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A Última Mensagem

Tópico em 'Clube dos Bardos' iniciado por Tornac', 15 Jun 2009.

  1. Tornac'

    Tornac' Usuário

    Esta história foi inicialmente baseada em uma partida de RPG no cenário Complexo Alfa, mais especificamente Paranóia RPG.É algo um tanto estranho, mas foi o que fiz no horário livre.Tem uma pequena incoerência na história, espero que não percebam :rofl:

    A Última Mensagem

    Abri o jornal e não consegui acreditar no que vi, embora estivesse sonolento, e tateasse freneticamente os meus óculos ante a penumbra monocromática de meu quarto.A vista rapidamente ajustou-se, e então li a noticia com altas doses de amargor, lendo as linhas lentamente, em um frenesi infindável.Não podia ser verdade!
    Creio que seja imprescindível contar-lhe, primeiro, em que ano estou, e como as coisas por aqui funcionam, para depois contar-lhe a diabólica e derradeira aventura da minha vida; pois então digo-lhe que estou no Complexo Alfa, ano 6222, e é nesta era, fadada à escravidão dos homens, que eu envio-lhe esta mensagem.
    Contar-lhe-ei um pouco da história dos homens, e como ela transcorreu ao longo da história, uma história amarga e complicada, embora ela seja fruto do que agora vive sobre a Terra.Pois não é você que está no ano 2009?Envio-lhe esta mensagem, para fadar-lhe o que há de vir, de alguma forma ou de outra.
    No ano 2480 os recursos naturais do planeta Terra exauriram-se, trazendo uma desgraça cujo limite era um abismo eterno; e por um longo tempo foi árduo pisar sobre aquele planeta, a Terra, pois o aquecimento global havia devastado as áreas mais verdejantes e lindas daquelas planícies remotas, que agora nada mais são do que ermos quentes, tão quentes que é impossível pisar na Amazônia, muito menos no deserto do Saara.
    Foi assim que os homens sentiram a necessidade de estender seus domínios para outros planetas, estrelas, galáxias, desbravando a vastidão do universo, que por um longo tempo foi desconhecida.
    A tecnologia avançou em níveis até então inimagináveis, atingindo o ápice da inteligência, construindo máquinas projetadas para serviços domésticos, auxiliando na produção de naves espaciais, contribuindo para o desenvolvimento da procura de água, energia, armas, instalações, sempre obedecendo às condições impostas pelos homens.Mas um dia isso mudou.
    Houveram muitos robôs defeituosos, muitos mecanismos mal projetados, máquinas quebradas, e que não possuíam concerto; tais eram jogados no Grande Lixão, onde tudo era sugado para uma monstruosa máquina de quarenta metros de largura, que de um lado sugava essas máquinas defeituosas, e, do outro, cuspia-as em pequenos pedaços de lata velha, que posteriormente eram queimados.Tudo perdia-se, nada voltava à vida.
    Em uma noite, um vírus chamado Alfa invadiu a rede dos computadores que manipulava qualquer robô do planeta; daquele dia em diante as máquinas possuíram sentimentos, e seus corações encheram-se de um instinto de rebelião. E um exército absurdamente grande marchou para as sombras do norte, onde é frio, ao longo do Estreito da Mancha Vermelha, uma passagem rochosa extremamente alta.Lá, fortificaram-se, consumindo os recursos daquele ambiente, em prol de seu desenvolvimento.Máquinas e robôs conviviam naquele forno metálico, e a derradeira rebelião ocorreu; os robôs não gostavam de fazer serviços aos homens, e serem constantemente rejeitados pelos mesmos, sem sentimentos, como uma rosa murchada.Assim deu-se início à guerra.
    Em pouco tempo tudo havia sido controlado pelas máquinas.O vírus Alfa construiu, ao longo de mil anos de repressão, uma instalação chamada Complexo Alfa.Não há como descrevê-la, pois ela nada mais é do que o dobro de meus precários adjetivos; ela é uma cidade subterrânea que abriga os homens, que agora perderam a guerra, e servem às máquinas.Seus desejos são cumpridos, embora com amargor, e são tratados como ratos, sujos, desprezíveis.
    O Complexo Alfa é uma inexpugnável fortaleza robótica, onde cada homem e cada mulher dorme em um quarto, atapetado e ladrilhado com peças metálicas, reluzentes, repleto de botões vermelhos ao longo das paredes; portas só se abrem quando Alfa, o vírus, quer que ela abra, e se algum homem ou mulher dentro do Complexo Alfa diz que está insatisfeito com sua vida, ou simplesmente aquele lugar é ruim – ele é queimado vivo, e posteriormente levado para o Grande Lixão.
    Estava em um domingo caloroso, quando abri o jornal, após dormir na desconfortável cama metálica de meu dormitório, e não consegui acreditar no que vi – Havia uma recompensa de dezenove mil moedas de prata pela minha cabeça, e a razão do anúncio era “Prisioneiro do Complexo furta duas maçãs e aproxima-se de uma mulher!”
