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Ajuda para escrever um livro

oi galera, eu sou nova aqui então ainda estou meio perdida....
Bom eu estou escrevendo um livro que conta a estória de um mundo pós apocalíptico que hoje ao invés de países é constituído por 3 reinos que se encaixam na era medieval, só que eu não queria que ficasse incoerente na questão da linguagem, por isso vim pedir ajuda....
que tipo de linguagem eu devo usar?
talvez misturar um medieval com moderno??
desde já obrigado ....
 

Neoghoster Akira

Brandebuque
Pós apocalíptico (supondo que tenha havido uma era moderna com todos os problemas e gírias) só consigo imaginar versões pós-hecatombe de linguajar derivados dos idiomas que usamos atualmente. As formas antigas nunca teriam espaço na história por já estarem desaparecidas do mundo quando ocorre o apocalipse. Estariam extintas a séculos antes da história ocorrer. Logo, é possível usar sem problemas as palavras modernas, ficaria igual o desenho animado do bárbaro Thundarr dos anos 80s.

Mas alguns escritores não focam tanto assim quando fazem sci-fi de viagem no tempo para público infanto-juvenil. Nessas histórias os adolescentes chegam na corte do rei Arthur e todos falam 90% linguagem de cidade grande com exceção do povo antigo que fala sempre com uns arcaísmos e aqui e ali pra dar a impressão de que são velhos e tudo mais. Mas na maioria das vezes, mesmo em histórias famosas, nunca é uma recriação fiel e total do idioma daquela época (isso seria massante e apenas para especialistas). A preocupação é fluir de forma natural e cativar o leitor (um ponto bem mais difícil de se conseguir fazer, na minha humilde opinião como leitor).

Agora se seu apocalipse ocorre na era da idade média o pós-apocalipse teria idiomas todos derivados das velhas línguas, por exemplo, se na fundação da Britannia ou Hispannia caísse um meteoro ou algo assim.
 

Jhulha

Voltando a caverna
Se é um mundo pós apocalíptico, você tem que pensar como esta o repassar de conhecimento no seu mundo, se o nível educacional continuo excelente e foi esquecido, se todo mundo conhece uma língua única em cada reino manteve uma própria, é seu mundo quem define como a linguagem fica.
 

fcm

Guerreiro Solitário
do not feed the trolls bots
Game GIF by Gameforge
 

Béla van Tesma

I’m hoping to do some good in the world!
O que você quer dizer com reinos que "se encaixam na Idade Média"? Eles são medievalescos em termos de tecnologia ou algo assim?

Em que fase do desenvolvimento tecnológico deu-se o apocalipse e em que sentido isso fez com que a tecnologia regredisse?

E como, depois de um apocalipse, o mundo se reorganizou sob apenas três reinos?

Mais importante do que pensar em masturbação linguística pra evitar que o livro fique "incoerente" é pensar o plano de fundo histórico e sociológico desse mundo aí. A linguagem pode ser perfeitamente a nossa língua corrente de hoje, sem nenhum problema. Praticamente nenhum sci-fi futurista se preocupa com essa firula aí, e os que se ocupam disso (Laranja Mecânica, por exemplo, que imagina uma língua inglesa permeada de gírias vindas do russo), tratam essa questão como mero adorno.

E ademais: você teria condições, mesmo, de manusear um português medieval? Acho brabo.
 

Paganus

Judeu macumbeiro
Ainda mais importante do que esse briefing sociológico e histórico, está a questão metafísica.

Não, não tô falando de punhetagem pseudo-filosófica, mas de algo fundamental, que subjaz o texto. Primeiro, qual sua intenção em contar essa história?
Se a resposta é apenas para se divertir, e gerar entretenimento para o leitor, o mundo não precisa ser nem coerente, basta ser funcional e trabalhar bem dentro de uma estrutura ficcional e narrativa. Como fazer isso? Uma oportunidade boa seria fazer cursos de roteiro de cinema e teatro, de escrita criativa e formar teu repertório com leituras de histórias do gênero. Assim, você tem o mapa da mina para criar algo que funcione.
Agora se a resposta é diferente, se você tem algo a dizer com essa história, você vai precisar trazer essa temática ao centro da narrativa, e isso vai exigir que você baixe um pouco a bola com esse entusiasmo linguístico e de ser o deus do teu próprio mundo. Em certo sentido, a história vai ter de emular a história do nosso mundo real, os personagens terão que ser verossímeis, e você vai ter de trazer o mundo real ao mundo fictício. Talvez isso te desagrade pelas limitações que impõe, mas vai te livrar de ter que criar tudo do zero, lembre-se que uma língua não é apenas uma forma de comunicação, mas um elemento de identificação étnico, cultural, religioso (impensável pensar a língua fora de considerações espirituais e mágicas primárias), etc, você precisa criar todo um mundo ideológico e simbólico próprio para cada língua.

A segunda pergunta é se você tem condições de explicar esse mundo para além de sua Criação e possível Fim, em um sentido mitológico, mas se você pode criar e manter essa explicação como uma força narrativa dentro da própria história. Como fazer isso? Não tem jeito, só treino, treino e mais treino. E muita leitura.
 
