1. Caro Visitante, por que não gastar alguns segundos e criar uma Conta no Fórum Valinor? Desta forma, além de não ver este aviso novamente, poderá participar de nossa comunidade, inserir suas opiniões e sugestões, fazendo parte deste que é um maiores Fóruns de Discussão do Brasil! Aproveite e cadastre-se já!

Dismiss Notice
Visitante, junte-se ao Grupo de Discussão da Valinor no Telegram! Basta clicar AQUI. No WhatsApp é AQUI. Estes grupos tem como objetivo principal discutir, conversar e tirar dúvidas sobre as obras de J. R. R. Tolkien (sejam os livros ou obras derivadas como os filmes)

A Torre Negra: O Pistoleiro (Stephen King)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por -Jorge-, 8 Jul 2016.

  1. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    O pistoleiro é um romance do autor americano Stephen King e é o primeiro volume da série A Torre Negra, sobre a qual King escreveu em 2002 que ele considerava sua magnum opus. A história centra-se sobre Roland Deschain, o último pistoleiro, que está caçando seu adversário o "Homem de Preto", há muitos anos. O romance segue a trilha de Roland através e além de um vasto deserto em busca do Homem de Preto. Roland encontra várias pessoas ao longo de sua jornada, incluindo um garoto chamado Jake Chambers que viaja com ele por parte do caminho.

    Fonte: Wikipedia
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    Aqui as informações no site da editora:
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)

    -------------------------------------------


    Como pretendo ler com a @Mireille alguns todos os livros da série (vamos ver até onde aguentamos) resolvi criar esse separado. Se alguém quiser aproveitar para acompanhar a leitura (@Mana-Yood-Sushai ? @Erendis? rs ), sintam-se convidados. Os especialistas em King, @Clara , @Spartaco e outros, o que acham desse primeiro volume?

    Já existem dois tópicos sobre a série (
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    e
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    e outros bloqueados
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    e
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    ) mas nenhum sobre os livros em específico.
     
    Última edição: 9 Jul 2016
    • Ótimo Ótimo x 2
  2. Joe the Lion

    Joe the Lion Usuário

    Eu li há alguns anos, então não posso comentar com detalhes no momento. Muita gente não consegue passar desse primeiro livro, dizendo que ele é confuso e parado. Eu gosto muito dele. Gostei muito do clima de certo mistério do livro, que nos apresenta esse personagem fechado que é o Roland e outro bem misterioso, o Homem de Preto. Jake chega e alivia um pouco esse clima. Enfim, eu acho que o livro pode ser muito interessante se você der uma chance a ele. Lamento não poder comentar melhor, mas tô lembrando pouquíssimo dos detalhes. Leia e comente aqui o que estiver achando da leitura. Quem sabe minha memória melhore e eu participe da discussão hahah. Tentarei fazer um comentario menos raso.
    O segundo livro é melhor ainda. Vale a pena dar uma chance aos dois livros antes de desistir da série. Boa leitura pra você e pra quem te acompanhar
     
    • Ótimo Ótimo x 1
    • Gostei! Gostei! x 1
  3. Clara

    Clara Antifa Usuário Premium

    Amo esta série! :grinlove:
    E sim, o primeiro livro é estranhíssimo, mas não desista, Jorge, depois as coisas vão se encaixando e quando você entrar naquele mundo vai entender tudo o que acontece.
    Espero que você continue a leitura e abra tópicos pra os outros volumes.
    Vou procurar os livros pra ir acompanhando porque é claro que misturei tudo e já não sei bem quem aparece onde e as referências (elas são inúmeras) que surgem em cada um, cinema, outros livros (do próprio King, inclusive) programas de tv, etc.
    A primeira (e mais óbvia) é a do estranho sem nome vivido pelo Clint Eastwood nos
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    do Sergio Leone, seja pelas introduções escritas pelo S.King no ínicio dos livros, seja pela descrição que faz do personagem: alto, magro, caladão e com uma aparente frieza.
    Durante toda a série a imagem que fiz do Roland Deschain de Gilead foi e sempre será esta (mesmo que na filmagem t
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    pra interpretar o pistoleiro).
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
     
