1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

A Vida Secreta do Senhor de Musashi (Junichiro Tanizaki)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 29 Jun 2011.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Junichiro Tanizaki (1886-1965) é um dos escritores japoneses mais bem divulgados aqui no Brasil. Tem cerca de dez obras traduzidas diretamente da língua original, representando suas diversas fases. Há representantes de suas obras iniciais, fortemente marcadas pelo contato com a literatura ocidental moderna (foi leitor e tradutor de Poe, Stendhal e Oscar Wilde), como aparece, por exemplo, em “A tatuagem” (1910), no qual uma mulher exibe um comportamento erótico voraz e sado-masoquista depois de ter uma enorme aranha desenhada em suas costas. Aqui também poderíamos lembrar Amor Insensato (1924) e Voragem (1930). Passa para um segundo momento em que há uma recuperação da cultura japonesa mais tradicional, em que os personagens principais são o teatro de bonecos Bunraku, os instrumentos musicais de corda como o koto e o shamisen ou ainda a vegetação e a culinária chinesa. Nessa fase podemos localizar o Há quem prefira as urtigas (1929), As irmãs Makioka (1948) e o ensaio Em louvor da sombra (1933). Por último temos uma fase adulta, na qual os elementos eróticos da juventude são retomados justapostos com uma espécie de senilidade marcante de seus personagens, como aparecem em A Chave (1956) ou Diário de um Velho Louco (1961). Essas divisões cronológicas são, é claro, bastante artificiais: elementos descritivos como de uma ou de outra fase vão e voltam por toda a obra. Prova maior disso está no recentemente traduzido A Vida Secreta do Senhor de Musashi, publicado originalmente em 1935.

    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

     

Compartilhar