O que você quer dizer com reinos que "se encaixam na Idade Média"? Eles são medievalescos em termos de tecnologia ou algo assim?

Em que fase do desenvolvimento tecnológico deu-se o apocalipse e em que sentido isso fez com que a tecnologia regredisse?

E como, depois de um apocalipse, o mundo se reorganizou sob apenas três reinos?

Mais importante do que pensar em masturbação linguística pra evitar que o livro fique "incoerente" é pensar o plano de fundo histórico e sociológico desse mundo aí. A linguagem pode ser perfeitamente a nossa língua corrente de hoje, sem nenhum problema. Praticamente nenhum sci-fi futurista se preocupa com essa firula aí, e os que se ocupam disso (Laranja Mecânica, por exemplo, que imagina uma língua inglesa permeada de gírias vindas do russo), tratam essa questão como mero adorno.

E ademais: você teria condições, mesmo, de manusear um português medieval? Acho brabo.
bom, eu pensei em fazer algo estilo 3 guerra mundial, cujo apocalipse ocorre no ano de 2022 com ataques das maiores potências mundiais que destroem o mundo todo.
 

Béla van Tesma

I’m hoping to do some good in the world!
Sim, entendo. Mas é preciso pensar de que maneira uma guerra seria capaz de nos levar de volta à Idade Média (?!)... O conhecimento tecnológico não se perde fácil, quando está fartamente registrado como hoje. Além de que seria pouco convincente tudo se organizar sob impérios gigantescos. Parece mais um retorno forçado a um cenário de sua preferência. Mas... tudo é possível; só precisa de explicações muito convincentes :dente:
 
Ainda mais importante do que esse briefing sociológico e histórico, está a questão metafísica.

Não, não tô falando de punhetagem pseudo-filosófica, mas de algo fundamental, que subjaz o texto. Primeiro, qual sua intenção em contar essa história?
Se a resposta é apenas para se divertir, e gerar entretenimento para o leitor, o mundo não precisa ser nem coerente, basta ser funcional e trabalhar bem dentro de uma estrutura ficcional e narrativa. Como fazer isso? Uma oportunidade boa seria fazer cursos de roteiro de cinema e teatro, de escrita criativa e formar teu repertório com leituras de histórias do gênero. Assim, você tem o mapa da mina para criar algo que funcione.
Agora se a resposta é diferente, se você tem algo a dizer com essa história, você vai precisar trazer essa temática ao centro da narrativa, e isso vai exigir que você baixe um pouco a bola com esse entusiasmo linguístico e de ser o deus do teu próprio mundo. Em certo sentido, a história vai ter de emular a história do nosso mundo real, os personagens terão que ser verossímeis, e você vai ter de trazer o mundo real ao mundo fictício. Talvez isso te desagrade pelas limitações que impõe, mas vai te livrar de ter que criar tudo do zero, lembre-se que uma língua não é apenas uma forma de comunicação, mas um elemento de identificação étnico, cultural, religioso (impensável pensar a língua fora de considerações espirituais e mágicas primárias), etc, você precisa criar todo um mundo ideológico e simbólico próprio para cada língua.

A segunda pergunta é se você tem condições de explicar esse mundo para além de sua Criação e possível Fim, em um sentido mitológico, mas se você pode criar e manter essa explicação como uma força narrativa dentro da própria história. Como fazer isso? Não tem jeito, só treino, treino e mais treino. E muita leitura.
cara, me ajudou de mais vey, valeu mesmo, eu venho construindo essa obra a alguns meses, já construí contexto, história dos personagem principais e secundários, eu só tava com uma trava linguística mesmo, muito obrigado....
 
Sim, entendo. Mas é preciso pensar de que maneira uma guerra seria capaz de nos levar de volta à Idade Média (?!)... O conhecimento tecnológico não se perde fácil, quando está fartamente registrado como hoje. Além de que seria pouco convincente tudo se organizar sob impérios gigantescos. Parece mais um retorno forçado a um cenário de sua preferência. Mas... tudo é possível; só precisa de explicações muito convincentes :dente:
sim, entendo, bom, eu vou dar uma reconstruída levando em conta tudo isso, muito obrigado:)
 

Fianna

PrapedirsilêncioeuBERRO,prafazerbarulhoeumesmofaço
Eu fiz um tópico grande aqui no Valinor para ajudar as pessoas a escrverem estórias, se chama "criando mundos novos" eu inda vou colocar outras coisas lá quando puder mas se você quiser pode dar uma olhada. 😉
oi galera, eu sou nova aqui então ainda estou meio perdida....
Bom eu estou escrevendo um livro que conta a estória de um mundo pós apocalíptico que hoje ao invés de países é constituído por 3 reinos que se encaixam na era medieval, só que eu não queria que ficasse incoerente na questão da linguagem, por isso vim pedir ajuda....
que tipo de linguagem eu devo usar?
talvez misturar um medieval com moderno??
desde já obrigado ....
 

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