/11/1963)

    Trata-se de um dos grandes escritores ingleses; ficou mundialmente conhecido pelos seus romances, como Admirável Mundo Novo, mas também escreveu ensaios, editou a revista Oxford Poetry e publicou contos, poesias e literatura de viagem.

    Foi um entusiasta do uso responsável do LSD como catalisador dos processos mentais do indivíduo, em busca do ápice da condição humana e do maior desenvolvimento das suas potencialidades.


    Biografia

    Faziam parte da sua família os mais distintos membros da classe dominante inglesa; uma vasta elite intelectual. O seu avô era Thomas Henry Huxley, um grande biólogo defensor da teoria evolucionista de Charles Darwin, tendo desenvolvido o conceito agnóstico. A sua mãe era irmã da romancista Humphrey Ward.

    Estudou na aristocrática escola de Eton, que foi obrigado a abandonar aos dezesseis anos, devido a uma doença nos olhos que quase o cegou impedindo-o de continuar no curso de medicina. Mais tarde, ele recuperou visão suficiente para se formar com honra pela Universidade de Oxford, mas insuficiente para servir ao exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial. Em Oxford, teve o primeiro contacto com a literatura, conhecendo Lytton Strachey e Bertrand Russel. Também se tornou amigo de D. H. Lawrence.

    Em 1921, lançou Crome Yellow, o primeiro de uma série de romances e novelas que combinam diálogos emocionantes e um aparente ceticismo, com profundas considerações morais. Durante a década de 1920, Aldous Huxley conviveu com o grupo de Bloomsbury, do qual fazia parte artistas, intelectuais e escritores, como Virginia Woolf, e publicou mais de uma dezena de livros, entre os quais Contraponto, que obteve grande sucesso.

    Viveu a maior parte dos anos 20 na Itália fascista de Mussolini que inspirou parte dos sistemas autoritários retratados em suas obras.

    A obra-prima de Huxley, Admirável Mundo Novo (Brave New World), foi escrita durante quatro meses no ano de 1931. Os temas nela abordados remontam grande parte de suas preocupações ideológicas como a liberdade individual em detrimento ao autoritarismo do Estado.

    No ano de 1937 Aldous Huxley mudou-se para Los Angeles e em 1938, no auge da sua carreira, chegou a Hollywood, como um de seus mais bem remunerados roteiristas. Nessa fase, escreveu romances como Também o Cisne Morre (1939), O Tempo Pode Parar (1944) e O Macaco e a Essência (1948).

    O cinema para Huxley foi uma aventura tão fascinante quanto as suas descobertas e experiências com a mescalina, narradas em As portas da percepção (The Doors of Perception), de 1954, livro que exerceu certa influência sobre a cultura hippie que florescia, dando nome por exemplo à banda The Doors, embora o título seja oriundo de um verso de Blake. Os Beatles escolheram seu rosto entre algumas dezenas de grandes personalidades que figuram na capa do mais marcante álbum do quarteto, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Huxley, muito embora possuía preferências culturais e hábitos muitíssimo diversos do movimento hippie como um todo, abordava o universo dos psicoativos voltado à antropologia e à filosofia. Dois anos depois, viúvo, casou-se novamente e publicou Entre o céu e o inferno. Em 1962 o escritor lançou seu último romance, A Ilha.

    Nos últimos dias, impossibilitado de falar, Huxley escreveu um pedido à sua mulher para "LSD, 100 µg, intramuscular" (100 microgramas de LSD, aplicação intramuscular). Ela injetou uma dose às 11:45 da manhã e outra algumas horas depois. Ele morreu às 17:21 do dia 22 de novembro de 1963, aos 69 anos. As cinzas de Huxley foram enterradas no jazigo da família, no cemitério de Watts, uma vila perto de Guilford, Surrey, Inglaterra.

    A cobertura midiática a respeito de sua morte foi ofuscada pelo assassinato de John F. Kennedy, no mesmo dia, assim como a morte do autor irlandês C. S. Lewis. Essa coincidência foi a inspiração para Peter Kreeft no seu livro Between Heaven and Hell: A Dialog Somewhere Beyond Death with John F. Kennedy, C. S. Lewis, & Aldous Huxley.

