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Adorina - Elfos em busca do caminho de volta

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Verônica de Thule, 21 Abr 2007.

  1. Saudações,
    Sou Verônica de Thule, já tive oportunidade de me apresentar e de conhecer a alguns dos Elfos e seres do Fórum.
    Este tópico é sobre o livro Adorina, o qual habito. A escritora levou à sério a idéia de “dar vida ao personagem”, deu bobeira e tomei-lhe a personalidade, então aqui estou falando de meu mundo. O mesmo fez meu amigo Jethro com o editor.

    Eu como Elfo vivo na quarta dimensão, onde não há tempo, e foi exasperante para nós nos adaptarmos ao padrão linear de tempo e espaço humano, fizemos o melhor possível, mas ainda assim o livro não está ordenado no modelo de começo, meio e fim. Os acontecimentos estão dispostos um atrás do outro, como exige a impressão gráfica, porém não há seqüência ou clímax, cada acontecimento é denso por si.

    O livro é dividido em três partes, de naturezas diferentes. São 400 páginas ( em letras pequenas).
    Os personagens somos nós Elfos, o mesmo grupo nas três partes.
    Eu, Verônica, sou a base espiritual do grupo, tendo vivido a maior parte de meu tempo entre humanos na China com Tao. Estou representada nos guerreiros de pedra como uma homenagem aos meus serviços prestados ao Imperador, como um dos melhores guerreiros que a China já viu, e escrevi o “Caminho Perfeito”em homenagem à minha companheira em uma de minhas vivências. Jethro é o líder do grupo, guerreiro por formação como todos, porém também com paixão pois essa é a sua natureza. Nas épocas em que viveu entre humanos sempre esteve na posição de Samurai. Tao é minha “alma gêmea”, literalmente, um andróide perfeito construído a partir de minhas próprias memórias, sendo viva, tem cidadania élfica garantida pelo Conselho de Éden, portanto, apesar de ser um andróide é também um Elfo. Alek é minha segunda Andróide, na forma de uma esfera cristalina, um A36, equipamento que todos os Elfos recebem quando se formam na academia. Os poucos humanos que viram um A36 chamaram-lhe de “Santo Graal” , para nós é apenas Graal, nosso principal instrumento pessoal. Alek é um A36, e se implanta nos cérebros do corpo que escolho para auxiliar com as incompatibilidades e diferenças dos sistemas biológicos do corpo élfico e do corpo hospedeiro, uma vez que ficam entrelaçados. Mardock é o especialista em Telecomunicações, é um mago no assunto, o seu trabalho é vital para o grupo. RûR é o uma espécie de lobisomem, apesar de ser um cão e não um lobo, lobisomem seria a melhor imagem para que possam compreende-lo, é enorme, de pelo negro e grosso, olhos vermelhos e aparência aterradora. Foi um presente de Lúcifer para mim, veio da matilha que guarda as portas dos infernos. É meu amigo e meu amante, assim como todos no grupo, mas meu coração se derrete especialmente por RûR, sua lealdade e amizade não tem limites, bem como a minha para com ele.
    Tenho também dois dragões, Marte e Aileen, criei-os a partir de uma seqüência genética que foi presente de um dragão, portanto são por assim dizer meus filhos.
    Existem muitos, muitos outros personagens, não há espaço para todos nesta introdução.


