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A Montanha Mágica, Thomas Mann

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Liv, 2 Abr 2010.

  1. Liv

    Liv Visitante

    A Montanha Mágica (no original em alemão Der Zauberberg) é um livro escrito por Thomas Mann em 1924. Um dos romances mais influentes da literatura alemã do século XX, foi importante para a conquista do Prêmio Nobel de Literatura em 1929 por Mann. É um exemplo clássico da literatura que os alemães classificam como Bildungsroman.

    Thomas Mann iniciou a escrita de "A montanha mágica" em 1912, o mesmo ano em que sua mulher Katharina Mann (Katia) foi internada num sanatório de Davos na Suíça, para se curar de uma tuberculose. O livro teria sido inspirado nesse episódio.

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  2. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    um dia leio, por hora, me acho burro demais para esse livro ):
     
  3. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    Eu li esse livro quando tinha cerca de 15 anos de idade e pegava livros na biblioteca pelos títulos que eu achava interessante e/ou bonitos (foi assim que descobri "O Senhor dos Anéis" numa edição portuguesa e "Demian" do Thomas Mann).
    Como sempre gostei de literatura fantástica achei que "A Montanha Mágica" era um ótimo título pra esse tipo de literatura. XD
    Mas não me decepcionei não, me envolvi muito com o a narrativa do Hans Castorp (eu lembrei do nome dele!) e os outros doentes do sanatório cujos nomes não lembro bem (acho que o italiano era chamado Setembrini? ) mas tinha uma garota (russa eu acho) que tinha o costume de fechar as portas com estrondo e tinha "olhos de quirguiz".
    Muito tempo depois eu soube que a história toda era uma forma de representação da Europa no período entre a primeira e a segunda guerra mundial.
    Doente, e com pessoas das mais diversas origens como o italiano com ideias carbonárias e a moça russa.
    ¬¬
    Trata-se de um dos livros a quem eu devo uma releitura urgente.
     
  4. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

  5. Clara

    Clara O^O Usuário Premium

    :rofl:
    Não, não foi adaptação; aliás, tem adaptação desse livro? Acho que não hein?
    Mas como eu escrevi aí em cima, achava que era um outro tipo de livro.
    Eu não era (acho que nunca fui) uma leitora em busca dos grandes clássicos, nem sabia quem era Thomas Mann na época.
     
  6. DenyYourMaker

    DenyYourMaker Usuário

    Mann e Hesse são perfeitos pra essa idade. Essas últimas gerações é que lêem os clássicos depois dos 30.
     
  7. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Putz, não sabia dessa não. Estive lendo Tônio Kroeger e Morte em Veneza do Mann para me preparar para Doutor Fausto, Os Buddenbrook e A Montanha Mágica...acho que vou ter que rever esse meu conceito.
    Considerei-me, a exemplo do -Arnie-, despreparado para essas obras. César, a regra dos 15 se aplica a Ulisses também?
    Não consigo pensar dessa maneira, acho que ainda tenho uma via crúcis de livros até chegar aos grandes clássicos, não pretendo demorar tanto, mas não quero pega-los antes da hora.[/align]
     
  8. Marcileia

    Marcileia Usuário

    Esse também está na minha lista para ler... Mas não sei se deve encarar já...
    Vou esperar mais um pouco!
     
  9. DenyYourMaker

    DenyYourMaker Usuário

    Cara, Ulisses é um livro que todo mundo (leia-se todo mundo das antigas) tem mas poucos leram, independente de idade. Livro pra pegar poeira na estante. Eu mesmo não recomendo, quem quer ler Joyce vai pro Retrato de um Artista. Imagina, se depois de terminar Ulisses nego resolve ir pro Finnegans Wake? Pára de viver logo pra poder ler.

    Você já leu aqueles mais chatos da Lispector? Gostou? Acho que ai dá pra ter uma noção do que te espera no Ulisses.
     
  10. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    Chatisse é o mesmo argumento que a maioria usa para os livros de, hm, Machado de Assis. Depois essas pessoas crescem e, vá lá, amam Machado de Assis. Chatisse é um adjetivo circunstancial, muito mais ligado à fases do que qualquer outra coisa.

    Lembro de uma frase de alguém, não lembro quem, que se fôssemos esperar pela ação no ato de ler, morreriamos de tédio antes de terminar o primeiro capítulo de Robert Musil, ou Joyce, ou, enfim. Por sinal, Mann estava entre os autores chatos. E deve ser mesmo - tem aquele diálogo decisivo que é todo em fracês e que as edições nacionais não tradiuzem, além de ter sido tachado na época de hermético e com erudição desproposital. Enfim, existem livros e livros, mas o leitor deve, ou pelo menos deveria, ser um só.
     
  11. DenyYourMaker

    DenyYourMaker Usuário

    Ainda acho A paixão segundo GH um porre.
     
  12. -Arnie-

    -Arnie- Usuário

    Não disse que não deverias mudar de opinião. (:
     
  13. DenyYourMaker

    DenyYourMaker Usuário

    Sabe, pensando melhor eu fui estúpido contigo, me perdoe. Toda vez que eu falo mal de algum livro eu tenho que pensar na maioria das coisas que o povo lê, e ai vira um prazer ler Clarice.
     
  14. Lucas_Deschain

    Lucas_Deschain Biblionauta

    [align=justify]Esse negócio de idade é muito relativo, estive pensando nisso. Cada ser humano tem uma formação (e não estou só falando de ensino oficial ou institucional, mas também da boa e velha "escola da vida") tão diversa, tão fundalmentalmente distinta, que é difícil querer regrinhas para melhores idades e momentos para livros, cada um tem seu tempo, cada um se encontra vibrando a uma certa frequência, olhando a vida sob um certo prisma, o amor sob outro, o ódio sob outro e assim por diante; a obra vai ter o valor que dermos a ela. OK, existem uma série de critérios criados para analisar e julgar literatura, mas até mesmo eles são circusntanciais, ou, para usar uma terminologia mais historiográfica, historicamente construídos.
    Herman Hesse, Thomas Mann ou James Joyce aos 15 anos? Por mim tudo bem, afinal, a leitura e a interpretação das obras é diretamente proporcional ao número de leitores que ela tiver.[/align]
     
  15. Feynman

    Feynman Usuário

    Para falar o óbvio, o entendimento de determinada leitura fundamenta-se no conhecimento de mundo do leitor. A menos que aos quinze anos o leitor tenha uma bagagem cultural muito forte, a leitura não poderá ser explorada em toda a sua profundidade. O entendimento de um livro lido hoje é totalmente diferente e muito mais superficial do que o entendimento do mesmo livro daqui 30 anos.
    Também me acho um tanto “verde” para encarar determinadas obras como Joyce, Dostoievski, Mann... Isso para não falar de Kant, Marx...
     
  16. imported_Kelvin

    imported_Kelvin Usuário

    Clara, confesso que também achei que o título aparentava uma obra de narrativa fantástica. A montanha me evocava o velho da Montanha do Marco Polo, o que me atraiu para a obra pelo título.


    Não me lembro do Settembrini doente ? Acho que ele vivia fora do sanatório, em uma casa, a mesma em que morava o Nafta (seu adversário). A russa era a Madame Chauchat. Tinha o sujeito que carregava a capa do Hans Castorp. O primo dele que queria fugir. E o Peeperkorn (é isso mesmo ?), sujeito muito interessante. Achei o livro uma leitura muito agradável.:cool:
     

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