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A questão do suicídio.

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Mavericco, 26 Nov 2013.

  1. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    O tema é complexo e é provável que o texto dê o que falar. Acho que em parte pela falta de jeito do Joca... Não sei. Mas é uma discussão interessante. Deve ser lido integralmente, de preferência duas vezes:

    Acho que podemos trazer de volta uma discussão sobre a ficcionalização do próprio escritor que discutimos num tópico sobre o
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    . Destaco essa passagem aqui do texto do Joca:

    Esse ato de colocar o escritor ele-mesmo numa trama ficcional talvez tenha efeitos colaterais insuspeitados a princípio. Talvez seja uma forma de lidar com a angústia que o processo criativo envolve, sem recair na retaliação física (tipo o Drummond que, de tanto dar esporros na sua persona lírica, foi se distanciando de seu corpo [vide o poema da mão suja] e criando um a espécie de saco-de-pancadas [que é o José]). Talvez seja uma forma de manter a idealidade e contravencionalidade do fazer literário. Poder atacar e subsistir. O que desaguaria em exemplos irônicos como o da vendagem do Leminski: um poeta que defendia a poesia como uma in-utilidade desbancar um best-seller.
     
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  2. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Outro dia comentei com minha namorada que todo autor ultrarromântico era belo apenas de longe - quando você entende a forma como ele se entregava à uma vontade platônica no que concernia o sentimento amoroso, quando você a forma como ele abraça a angústia que imprime em seu texto, isso deixa de ser bonito. Você valoriza a qualidade do texto, mas começa a questionar a sanidade do sujeito - e aí a gente lembra que a maior parte deles ficou maluca depois dos trinta anos... Às vezes me pergunto se tal risco não surge com a autoficção, seja na literatura ou na TV, se a confusão entre autor e narrador/protagonista não leva a tais crises.
     
    • Ótimo Ótimo x 1
  3. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    se o terron se suicidasse o problema tava resolvido. pelo menos teria se provado seu ponto d vista.
     
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  4. Malkyn

    Malkyn The Siren

    Não apenas na literatura, mas nas artes de um mode geral, a tristeza não aparece como conseqüência do ato de criar, mas sim o inverso.
    Talvez este post tenha sido pensado depois do
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    , que acredito ter muito a ver com o pensamento em questão.
    Acredito que a taxa de suicídios diminui não pela consolidação de escritor como profissão, mas pela mudança da sociedade de um modo geral, que se tornou bem menos introspectiva e meditativa, impedindo uma real reflexão que leve às pessoas a este tipo de pensamento macabro (falo pelo que vivo, claro, mera especulação), fazendo tanto a taxa de suicídios quando a qualidade das obras caírem (novamente, minha opinião).

    Sim, meus momentos mais criativos foram também os de maior angustia. Eu criava para expurgar a dor, para que ela deixasse de ser apenas algo que habitava minha mente. Se tornava algo concreto, e, de alguma forma, isso impedia que essa amargura me consumisse. Agora, fazendo uma macro, as canções consideradas mais belas, assim como romances e pinturas, remetem ao sofrimento, o que me faz acreditar que não foi diferente com os grandes autores, compositores e artistas que as fizeram.

    Isso me remete a algumas pesquisas, como por exemplo a sobre
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    . Não só a raiva, mas sentimentos ruins no geral. O que me faz pensar que há tantas coisas boas quanto ruins no mundo, mas de alguma forma acreditamos e damos atenção geralmente as coisas ruins (notícias, acontecimentos, conversas, etc), e deixamos nos afetar por isso. Nunca vemos o lado bom da vida.

    O texto também fala do papel da virtualização das obras em geral, o que me faz pensar que é tão mais triste você escrever seus pensamentos num caderno e ficar relendo e revivendo aquele sentimento quando é consolador ter amigos, ainda que virtuais, comentando e dando apoio em cima de textos postados. O que me leva a acreditar que falte revisão de texto e sobre consolo. Um modo cruel e frio de ver a situação, claro, mas que não deixa de ter uma certa lógica em minha mente.

    Sempre lembrando, claro, que é tudo uma grande especulação de uma leiga.
     
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  5. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    lendo o texto eu fiquei mais com a sensação de que ele queria cutucar alguns colegas de profissão do que qualquer coisa. aquele começo e aquela conclusão lá, sei não.
     
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  6. Mavericco

    Mavericco I am fire and air. Usuário Premium

    Seria uma espécie de "síndrome Dom Quixote"? =P

    Ou seria uma tendência de profissionalização ou busca pela profissionalização da atividade de escrita? Com o Romantismo, isso meio que foi quebrado, né? O poeta passou cada vez mais a se distanciar da sociedade, deixando de lado aquela visão integradora que a poesia clássica tinha -- do poeta como incluso na sociedade, no que ele buscava por formas consolidadas e, não raro, dirigia poemas a mecenas etc. No começo até estava dando certo o poeta do lado de fora, pois muitos desses românticos eram playboys... O foda foi quando começaram a surgir uns Baudelaire's da vida...

