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A Cor Vinda do Espaço (H.P. Lovecraft)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Meia Palavra, 20 Ago 2011.

  1. Meia Palavra

    Meia Palavra Usuário

    Há exatos 121 anos nascia o escritor norte-americano H.P. Lovecraft, nome importantíssimo da literatura de ficção e horror. Reconhecidamente influenciou grandes nomes do gênero, de Stephen King a Neil Gaiman, além de artistas de outras mídias (como o Metallica com a música ou Guillermo Del Toro no cinema). Portanto, especialmente para os amantes do horror, não é exagero afirmar que muito do que se cria nos dias de hoje seria bastante diferente se naquele 20 de agosto de 1890 Lovecraft não tivesse nascido.

    E é para celebrar o aniversário do autor que o Meia Palavra traz uma tradução de Fabio Bettega para “A cor vinda do espaço”, conto do autor escrito e publicado em 1927. Conta a história de um meteoro que cai em uma fazenda na cidade de Arkham, Massachussetts, fazendo com que uma estranha cor sugue toda a vida da área atingida, deixando os animais loucos e deformados, os vegetais sem gosto entre outros estranhos fenômenos.
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    Arquivos Anexados:

    Última edição por um moderador: 11 Ago 2015
  2. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Bacana!
    Obrigada pessoal do Meia!

    Li, fiz o download e coloquei no Tumblr um link pra o blog do Meia Palavra com essa ilustração aqui, da autoria de
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    :

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  3. imported_Shiryu

    imported_Shiryu Yippie-ki-yay...

    Eu li O Chamado de Cthulhu e outros contos e me decepcionei com o Lovecraft. Essa literatura fantástica dele e do Poe (à exceção de C. Auguste Dupin...) não me apetecem.
     
  4. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    Provavelmente porque não é o tipo de fantasia que você costuma ler. Quem gosta de livros de fantasia mais corriqueiros e vai ler Lovecraft ou Poe esperando encontrar algo parecido, acaba se decepcionando mesmo.
     
  5. G.

    G. Ai, que preguiça!

    Ha, que susto! vi aquele post enorme no blog e pensei que aquilo tudo fosse a resenha... depois que vi que era o conto desponibilizado na página:vergonha:
     
  6. imported_Shiryu

    imported_Shiryu Yippie-ki-yay...

    Quando comprei, já esperava uma fantasia diferente, só que simplesmente eu não gostei. Não acho que seja questão de costume, mas de gosto.
     
  7. Anica

    Anica Usuário

    me parte o coração qdo colocam poe e lovecraft no mesmo balaio. ambos escrevem histórias de horror mas são tão, tão diferentes em tema, desenvolvimento de narrativa e afins que me parece até injusto querer equipará-los.
     
  8. Rahmati

    Rahmati Grub grub grub uáááááá

    Esse conto foi a primeira coisa que li do Hovercraft (ops...) mas não vai ser a última :rofl:

    Gostei muito. Terror é assim, sem explicar o Mal.
     
  9. Pescaldo

    Pescaldo Penso, logo hesito.

    É que Lovecraft não é só uma fantasia "diferente". Ele é bem único no trato dos seus mitos. Eu prefiro dizer que, pra ler Lovecraft, você não pode esperar encontrar algo conhecido.

    Enquanto que a maioria das obras de outros autores fazem uma distinção entre moralidade e imoralidade (ou uma junção das duas), as criaturas do Lovecraft são completamente amorais.

    E também tem isso.

    Eu sei disso, mas realmente pareceu que eu coloquei no mesmo carrinho.

    Não lembro que teórico comentou que o Lovecraft passou a vida toda tentando continuar a obra do Poe, mas acabou tomando um rumo próprio no meio do caminho. Então, por mais que Poe tenho influenciado Lovecraft (e muita gente lê o Ofício Amoroso por conta do Poe), acaba tendo um choque.
     
  10. Deriel

    Deriel Administrador

    Eu anexei o conto ao início do tópico. eu mesmo havia "perdido" o danado
     
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  11. Ragnaros.

    Ragnaros. Usuário

    A questão é que os "Mitos" (e ponham aspas nesta palavra) elencados nos contos do autor não se coadunam em específico com os gêneros "clichês" que vemos por aí: é ocultismo, é horror, é fantasia, é realismo fantástico? O que gera a esta "meia indefinição" a respeito das obras de Lovecraft tem muito ligação com sua visão pessoal de mundo e sua predisposição ao chamado Cosminicismo - filosófico:

    Ou seja, a grosso modo, a vida humana é insignificante perante a existência do universo e tudo o mais; as divindades dos Mythos se afastam desse conceito de deidade - pessoal, que zela por seus adeptos ou mandam sinais, milagres, acontecimentos, fenômenos ou evidenciam grandes ciclos de renovação/desaparecimento, justamente por estarem além de uma importância religiosa ou com a necessidade de existirem (conforme a noção religiosa comum da existência de deidades).

