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A Estrada (The Road, Cormac McCarthy)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Ana Lovejoy, 17 Dez 2008.

  1. Ana Lovejoy

    Ana Lovejoy Administrador

    (Copiando e colando meu post do Hellfire e do Meia :mrgreen: )

    Pense em um lugar morto. Sem árvores, sem o canto dos pássaros, dominado por cinzas. Na verdade, as cinzas cobrem inclusive a luz do sol, tirando as cores do céu, da terra e de tudo o que ela toca. À noite, não há mais iluminação artificial, não há mais a luz da lua ou das estrelas, há apenas uma escuridão total, que não permite que você enxergue um palmo diante de sua face. Silêncio quase enlouquecedor. A falta de vida significa falta de comida, e homens tornam-se canibais. É o fim da humanidade.

    Nesse cenário que McCarthy (autor de No Country for Old Men) desenvolve o romance “The Road”, que conta a história de um pai e seu filho atravessando a estrada que dá título à obra, fugindo dos horrores causados por um desastre sem nome. A narrativa começa já anos após o que fez o mundo como conhecemos virar esse pesadelo, e o pouco que se sabe (e pouco mesmo) do que era antes vêm de flashbacks.

    Lembrando bastante Saramago em O Ensaio sobre a cegueira, as personagens não têm nomes. São sempre “o homem”, “a criança”, “o velho” e assim segue. E o McCarthy também tem lá suas singularidades na forma de escrever - no post sobre o Nou Country… eu comentei sobre a falta de uso das aspas, certo? Aqui os poucos diálogos que surgem ao longo da travessia são de frases curtas, quase sempre encerrados com um “Okay” do garoto.

    E sim, é angustiante ler o romance, porque em alguns momentos com uma única frase McCarthy cria todo um horror da situação que as personagens estão vivendo (como quando o menino vê um bebê sem cabeça sendo assado). Mas é como falo inclusive no caso do livro do Saramago (já que já o citei): qualquer livro que consiga causar reações fortes no leitor, já merece a leitura.

    Mas indo mais além, nessa história de sobrevivência, de bondade, maldade e escolhas, McCarthy pinta a humanidade com todas suas características, não necessariamente perfeitos. Mesmo o menino que na grande maioria das vezes representa o “puro”, em dado momento sente raiva e deseja o pior para algumas pessoas que atravessam seu caminho na estrada.

    É uma obra única, daquelas que dificilmente serão esquecidas. Por sorte, já tem tradução disponível aqui no Brasil (o título foi traduzido fielmente para “A estrada“, menos mal). E fiquem espertinhos que no ano que vem sai o filme, com Viggo Mortensen no papel do homem. E do jeito que o Viggo se entrega aos papéis, tenho certeza que será uma ótima adaptação.
     
  2. Kuhin

    Kuhin Usuário

    cara fiquei curioso com isso ai...
    Vc teria outros titulos com esta pegada? (mundo apocalíptico )
    Por que para min exelentes livros desta forma foi.
    o CELULAR (KING)
    A dança da Morte (King ) EXELENTE!

    E me amarro neste tipo... Tem outros?
    Tambem li e odiei o final Eu sou a Lenda.
    Obrigado.
     
    Última edição: 18 Dez 2008

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