    Não quero dizer bem no sentido de que estamos regredindo, é claro. Mas acho que essa coisa da profissionalização da escrita que o Joca mencionou é algo interessante também. E, se for mesmo, aí eu acho que é ponto pra literatura contemporânea trabalhar com isso do escritor trazer o próprio escritor pro romance. Pois sabemos que o escritor vai se tornando uma marca, um produto por si só... Então aloprar com isso é aloprar de dentro da nave, de dentro da embalagem, o que a própria literatura vinha fazendo há um tempinho com toda a metalinguagem que ela aplicava em si mesma (tipo o João Cabral dizer, no Antiode, que a poesia é feita de fezes).

    Ah, fica tranquila: literatura contemporânea nos deixa todos leigos :beer:

    Gostei bastante do seu post. Isso que você falou da sociedade deixar de ser introspectiva e meditativa é interessante também. A introspecção do indivíduo tornou-se pública (+1 ponto literatura contemporânea). Expomos nossa rotina e pretendemos ganhar alguma coisa com isso... Como se todos pudéssemos, numa oferta divina chamada "sorte", nos alçarmos à condição de celebridades ou coisa do tipo.

    Só não sei se isso influenciaria na qualidade da obra... Claro que é um parâmetro. Mas é claro também que obras ruins sempre existiram. E muitos escritores não saberão tratar esse tipo de coisa. No entanto, creio que, quando muito, é somente uma forma nova de se chegar à literatura ruim. Assim como o hermetismo foi há uns 70 anos atrás, a jocosidade há uns 90, a indeterminação há 130, a vassalagem há 1000.

    Também fiquei com essa impressão... Por isso até tentei abstrair mais a coisa pra trazer uma discussão, no mínimo, pra cá. Porque, né, muito irônico ele chamar esses escritores de vendidos quando ele mesmo é colunista do blog da maior editora nacional. Certamente faltou seriedade pro Joca na hora de ver isso aí. Não dá pra gente querer usar os parâmetros contestáveis com que costumamos rotular a obra vendida... Mesmo porque isso não necessariamente influi na qualidade dela. Se a tendência é a da profissionalização da literatura, é normal que a obra literária deva ser vendável para ser veiculável.
     
    • Gostei! Gostei! x 3
  7. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    essa parte dos vendidos foi obviamente uma piada, mas foi já um cutucão (embora ache que não um cutucão nos colegas). blog ser meio conhecido como esbanjador "no que se refere a pró-labores"? esses caras normalmente escrevem de graça para os blogs (que são, via de regra, meios "amadores" de comunicação). acho que a cutucada nesse primeiro parágrafo ficou bem nisso, de jornal que paga uma merreca para artigos de escritores, ou blogs que contam com a presença deles "na brodágem", e aí se o escritor fala em um pagamento decente, ainda é taxado de vendido.

    mas aquele último parágrafo, fazendo relação com facebook, não sei. ele tá criticando colegas que usam a rede para fazer um social, ou, no final das contas, está criticando o público que não consegue ver que eles são "gente como a gente", apesar da imagem de gênios loucos que fazemos deles?
     
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  8. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Tenho o nome de alguns que gostaria que cometessem facebook- e twittercídio. :lol:
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    Mas é que com o romantismo isso se torna parte do autor, o eu-lírico se confundindo com o autor. Essa entrega que ele faz, mais forte que na literatura que precede o romântico, acaba por impactá-lo de maneira agressiva. Um paralelo interessante seria David Bowie-Ziggy Stardust. :lol:

    Toda obra carrega um pouco do autor nela, mas essa tendência da autoficção - algo nada novo, visto que o Philip Roth e o John Updike (além da beat generation) já fazia isso - parece trazer algo de mais grave nessa era da informação. (Vide o caso Ricardo Lísias e "Divórcio".)

    Amei essa frase.
     
    Última edição: 27 Nov 2013
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  9. JLM

    JLM mata o branquelo detta walker

    eu só consigo pensar em 1 careca q pinta as unhas.
     
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  10. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

    Tem uns autores metidos a "alterna" que estão sendo publicados em editoras grandes mas que ainda se acham a(o) "última(o) bolacha/biscoito do pacote". É tudo "punk de boutique".
     
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  11. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    • LOL LOL x 2
  12. Bruce Torres

    Bruce Torres Let's be alone together.

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