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Aldous Huxley – Contraponto (1928)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por clandestini, 16 Fev 2009.

  1. clandestini

    clandestini Cylon ou

    [align=justify]Eu comprei por dois reais na feira do livro da minha cidade e comecei a ler só agora. Ainda estou nos primeiros capítulos e não tenho uma opinião formada sobre personagens ou idéias do livro. No entanto estou achando um pouco massante, uma leitura truncada. A edição que eu comprei também não ajuda, mas não posso exigir nada por dois reias, não é mesmo?

    'Contraponto' combina diversas histórias simultaneamente, apresentando o relacionamento de vários casais que se amam, mas não se comunicam, solitários em suas vidas movimentadas e febris.

    O livro é sobre idéias, e existe uma tentativa de Huxley em subverter a forma do romance, contando simultÂneamente a história de vários casais.[/align]
     
  2. Anica

    Anica Usuário

    Eu nunca li, só sei que o Erico Verissimo aprendeu a tal da "técnica do Contraponto" depois de traduzir esse livro. É a única referência que tenho sobre a obra até o momento (na verdade nem sabia qual era o enredo, hehe). Quando terminar conta mais para nós aqui, fiquei curiosa ^^

    (Achei na internet um trechinho da biografia do Erico que fala sobre isso:

    Fonte:
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    )
     
  3. walbher

    walbher Usuário

    Minha melhor amiga gosta muito desse livro - como eu confio no gosto dela eu nem perguntei a trama para quando eu for pedir emprestado no futuro - e está sempre com algumas citações dele na mente. Do Huxley, antes disso, eu só tinha ouvido falar de Admirável Mundo Novo. Se puder mostre sua edição para gente, Clandestini.
     
  4. clandestini

    clandestini Cylon ou

    [align=justify]
    Aqui estão as imagens da edição que eu tenho. Vale lembrar que eu a adquiri por R$ 2,00 na Feira do Livro da minha cidade (Cachoeirinha, RS).[/align]

    [align=center]
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    [/align]

    [align=justify]Para visualizá-las maior basta clicar na imagem.[/align]
     
  5. walbher

    walbher Usuário

    Poxa, que imagem de capa bonita! E é da Abril... Talvez, por ser mais antiga não havia um cuidado com os tradutores ou revisores e a obra tenha ficado truncada mesmo, mas talvez seja o jeito de escrever. Eu já vi num sebo uma versão capa-dura grossa e azul bem antiga(eu que sou alérgico não ousei abrir o livro) por uns 8 reais e também sei que tem nas livrarias uma versão da Ed.Globo que me pareceu boa, mas cara.

    Bom, quando terminar comente mais aqui! E obrigado pelas imagens.
     
  6. 30PorCento

    30PorCento Usuário

  7. clandestini

    clandestini Cylon ou

    A leitura está ficando mais fluida conforme acostumo com o estilo do autor (embora eu também já tivesse lido Admirável Mundo Novo e gostado, as narrativas diferem entre si em alguns pontos - não saberia descrever agora, pois fazem anos que li o Admirável...).
     
  8. Diego-

    Diego- Usuário

    Putz, curti demais essa capa. É a idéia é pegar daqui uns dias 1984 e Admirável Mundo Novo, por sinal se não me engano o Aldous foi professor do George Orwell, mundo pequeno, não?

    Valeu pela dica 30, pesquisarei sobre o tal Escher, porque não tenho nem idéia de quem seja. :oops:
     
  9. Ricardo87

    Ricardo87 Usuário

    Contraponto é, de longe, um dos melhores livros que já li, e certamente o que eu mais gostei do Huxley (dele, li também Admirável Mundo Novo, A Ilha, O Tempo Deve Parar, O Macaco e a Essência e Portas da Percepção). Embora não haja uma trama central, gostei muito do estilo de escrita e da forma como ele misturou a vida dos diversos personagens. Conseguiu, na minha opinião, atingir o objetivo a que se propunha, ou seja, fazer um paralelo entre a música e a literatura, variando temas e ritmos de narração (tem gente que vai achar isso masturbação mental, o que também passou por minha cabeça antes de ler a obra, mas acabei me convencendo de que a semelhança existe). Críticas já foram feitas no sentido de que cada personagem não seria realmente humano, mas apenas uma característica específica presente em cada um de nós (Walter Bidlake = fraqueza, submissão; Lucy Tantamount = luxúria e devassidão; Denis Burlap = hipocrisia, falsa espiritualidade; John Bidlake = sensualidade, superficialidade; Philip Quarles = inteligência, isolamento; Maurice Spandrel = negação, para citar apenas os principais). Creio, no entanto, que Huxley buscou isso propositadamente, para melhor explorar o gênero humano. No mais, ele sempre me pareceu um autor lúcido, consciente dos defeitos da burguesia inglesa da primeira metade do século XX, ambiente do qual ele fazia parte. As críticas ao refinamento excessivo, à superficialidade e à falsidade contidas nesse ambiente aristocrático são patentes e ácidas na obra, embora nunca se mostrem expressamente (vale lembrar que Huxley reconhecia também as qualidades de sua classe social, como o amor à arte). Enfim, me marcou também a personalidade de Mark Rampion - a unica pessoa satisfeita e feliz no livro - e suas críticas aos extremos, defendendo um equilíbrio delicado como condição da plenitude...

    Bom, puxei o saco do Huxley demais, reconheço, mas foi só por ter realmente gostado do livro...
     
  10. RodrigoF

    RodrigoF Usuário

    A técnica de escrita que o Huxley usa no livro é realmente impressionante, a forma como ele varia de uma história a outra, umas vezes mantendo o tema e outras modificando, mas seguindo o mesmo ritmo realmente lembra bem uma execução musical.

    Quando li o livro essa questão dos personagens serem caricaturais demais me incomodou um pouco, parece uma falha criar personagens tão monotemáticos, apesar de ficar claro que é a intenção do Huxley cobrir várias facetas do comportamento humano. De qualquer forma, é realmente um ótimo livro.

    Do Huxley eu li só Admirável Mundo Novo e Contraponto, sendo que achei este bastante superior.
     

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