    • Ótimo Ótimo x 2
  4. Mireille

    Mireille One ring to rule them all

    Aeeeeeeee! Vamos lá nessa jornada :rolleyes:
    Comecei a ler um pouquinho do livro, e na introdução o Stephen King fala um pouco das inspirações pra série. E é justamente isso que a @Clara falou! Ele diz que ficou com vontade de escrever uma história de fantasia ao ler Tolkien, mas não tinha muito bem ideia do quê, a inspiração veio depois de assistir no cinema
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    , terceiro filme da Trilogia dos Dólares, com o Clint Eastwood. :D
     
    • Ótimo Ótimo x 1
    • Mandar Coração Mandar Coração x 1
  5. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Tô gostando sim, viu. Vocês falaram e fiquei com medo, mas agora não entendi como tem gente que não gosta. (Vou pro cap. 4)

    Não é tão confuso também. Temos Roland, o Lobo Solitário. Temos a história de Tull. Alguns flashes da infância de Roland: sua criação por Cort na arte da guerra com alguns companheiros. Depois o que aconteceu com Susan, a paixão de Roland:
    Foi queimada como bruxa, não? Antes disso, parece que houve uma guerra civil e usaram armas radioativas etc.
    Temos o garoto John Chambers
    que foi ressuscitado pelo Homem de Preto do pré-apocalipse, mas resta saber pra quê (enfraquecer Roland?).
    No presente, temos um mundo que parece o velho oeste.

    Um detalhe interessante é a importância da religião e da fé no livro. Parece que algumas pessoas usam o Cristianismo como forma de manipular as multidões, criando cultos, como a Sylvia Pittston e o tal Marten. Interessante esse papel de "religiosas loucas" que cabe às mulheres na obra do King, né? (pelo menos do que vi nos filmes, já que livro é o primeiro que leio). Por outro lado, temos a religião de Roland (uma religião indígena dos mannis ou um sincretismo com o Cristianismo?). Por fim, a Torre Negra, que aparece como um Deus do Velho Testamento, sendo insondável e exigindo sangue. E temos o(s) demônio(s)...

    A história apresenta várias duplicidades também: Roland x Homem de Preto, Roland x Jake, Susan x Alice, Deus x Demônio, Bem x Mal.

    Além disso, eu pulei as introduções etc. Então não captei muito bem a relação entre a história e O Senhor dos Anéis até agora...
     
    Última edição: 13 Jul 2016
    • Gostei! Gostei! x 3
  6. Mireille

    Mireille One ring to rule them all

    Também tô curtindo a leitura :yep:

    No início fiquei um pouco perdida com as magias - não entendia muito bem como o Roland usava (as do Homem de Preto pareceram mais "padronizadas" de certa forma).

    Ainda estou tentando entender exatamente qual a relação do "nosso" mundo (o original de Jake, Nova York etc) com o mundo "atual" onde os personagens estão inseridos. É o mesmo universo, mas no futuro? Por um lado, lá tem referências a Jesus e Hey Jude, mas por outro o Roland disse que nunca ouviu falar em cidades com arranha-céus, nem nos ensinamentos que teve quando criança. Também é dito que em Tull "a maioria dos lampiões de rua funcionava, mas não eram elétricos".
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  7. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Também tô tentando entender a relação do mundo deles com o nosso, Mireille. Pode muito bem ser de continuidade. Roland nunca saiu do seu velho oeste, do que parece ser seu país (Mejis?) e nunca viu o que restou de Nova York ou prédios altos. Ou pode ser muito no futuro e já não restou nada, mesmo que ele não consiga viajar muito longe. Parece ser muito no futuro, porque a infância dele dá uma ideia meio medieval de florestas e pradarias haha pós-industriais, mas ainda tem trilhos de trem, por exemplo. Como vemos no cap. 4. Ah! E temos as referências a Cristo e a Bíblia.

    Eita, mas quanto dessas teorias tá errado @Clara e @Joe the Lion? Será que daqui pro final não se explica muito disso? :think: Vamos ver.

    Sobre outro assunto: até ontem tinha pensado que apesar de ser um lobo solitário, Roland desenvolve uma relação de marido/amante com Alice e de pai com Jake, mas aí vem o cap. 4... E ele é só um cara obcecado demais com a Torre Negra. Será?

    E olha, tirando pelo primeiro livro, acho que a série não daria bons filmes, mas uma boa série de animação ou quando muito uma série.
     
    Última edição: 27 Out 2016
    • Gostei! Gostei! x 1
  8. Mireille

    Mireille One ring to rule them all

    Terminei o livro e olha, gostei bastante!

