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A Sangue Frio - Truman Capote

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 5 Mar 2011.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Truman Capote escreveu inúmeros contos, além da novela Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo), mas talvez sua obra mais polêmica e arrasadora tenha sido “A Sangue Frio”, publicado em livro pela primeira vez no ano de 1966 (ante, em 65, apresentados em capítulos na revista “The New Yorker”).

    O livro conta a história de um trágico evento que ocorreu em Holocomb (Kansas), em 1959: Uma família de quatro membros, sendo mãe, pai e dois filhos, foram brutalmente assassinados por duas pessoas.

    Um dos muitos debates que a obra gera é o limite entre o ficcional e o documental. O livro foi tido pelo autor como um “romance de não-ficção” e, no mínimo, trouxe originalidade ao jornalismo. Baseado em reportagens, entrevistas e convivência que Capote teve com os habitantes da cidade, o autor dispensou o uso de gravador e usou sua hábil memória para construir essa narrativa.

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  2. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Quando Truman Capote decidiu escrever A Sangue Frio, não fazia idéia de quão doloroso seria esse trabalho. Tendo lido num jornal a respeito de um assassinato brutal ocorrido na pequena cidade de Holcomb, no Kansas (EUA), chegou à conclusão de que aquela era a história ideal para a obra que desejava escrever. Deu início às pesquisas e ao livro antes mesmo da captura dos assassinos. Estes, quando presos, passaram a receber inúmeras visitas de Capote (principalmente Perry Smith, a quem o escritor mais se afeiçoou). Em 1965, seis anos após o assassinato, depois de lamentar a execução dos criminosos (ambos haviam sido condenados à forca) e custear o enterro, Truman Capote finalmente conseguiu publicar seu livro.

    A história começa com a descrição do último dia da família Clutter: Herbert (48), sua esposa Bonnie (45) e seus filhos Nancy (16) e Kenyon (15). Paralelamente, Truman também narra os acontecimentos daquele mesmo dia na vida dos assassinos, Dick Hickock e Perry Smith. No decorrer da trama, vamos tomando conhecimento da reação dos moradores da pequena comunidade de Holcomb, da repercussão do caso no país e da desnorteada investigação da polícia, culminando na execução dos criminosos. Para isso, foi dado um “tratamento cinematográfico” ao livro, como se todo o enredo fosse desenvolvido através de “tomadas” ou cenas, com as quais nos deslocamos no espaço e na linha do tempo. Nesta, o deslocamento ocorre de maneira não linear, com o que comumente chamamos de flashbacks e flashforwards. Mas somente descobrimos como e porque (e aí está um aspecto muito peculiar que deve ser levado em conta nesta resenha: não havia razão aparente para o homicídio) o crime ocorreu quando Perry dá a sua versão da história, já próximo ao final do livro. Até então, sabemos apenas o que a polícia sabe e o que os assassinos vivenciam no período entre o crime e a prisão.

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