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A Viagem do Elefante (José Saramago)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Anica, 10 Nov 2008.

  1. Anica

    Anica Usuário

    Ninguém abriu tópico então acho que é porque ainda ninguém leu, enfim, se alguém conferir o último do Saramago, por favor, venha compartilhar opinião aqui conosco :tchauzim:

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    .
     
  2. alrob

    alrob Usuário

    Uma resposta off-topic (Sorry, :calado:), mas é uma curiosidade: Os livros de Saramago são "traduzidos" para português-brasileiro tal qual acontece com livros lançados na Inglaterra e lançados nos USA?
     
  3. Paulo

    Paulo Cabeça de Teia

    Não. E o contrário, penso eu, seria um absurdo.

    As edições da Cia. das Letras abrem com o seguinte aviso: "Por desejo do autor, foi mantida a ortografia vigente em Portugal."
     
  4. LucasCF

    LucasCF Usuário

    Eu ganhei no natal, mas não comecei ainda. Nunca li nada dele. :D
    Vamos ver.
     
  5. Anica

    Anica Usuário

    Alguém aqui do Meia já leu e já tem alguma opinião sobre a obra? Não é possível que o livro esteja há semanas na lista dos mais vendidos e ninguém aqui ainda tenha lido o_O
     
  6. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    a preguiça em gastar e a lista de outras obras q já tenho em casa estão me impedindo de ler o mais novo do saramago, apesar de eu ser fãzão dele. mas já sei q tem ebook dele disponivel na net, então nesse mês eu baixo, leio e comento aqui.
     
  7. Daniel Cowman

    Daniel Cowman Usuário

    Ganhei de natal... mas esotu ainda atualizando umas coisas.

    Gosto de ler outros livros de autores diferentes, dificilmente faço um momento só para um autor.
    Mas será meu próximo livro do Saramago
     
  8. Ramalokion

    Ramalokion Mecha-de-Folha

    Estou lendo. Até agora posso dizer que é um Saramago legítimo!

    Mas volto pra comentar qdo acabar!
     
  9. Bagrong

    Bagrong RaG

    Esse livro também está na minha wishlist de 2009, com certeza. Btw, também teria comprado na livraria cultura, se tivesse dinheiro. ¬¬

    Esperarei pela resenha dos colegas meiapalavreanos. =)
     
  10. imported_Wilson

    imported_Wilson Please understand...

    Minha mãe ganhou esse livro de natal, mas só começou a ler agora... to só esperando ela terminar pra pegar pra mim XD
     
  11. LucasCF

    LucasCF Usuário

    Estou lendo. É difícil me acostumar. Deve ser porque nunca li Saramago :D
     
  12. Marcileia

    Marcileia Usuário

    Eu comprei e chegou essa semana, assim que começar a ler e ter as primeiras opiniões eu posto aqui. Vai ser uma leitura especial, afinal é o primeiro livro de Saramago que lerei.
     
  13. LucasCF

    LucasCF Usuário

    É o mesmo caso que eu. Estranhou como eu?
     
  14. Leonardo Pastor

    Leonardo Pastor Usuário

    Li ano passado.
    É realmente muito bom, como eu esperava. Lembra um pouco "Memorial do Convento", apesar de não ter nenhuma personagem forte como Blimunda, por exemplo. De qualquer forma, a história do elefante Salomão (ou Solimão?) me encantou.

    Engraçado é que Saramago classificou "A Viagem do Elefante" como sendo um conto, apesar de possuir mais de 250 páginas. Vale a pena a leitura!
     
  15. LucasCF

    LucasCF Usuário

    Como ocorre em outros livros seus, o narrador de “A viagem do elefante” incorpora diversos pensamentos e vozes dos quais muitas vezes se distancia em seguida, pela via da ironia ou da contraposição. Desse deslizamento discursivo do narrador podemos inferir um ceticismo perene do autor?

    JOSÉ SARAMAGO: Sou realmente um céptico que precisa sempre de ver o que se oculta por trás da aparência das coisas. Das coisas, das palavras e de quem as diz. É um cepticismo em geral bem humorado, mas nem por isso menos implacável.Vivemos numa permanente comédia de enganos que é preciso desmontar continuamente.

    Por que o senhor se interessou pela história da viagem desse elefante de Lisboa a Viena, e como conjugou em sua narrativa criação e pesquisa histórica?

    SARAMAGO: A pesquisa histórica foi muito limitada. Os dados referentes ao elefante propriamente dito são pouquíssimos, o que me permite dizer que 95% do que relato é pura invenção. Se me tivesse reduzido ao que é comprovadamente histórico, três parágrafos teriam bastado. Para alguma coisa serve a imaginação.

    Numa nota prévia à narrativa, o senhor menciona o papel dos “ignotos fados” no surgimento desse livro, e a própria história contada tem muito de improvável. O senhor diria que um sentimento de perplexidade diante da vida está entre suas motivações de escritor?

    SARAMAGO: Por outras palavras: olhar as coisas como se fosse a primeira vez. A perplexidade pode ser paralisadora, precisamente o contrário do que procuro traduzir: o movimento do mundo, a mudança constante, o caos, de alguma maneira.

    Alguns críticos têm observado uma tendência ensaística em seus livros recentes. O senhor de fato pretende que suas histórias transmitam algo de suas idéias ao leitor? E já imaginou alguma vez passar da ficção ao ensaio?