    O que foi aquele diálogo final entre o pistoleiro e o homem de preto?! Sensacional! "O tamanho contém a vida e a Torre contém o tamanho" - e toda aquela filosofia sobre o nosso universo ser o que nós percebemos ao nosso redor. "Para o peixe, o lago onde ele vive é o universo".

    "Suponha que todos os mundos, todos os universos se reúnam num único nexo, um mesmo portal, uma Torre. E que dentro dela haja uma escada, levando, talvez, à própria Divindade. Você teria coragem de subir até lá, pistoleiro?"

    Tinha começado a suspeitar que o homem de preto tinha que ser alguém relacionado ao passado de Roland. Mas eu chutaria o Cuthbert, não pensei que podia ser o Marten. Pior que olhando em retrospecto, só podia ser ele mesmo. :P Aquelas aproximações com a mãe do Roland... e falando nela, em certo momento o livro refere-se a Roland como "matricida", mas até agora este ponto não foi explorado. Fiquei curiosíssima.

    Outro ponto alto: fiquei sem fôlego com o desafio contra Cort! O falcão... muito corajoso, o rapaz! Fiquei realmente com medo pelo Roland. Tecnicamente já sabemos que ele venceu pois estamos acompanhando-o no "presente", mas sei lá. As pessoas morrem e voltam à vida o tempo todo nesse livro. :lol: Esse desafio foi meio que o "ponto de virada" na vida dele, né? Depois daí ele ficou obstinado com a Torre e etc.

    Aliás, a personalidade obstinada do Roland é fascinante, mas não dá pra não pensar às vezes que ele é meio cabeça-dura demais. Parece que quando coloca algo na cabeça é definitivo. Bom, vamos ver com os próximos desafios...

    Fiquei com gostinho de "quero mais", agora Roland terá que fazer a sua "escolha dos três" (seja lá o que isso for, exatamente), que é o título do próximo livro.

    O primeiro é jovem, de cabelo preto. Está próximo do roubo e do homicídio. Um demônio tomou conta dele. O nome do demônio é HEROÍNA.
    - O segundo?
    Ela vem de rodas. Não vejo mais.
    - O terceiro?
    Morte... mas não para você.
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  9. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Também gostei bastante. Os capítulos são tão diferentes uns dos outros! Não sei como tem gente que não gosta. E a luta contra Cort é realmente um dos pontos altos

    Não achei que o Homem de Preto fosse alguém realmente físico, Mireille. Ele é responsável pela morte de Jake, é o amante da mãe, o aparente assassino do pai e conspirador Marten. Aposto que está envolvido com a morte de Susan também =P. Achei, primeiro, que era um arquétipo do mal, mas depois se vê que ele tem alguma relação com a Torre que lhe deu uma certa imortalidade e magia ou outros poderes. Não está claro se a Torre é boa ou ruim. Talvez os dois. Como Roland diz a Jake acerca do Homem de Preto (Ele não é bom nem mau. Apesar de parecer mau). Aliás (sobre o teu post anterior) não vi muito o pistoleiro usar magia. Pensava na Língua Alta (é assim? não lembro) que ele usa? Mas ele parece entender das coisas, né?

    Ah, mas parece bem claro o que aconteceu né? Ela traia o pai com o Marten. Roland descobriu, quis tomar o grau de pistoleiro com Cort para se vingar e conseguiu. Seguindo o conselho de Cort, ele esperou a vingança. Marten contou alguma mentira para o pai de Roland que exilou ele. Marten matou o pai de Roland. Roland voltou, descobriu tudo e... matricídio. Me lembrou um pouco a história de Orestes dos mitos gregos, que (spoiler!) mata a mãe (Clitemnestra) porque ela matou o pai e rei (Agamemnon) junto com o amante (Egisto). Tem também relação com Édipo, né? Já que em um ponto Roland diz que os três eram um triângulo amoroso e conserta "ou quatro se eu me incluir" (indicando certa quedinha pela mãe =P).
     
    • Gostei! Gostei! x 1
  10. Mireille

    Mireille One ring to rule them all

    É difícil definir quem é realmente "físico" :think:. Por exemplo, o Jake era físico? Eu acho que sim (apesar de já ter morrido há muito tempo)
    Verdade, não lembrava dessa parte! Tinha achado estranho ele matar a mãe pq parecia que queria juntar todas as forças pra se vingar do Morten, não dela (quero mais detalhes da vingança XD). Mas enfim, faz sentido mesmo!
     