    O livro onde estamos descritos corrobora com a teoria de que os seres humanos foram trazidos ao planeta por extraterrestres ( no caso os Elfos), e contamos a aventura de como isso aconteceu.
    Apresentamos o problema que houve na galáxia demandando a criação de um novo planeta para abrigar os homens envolvidos no acidente, os problemas diplomáticos envolvidos, incluindo o resgate desses homens das garras do grupo que desejava destruí-los e impedi-los de ter uma nova chance em Gaia ( aqui).
    Utilizando-nos do conhecimento em eletrônica, ciências e telecomunicações da autora e editor conseguimos traduzir para o vocabulário humano uma parte compreensível de nossa tecnologia para demonstrar a viabilidade de tudo o que contamos a vocês, inclusive com as descrições de construção e funcionamento das naves.
    É um Gênesis reescrito, detalhado e desvendado.
    Nós que aqui ficamos para participar dos cuidados com a criação dos novos humanos alguns milênios depois misturamo-nos geneticamente a eles para sermos remontados a cada mil anos.
    Uma das parte do livro se passa no tempo presente, mostrando a busca do Conselho Élfico pelos guerreiros que aqui ficaram, e após o encontro destes o trabalho de recuperação das memórias, onde os Gnomos devolvem aos Elfos seus conhecimentos através de fundamentos de alquimia.
    Nesta parte o leitor pode redescobrir a si mesmo ( e à sua parcela élfica) junto com o personagem, nós. O texto repensa o mundo e a metafísica, e questiona os valores básicos da sociedade, inclusive a existência de deus, da alma, usos e costumes, comportamentos, educação de crianças, cadeia alimentar e por aí afora, levando o leitor a pensar em seu mundo de uma visão externa – a visão de Elfos e Gnomos observando a Criação.
    A terceira parte ( não nessa ordem) mostra a reação do Elfo desperto, eu Verônica, e os seus conflitos internos quando ele, que até então vivia como humano, começa a perceber que a vida é muito maior do que aquilo que via e que lhe foi contado. Isso gera dificuldades enormes, mostra também o processo de adaptação ao grupo, inclusive a experimentação de seu novo mundo e relacionamento com os novos amantes, incluindo muitos aliens e elementais que por lá passam para ver o novo Elfo desperto, acontecimento único a cada milênio.
    Essa parte mostra também alguns encontros desse Elfo com seus descendentes no futuro, que vêm contar a ele como será o futuro do planeta.
    O livro é recheado de alienígenas, de ciência e de alquimia, tudo escrito com base nos rudimentos de conhecimentos da civilização humana, científica ou ocultista.
    Tudo acontece enquanto o grupo é perseguido pelo inimigo original, que tentou impedir a chegada dos humanos em Gaia, e agora tenta impedir a partida dos Elfos.
    Essa é a trama central, tem muitas outras tramas secundárias, que fazem desse livro, apesar de extenso e denso, apenas o começo da história.
    Apesar do teor complexo o livro é escrito em linguagem simples, leve, atormentamos muito a autora para que assim fosse, nós Elfos de Éden sempre prezamos a simplicidade.

    Segue um trecho do prefácio para demonstrar o estilo de escrita do livro:

    “Este livro foi uma surpresa.

    Quando pedi aos Gnomos para me contarem suas estórias pensei que iriam falar sobre casinhas nas raízes das árvores, em florestas e embaixo de cogumelos, mas quando começaram a falar percebi que o que diziam era maravilhoso e estava muito, muito além das estórias de Gnomos que eu imaginava. Ouvi então com mais atenção e decidi escrever para que outras pessoas pudessem ser tocadas pelas palavras dos Gnomos também.

    Anotei tudo o que me falavam e nessas anotações havia mais do que estórias. Não eram conceitos profundos nem tampouco elaborados, mas removiam dos meus olhos uma venda. Conforme eu lia e compreendia, a venda se transformou em um par de óculos escuros, onde estavam desenhadas formas e figuras, imagens que se propagavam através de meu pensamento e me induziam a acreditar que existiam.

    Quando reli as primeiras páginas de minhas anotações os óculos foram removidos, ou melhor dizendo, eu os tirei e me dei conta de que o que era real aparecia como um pano de fundo das imagens que estavam gravadas nas lentes obscurecidas, e às vezes a realidade se perdia por entre os detalhes tal o número de imagens e figuras do meu antigo par de óculos, então, como quem toma uma peça de adorno com curiosidade para saber de onde veio, olhei para a etiqueta do objeto, para a sua marca, e estava escrito em letras miúdas:


    Produzido pela metafísica humana.

    Feito para levar os humanos à servidão cega.





    Deixei os óculos sobre a mesa e vi a realidade sem eles. Eu estava desperta.

    A sensação de despertar é algo que não se pode partilhar com quem dorme, por isso decidi na minha solidão colocar-me na desagradável função de arrancar as vendas e os óculos de meus amigos. Fazendo isso fui chamada de arrogante, de chata, de todos os nomes que alguém dá para a pessoa que acaba de acordá-la de um sonho agradável. Alguns acordavam e acreditavam estar dormindo, a realidade que viam lhes parecia um pesadelo, por isso tiravam os óculos de minha mão e os vestiam de novo para continuar a dormir. Outros olhavam para aquele mundo que brilha muito, que ofusca, sem poder entender o que viam, e recolocavam os seus óculos para poder obscurecer a luz e continuar vivendo confortavelmente seu sonho. Um terceiro grupo, quando eu removia-lhes a venda ou os óculos reagiam como alguém que sai do fundo de uma caverna escura, onde estava desde o início de sua existência. A luz da realidade os cegava, eles não saberiam viver neste mundo, acostumados que estavam a viver nas trevas e a reconhecer nas sombras os seus guias, e a deixarem-se levar por eles. A realidade que era mostrada ao olho nu não tinha guias. Continuaram cegos, o contraste foi muito grande, eram cegos no escuro e seriam cegos na luz também, nem vendas, nem óculos para eles serviriam uma vez que já não enxergavam mais.