    O único filho de Huxley, Matthew Huxley, é também um autor, professor, antropologista e proeminente epidemologista.

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    Obras publicadas


    • 1920 - Limbo, contos de estreia
    • 1921 - Crome Yellow (Cromo amarelo), romance
    • 1923 - Antic Hay (Ronda Grotesca), romance
    • 1926 - Two or Three Graces (Duas ou Três Graças), contos
    • 1928 - Point Counter Point (Contraponto), romance
    • 1932 - Brave New World (Admirável Mundo Novo), romance
    • 1936 – Eyeless in Gaza (Sem Olhos em Gaza), romance
    • 1937 - Ends and Means (Despertar do Mundo Novo), ensaios
    • 1939 – After Many Summers (Também o Cisne Morre), romance
    • 1941 – Grey Eminence (Eminência Parda), biografia romanceada
    • 1943 – The Art of Seeing (A arte de ver), ensaios
    • 1945 - Time Must Have a Stop (O Tempo Deve Parar), romance
    • 1946 – The Perennia Philosophy (A filosofia perene),ensaios
    • 1949 – Ape and Essence (O Macaco e a Essência), romance
    • 1952 – The Devils of Loudun (Os Demônios de Loudun), romance
    • 1954 – The Doors of Perception (As Portas da Percepção), ensaios
    • 1956 - Heaven and Hell (Céu e Inferno), ensaios
    • 1959 – Brave New World Revisited (Regresso ao Admirável Mundo Novo), ensaios
    • 1962 – Island (A Ilha), romance
    • 1978 – The Human Situation (A Situação Humana), ensaios

    Fonte: Wikipedia e educacao.uol.com.br/biografias/aldous-huxley.jhtm
     
    Última edição: 28 Jan 2014
    • Ótimo Ótimo x 5
  2. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Do Huxley eu só li o Admirável Mundo Novo... Foi um dos primeiros livros, digamos, de verdade que li. Adorei...

    Recentemente quase cheguei a ler O Contraponto. Só não comecei porque estava meio sem tempo, mas o livro já está engatilhado e tudo mais. Acho que, da obra do Huxley, esse é sem sombra de dúvidas o livro mais significativo dele para a contemporaneidade...

    Explico: ele foi, nas palavras de Massaud Moisés, o livro que iniciou a técnica de composição literária denominada "simultaneísmo". O simultaneísmo é aquele lance de narrar várias histórias ao mesmo tempo e ao longo de um romance, mas histórias que não se cruzam, histórias ditas incomunicáveis. Naturalmente, isso não quer dizer, como toda inovação literária, que o Huxley tirou isso da cartola do nada: na verdade, olhando mais a fundo, capítulos como o dos Rochedos Flutuantes no Ulysses já usavam essa técnica, isso para não incorrer em outros livros como O Cortiço, do brasileiro Aluísio Azevedo, que também se utilizavam embrionariamente da mesma técnica (conforme também nota o Massaud Moisés).

    E aí, né, nem preciso falar que o simultaneísmo é talvez a técnica mais utilizada na ficção contemporânea... Ou talvez uma das mais; ou talvez aquela que, em relação aos livros de escritores de maior êxito, é a que ganha uma exploração mais cuidadosa dos escritores. Até onde eu saiba, autores como Foster Wallace, Bolaño, Pynchon ou Jennifer Egan trabalharam essa forma de compor...
     
    • Gostei! Gostei! x 2
  3. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Ah, o Thomas Henry Huxley era avô dele? Eu vi ele (o avô) no filme Criação e suspeitei do parentesco por causa do sobrenome, mas só suspeitei.
     
  4. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Era uma família de gênios. Super-gênios, aliás. :lol:

    - - - Updated - - -

    Isso parece algo que se vê nos thrillers, mas geralmente as histórias se cruzam ou têm uma ligação direta entre si. Você consegue lembrar em qual livro o Massaud trata dessa questão, Mavericco? Fiquei interessado. :yep:
     
  5. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Foi na A Criação Literária -- Prosa I, em que ele trata do Conto, Novela e Romance.
     
    • Ótimo Ótimo x 1

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