    SARAMAGO: Não prevejo essa passagem. Sinto-me bem como romancista. A presença constante do ensaio na minha ficção é administrada com rigor, pelo menos assim o creio, para que não ocorram invasões arbitrárias no território por excelência da reflexão que é o ensaio. Mas essa prudência nunca me impediu de aproveitar o domínio da ficção para exprimir o que penso. Além disso, em minha opinião, o romance deixou de ser um género para se transformar num espaço literário aonde tudo pode e deve confluir. Até a filosofia.

    Apesar da extensão da história, o senhor preferiu chamar a este livro “conto”, em vez de “romance”. Vários escritores já discutiram as diferenças entre os dois. Poderia explicar como as entende?

    SARAMAGO: Chamei-lhe conto por faltarem à história praticamente todos os ingredientes que caracterizam o romance, mas nunca tive a esperança de que a designação fosse adoptada. No fundo, é bastante indiferente, não demos mais voltas ao assunto.

    Durante o tempo em que escrevia “A viagem do elefante”, o senhor esteve gravemente doente. Este abatimento não se percebe no livro, porém. Foi necessário algum esforço para manter o humor de sua escrita? O senhor pensava às vezes que não conseguiria terminar o livro?

    SARAMAGO: Pensar que poderia não terminar o livro, pensei. Quanto ao humor, não tive de fazer qualquer esforço para o manter na escrita. Embora seja incapaz de fazer rir as pessoas com uma piada (primeiro embalsamo a piada e depois conto-a com o mais triste dos resultados), sou consciente de que a página do livro é o lugar onde posso soltar-me sem qualquer limitação.

    O senhor criou recentemente um blog. Quais são seus planos para ele? É leitor assíduo de alguma página da internet?

    SARAMAGO: Não tenho planos a médio ou a longo prazo. Veremos quanto tempo durará. A minha relação com internet limita-se à página da Fundação que criámos. Não tenho tempo para mais.

    A imagem do seu emocionado cumprimento a Fernando Meirelles após a exibição da adaptação de “Ensaio sobre a cegueira” foi vista por milhões de pessoas na internet. O que o comoveu tanto no filme? O senhor ainda gostaria de ver outros livros seus adaptados?

    SARAMAGO: Comoveu-me, em primeiro lugar, o respeito demonstrado por Fernando Meirelles na adaptação do livro, e depois a força de imagens que dão um sentido novo ou um sentido ampliado a situações descritas com palavras. E, finalmente, a delicadeza com que Fernando tratou um assunto tão espinhoso.

    Como é o Saramago leitor? Há obras importantes para o senhor a ponto de dizer que seria um desperdício não tê-las lido? Pergunta enviada pelo leitor Kelner de Aguiar Silva

    SARAMAGO: O leitor Saramago é um leitor como qualquer outro. Entusiasma-se, apaixona-se, boceja. Antes, fosse qual fosse o livro, lia-o até ao fim. Agora tenho a coragem de pô-lo de lado se não estiver a gostar. Quanto à outra pergunta, quem seria eu se não tivesse lido Kafka?

    Como, geralmente, o senhor se prepara para escrever um livro, como é a sua rotina — se é que existe uma — quando está escrevendo e como é a sua relação com o que escreve? É igual a Clarice Lispector, que depois que terminava de escrever um livro, não mais o relia sabendo que não aprovaria tudo o que escreveu e sempre iria querer fazer alterações? Pergunta enviada pela leitora Clarissa Pains Silva

    SARAMAGO: Creio que devem ser poucos os escritores que cultivam a auto-leitura. Nunca voltei a um livro que tivesse escrito para o ler na totalidade. Pode acontecer ter de ler uma passagem em particular, mas nunca mais do que isso.



    http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/post.asp?cod_post=137086





    Gostei da entrevista que ele deu sobre o livro. Estou na página 50, já me acostumei com o estilo e para falar a verdade, estou adorando a falta de pontuação e as ', maíuscula' para fala. :P O livro é muito bom, estou ansioso para acabar.
     
  16. Ramalokion

    Ramalokion Mecha-de-Folha

    Poutz tinha esquecido de voltar aqui pra comentar!

    Bom como eu tinah dito é um Saramgo legítimo, tudo o qeu vc quer de uma história do velho vc acha lá: ironia fina, reflexões filosóficas permeadas com bom humor, etc...

    Agora eu acho que entendi pq ele chamou de "conto" ao invés de "romance": a história não se aprofunda como em Evangelho Segundo JC ou nos 2 Ensaios, apesar do número de páginas em si. É algo mais leve, uma espécie de superficialidade que satisfaz o leitor contumaz e o esporádico.

    Pode ser uma boa pedida como apresentação ao estilo do Velho junto com minha querida Intermitências.
     
  17. Marcileia

    Marcileia Usuário

    Um livro ótimo, uma bela história, sem ser pesado, chato. É o primeiro livro de Saramago que leio, mas já me acostumei com o estilo de escrita dele.
    O que mais chama a atenção nesse livro são as frases/passagens maravilhosas que contém. O cornaca (cuidador do elefante) é um personagem ímpar, roubando a cena diversas vezes. Outro ponto que também chama a atenção é que o autor "fala" com o leitor, explicando frases, diferenças entre sistemas métricos, algo que prende o livro.
    Ainda não terminei, mas com certeza esse livro tem tudo para entrar para a lista de livros preferidos. :winner:
     

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