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A Criação de Arda

Tópico em 'Comunicados, Tutoriais e Demais Valinorices' iniciado por Artigos Valinor, 25 Jun 2005.

  1. Artigos Valinor

    Artigos Valinor Usuário

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    Quando tudo era escuridão e um grande vazio, havia um ser onisciente que vivia sozinho na vastidão. Ele era chamado Eru, o Único, ou como os Elfos o chamariam depois, Ilúvatar. De Seus pensamentos elementares surgiu a raça dos Ainur e de Sua "Chama Imperecível" Ele deu-lhes vida eterna. </P>
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    Para essa classe de deuses habitar, Ilúvatar construiu uma morada no vazio, chamada Halls Eternos. Ilúvatar ensinou-os a cantar e eles formaram um coro celestial. Da música destes espíritos divinos surgiu a Visão de um mundo esférico girando no vazio. </P>
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    Arda, o mundo de Tolkien foi literalmente cantado à existência e cada um dos espíritos celestiais teve uma participação em sua concepção. Até mesmo o poderoso espírito satânico chamado Melkor, cujo canto destoou diante da harmoniosa melodia. Mas a música dos Ainur criou apenas uma visão e foi preciso a "Chama Imperecível" de Ilúvatar para dar substância e realidade a Eä, O Mundo que Existe. Então desceram a este mundo aqueles dos Ainur que tiveram maior participação em sua concepção e quizeram tomar parte também na sua formação. </P>
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    Esta é a maneira como Tolkien registrou a criação de seu planeta, chamado Arda. Ele foi estranhamente etéreo e amplamente lírico em sua concepção. E também foi uma espécie de dupla criação, pois ao chegar a Arda, os Ainur descobriram que cabia a eles dar-lhe forma. A Música e a Visão haviam sido apenas o tema principal e profecias do que ainda estava por vir. Sua formação e história mostraram ser uma tarefa mais árdua. </P>
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    Embora Tolkien nos afirme que a maioria dos Ainur permaneceram nos Halls Eternos com Ilúvatar, ele não nos diz mais nada sobre eles. Suas histórias tratam apenas daqueles que entraram nas esferas do Mundo. Aqui, estes espíritos divinos imateriais assumem manifestações mais físicas. Eles se tornaram elementos e poderes da Natureza, mas como os deuses gregos e escandinavos eles têm forma física, personalidade, gênero e laços familiares uns com os outros. Os Ainur que adentraram Arda são divididos em duas ordens: os Valar e os Maiar - os deuses e os semi-deuses. </P>
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    Os Valar contavam quinze: Manwë, Deus dos Ventos; Varda, Rainha das Estrelas; Ulmo, Senhor dos Oceanos; Nienna, a Melancólica; Aulë, o Ferreiro; Yavanna, a Frutífera; Oromë, Senhor das Florestas; Vána, a Jovem; Mandos, Guardião dos Mortos; Vairë a Tecelã; Lórien, Mestre dos Sonhos; Estë, o Curandeiro; Tulkas, o Lutador; Nessa, a Dançarina; e Melkor, depois chamado Morgoth, o Inimigo Escuro. </P>
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    Dos Maiar havia uma multidão, mas apenas alguns desses imortais são citados nas crônicas de Tolkien: Ëonwë, Arauto de Manwë; Ilmarë, Aia de Varda; Ossë das Ondas; Unien dos Mares Calmos; Melian, Rainha dos Sindar; Arien, o Sol; Tilion a Lua; Sauron, o Senhor dos Anéis; Gothmog, Senhor dos Balrogs; Thuringwethil, o Vampiro; Ungoliant, a Aranha; Dragluin, o Lobisomem; Goldberry, a Filha do Rio; Iarwain Ben-adar (Tom Bombadil) e os cinco magos - Olórin (Gandalf), Curunís (Saruman), Aiwendil (Radagast), Alatar e Pallando. </P>
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    Foi somente depois que o mundo veio à existência e que os Ainur entraram nele que iniciou-se a contagem do tempo em Arda. Como na maior parte da história de Arda não existe Sol ou Lua para medir o tempo, Tolkien fornece a medida cronológica em Anos dos Valar e Eras dos Valar. Cada Ano dos Valar equivalem a dez anos como nós os conhecemos, e cada Era dos Valar possui cem Anos dos Valar. E como uma Era dos Valar engloba cem Anos dos Valar, ela corresponde a mil anos dos mortais. Embora existam muitos sistemas concorrentes e variações nos eventos e datas nos vários registros de Tolkien, existe consistência suficiente para estimar que entre a criação de Arda e o final da Terceira Era do Sol (pouco depois da Guerra do Anel) exite 37 Eras dos Valar, ou mais exatamente 37.063 anos dos mortais. </P>
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    Neste vasto espaço de tempo, as primeiras Eras dos Valar foram usadas pelos recém-chegados poderes na Formação de Arda. No entanto mesmo na música dos Ainur havia discórdia, e então quando a atual Formção de Arda começou, uma tropa de Maiar, liderados por aquele poderoso e satânico Vala chamado Melkor, gerou um grande conflito. Esta foi a Primeira Guerra, que tornou a simetria e harmonia natural de Arda confusa. Mesmo Melkor tendo sido finalmente expelido, as terras e mares de Arda foram marcados e distorcidos e a possibilidade de Arda como o mundo ideal como fora concebido na Visão perdeu-se para sempre. </P>
    Tradução de Fábio Bettega
     

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