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Abolição da "Ablação" no Egito

Tópico em 'Atualidades e Generalidades' iniciado por Regente, 3 Ago 2005.

  1. Regente

    Regente Serenity Painted Death

    Estava vendo isso na internet e eu nem sabia da sua existência;

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    Egito faz acordo histórico para combater a ablação do clitóris

    Por Antonio Jara Cairo, 31 jul
    fonte: (EFE)

    As meninas que vivem hoje em dia na aldeia de Benban (Egito) serão as primeiras a não passar pelo processo de ablação do clitóris graças um acordo histórico em que seus habitantes se comprometeram a pôr fim a esta prática tradicional.

    Assinado por cristãos e muçulmanos, o acordo chamado "A Menina de Benban" permitirá que as meninas desta aldeia, que fica a mil quilômetros ao sul do Cairo, se livrem de um destino pelo qual passam 90% das egípcias.

    Apesar de ser oficialmente proibida há uma década, a maioria dos egípcios defende a ablação do clitóris para frear o desejo sexual feminino e garantir a honra e a fidelidade da mulher a seu esposo.

    Muna Amin, coordenadora do "Projeto Nacional de Luta contra a Ablação" disse à EFE que, no Egito, a ablação é praticada em meninas de oito a doze anos e que o grau de extirpação do clitóris varia de uma província para outra, já que em Assuã se pratica "a sudanesa", mutilando não só o clitóris mas parte dos grandes lábios.

    Após a assinatura do histórico acordo de Benban, o governador de Assuã ameaçou destituir os médicos que realizarem a ablação, explicou à EFE a secretária geral do Conselho Nacional da Infância e a Maternidade (CNIM), Muchira Khatab.

    O problema é que várias operações de ablação são praticadas por barbeiros e parteiras, que respondem à demanda de uma população que não só desobedece a proibição do Governo, mas prefere não ouvir a opinião de xeques muçulmanos de que a ablação não é uma obrigação religiosa.

    "O acontecido em Benban é relevante porque marca o fim do tabu de falar publicamente da ablação no Alto Egito, habitado por uma sociedade presa a costumes e tradições que repudia quem não as cumpre", disse Khatab.

    "Os habitantes do sul do Egito começaram a entender que a ablação do clitóris é prejudicial, desnecessária do ponto de vista sanitário e que não é exigida pelas religiões muçulmana e cristã", comentou.

    De fato, a assinatura do acordo de "A Menina de Benban" contou com a presença de clérigos muçulmanos e cristãos, assim como do representante no Egito do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD).

    "Até o fim do ano, esperamos que outras 11 aldeias, das 120 que inclui nossa campanha de conscientização, anunciem publicamente a rejeição à ablação", disse Khatab, que também é vice-presidente da Comissão de Direitos da Infância da ONU, com sede em Genebra.

    A ablação é praticada em 28 países africanos, tanto de tradição cristã como muçulmana ou animista, e é um fenômeno não comum em países muçulmanos tão fechados como Afeganistão ou Arábia Saudita.

    Segundo especialistas do CNIM, a ablação não é uma prática faraônica ou religiosa, como alguns acham, mas um costume africano muito antigo que data de antes do Judaísmo.

    É provável que tenha sido introduzida no Egito com a invasão dos etíopes na época da XXV dinastia faraônica, que governou o Egito entre 736 e 657 a.C.

    Egito, Sudão, Somália, Djibuti e Iêmen (embora neste último só entre 10% e 29%) são os únicos países árabes onde se amputa o clitóris.
     

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