  11. -Jorge-

    -Jorge- mississippi queen

    Depois esqueci o que queria dizer com o "físico"... =P

    Acho que você tem razão em relação ao Jake. Mas acho que falei no sentido de que o Homem de Preto age como os agentes de Matrix, "incorporando" nas pessoas para fazer o mal, lançar a semente da discórdia, como fez com os habitantes de Tull, na cidade do Roland e também na própria mente do Roland, trazendo Jake de volta.

    Aí ele não teria uma existência real, temporal, mas pode existir em vários lugares e tempos. Vai ver ele é só o avatar, a manifestação, de algo real por trás... Sei lá. Só teorizando (e imaginando a @Clara e o @Joe the Lion rindo nos bastidores dessas viagens...).
     
    Última edição: 23 Jul 2016
    • Ótimo Ótimo x 1
    • LOL LOL x 1
  12. hquest

    hquest Usuário

  13. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    CASTLE ROCK NEWS INTERVIEW (MARCH 1989)

    Stephen King’s newest book, The Dark Tower: The Gunslinger, was first published in a limited edition in 1982, but was not released in a mass-market edition until the fall of 1988.

    When asked about the delay, King explains: “There were really two reasons. One-was I didn’t think anybody would want to read it. “It wasn’t like the other books. The first volume didn’t have any firm grounding in our world, in reality; it was more like a Tolkien fantasy of some other world. The other reason was that it wasn’t done; it wasn’t complete. I had a volume of work, and it was ’peg-legged’; it was there, inside its covers, it made a certain amount of sense, but there was all this stuff that I wasn’t talking about that went on before the book opens, and when the book ends, there’s all this stuff to be resolved, including: What is this all about? What is this tower? Why does this guy need to get there?”

    The beginning of what was to become one of King’s favorite projects came while he was still at the University of Maine, and living at the Springer Cabins down by the Stillwater.

    “It took off for me to a certain point,” King says, “and then I set it aside. The first long section, The Dark Tower: The Gunslinger, was done, and I had a complicated outline about everything that was supposed to happen after that. And it sat for about 12 years. “Then I picked it up and started to pluck at it, and I wrote the second volume, The Drawing of the Three, and since then it’s sat quietly again. “I’ll be back at it.”

    “It’s the one project I’ve ever had that seems to wait for me.” The idea of writing this dark fantasy series came from a favorite poem, Robert Browning’s “Child [sic] Roland to the Dark Tower Came.” King quickly warms to his story: “Browning never says what that tower is, but it’s based on an even older tradition about Childe Roland that’s lost in antiquity. Nobody knows who wrote it, and nobody knows what the Dark Tower is.

    “So I started off wondering: What is this tower? What does it mean? And I decided that everybody keeps a Dark Tower in their heart that they want to find.
    “They know it’s destructive and it will probably mean the end of them, but there’s that urge to make it your own or to destroy it, one or the other. So I thought: Maybe it’s different things to different people, and as I write along I’ll find out what it is to Roland. And I found that out, but I’m not going to tell you!”
    He spoke at some length about creating a new world.

    “It’s fun to play with a world where feelings of mysticism and wonder are taken for granted. I was interested in postulating a world where there is magic. One of the liberating things about fantasy is that you can create that kind of a world. If we talk about ghosts or demons or even flying saucers in our world, the skepticism comes built in. But if you create an entirely new, fictional world, readers or people who participate in the creation of that world say, ‘Fine. Let it exist according to its own laws.’ That’s wonderful.

    “The gunslinger takes the speaking-demon as a matter of course. It’s something that’s there to be used. He’s really matter-of-fact about how some houses are bad houses and you have to steer clear of them and the rest of it, so we take it for granted, too. Whereas in the present world, if my secretary came in from the storeroom now and said, “That damn ghost of General Webber is back there again, ‘I would not simply say, ’Well, okay, I’ll go toss the clefferdust at him and he’ll go away.’ We’d all look at her and our first reaction would be that she was crazy, not just because she said she saw a ghost, but because she took it as a matter of course.”

