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A Estação Atômica (Hálldor Laxness)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 16 Ago 2011.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Ugla é a palavra islandesa para coruja. Além disso, também é o nome da jovem protagonista do romance A Estação Atômica, de Hálldor Laxness. Ao contrário do animal que lhe empresta o nome, porém, nada na garota remete à sabedoria: originária do norte da Islândia, uma região pouco habitada e pouco desenvolvida, ela não conhece o mundo fora da minúscula aldeia em que vive, um lugar onde as Sagas Islandesas e os Eddas são mais importantes do que praticamente qualquer outra coisa.

    Quando ela deixa seu lar para ir trabalhar na casa de Búi Árland, membro do Althing - o parlamento islandês, que é o mais antigo do mundo, fundado em 930 – e aprender a tocar órgão, vai se confrontar com um mundo completamente novo, na forma da cidade de Reykjavík. Para piorar as coisas, ela chega na capital em 1946: o país está prestes a ser ‘vendido’ para os americanos, ou seja, em breve o primeiro-ministro autorizará que eles instalem uma base militar em solo islandês. De modo concomitante, o cadáver do poeta J. Hallgrímsson, estão para ser trazidos da Dinamarca para repousarem, agora, em solo Islandês.

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  2. Sputnik

    Sputnik Usuário

    De longe o melhor livro que li em 2011. É meu primeiro contato com Laxness e achei que a narrativa une tudo que um livro precisa pra engrenar: a voz singular do autor, um bom enredo e uma história fluida. Isso sem contar as boas risadas que dei com a suposta ignorância da Uggla, que acaba se mostrando mais inteligente do que se pensa à primeira vista.

    Sempre quis ler Laxness e não sei porque demorei tanto. Agora tenho pressa de ler mais obras. Sjálfstætt fólk já está no meu kindle e sigo correndo atrás de O Sino da Islândia.

    Dizem que seus outros livros tem um tom de narrativa semelhante às sagas islandesas. Mal vejo a hora de conferir. Li o início do Gente Independente só de curiosidade e achei fantástico.
     
  3. Luciano R. M.

    Luciano R. M. vira-latas

    Laxness é um dos autores que eu mais gosto. A 'ignorância' da Uggla é coisa finíssima. O Gente Independente tem um tom mais sério, mas lembra mesmo a coisa das Sagas que você falou. Ou, como diz um amigo meu, parece Tolkien politizado: tem um pézinho no épico, mas não abandona os problemas do mundo real.
     
  4. Sputnik

    Sputnik Usuário

    Ele tem um livro, Gerpla, que nas edições em inglês sai como The Happy Warriors e parece lidar diretamente com as sagas e a cultura viking. Segue algumas resenhas, só de curiosidade:
    http://flippistarchives.blogspot.com/2009/02/happy-warriors.html
    http://fooface.blogspot.com/2009/02/happy-warriors.html
     

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