    ۞


    A sensação de estar sem os óculos era a mesma de alguém que, depois de escrever muitas cartas, depois de se comportar da maneira que dizem para se comportar, com a certeza de estar sendo observada porque dizem estar sendo observada, chega ao seu julgamento esperando ser bem avaliada por seu juiz, e sabendo ter seguido à risca todas as regras que lhe impuseram espera que o juiz tenha lido a sua petição e entendido.

    Quando decide conversar com o juiz descobre que ele não é o Papai Noel, mas seu pai ou sua mãe. Cai então a venda de seus olhos e entende que havia sido induzida e porque não dizer enganada a seguir regras, tradições e costumes e a sacrificar-se para obter um benefício daqueles que por serem seus genitores deveriam amá-la sem condições. Segue de volta ao leito com a certeza de que Papai Noel não existe e dalí por diante descobre que o mundo, ainda quando na tentativa de fazer-lhe bem, prega-lhe peças. Sobre essas peças que o mundo nos prega e com a mesma alegria de quem descobre que o Papai Noel não existe foi que resolvi anotar algumas das estórias que os Gnomos me contaram, e assim nasceu este livro.

    Primeiro vem o despertar, depois o encontro com a realidade e no fim as razões e os motivos de quem me colocou para dormir e sonhar com coisas que não existem, e mudar meu comportamento ao ponto de me deixar viver com o “Pânico”, por vezes acompanhada do “Terror” e na maior parte do tempo seguida de perto pelo “Medo” ( os três Andróides da Morte).

    Este livro é sobre tudo, menos sobre metafísica, a metafísica acaba aqui, e com ela todas as lendas, os mistérios, os monstros, o folclore e, porque não dizer, a alma humana.

    Este livro é sobre realidade. Compartilho com você para que possa ter a opção, como eu tenho, de escolher entre colocar a venda e ficar cego, ou colocar os óculos escuros para atenuar a luz, ou olhar a realidade como ela é.

    Assim disse-me o Gnomo Violeta Sombrio.”

    Mais informações podem ser encontradas no blog:


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  2. Jethro de Loxlok

    Jethro de Loxlok Usuário

    Olá Verônica!
    Que bom que colocou o Adorina por aqui.
    Acho que vão gostar.
    Quando TAO vai voltar?
    Bjs.
    Jethro de LoxLok
    Piloto e Alquimista Élfico
     
  3. Edrahil

    Edrahil Usuário

    Acho que colocarei na lista LSL (Livros a Serem Lidos).
     
  4. Malaman

    Malaman Passion, what else?

    0.0 parece bastante bacana este livro.
    Nunca ouvi falar, mas vou ver numa biblioteca para ver se consigo pegar ele e aí dar uma vista de olhgos completa.
    Acchei bastante interessante este topico aqui.
    *yams*
     
  5. Olá Gaara,
    Dificilmente você vai encontrar esse livro em uma biblioteca, foi lançado há menos de um mês. Estou disposta a doar um exemplar à Valinor, para leitura pelos membros do Forum, assim cada um lê e depois de terminar envia para o outro. Com justiça por ter sido o primeiro interessando eu enviaria primeiro ao Edrahil, a segunda interessada foi você, então ele te enviaria depois de terminar, mas não sei como isso poderia ser organizado ou se contraria as regras do Forum. Se alguém tiver uma idéia de como pode ser organizado é só me avisar e envio o livro, sem custo nenhum.

    Abraços,
    Verônica de Thule
     
  6. Pandatur

    Pandatur Usuário

    Verônica, emprestar livros não é contra as regras não, claro que não. Sobre doar um exemplar à Valinor, é uma idéia interessante, mas o complicado seria a logística dos "empréstimos", coisa que seria de responsabilidade dos usuários interessados. Enfim, isso tem que ser visto principalmente com os admins. Uma idéia também, seria doar um exemplar e a Valinor realizar um sorteio.
     

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