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A mão esquerda dos Valar

Tópico em 'Fanfics Tolkienianas' iniciado por Taefel, 9 Set 2016.

  1. Taefel

    Taefel Hobbit grande

    Não há uma única árvore, pedra ou gruta nas florestas da Terra-Média que eu já não tenha visto. Por milhares de anos vivi como um andarilho que se esconde nas sombras, por outros milhares de anos fui príncipe do reino maldito, sentado em meu trono no castelo negro no coração da Floresta das Trevas. Mas antes de eu ser o que sou, já havia sido outro; mais frágil, mais puro, igualmente belo, menos mortal. Por milhares de anos servi como comandante do exército de Nargothrond, servindo ao mestre das cavernas, Finrod Felagund. Foi lutando sob sua bandeira, que fui capturado pelo exército de Angband. Agora, muitas eras se passaram, o meu rei caiu, o seu sucessor caiu, e meu próprio reino perdido se ergue saudoso dos tempos dourados sob a montanha. Hoje nossa bandeira é preta e vermelha.

    Eram os pés de Sauron que eu vi enquanto criaturas ainda mais malditas que eu, me torturavam no chão do calabouço onde fui jogado. O braço direito do inimigo me escolheu. Foi a sua ordem e sua magia obscura que me transformaram no que sou hoje. Uma lenta e infame transformação. No entanto, há noites em que quase sinto gratidão pelo meu infortúnio. Então me lembro do processo e penso que preferiria enfrentar mil mortes a suportar mais uma vez o negro caminho que fui forçado a percorrer.

    Durante anos de miséria e dor, eu implorei e busquei a morte, mas ela me foi negada enquanto meu sangue escorria entre dedos negros e metódicos. Fui estudado, testado, esquecido, relembrado, remexido e aprimorado. E então, finalmente a morte veio e com ela minha outra vida. Sauron me matou, mas eu reabri os olhos. Fiz o percurso excruciante e saboroso entre a morte e minha nova existência e, quando abri os olhos, não foi o fogo de Sauron que eu ví na minha frente.

    Eu estava diante de Melkor.

    Ele permaneceu diante de mim, me encarando por dias e seu olhar me paralisava. Grandiosa e terrível era sua presença. O tempo era um detalhe, meu coração já não batia, eu não piscava, nem respirava, meu corpo estava acima disso. Estava morto.

    Foi então que um humano adentrou o portal a direita do Senhor do Escuro. Foi o único momento em que seu olhar se desviou. Lentamente ele segurou o humano e com a unha, fez um pequeno corte em seu pescoço. Então, entregou-me minha presa. O sangue humano me enlouqueceu e eu suguei aquele homem até que seu corpo sem vida ficou jogado aos meus pés. Sua energia, sua força vital se multiplicou em mim e eu sentí meu poder crescer. Melkor sorria satisfeito com sua criação. Mal sabia ele que a criatura vil não havia se esquecido dos seus anos em Nargothrond nem do Exílio dos Noldor.

    Fui alimentado e observado e, quando me soltaram, nunca mais voltei. Orcs, balrogs, trolls e dragões foram enviados ao meu encalço, mas o que são esses pequenos monstros comparados ao poder de um vampiro imortal? Meu maior inimigo, assim como o dos orcs, ainda é o sol. Maldita fraqueza das criaturas de Morgoth!

    Não pude voltar para casa. Quando fugi de Angband, não havia mais Nargothrond e até mesmo Gondolin havia caído. Meu povo estava disperso e meu rei, morto. Os elfos sindarin que encontrei fugiam diante de minha presença terrível e os humanos eram apenas alimento pra minha sede de sangue. Arrebanhei alguns e hoje eles me servem em meu castelo. Mas os elfos, entre estes não pude mais caminhar. Sou um flagelo na Terra, mas bato nos dois lados. Melkor conhece bem a minha fúria e o dia vai chegar em que as minhas trevas lutarão ao lado da luz dos Noldor para derrubar seu reinado profano. Sou a mão esquerda dos Valar.
     
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