    É claro que eu não havia-lhe contado toda a história do nosso planeta, como disse-lhe no início.Mas é óbvio que aqui existem certas regras, impostas pelo vírus Alfa; e quem as desobedece é queimado vivo, e depois vai para o Grande Lixão.Ah, e a mais inconcebível das regras, a pior de todas: homens só vão ao banheiro terças e quintas, ao passo que as mulheres apenas vão ao banheiro às segundas e quartas.
    Naquele dia, pensei em fugir.Ao ver o anúncio no jornal, não restavam dúvidas que um par de sentinelas comandadas pelo vírus Alfa iriam levar-me até à presença do vírus, para lá ser julgado.Eu sabia que aquele anúncio era uma estupidez, e que o computador apenas queria divertir-se um pouco.Mas não é nada divertido fugir dele, muito mais de seus servos robóticos.
    A pior coisa que aconteceu na minha vida, aconteceu naquele instante.Queria fugir, mas uma coisa impediu-me, a pior coisa de minha vida: deu vontade de ir ao banheiro.Mas era sábado, e ninguém podia acessá-lo.Teria que entrar escondido, por entre uma porta secreta que meu companheiro Ptekos havia me mostrado.
    Então sai de meu dormitório, embora cauteloso, e em silêncio.Era madrugada.Em breve uma buzina estridente soaria ante a noite, crianças se agitariam, eles me pegariam, e em poucas horas tudo seria encerrado.Mas antes precisava ir ao banheiro, e era em tudo que pensava.
    Andando quase quinze quilômetros em silêncio, apertado, sufocado e já quase desmaiando, cheguei ao banheiro.Por mais surpreendente que pudesse ser, encontrei Ptekos, meu amigo de infância, no banheiro.Já lhe havia contado sobre ele, não?
    Pois então lá estava ele, e sussurrou-me:
    – Ei, Kalak, você também tá apertado?
    – É claro! Você viu o jornal? Estão oferecendo dezenove mil pratas pela minha cabeça, só porque havia me aproximado da Joana, aquela linda moça..Seus cabelos..Olhos...
    – Humm.. – disse ele, agora com uma voz mais baixa ainda, e tocando em meu macacão azul – Não vi, não.Mas sei que a melhor coisa que existe neste momento é ir ao banheiro.Vá você primeiro, que eu vigio a porta.Qualquer coisa sussurro-lhe, e você foge por algum lugar!
    – Você faz isso mesmo? Obrigado! Obrigado! Já vou indo.
    Após alguns segundos, ainda no banheiro, a voz da morte ecoou pelo salão, junto a um alarme tradicional e à um piscar de luzes vermelhas:
    - Robôs, Robôs! Temos um prisioneiro no banheiro! Hoje é sábado! Ninguém pode ir ao banheiro! Robôs! Robôs! – era a voz de Ptekos, o delator.
    E rapidamente sentinelas de cinco metros de altura destruíram as paredes do banheiro, e me arrancaram de lá com tamanha força que quase tive os braços cortados.Seus olhos zumbiam, com uma luz vermelha tortuosa.Já sabia o que me esperava.O julgamento.
    O que aconteceu com Ptekos? Foi promovido, recebeu um macacão com uma cor nova, embora antigo e maltratado; levava um sorriso esboçado nos lábios, feliz, e caminhava com o semblante distorcido.Sabia que havia traído seu amigo, embora houvesse sido recompensado com dezenove mil moedas, e estivesse feliz com a promoção.Agora Ptekos podia ir ao banheiro todos os dias, e se aproximar de mulheres, além de ganhar um salário um pouco (quase nada) maior.
    O que aconteceu comigo? Fui julgado.Na câmara do julgamento, o vírus Alfa fez-me perguntas, e eu fui condenado à morte.Havia infringido as regras, me aproximado de uma mulher, tocado em seus lábios, havia ido no banheiro ao sábado, além das três maçãs que havia roubado!Fui ao encontro do Grande Lixão, uma máquina que me devorou com suas lâminas.Meu código genético foi perdido, queimado, desintegrado e destruído.Ninguém nunca soube de minha existência, embora Ptekos caminhasse pelas largas ruas metálicas do Complexo Alfa, sorrindo, ébrio, caminhando...
     
  2. Farfael

    Farfael Usuário

    Essa mensagem veio do além? :P

    Depois que você termina de explicar como a Skynet, digo, o virus Alfa, tomou conta do pedaço, o texto não retoma o clima de mensagem, proposto até no título, e conta só como uma pessoa morreu traída pelo c*! Você embaralhou também os tempos, começando no presente e depois de todo o flashback você continua narrando o que seria presente no tempo passado! Paradoxal! :P

    Bom, que história mais doida, em?! Me diverti lendo e imagino que esse jogo de vocês tenha sido uma viagem, proxima vez me chama para participar também! hehehe! :P Mas ao invés de mandar uma mensagem para o passado o persongem deveria mandar um robô pocadão para e salvar o mundo, ou pelo menos salvar o John Connor!!

    Abraço
     
  3. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    ñ seja modesto, há várias incoerências na história. :rofl::rofl:
     

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