    Então para quem amou a Antropomorfia criacionista no Ainulindalë com o Ainur-humanos de Tolkien que prenunciam o Universo em prol dos homens e elfos, se horroriza em saber que os cosmos são nada mais nada menos que as emanações psiônicas de uma corte insana do deus idiota, letárgico e demiurgo Azathoth rodeado por seus "músicos", no intento de manterem coeso a própria existência do universo:
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    Azathoth - uma vez que é o sono do Deus-Burro que mantém o tempo e espaço:

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    A humanidade não importa, é supérflua, não prioritária quanta suas ações ou protagonismo. Não há um Béren, não há um Tyrion Lannister. O que temos é um Charles Dexter Ward um louco teosofista numa história filosoficamente Pessimista/Realista que trata (ou melhor, destrata) qualquer noção de vida após a morte - nos levando à uma discussão incômoda que não vamos querer (em geral) em nossa existência. Em vez disso:

    Seríamos isso:

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    Seu estilo de escrita, para alguns decadentistas, para outros um realismo fantástico em que os interlocutores são arqueólogos e agem como arqueólogos. Ou são investigadores desprovidos de uma "Femme-Fatale", mas que enlouquecem diante da sua insignificância e insignificância cósmica de tudo o que fizermos diante do colosso do universo. É assustadora essa percepção.

    Vide, por exemplo, nas "Montanhas da Loucura". A melhor obra do escritor, na minha opinião. Não pelo detalhismo dos geólogos retratados ou pela civilização dos "Elder Things" e seus confrontos titânicos pela supremacia na Terra. A parte que mais me choca é o que trata da origem da humanidade: A grosso modo, para as ciências somos resultados de vários e vários anos de processos químicos + seleção natural. Já Lovecraft (cruelmente) deturpa o que na visão idealizada/sentido religioso trata da atribuição divina à origem do homem. O homem nada mais nada é do que um monstro de laboratório dos "Seres mais velhos" - apenas experimentos que fugiram de um protocolo de segurança - ou seja, engloba o sentido científico para a origem da humanidade ao mesmo tempo que une a visão mítica.

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    É um "escárnio" (se é que há/houve a intenção de Lovecraft) à ideia de um construto perfeito na formação humana, na sua origem, no tal design inteligente à essa máquina perfeita que somos ou dizemos que somos. Os monstros, demônios e deuses são bem mais as leis, teorias e fenômenos cósmicos-naturais, indiferentes a existência da vida 0u a importância que damos a ela. Em termos atuais, quem mais se aproximou desta premissa foi o Alan Moore:

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    Última edição: 11 Ago 2015
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  12. Reverendo

    Reverendo Usuário

    E frequentemente, indiferentes.
    Para elas, nós não passamos de vermes indignos de atenção.
    Os demônios tradicionais desejam o ser humano. Os demônios "lovecraftanos" não estão nem aí.
     
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  13. HP Lovecraft é um autor ainda hoje incompreendido e desconhecido em parte. Seus contos têm ganhado certa visibilidade e aprecio qualquer atitute voltada para sua divulgação! Quem nunca leu não sabe o que está perdendo!!
    A obra de Lovecraft (para íntimos rsr) feita realmente para não ser compreendida em sua totalidade, pois mostra a própria intenção da filosofia do autor de que o mundo é um mistério para os seres humanos e que nós nada compreendemos. Nossa ciência, nossas leis, sentimentos, desejos e aflições nada significam diante da grandeza do universo. Nossa ignorância é nossa salvação.
    A vida desse grande escritor foi bem difícil e reflete diretamente na suas obras. Sempre digo que adoro ler porque, muito mais que o prazer proporcionado pela história, é possível assimilar algum traço, alguma característica de quem a escreveu. E no caso de Lovecraft, pode-se inclusive conhecer sua alma, pois ele se colocou inteiramente nos seus contos. Por isso é impossível classifica-lo como simples escritor gótico. Ele simplesmente criou toda uma concepção de filosofia sobre o entendimento do universo e do papel do homem, podendo inclusive ser correlacionada com a perspectiva existencialista. É sem dúvidas um dos meus preferidos!!!
     
  14. Grimnir

    Grimnir Usuário

    Passando só para avisar que esse conto e outros do Lovecraft publicados pela Hedra estão disponíveis para Kindle.
     
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