    There is a great deal of religious connotation and biblical imagery in The Dark Tower, significantly more than in other King works. “I’m very interested in God, religion and the afterlife, ethics, morals, and the part they all play, how much of God and the devil come from inside us and how much of them are their own creatures,” King explains. “Above all else, I’m interested in good and evil, whether or not there are powers of good and powers of evil that exist outside ourselves. I think that the concepts of good and evil are in the human heart, but because I was raised in a fairly strict religious home, I tend to coalesce those concepts around God symbols and devil symbols, and I put them in my work.

    “I’m impressed by something C.S. Lewis said about Tolkien’s Lord of the Rings trilogy: ’As good as Tolkien was at depicting good, he was much more effective at depicting evil.’ I think that’s true, and I think that it’s easier for all of us to grasp evil, because it’s a simpler concept, and good is layered and many-faceted. I’ve always tried to contrast that bright, white light of real goodness or Godliness against evil.” King believes firmly in goodness.

    “There must be a huge store of good will in the human race,” he says, “and that’s something I want to talk about in the other books of that series. If there weren’t this huge store of good will we would have blown ourselves to hell ten years after World War II was over.

    “There was a time in this country, I think in the 30’s, when people thought that the fabric of society was literally going to break down and that the sense of good will and brotherhood would not hold. But it’s such a common thing, those feelings of love toward your fellow man, that we hardly ever talk about it; we concentrate on the other things. It’s just there; it’s all around us, so I guess we take it for granted.” King admits to being a Romantic without apology.
    “I believe all those sappy, romantic things: Children are good, good wins out over evil, it is better to have loved and lost than never to have loved at all. I see a lot of the so-called ‘romantic ideal’ at work in the world around us.

    “It brightens the world that you see with your own eyes. I don’t want to go through my life seeing everything the way that it looks outside the window today, if I can find a light to turn on to make it seem brighter to me.

    “Love is stronger than hate. And probably more creative, too. Love is a more complex emotion than hate, where you just sort of make fists and squint your eyes shut and say, ‘I hate you.’ Hate’s a very damaging emotion, and has its own deleterious effect: it anesthetizes.” Much of what takes place in The Dark Tower: The Gunslinger, occurs in what King terms “sort of a post-radiation world where everybody’s history has gotten clobbered and about the only thing anybody remembers anymore is the chorus to ‘Hey, Jude.’ It’s a different world, but it’s obviously a world that’s been influenced by ours.” It may be a glimpse of future past. “I think that we will come to a world, if things go on the way they are, where you will have degenerate people who worship gas pumps, that sort of thing,” King says, “Everybody in The Gunslinger kind of shrugs and says, ‘Well, the world’s moved on.’ But the point is that if nobody tries to stop the world from moving on, inertia will take care of all of our problems. The whales will all be gone, the ozone layer will be depleted. There’ll be a degeneration where technology continues to progress and there’s no morality to keep it in check, as though machines would somehow solve all of our problems.”

    King himself isn’t quite sure where the entire project is going. “It’s a hard book to talk about,” he confesses, “because so much of it isn’t written or done yet inside my own head. I’ve never talked about this book to anybody. It’s all new. No one has ever interviewed me about this.

    “I’m pleased with the way these books look, and I’m glad to finally get them out in a mass market edition. The Drawing of the Three comes out in March.
    “For years people have been asking, ‘Where can I get this book?’ and now they can, so I’m happy about that.”

    He remains unsure of his readers’ reception to the volume. “It’s different, and it’s strange, and I like it for that reason, and I’ve gotten to like Roland although he’s a hard guy to know. He’s kind of inward. One of the real motivations to write the next volume is that it looks back at what happened to this world. I want to talk about the way things fall apart. In both of these books, everybody says that the world has moved on, and I’d like to explore how it moves on and what happens when it does.”

    King now projects the completed project to be up to 10,000 pages in about eight volumes, and estimates the next volume is probably two or three years in the future.

    “Of everything I’ve written, The Drawing of the Three is my kids’ favorite book, and they’re pestering me,” he explains. “That’s the best incentive I know. Tell somebody a story who really wants to hear it.”

    Fonte:
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
     
  14. Giuseppe

    Giuseppe Eternamente humano.

    Li os 3 primeiros livros e uma parte do quarto, mas não lembro de quase nada, isso já faz vários anos. Lembro que o segundo foi o que eu achei o melhor.
     

Compartilhar